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Una 60 anos

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Por Bianca Morais 

O Jaleco é um equipamento de proteção individual utilizado por profissionais da saúde. A cor branca foi escolhida por representar a bondade, a limpeza e a tranquilidade, características essenciais a um trabalhador responsável por atender pessoas em uma questão delicada.

Um jaleco branco representa um profissional cuidadoso e preocupado com seus pacientes, proporcionando a eles um atendimento excelente.

A Cerimônia do Jaleco é o nome dado a uma celebração tradicional em várias universidades ao redor do país que tem como intuito ensinar os calouros a como utilizar o EPI da maneira correta. Nela os alunos recebem dicas e são orientados em quais aulas e lugares podem utilizá-los. 

Na cerimônia os estudantes vestem o jaleco pela primeira vez, é o início de um grande ciclo que ele irá começar, é a expectativa de que, dali alguns anos ele irá se tornar um responsável pela vida e saúde de muitas pessoas.

Entrar em uma faculdade não é algo fácil, existe o vestibular, o dinheiro investido e toda uma dedicação por parte do estudante, principalmente quando se trata de cursos da área da saúde, o jovem chegar ali é uma vitória por isso, a Cerimônia do Jaleco, muito além de sinalizar os calouros como utilizar o jaleco da forma correta, é uma conquista. 

No Centro Universitário Una, a cerimônia do Jaleco é um evento que acontece semestralmente nos cursos de saúde da Faculdade UNA Pouso Alegre. Idealizada pelas professoras Mariana Pereira Borges e Gabriela Yanagihara, do curso de Fisioterapia e potencializada pela coordenadora Paula Rocha, a cerimônia do jaleco teve sua primeira edição em 2020/02.

O evento é destinado a todos os alunos da saúde que iniciarão o estágio curricular obrigatório no semestre seguinte. São convidados professores do curso para celebrarem o momento e proferirem palavras de incentivo aos discentes que iniciarão suas atividades profissionais. Os educadores instruem os estudantes a convidarem seus padrinhos da graduação, ou seja, aquele familiar, amigo, parceiro que ele considera muito importante durante sua trajetória na universidade.

Para a cerimônia, a Faculdade UNA Pouso Alegre presenteia os estudantes com um jaleco bordado do curso para que ele possa usar durante suas atividades de estágio.

Um cerimonialista é convidado para realizar a narração do evento que se inicia com uma abertura oficial, além da fala da direção e da coordenação. Posteriormente, acontece a homenagem dos professores de cada curso e esse é um momento emocionante, pois normalmente são convidados docentes que estiveram com a turma desde o começo do curso, e suas palavras se comportam como um “envio” desses alunos e um voto de confiança de que estão preparados para a atuação profissional.

O terceiro momento acontece com o proferimento do juramento de cada curso. Nesse momento, um professor profere o juramento e os estudantes simbolicamente fazem o gesto. Depois do juramento, os padrinhos convidados ajudam o aluno a vestirem seus jalecos o que simboliza a confiança depositada neles e o orgulho pelo caminho que trilharam.

Ao final do evento, os estudantes são convidados a se expressarem e a adesão é muito alta. “Podemos presenciar momentos de alegria, emoções, testemunhos e falas que tocam nossos corações. Houveram momentos que os familiares tomaram a fala e homenagearam os alunos”, diz a coordenadora Paula Rocha.

A cerimônia se encerra com uma apresentação com música e fotos das turmas, preparada pela comissão de organização do evento.

“Diferente de outras faculdades, em que a cerimônia do jaleco acontece no início do curso, nós da Faculdade UNA Pouso Alegre realizamos ao final, pois entendemos que esse é um momento marcante para a entrada do aluno no campo de estágio. É um momento personalizado para a turma e que eles esperam com muita ansiedade. Acreditamos que realizar a cerimônia como celebração dessa ponta final do curso é algo muito especial e que tem cativado os estudantes”, completa Paula.

As duas edições realizadas foram remotamente dada a questão da pandemia, o que permitiu ser aberto para familiares e amigos. Para as próximas edições o desejo é realizar em ambiente presencial, a depender do número de alunos.

“Para nós, da Una, esse evento é nossa marca. É o momento mais importante da vida e sonho do nosso aluno e, portanto, nossa missão cumprida”, conclui a coordenadora.

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Após mudança de nome, a cafeteria fechou parceria com a Una a fim de auxiliar na inovação da marca visando mais requinte e sofisticação.

Por Keven Souza

Existem alguns pequenos prazeres na vida, para os amantes de café, não há explicação lógica que atenda à dimensão do sentir o aroma e sabor da bebida. Não importa se a pessoa é entendedora de grãos, se acrescenta açúcar ou chantilly, o que realmente conta de fato é a qualidade e as distintas sensações que o café pode fornecer. Tem quem goste de cafés especiais, aqueles que seguem padrões de qualidade, diversidade e processo. Para este estilo, são exigidos cuidados especiais de cultivo e preparo por conter propriedades intrínsecas, a fim de oferecer uma bebida “premium” com aspectos sensoriais.

Em Belo Horizonte, a Manní Cafés Especiais é uma cafeteria que tem como propósito oferecer interações sociais, além de uma experiência em cafés com diversidade de origens e de métodos de preparo. Carrega consigo a sustentabilidade dos produtos que comercializam, além de trazer com excelência e com procedência, a vocação natural para produzir grãos de qualidade e incentivar o comércio direto entre o produtor e toda a cadeia de valor do café especial. 

Por estar dentro da Una Cine Belas Artes não só acreditam em pessoas, como também se movimentam por elas e para elas, é um espaço que valoriza todo o caminho da bebida e o que está além da xícara. Nesta perspectiva, entende que assim como pessoas, marcas tendem a se mover e precisam evoluir. Por isso, ao existirem para representar a essência do café premium, a cafeteria passou por uma reformulação de identidade visual a fim de inovar a marca visando mais requinte e sofisticação. 

Na decisão, a Fábrica (coletivo dos laboratórios de economia criativa da Una), através da Agência Luna, trabalhou junto ao diretor criativo e profissional referência do negócio, Renato Falci, a fim de auxiliar no rebranding da marca, pensando em conceitos, valores e referências, para ‘repaginar’ a cafeteria sem se quer perder os seus princípios que os fazem ser únicos. A ação denominada de “Rebranding do café Paladar Espresso” teve início em abril deste ano e foi finalizada em julho.

O projeto contou com a participação de Leonardo Cândido, como cliente, Renato Falci, enquanto diretor criativo e profissional referência do negócio, Victória Moura e Giulia Cortesi, no papel de alunas do curso de Publicidade e Propaganda e diretoras de criação e arte do time, Letícia Dias, bem como líder do Núcleo de Moda Una com a gestão de parcerias e Larissa Santiago com a direção técnica, na função de coordenadora do projeto.

Leonardo da Silva Ferreira Cândido, que é administrador da cafeteria, explica que, a proposta da parceria acontecer junto à Fábrica, decorreu pela a sinergia entre a Una e o Cine Belas Artes, que já havia sido instaurada pelo patrocínio do Grupo Ânima. Com isso, surgiu a ideia de se aproximar ainda mais da faculdade, para que, por meio do branding da Manní, os alunos pudessem acompanhar na íntegra o processo de desenvolvimento de reestruturação de identidade do espaço.

“Cheguei a contratar um especialista em gestão de projeto de branding, no caso Renato Falci, para desenvolver uma marca nova para a minha cafeteria. O mesmo sugeriu que eu entrasse em contato com a Una, para que os alunos acompanhassem de perto o processo de desenvolvimento do projeto, pois a ideia era se aproximar da instituição, uma vez que estava estabelecida a parceria com o cinema”, explica o responsável pela cafeteria. 

Desde 2019, a cafeteria estava operando com o nome de Paladar Espresso, no entanto após o projeto, o espaço passa a ser chamado de Manní Cafés Especiais. De acordo com Leonardo, foi a experiência de Renato como gestor de projetos de branding e sua atuação no mercado de cafés especiais, junto ao suporte das alunas da Una, que facilitou o desenvolvimento dos conceitos da atual marca e consequentemente trouxe efeito positivo no resultado final. “O atual nome tem inspiração na região que deu origem ao café e a estética da logomarca tem como referência e inspiração as artes dos povos originários que estão localizados dentro do cinturão do café”, salienta Leonardo.

O que muitos não sabem é que, ao possuir características extensionistas, o projeto condiz com o posicionamento da Una, de se empenhar para impulsionar seus estudantes a serem protagonistas do seu próprio futuro. Larissa Santiago, que é publicitária especialista em Inteligência de Mercado e foi coordenadora dos alunos nesta ação, afirma que, o fato das estudantes terem atuado a favor de desenvolver um projeto de marca para uma empresa real, voltada ao setor de vendas, é de grande valia para proporcionar a autonomia de ambas em atividades requeridas no mercado, além de estimular a construírem um portfólio rico e diverso. 

“Durante o processo, puderam aplicar metodologias aprendidas em sala de aula na prática e ter a orientação dos profissionais com experiência no mercado envolvidos. Isso tudo de forma online, ou seja, se desenvolveram enquanto profissionais com soft skills para enfrentar modelos de trabalho do futuro – híbridos e remotos”, afirma Larissa, sobre as habilidades estimuladas aos alunos.

Ela explica que as principais funções das estudantes aconteceram em várias etapas, entre elas a criação do nome e do design da marca, onde acompanharam e contribuíram com o desenvolvimento do projeto liderado por Renato. E que foi desenvolvido, junto ao profissional, a construção de missão, visão e valores da empresa; o manifesto, arquétipo e linguagem visual da marca; o processo de Naming e o benchmarking; além do estudo e pesquisa para apoiar na criação da logo; entre outras funções. 

Para a estudante Victória Moura, que foi uma das alunas atuantes no projeto, a palavra que sintetiza sua participação ao longo do processo, é a gratidão. Ela decidiu entrar para ação com intuito de aplicar seus conhecimentos adquiridos em sala, mas muito antes da sua participação, havia em si mesma a inquietação para atuar em novas áreas profissionais e foi durante o projeto que a decisão de migrar de Social Media para estrategista de marca, de fato aconteceu. “Entrei com intenção de aplicar algumas leituras e cursos que concretizei e claro, desenvolver o projeto como um passaporte de entrada para o mercado”, diz a aluna.

Sua função, ao lado de sua colega Giulia Cortesi, foi trabalhar no backstage a favor de auxiliar na parte estratégica da marca com a elaboração de conceitos e ideias essenciais para definir a identidade visual final. Uma tarefa que, não só a ajudou a ampliar sua compreensão sobre técnicas e habilidades do universo do designer gráfico e publicitário, como também, abriu novas oportunidades de trabalhar em novos projetos como freelancer. 

“Absorvi uma gama muito mais ampla de técnicas e ferramentas de planejamento de marca, que proporcionam atuar em vários aspectos de uma mudança visual. Isso certamente mudou o rumo da minha formação, que com certeza agora é mais robusta e de cunho mais especialista. Talvez um diferencial, que me abriu portas para fechar projetos de marcas acima dos quatros dígitos financeiros”, ressalta a aluna. 

Após a finalização do projeto, a Manní Café Especiais, tem se esforçado para pensar em um cardápio variado que harmonize com o café, seja ele em qual método ou estilo for. Hoje, a atual marca trouxe melhorias no delivery e estima-se possuir, atualmente, maior frequência por parte de clientes que consomem tanto pelo site, quando retiram ou solicitam no local. 

O resultado da nova identidade visual tem sido sucesso, principalmente pelos amantes do café, onde se percebe toda a ligação com a marca e o produto. “Há maior compreensão por parte das pessoas, de que somos mais do que uma cafeteria de cafés especiais e isso tem feito toda a diferença. Já tenho clientes vindo exclusivamente para o café por causa da diversidade dos nossos grãos e premiações”, define Leonardo da Silva Ferreira Cândido, sobre a finalização do rebranding

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Por Keven Souza

Vinícius Vieira Costa, que é pesquisador e doutor em Química, trabalhou por muito tempo como professor e coordenador acadêmico da área de Engenharias. Foi diretor de negócio das unidades centrais de Belo Horizonte, onde fortaleceu, através da sua eficiência operacional, a Elaboração de Planos de Desenvolvimento Institucional e Processos de Autorização e Reconhecimento de Cursos a favor de prospectar melhores resultados voltados ao ambiente interno da Una. 

Com vasta experiência no mercado, Vinícius, é hoje, diretor microrregional das unidades educacionais da instituição localizadas em Conselheiro Lafaiete, Itabira e Pouso Alegre, no qual  trabalha na Gestão de Processos, Desenvolvimento de Pessoas e no Marketing de relacionamento B2B. Em entrevista para o Contramão, Costa, comenta sobre sua trajetória junto à Una  e compartilha vivências de vida e mercado. Confira!

Como surgiu o convite para ingressar na Una e por quê decidiu fazer parte da instituição? 

Entrei na Una como professor em fevereiro de 2015. Havia uma vaga em aberto, quando soube logo enviei meu currículo e participei do processo seletivo. Mais tarde recebi a notícia de que me deram a oportunidade de entrar para a instituição. Sou muito grato a Una, porque é onde eu desenvolvi minha carreira de fato. Antes disso, eu já era pesquisador, trabalhava com química, especificamente com fragrância, só que em 2016, como a vida nos surpreende, com muito orgulho acabei entrando para a área acadêmica. Assumi a coordenação e em um ano e meio acabei sendo promovido a coordenador de curso. Digo que é como se tivesse ganho na loteria, porque a empresa não me conhecia 100%, então confiar em mim para atuar como gestor da Una Aimorés foi uma experiência incrível. 

Afirmo hoje que, é algo que me trouxe visibilidade na instituição e me recordo que desde o início, o que me encantava na Una, foi o nicho de projetos extensionistas. Acredito na importância de trabalhar com este viés, que tanto a Una, quanto a Ânima, como todo, estão se fortalecendo para trazer essas atividades, ao lado sociedade. Lembro que no passado não era assim e hoje, graças a nossa matriz, os projetos estão fortes e partem da premissa de serem extensionistas.

Você está há quase 7 anos junto à Una, o que a instituição representa para você? 

Em 2018, após anos como professor e coordenador, acabei assumindo o cargo de diretor, desde o inicio minha carreira teve uma ascensão muito rápida e sou expressivamente grato ao meu líder atual, Rafael Ciccarini, e agradeço a todos os meus líderes passados que acreditaram no meu trabalho. Na minha visão, gratidão é a palavra que resume a Una para mim,  poder trabalhar numa instituição de ensino como esta é estar em volta de inúmeras pessoas, de diferentes áreas, se agregando e enriquecendo culturalmente, somando-o à nossa carreira de forma brilhante. 

Quais foram as principais ações e projetos que realizou a favor das unidades da Una?

Digo que participei de inúmeros projetos que vieram a somar bastante à Una como instituição de ensino, um deles se chamava i-Polinovar. Lembro que o apresentei numa entrevista com outro professor, logo quando entrei na Una Liberdade. O projeto foi criado para atuar com oito cientistas e pesquisadores, durante oito minutos debatendo diversos assuntos. Trabalhei também na integração e imigração dos cursos da Av Raja Gabáglia e Barro Preto para o campus Aimorés. Assumi, como desafio, projetos e ações de cidades do interior. Participei também da troca de marca da Unibh da Cristiano Machado para a Una. Uma trajetória extensa e cheia de ações. 

Por muito tempo você foi professor, o que te motivou a exercer o cargo? Esse papel lhe traz orgulho e boas lembranças? 

No que diz respeito a docência,  sempre gostei de atuar em vários âmbitos, minha trilha para trabalhar em sala de aula aconteceu em torno do acaso, porque não imaginava e nem pensava em ser professor, mas nunca disse também que não seria. Lembro que para escolher qual graduação cursar, a decisão de entrar para química foi difícil, pois gostava de história, engenharia, biologia… E em um certo momento algo me direcionou para aquela área e da mesma forma aconteceu com a docência. Após fazer a licenciatura em química, houve uma maior convergência para atuar de fato na área acadêmica.  A princípio lecionava projetos, cursinhos e aulas para o EJA, algo que me aconteceu organicamente e de forma natural. 

Hoje tenho planos de trabalhar em treinamentos empresariais, voltando mais para a área técnica, onde me especializei de fato, pensado por aí atuar como químico também, sem deixar de prosseguir com a parte acadêmica. 

Na sua visão, a mudança da grade curricular da Una para o novo modelo de ensino de UCs é pensada como uma evolução e transformação no ensino superior? 

Como químico tenho propriedades para dizer que todo modelo de ensino tem seus pontos fortes e suas fragilidades, e na educação usamos este modelo para passar de maneira eficaz o conhecimento, mas de todos os que já presenciei, o modelo atual da Ânima, que trabalha em forma de unidades curriculares (UCs) integradas a favor do Ecossistema de Aprendizagem circular, é um  dos mais assertivos e futuristas. 

É normal levarmos um tempo para entendermos a ideia do novo currículo, mas a proposta dele vem para avançarmos no quesito de proporcionar ao aluno o antecipamento de certificados e aplicação imediata de conhecimentos específicos ou teóricos ainda na graduação. Esse método em um processo seletivo, por exemplo, é de vital importância para colocar nossos estudantes à frente no mercado e afinal isso condiz com nosso posicionamento. 

Em relação ao seu atual cargo, como está sendo a experiência de administrar as unidades da Una em diferentes cidades? 

Incrível e ao mesmo tempo muito interessante! Por estar trabalhando direcionado a unidades do interior, voltado a cidades diferentes com múltiplas culturas e realidades, há uma absorção extrema da riqueza e diversidade regional de cada lugar. Como disse, gosto de explorar e conhecer novos lugares, poder estar em Itabira, Conselheiro Lafaiete e Pouso Alegre é estimulante, porque continuo residindo na capital e transitando por esses municípios, não como turista, mas sim como profissional. E não me imagino estar em um ambiente estável sem novidades e por sorte na Una as coisas são dinâmicas. E isso para mim é gratificante.

Como você avalia sua trajetória no mercado e seu crescimento profissional até hoje? 

Acredito que a minha jornada foi pautada por um crescimento instantâneo. Parto da premissa de que nossa carreira profissional não começa aos 18 anos e se finaliza na aposentadoria, penso que somos seres constantes e particularmente possuo planos ao lado da Ânima e também fora dela. Talvez seja possível trabalhar futuramente em projetos e consultorias, algo mais pontual, que aconteça paralelamente a vida acadêmica.

Vejo o emprego, atualmente, como dinâmico, o que vimos na pandemia só concretiza essa tese, você pode contratar um profissional excelente que resida em outro território, por exemplo, que por meio do uso da tecnologia o trabalho acontece da mesma forma. Então analiso a questão da carreira de forma bem otimista e processual, precisamos preocupar com a nossa trilha profissional e não focar no cargo em si, porque o cargo é fluído, a gente muda de posição a qualquer momento, comigo foi assim na Ânima e sempre será assim, gosto disso, pois é uma oportunidade de traçar novos horizontes e assumir vieses paralelos. 

Em sua trajetória profissional, você se tornou pesquisador, essa é uma área importante e necessária para o Brasil? 

Como já trabalhei com ciências desde a minha graduação, tive muitas oportunidades envolto da pesquisa de vanguarda e afirmo que é uma área necessária e que carece de crescimento econômico e desenvolvimento tecnológico no país, além de uma triangulação flexível entre a universidade, a pesquisa e o mercado. 

A pesquisa tem que ser aplicada e direcionada à atender as necessidades do mercado com propósito de desenvolver a ciência pelo seu ser. É super importante visualizamos a carência que nosso país sofre de desenvolvimento público. O mercado possui hoje mais interesse nesse investimento, então falta esse casamento entre universidade e empresa, para termos a oportunidade de contar com o dinheiro privado e possuir mais recursos de financiar as pesquisas e não sermos totalmente dependentes do dinheiro público. Acredito dessa forma e precisamos correr neste eixo. Além disso, vejo a Ânima mais próxima da linguagem do mercado, o relacionamento que temos com o canal empresa abre muitas possibilidades de desenvolvermos pesquisas de forma aplicada e eficaz. 

Na sua opinião, a educação vem sendo um instrumento poderoso que transforma, por meio do conhecimento, diferentes realidades sociais? A Una acredita nesse propósito?

O nosso país é vasto, temos uma extensão territorial enorme a nível continental, só que é uma Federação carente e diante disso, o posicionamento da Ânima é acreditar na transformação da sociedade por meio da educação. Vestir essa camisa, principalmente no Brasil, é entender que não é transformar a elite por meio da educação e sim, transformar a massa e o país como um todo. O que inclui pessoas de baixa renda, que observam na educação a oportunidade de desenvolverem sua ascensão profissional, pessoal, econômica e cultural. 

E afirmo que é um posicionamento ousado e muitas vezes difícil, posto que é indispensável uma acessibilidade aos diferentes perfis de brasileiros que se tem no país, mas que motiva a todos nós que trabalhamos para a empresa, a prezar e priorizar a qualidade acadêmica, algo que estamos alcançando cada vez mais. 

Como foi e como está sendo ser diretor de unidades da Una? 

É simples, quando se é professor você tem ao seu alcance o poder de transformar as ideias em nível local, através de uma turma, e como coordenador você consegue mudar uma gama de cursos com um olhar mais macro. Sendo diretor seu olhar é voltado ao microrregional, onde se faz um trabalho traçado em relacionamento de equipe, direcionamento e entrega de resultados. Ou seja, você sai de uma visão técnica para uma visão gerencial e estratégica.

E por causa disso, acredito que, por vim da área técnica, a bagagem dos antigos cargos possam ter me ajudado a desenvolver o braço de gestor. As promoções de assumir como coordenador e diretor, foi a oportunidade de aumentar e expandir minha visão sistêmica. Reafirmo o que disse, as competências são desenvolvidas quando você busca experiências diferentes para atuar de forma mais solene e ávida. 

Estando onde você chegou, por meio da educação, qual conselho você daria para os alunos que pretendem alcançar o sucesso profissional em suas respectivas áreas? 

Aproveitem todas as oportunidades. Temos um ecossistema educacional bem diversificado culturalmente e regionalmente, então façam parte das ações e desenvolvam a autonomia de correr atrás e usufruir dos nossos diferenciais. Sejam proativos!

A Una completa seus 60 anos em outubro, deixe um recado para marcar essa data tão especial. 

Todos esses grandes marcos, como 50, 60 e 100 anos, são períodos interessantes para fazermos uma reflexão da nossa trajetória. Essa data, por si só, está sendo demasiadamente importante, pois estamos passando por uma pandemia e mesmo assim tivemos grandes evoluções ao longo desses anos, como a atualização da matriz, a mudança na forma de agir com o mercado e parceiros, o crescimento exponencial da nossa companhia (Una). Somos a Una que começou com poucos cursos no início e hoje se tem diversificação em áreas. 

Então é o momento de refletirmos sobre nossa história e prospectar os próximos caminhos, como os 70 anos. E vamos em frente, para continuarmos sendo reconhecidos como uma instituição diferenciada e disruptiva. 

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Por Bianca Morais

Nesse mês de setembro, a unidade da Una no Barreiro, completa seus 15 anos, mesmo ano em que o Centro Universitário Una completa seu sexagenário. O campus localizado na região do Barreiro, uma das mais movimentadas da capital mineira, é sem dúvidas um local que abriu portas e oportunidade para aquela localidade.

Atualmente a região, que se industrializou em meados do século XX, se modernizou, expandiu e entre as regionais de Belo Horizonte é uma das mais populosas, com cerca de 300 mil habitantes, distribuídos em 54 bairros. Caso fosse emancipado, o Barreiro estaria entre uma das maiores cidades do estado.

Agora imagine, um belo horizontino, que carrega consigo a vontade de fazer uma faculdade, que vive e trabalha na região, precisar se deslocar para o centro da capital ou lugares mais distantes para estudar. Um dos lemas do Grupo Ânima, mantenedor da Una, é “Transformar o país pela educação”, oferecendo um aprendizado de excelência, com os melhores profissionais do mercado, incluindo inovações e melhorias, e foi dessa maneira que há 15 anos a instituição chegou no Barreiro.

A Una Barreiro está localizada dentro do Via Shopping, o principal centro comercial da região, e próximo a importantes indústrias. O aluno tem a sua disposição no lugar, modernos laboratórios de informática, laboratórios de empresas simuladas, áreas de convivência e biblioteca com amplo acervo. São mais de 3 mil estudantes, distribuídos em mais de 36 cursos de graduação das áreas de saúde, ciências agrárias, humanidades, engenharias, Tecnologia, Ciências Jurídicas e Gestão.

 

O início de tudo

A unidade inaugurou com os cursos da área de Gestão, sobretudo, tecnólogos como Processos Gerenciais, Gestão de Recursos Humanos, Comercial, da Qualidade e Logística, além dos cursos tecnólogos da área de tecnologia como Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Em seguida, diante da autorização do MEC e da grande demanda, iniciaram os cursos de Engenharias: Civil, Mecânica e Produção.

Os cursos tecnólogos de gestão e tecnologia tinham alta procura, mas a oferta dos cursos de engenharias foi o grande marco do crescimento da unidade, chegando a formar seis turmas simultâneas. Durante a trajetória do campus existiram alguns marcos de aumento procura divididos por áreas. No começo foi na área da gestão, com os cursos tecnólogos e depois de bacharelado, como o curso de Administração. 

Os cursos de engenharias deram seu pontapé inicial em 2012, com uma grande busca na região do Barreiro e do entorno, iniciando o semestre com a entrada de aproximadamente 300 alunos apenas nestes cursos: Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção. Posteriormente, a área da saúde iniciou no campus trazendo muita demanda e aumento do portfólio de nossos cursos possibilitando a oferta de serviços à comunidade com a Clínica Integrada da Saúde.

Atualmente os cursos mais procurados são os da saúde, Direito e Psicologia. 

“A UNA Barreiro teve um crescimento de portfólio de cursos permitindo o acesso da comunidade local em cursos superiores de qualidade. O campus além da sua grande ampliação foi projetado de forma que a comunidade fizesse parte com possibilidade de prestação de serviços como clínica integrada da saúde, NPJ, Bureau”, conta Tatiane Puiati, diretora do campus.

 

Os projetos da unidade

A unidade se localiza em um polo industrial em constante crescimento, por isso, está sempre promovendo projetos que contribuem com o despertar dos jovens para o conhecimento científico, como é o caso do “Viver Ciência”.

O projeto Viver Ciências iniciou através do discurso de um palestrante no simpósio dos professores, que relatou a experiência do aluno do ensino médio de vivenciar a ciência dentro de uma universidade, com a vivência e orientação dos professores do ensino superior e a proximidade de vivenciar uma universidade, despertando o interesse de um cursar uma faculdade. 

A então coordenadora, Iracema Campelo, idealizou o projeto com os professores da área de engenharia, visando contribuir para o desenvolvimento dos alunos da rede pública do ensino fundamental na área de ciências, pensando no aprendizado baseado na experiência do aluno.

O projeto inicialmente foi direcionado aos cursos de engenharias com a oportunidade dos estudantes vivenciarem práticas nesta área, podendo ser ampliado para outras possibilidades como gestão e tecnologia. Ele permite uma formação dos alunos de ensino médio de comportamento, soft skills, raciocínio lógico e práticas em química e física possibilitando o aprendizado na prática.

Além do projeto Viver Ciência, a Una Barreiro procura estabelecer uma relação com a comunidade de parceria e oferta de serviços como a Clínica Integrada da Saúde com atendimentos na área de nutrição, fisioterapia e psicologia. Inclusive, a inauguração dela será feita de forma presencial como uma das comemorações do aniversário de 15 anos, a clínica já está em funcionamento, no entanto, em função da pandemia, ainda não tinha ocorrido.

“Temos o serviços de jurídico através do núcleo de práticas jurídicas. A UNA Barreiro também oferece atendimento de serviços através do Beta – Bureau (Escritório) de Engenharia, Tecnologia e Arquitetura com atendimento de revitalização de praças junto às prefeituras, projetos de arquitetura e civil, desenvolvimento de sites e aplicativos e assessoria nessas áreas”, explica Tatiane.

Tendo parcerias com a prefeitura de Belo Horizonte, Ibirité, Sarzedo, Comunidade Viva do Barreiro e todas as empresas da região, a Una Barreiro oferece atendimento em todas as áreas do conhecimento como:

– Clínica de psicologia

– Clínica de Nutrição

– Clínica de Saúde

– Serviços Jurídicos através do NPJ

– Serviços Financeiros e Contábeis através do NAF

São atendimentos gratuitos e desenvolvimento da comunidade, escolas e empresas da região através dos mais de 30 projetos de extensão realizados pelos alunos e professores a cada semestre.

Os 15 anos

Nesse aniversário de 15 anos da Una Barreiro, a unidade pretende valorizar a comunidade local que faz parte da história do campus, dos alunos e professores. 

“Estamos investindo cada vez mais na infraestrutura, qualidade acadêmica e na área de saúde e ciências agrárias”, conclui a diretora.

Com a palavra, os alunos

Geisiane Bonifácio Andrade

“Ingressei na UNA em agosto de 2018 através de prova vestibular, no curso de Administração – LF Administração de Empresas. Estou na reta final, cursando o 7º período do curso. Escolhi o Campus Barreiro, pela proximidade da minha casa, já que moro no bairro Diamante.

Consigo estudar, graças a oportunidade do programa Pravaler. Eu não teria condições de pagar a mensalidade integralmente e, pelo que sei, é um programa que outras universidades não tem. A UNA tem me atendido muito bem nesses 3 anos e meios que estou por aqui, sempre que precisei foram atenciosos e dedicados a resolverem os problemas. Gosto da liberdade de expressão e criação que eu tenho dentro da Una, posso criar, posso projetar, posso propor e isso é algo que pra mim, faz toda a diferença.

Sempre tive uma boa referência do Centro Universitário Una. Ouvia conhecidos dizendo que a qualidade de ensino era muito boa e que a faculdade estava preparando profissionais para um mercado de trabalho que estava cada vez mais competitivo. E eles tinham razão, nesses 3 anos e meio de curso, a UNA vem de fato me preparando na prática para o mundo lá fora, desenvolvendo em mim as competências de hard e soft skills, tão necessárias para se competir no mercado.

Na UNA eu sou líder de turma há 6 períodos, há mais ou menos um ano me tornei também representante do curso no colegiado do MEC. Criei uma relação de carinho, admiração e respeito com meus professores e meu coordenador. Se eu puder citar: Wander Moreira, Fabiana Almeida, Paloma Xavier, Patrícia Nascimento, Cláudia Martins, Frederico Vargas e meu coordenador Flávio Santos que, desde a primeira vez que pude ouvi-lo em sala, falando sobre administração e o poder da gestão, eu me senti inspirada e sabia que tinha acertado na escolha do meu curso, porque era exatamente o que eu queria. Por diversas vezes me coloquei pessoalmente para eles, com questões de trabalho, projetos, desenvolvimento de carreira e etc. Eles sempre ouviram e apoiaram da melhor maneira possível.

Recebi menção honrosa em Maio de 2021 da UNA Barreiro pela arrecadação de alimentos na campanha Drive Thru solidário.

Participei de muito eventos bacanas na universidade, mas três, são bem marcantes para mim:

  •   Summaê da Gestão
  •   La Casa da Gestão
  •   Rei & Rainha das Exatas

Participei também, por dois semestres consecutivos, do Canal Integrado da Gestão que traz uma vivência muito marcante de como é a realidade de diversas empresas. No projeto, realizamos uma consultoria com as empresas. Ouvimos suas dores, visualizamos os problemas e com base no conhecimento adquirido em sala, de modo analítico, criamos soluções, projetos de melhoria e apresentamos aos empresários. E é uma alegria imensa, você, ainda que estudante, possa ajudar um empresário a tocar melhor seu negócio e dar para ele e sua empresa uma nova perspectiva. Nesse projeto de extensão, tive a chance de ajudar duas empresas.

Nos projetos interdisciplinares (semestrais), fui muito marcada pelo grau de dificuldade e desafio que os professores sempre propuseram, mas também, sobretudo, pelo resultado alcançado. Três projetos me marcam muito:

  1. Elaboração de Plano de Negócios, de acordo com a cartilha do Sebrae no 5º período. Nós elaboramos o plano de um PETSHOP – Vida Animal, foi muito difícil pensar em todas as variáveis que um empreendedor precisa ter em mente antes de abrir uma empresa, mas por fim, elaboramos um plano interessante, capaz de gerar uma lucratividade palpável.
  1. Criação de uma empresa Sustentável, no 4º período. Nós criamos uma empresa de roupas chamada AMBIENTE. As matérias primas como algodão orgânico, seriam utilizadas na confecção, para além de reutilização da água utilizada na fabricação do Jeans. E no mundo de hoje, é difícil imaginar a sustentabilidade né? Foi desafiador, mas por fim conseguimos unir o Sustentável com o Rentável.
  1. No meu 2º período tivemos liberdade para escolher a proposta de trabalho. Eu sou muito ligada ao social, sendo voluntária e engajadora de alguns projetos que têm ajudado centenas de pessoas a ter dignidade. Pensando nisso, quis fazer algo para levar o conhecimento adquirido em sala para outras pessoas. Pensei no nicho de jovens e criamos o projeto “Financial Umbrella Academy” para jovens do ensino médio, em regiões de alta vulnerabilidade social do Barreiro. Esse projeto se mantém hoje suspenso, por conta da situação de pandemia, mas, após o segundo período, continuamos indo às escolas, palestrando e mudando vidas com aulas práticas, um material didático totalmente adaptado a linguagem do público-alvo e aplicação de conteúdo lúdico através de um jogo de tabuleiro que criamos, para deixar a abordagem mais divertida. Esse, sem dúvidas, é o projeto que mais me marca. A UNA apoiou muito esse projeto, inclusive se disponibilizando a fornecer certificados para os alunos participantes e brindes”.

 

Fabrício Adriani

 “Entrei na Una Barreiro em agosto de 2018 para o curso de Administração de Empresas, escolhi a unidade por morar na mesma região, e atualmente, está atendendo minhas necessidades. Neste 2º semestre de 2021, estou no 7º período.

Desde quando eu entrei na Una sempre procurei estabelecer um bom networking tanto com meus colegas de sala quanto professores e coordenadores. Flávio, por exemplo, sempre foi meu coordenador e me deu vários conselhos em relação a carreiras e processos seletivos. Teve uma matéria que ele nos ministrou sobre gestão de pessoas, onde eu peguei várias insights chaves sobre comportamento humano, relacionamento entre colaboradores e colegas de trabalho, ele é uma pessoa ímpar e realmente entende desse assunto e sempre me ajuda em vários pontos.

Até hoje eu pude participar de projetos de extensão que instigaram habilidades de colocar em prática o que aprendi em sala de aula, além de participar de palestras que me trouxeram insights importantes para minha trajetória.

Um projeto de extensão que eu gostei bastante de fazer foi no semestre passado onde nós colocamos em prática realmente aquilo que aprendemos com a professora, foi um projeto de marketing digital onde tivemos que fazer uma consultoria com uma pessoa, realmente pegamos ali na prática, no dia a dia, para entendermos exatamente o que acontece nesse processo de consultoria de marketing digital. Foi uma experiência incrível e uma ótima oportunidade para aprendermos.

De modo geral, tenho uma boa relação com meus professores e colegas de sala, e é justamente isso que eu acredito que uma faculdade mais agrega: o networking construído”.

 

Gabriel Alves Ferreira

“Eu gosto muito de falar que a UNA me encantou, em um primeiro momento, ingressei na faculdade pelo PROUNI, que sem dúvida, nas condições que vivia, era a única forma de conseguir dar o primeiro passo para a construção do meu currículo e trajetória no mercado de trabalho. Sempre acreditei que a faculdade engrandece o currículo de qualquer profissional, possibilita um leque de novas oportunidades, torna cada vez mais possível ser um profissional apto para a disputa do mercado, e junto a isso auxilia o amadurecimento na exploração do melhor potencial pessoal.

Durante a minha trajetória dentro da faculdade obtive a oportunidade de vivenciar momentos ímpares, que ao longo do caminho me tornaram mais maduro com os desafios de ser universitário. Aprendendo a conciliar, trabalho, estudo e vida pessoal.

Das aulas presenciais até a chegada das aulas remotas, sem dúvida foi o maior desafio durante esses anos na faculdade. Contudo, a instituição me trouxe a proximidade de ter aulas remotas como qualquer uma que fosse lecionada no presencial. O fácil acesso ao corpo docente e áreas de apoio, trouxe a tranquilidade em encarar esse novo momento de forma abraçada.

Toda essa experiência vivenciada dentro da UNA, fez com que minha vida profissional pudesse experimentar novas oportunidades. Diante das aptidões que agreguei durante a minha graduação, me trouxe o crescimento profissional, que me permitiu assumir novos papéis dentro da minha corporação, total ligado à área de gestão. Proporcionando executar tudo aquilo que aprendo no meu dia a dia na universidade.

O curso de Gestão Comercial por ter um viés interdisciplinar nos faz sair um pouco da perspectiva de formação muito específica – com o currículo extremamente rico oferecido pela UNA, é possível construir conhecimentos relativos tanto à gestão comercial quanto à gestão de empresas, aumentando assim a empregabilidade do egresso, construindo uma visão mais crítica do mundo e, a partir daí, a maturidade para enfrentar desafios profissionais e pessoais.”

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Por Keven Souza 

Escolher morar em uma casa de repouso, que entenda a terceira idade como um ciclo comum da vida, é uma decisão pensada por inúmeras pessoas que procuram por um lar estável e seguro para se passar nessa nova fase. Os asilos, como são chamados, devem propiciar um ambiente tranquilo que contribui para além da saúde dos idosos, com a partilha do sentimento de união e amizade entre os próprios moradores. 

É pensando nessas nuances que o projeto de extensão do Centro Universitário Una unidade Lafaiete, nomeado de “Bora Reformar o Asilo”, surge para estar lado a lado com a comunidade local a favor de promover melhorias na casa de acolhimento aos idosos, o Asilo Carlos Romeiro.

A iniciativa tem o intuito de colocar os alunos de Engenharia Civil em contato direto com demandas relacionadas à sua formação, além de prometer transformar de maneira possível o espaço físico do asilo e melhorar a qualidade de vida dos idosos que vivem nas dependências da instituição.

 

Bora reformar o asilo!

O Asilo Carlos Romeiro é uma instituição localizada na rua dos Vicentinos, no bairro Queluz, em Conselheiro Lafaiete. Fundada para prestar assistência social a idosos desamparados, possui idosos independentes, semi-dependentes e totalmente dependentes do trabalho da instituição que oferece ainda, em suas dependências, atendimentos e inúmeros serviços voltados à terceira idade. 

Ao ser uma instituição com viés social, sem fins lucrativos, que carece de ajuda, possui relativamente dificuldades em torno de recursos financeiros, entre elas, o desafio de reformar os seus espaços que estão na ativa desde sua fundação em 1976. Nesse contexto, surge a primeira interação entre o asilo e a faculdade Una em novembro de 2020, a fim de firmarem parceria envolvendo uma equipe técnica composta por alunos de Engenharia Civil, que viria para auxiliar e dar o devido suporte nas demandas ligadas à restauração de áreas que carecem de reforma. 

O projeto ‘Bora Reformar o Asilo’ teve sua estreia em março deste ano de 2021, sendo uma atividade extensionistas liderada pelos professores Elvys Dias Reis e Mariana Babilone de Souza Ferreira, que coordenam e orientam as inúmeras atividades propostas na extensão.

Desde seu início, o projeto contou com a participação de 15 estudantes da turma do quinto período e neste semestre estima possuir 20 participantes, uma vez que foi dada a renovação da extensão devido ao atraso na reforma geral causada pela pandemia do coronavírus. Por longo período de tempo, houveram imprevistos e diferentes impasses para prosseguir com o planejamento da reforma. Um dos percalços presentes foi a limitação da equipe ao livre acesso às dependências do asilo. 

“Mesmo com tantos desafios conseguimos, ainda assim, contornar a situação por meio de encontros virtuais e revezamento nas visitas técnicas, as quais foram realizadas com cuidados extremos e sempre respeitando todas as regras de combate à pandemia”, explica Elvys Dias Reis, professor e coordenador da extensão, sobre a atuação da equipe no Asilo Carlos Romeiro durante a pandemia.   

Na visão do professor, o projeto traz um ganho imensurável para a formação dos alunos, fomentando-os a se tornarem profissionais mais completos e preparados que saibam se posicionar no mercado através de vivências e experiências reais. “O principal motivo é o aprendizado dos próprios alunos. Toda pesquisa e projetos de caráter prático oferecem a oportunidade de conciliar teoria, vista em sala de aula, e prática. O que é ótimo para a formação deles”, explica. 

Nessa circunstância, ao criarem a extensão, um dos objetivos centrais é o ensino teórico-prático que envolve a atuação dos alunos com os problemas estruturais reais, na qual é a situação em que o asilo se encontra. A partir do planejamento elaborado, podem identificar as carências físicas da casa de repouso, de modo a propor intervenções embasadas na Engenharia Civil e na Ciência dos Materiais, além de estimarem a quantidade e o valor dos insumos necessários para o tratamento e recuperação de toda a edificação. 

Entre as principais atividades e tarefas dos alunos estão a apresentação do projeto para potenciais parceiros, elaboração de reuniões de planejamento, ajuda na divulgação e captação de recursos, visitas técnicas à instituição, acompanhamento das obras, além da criação de aulas curtas para toda a equipe durante os encontros semanais que propicia desenvolverem um raciocínio analítico e resolutivo para situações que possam surgir no dia a dia da profissão de engenheiro(a). 

Para o estudante do segundo período de Engenharia Civil, Erik Manuli, atuar na extensão lhe traz uma rica experiência na sua formação, em que o permite se relacionar com a engenharia solidária, além de desenvolver um projeto real para pessoas necessitadas – de caráter social. “É fantástica a sensação de ajudar o próximo. Nós enquanto alunos ganhamos experiência e conhecimento, e os frequentadores dos asilos ganham um ambiente mais seguro e salubre”.

Erik afirma que o projeto ser ligado diretamente à terceira idade o faz ser único e que a sensação de fazer parte da equipe é incrível. “Lidar com  idosos é gratificante, nos faz refletir muito sobre nossa vida. São vários idosos com histórias de vida diferentes convivendo no mesmo espaço”, ressalta ele.

Um dos pilares do projeto é a solidariedade que preza pela prestação de serviços gratuitos com finalidade de não exigir cobranças de consultoria ao asilo. O que torna o projeto acessível e de grande valia para a casa de repouso ao atender não só o conforto, e o bem-estar dos idosos, mas também a segurança, através de um projeto técnico e dinâmico.

Lena Assis, que representa o asilo, explica que o projeto é de vital importância para casa e que enquanto a reforma geral não acontece, houve a proatividade, por parte da equipe do projeto, de reformarem a rampa da ala masculina. Um local que estava precário e colocava em perigo a segurança dos idosos. “ É um projeto que tem continuidade, pois o asilo possui outras áreas que carecem de reforma. Nesse primeiro momento foi restaurada uma rampa que dá acesso interno à ala masculina, que estava com o piso muito ruim, escorregadio e gerando acidentes com os idosos. Uma reforma necessária”, diz a responsável. 

Com esta obra recentemente concluída, Lena diz que o sentimento é de alívio e felicidade para todos do asilo e que é gratificante ver a cada passo dado ao lado da Una. “É muito importante essa parceria para a nossa instituição, precisamos do apoio de todos da comunidade. Estamos felizes e agradecidos com esse projeto. Digo que avaliamos positivamente todas as ações que a Una propõe para nos auxiliar com nossas demandas internas”. 

 

Depoimentos dos participantes 

Mariana Babilone

“É um projeto que representa nossa unidade, que todos estão envolvidos e querem saber sobre o andamento, que mostra que nosso papel na comunidade é relevante e contribui não só para a formação do nosso aluno, mas também do nosso entorno e agregando valor para a vida de muitas pessoas. Sem dúvida é um projeto especial que nos envolve com a causa dos idosos e nos sensibiliza. Temos um carinho imenso por esse projeto e sabemos que estamos contribuindo para uma vida melhor para essas pessoas” –  Mariana Babilone, que é professora e coordenadora do projeto, sobre importância do projeto para o campus da Una Lafaiete. 

Larissa Duarte

“Participar de um projeto como esse é ganho por todos os lados, você ganha sentimentos bons por ajudar, ganha só de ver a alegria no rosto de cada um, ganha experiências através da reforma e principalmente, você transforma o sonho de alguém em realidade. Essa é uma grande extensão, extremamente gratificante, e sou muito feliz e grata por fazer parte da mesma. Adquirir essas experiências reais durante o período de graduação é de grande valia para um excelente profissional do futuro” – Larissa Duarte, aluna do quinto período de engenharia civil, sobre sua participação no projeto. 

Juliana Aparecida P. dos Santos

“Trabalho no asilo há mais de sete anos e a rampa da ala masculina sempre esteve em péssimas condições, quando chovia o piso se tornava escorregadio e trazia muitos acidentes. Graças a equipe da Una, a rampa está bem melhor do que antes, hoje, podemos molhar sem preocupação. Um ótimo trabalho!” –  Juliana Aparecida Paula dos Santos, sobre a situação da ala masculina antes da reforma feita pela equipe da  Una.

 

Ajude o Asilo Carlos Romeiro

Rua Rua dos Vicentinos, nº33, bairro Queluz – Conselheiro Lafaiete/ MG

Para mais informações ou doações, ligue (31)3721-3564 ou acesse no Instagram.

 

Revisão: Daniela Reis

Por Keven Souza

É quase impossível ir à Praça da Liberdade e não sentir o astral artístico que o local permite. De fato é uma das praças mais atrativas de Belo Horizonte quando se fala em turismo transversal com belos edifícios e jardins, talvez a confluência dos prédios que abrigavam o Poder Mineiro e o Governo de Minas Gerais no final do século 19, que era antes o centro administrativo do Estado, seja a essência para tamanha área histórica e cultural.  

Desde a inauguração da Cidade Administrativa na região Norte da capital e a transferência oficial da sede do governo do Estado em 2010, os diferentes prédios históricos da Praça da Liberdade se encontravam vazios e sem grande utilidade, logo com grande vocação para cultuar a arte, a cultura, o turismo e o patrimônio. Neste panorama, foi criado o projeto que visava maior articulação dos edifícios junto ao espaço urbano, onde antes havia secretarias, hoje estão belas salas de exposições capazes de integrar e reunir um grande complexo cultural:  o Circuito Liberdade.  

A criação o Circuito Liberdade teve enorme aprovação por parte do público frequentador da praça, que se tornou um dos maiores complexos culturais do país e o único de Minas Gerais que reúne espaços com as mais variadas formas de manifestação artística e cultural como teatros, museus, biblioteca, espaço multiuso, palácio e cinema. Hoje, é um reduto de equipamentos culturais que abriga 22 instituições de enorme valor simbólico, histórico e arquitetônico, sendo algumas geridas pelo Governo do Estado e outras por meio de parcerias público-privadas ou parcerias com instituições públicas federais que apoiam a cultura do país. 

Entre as maiores de destaques estão o Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB, o Memorial Minas Gerais, o Museu das Minas e do Metal – MM Gerdau, o Espaço do Conhecimento da UFMG, a Casa FIAT de Cultura, o Centro de Arte Popular, o Museu Mineiro, entre outros. Incluindo a bela arquitetura do Edifício Niemeyer e do Palácio da Liberdade. 

O Circuito está desde outubro de 2020, sob a gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) que ampliou o seu perímetro cultural, para que agregasse, de forma integrada, outros equipamentos culturais de Belo Horizonte e que por meio dele, se tornasse uma rede potente capaz de unificar ações e projetos que representem a todos os municípios de Minas Gerais. Desde então, a Secult-MG se empenha para o fortalecer em aspectos relacionados à cultura e turismo, que além de criar medidas para estimular a experiência e a economia criativa nos seus espaços, tem pensado em mobilizações para potencializar sua comunicação institucional, que em síntese, é abrangente e possui particularidades mediante as instituições que compõem. 

Praça da Liberdade

Nessa circunstância é firmada a parceria do Circuito Liberdade junto ao Centro Universitário Una, a favor de dar o devido suporte em demandas e ações pertinentes ao universo da comunicação, como uma equipe proativa, que compreende as nuances do quão grandioso é o complexo cultural e que vem a somar e construir uma comunicação mais centralizada, além de eficiente. Assim, nasce a sinergia entre a Secult-MG e a faculdade Una neste ano de 2021

“Estávamos em discussão sobre como fortalecer o Circuito Liberdade, em um certo momento, chegamos no nome da Una, primeiro por ela estar dentro do parâmetro territorial do complexo cultural e segundo porque já havia uma interação entre ela e Secult-MG para uma troca de energias e interesses em conjunto”, diz Maurício Canguçu, subsecretário de Cultura da Secult-MG, sobre a ideia de iniciarem a parceria com a Una. 

Segundo Maurício, ao se unirem com a Una, a Secult-MG confia inteiramente no trabalho de qualidade e responsabilidade da instituição. “A Una possui uma comunicação muito forte e é essa expertise que nos interessa. Precisamos de fortalecer também a do complexo cultural, ter o suporte nas redes sociais e na imprensa, e por que não se unir com uma instituição que tenha esse domínio?” explica ele. 

Nessa parceria a função do Centro Universitário Una é voltada a atuação prática da Fábrica – coletivo dos laboratórios de Economia Criativa – que por meio de seus núcleos e agências como a Una 360, Fábrica AV e Jornal Contramão irá desenvolver ações direcionadas às demandas de comunicação do Circuito, ligadas diretamente às áreas de cinema e audiovisual, jornalismo e relações públicas. Entre as funções estão em projeção a produção de podcasts quinzenais, produção de clippings, produção de vídeos e fotografias institucionais para museu e biblioteca, consultorias de transmissão ao vivo, além de releases e matérias com foco na produção de conteúdos online divulgados no portal oficial do Circuito Liberdade. 

Pedro Neves, diretor da Una Liberdade, explica que a parceira ser ligada diretamente à atuação da Fábrica, é para colocá-la em uma vitrine de exposição que irá permitir mostrar o seu trabalho e torná-la uma estrutura reconhecida com valor determinado. “Digo que essa parceria dialoga muito bem com Una. É um evento importante para chamar atenção e ‘vender’ a Fábrica enquanto componente que dinamiza as áreas da criatividade, comunicação e produção de conteúdo. Quanto mais ações externas fizermos, mais ela se tornará um precursor de oportunidades para os alunos e alunas, e irá nos permitir abrir novos caminhos”, afirma Pedro. 

A faculdade pretende também tencionar o ensino-prático dos alunos da Una campus Liberdade junto às inúmeras atividades relacionadas à disseminação da cultura, como maneira de demasiar uma formação mais ávida indo além da sala de aula. Para o coordenador dos cursos da área de Comunicação Social e Arte da Una campus Liberdade, Antônio Terra, a parceria é de grande valia para o repertório profissional dos alunos, pelo fato de ligá-los a experiências únicas junto à sociedade e ao mercado. 

“Sem dúvidas é de extrema importância para os cursos da área de comunicação social, uma oportunidade rica de vivenciarem experiências ainda na universidade acompanhada de mentores e professores. Digo que, tudo que iremos produzir para o Circuito Liberdade, reverberar pela a cidade, todos não só irão saber como também ganharão com isso e aos alunos essa divulgação é essencial para um portfólio brilhante”, explica o coordenador.

Terra ressalta ainda que, por mais que a colaboração seja recente e neste primeiro momento as ações estejam direcionadas a projetos extensionistas e projetos ligados à Fábrica, há um campo alastro que propicia desenvolver inúmeras ações ao longo do tempo, que existe planejamento para ampliar novos horizontes direcionados à formação universitária, como por exemplo usar a parceria para compor uma UC Dual futuramente – Unidade Curricular voltada ao ambiente profissional de empresas e companhias parceiras da instituição.

Para além disso, a expectativa é de que haja um trabalho em conjunto, envolto de uma sintonia para melhorar a comunicação, como um todo, do Circuito Liberdade. Para que a colaboração venha ser de sucesso, engajada a todo vapor, com a história e o simbólico, que o complexo cultural abrange e representa.