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Una Itabira

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Por Keven Souza

Vinícius Vieira Costa, que é pesquisador e doutor em Química, trabalhou por muito tempo como professor e coordenador acadêmico da área de Engenharias. Foi diretor de negócio das unidades centrais de Belo Horizonte, onde fortaleceu, através da sua eficiência operacional, a Elaboração de Planos de Desenvolvimento Institucional e Processos de Autorização e Reconhecimento de Cursos a favor de prospectar melhores resultados voltados ao ambiente interno da Una. 

Com vasta experiência no mercado, Vinícius, é hoje, diretor microrregional das unidades educacionais da instituição localizadas em Conselheiro Lafaiete, Itabira e Pouso Alegre, no qual  trabalha na Gestão de Processos, Desenvolvimento de Pessoas e no Marketing de relacionamento B2B. Em entrevista para o Contramão, Costa, comenta sobre sua trajetória junto à Una  e compartilha vivências de vida e mercado. Confira!

Como surgiu o convite para ingressar na Una e por quê decidiu fazer parte da instituição? 

Entrei na Una como professor em fevereiro de 2015. Havia uma vaga em aberto, quando soube logo enviei meu currículo e participei do processo seletivo. Mais tarde recebi a notícia de que me deram a oportunidade de entrar para a instituição. Sou muito grato a Una, porque é onde eu desenvolvi minha carreira de fato. Antes disso, eu já era pesquisador, trabalhava com química, especificamente com fragrância, só que em 2016, como a vida nos surpreende, com muito orgulho acabei entrando para a área acadêmica. Assumi a coordenação e em um ano e meio acabei sendo promovido a coordenador de curso. Digo que é como se tivesse ganho na loteria, porque a empresa não me conhecia 100%, então confiar em mim para atuar como gestor da Una Aimorés foi uma experiência incrível. 

Afirmo hoje que, é algo que me trouxe visibilidade na instituição e me recordo que desde o início, o que me encantava na Una, foi o nicho de projetos extensionistas. Acredito na importância de trabalhar com este viés, que tanto a Una, quanto a Ânima, como todo, estão se fortalecendo para trazer essas atividades, ao lado sociedade. Lembro que no passado não era assim e hoje, graças a nossa matriz, os projetos estão fortes e partem da premissa de serem extensionistas.

Você está há quase 7 anos junto à Una, o que a instituição representa para você? 

Em 2018, após anos como professor e coordenador, acabei assumindo o cargo de diretor, desde o inicio minha carreira teve uma ascensão muito rápida e sou expressivamente grato ao meu líder atual, Rafael Ciccarini, e agradeço a todos os meus líderes passados que acreditaram no meu trabalho. Na minha visão, gratidão é a palavra que resume a Una para mim,  poder trabalhar numa instituição de ensino como esta é estar em volta de inúmeras pessoas, de diferentes áreas, se agregando e enriquecendo culturalmente, somando-o à nossa carreira de forma brilhante. 

Quais foram as principais ações e projetos que realizou a favor das unidades da Una?

Digo que participei de inúmeros projetos que vieram a somar bastante à Una como instituição de ensino, um deles se chamava i-Polinovar. Lembro que o apresentei numa entrevista com outro professor, logo quando entrei na Una Liberdade. O projeto foi criado para atuar com oito cientistas e pesquisadores, durante oito minutos debatendo diversos assuntos. Trabalhei também na integração e imigração dos cursos da Av Raja Gabáglia e Barro Preto para o campus Aimorés. Assumi, como desafio, projetos e ações de cidades do interior. Participei também da troca de marca da Unibh da Cristiano Machado para a Una. Uma trajetória extensa e cheia de ações. 

Por muito tempo você foi professor, o que te motivou a exercer o cargo? Esse papel lhe traz orgulho e boas lembranças? 

No que diz respeito a docência,  sempre gostei de atuar em vários âmbitos, minha trilha para trabalhar em sala de aula aconteceu em torno do acaso, porque não imaginava e nem pensava em ser professor, mas nunca disse também que não seria. Lembro que para escolher qual graduação cursar, a decisão de entrar para química foi difícil, pois gostava de história, engenharia, biologia… E em um certo momento algo me direcionou para aquela área e da mesma forma aconteceu com a docência. Após fazer a licenciatura em química, houve uma maior convergência para atuar de fato na área acadêmica.  A princípio lecionava projetos, cursinhos e aulas para o EJA, algo que me aconteceu organicamente e de forma natural. 

Hoje tenho planos de trabalhar em treinamentos empresariais, voltando mais para a área técnica, onde me especializei de fato, pensado por aí atuar como químico também, sem deixar de prosseguir com a parte acadêmica. 

Na sua visão, a mudança da grade curricular da Una para o novo modelo de ensino de UCs é pensada como uma evolução e transformação no ensino superior? 

Como químico tenho propriedades para dizer que todo modelo de ensino tem seus pontos fortes e suas fragilidades, e na educação usamos este modelo para passar de maneira eficaz o conhecimento, mas de todos os que já presenciei, o modelo atual da Ânima, que trabalha em forma de unidades curriculares (UCs) integradas a favor do Ecossistema de Aprendizagem circular, é um  dos mais assertivos e futuristas. 

É normal levarmos um tempo para entendermos a ideia do novo currículo, mas a proposta dele vem para avançarmos no quesito de proporcionar ao aluno o antecipamento de certificados e aplicação imediata de conhecimentos específicos ou teóricos ainda na graduação. Esse método em um processo seletivo, por exemplo, é de vital importância para colocar nossos estudantes à frente no mercado e afinal isso condiz com nosso posicionamento. 

Em relação ao seu atual cargo, como está sendo a experiência de administrar as unidades da Una em diferentes cidades? 

Incrível e ao mesmo tempo muito interessante! Por estar trabalhando direcionado a unidades do interior, voltado a cidades diferentes com múltiplas culturas e realidades, há uma absorção extrema da riqueza e diversidade regional de cada lugar. Como disse, gosto de explorar e conhecer novos lugares, poder estar em Itabira, Conselheiro Lafaiete e Pouso Alegre é estimulante, porque continuo residindo na capital e transitando por esses municípios, não como turista, mas sim como profissional. E não me imagino estar em um ambiente estável sem novidades e por sorte na Una as coisas são dinâmicas. E isso para mim é gratificante.

Como você avalia sua trajetória no mercado e seu crescimento profissional até hoje? 

Acredito que a minha jornada foi pautada por um crescimento instantâneo. Parto da premissa de que nossa carreira profissional não começa aos 18 anos e se finaliza na aposentadoria, penso que somos seres constantes e particularmente possuo planos ao lado da Ânima e também fora dela. Talvez seja possível trabalhar futuramente em projetos e consultorias, algo mais pontual, que aconteça paralelamente a vida acadêmica.

Vejo o emprego, atualmente, como dinâmico, o que vimos na pandemia só concretiza essa tese, você pode contratar um profissional excelente que resida em outro território, por exemplo, que por meio do uso da tecnologia o trabalho acontece da mesma forma. Então analiso a questão da carreira de forma bem otimista e processual, precisamos preocupar com a nossa trilha profissional e não focar no cargo em si, porque o cargo é fluído, a gente muda de posição a qualquer momento, comigo foi assim na Ânima e sempre será assim, gosto disso, pois é uma oportunidade de traçar novos horizontes e assumir vieses paralelos. 

Em sua trajetória profissional, você se tornou pesquisador, essa é uma área importante e necessária para o Brasil? 

Como já trabalhei com ciências desde a minha graduação, tive muitas oportunidades envolto da pesquisa de vanguarda e afirmo que é uma área necessária e que carece de crescimento econômico e desenvolvimento tecnológico no país, além de uma triangulação flexível entre a universidade, a pesquisa e o mercado. 

A pesquisa tem que ser aplicada e direcionada à atender as necessidades do mercado com propósito de desenvolver a ciência pelo seu ser. É super importante visualizamos a carência que nosso país sofre de desenvolvimento público. O mercado possui hoje mais interesse nesse investimento, então falta esse casamento entre universidade e empresa, para termos a oportunidade de contar com o dinheiro privado e possuir mais recursos de financiar as pesquisas e não sermos totalmente dependentes do dinheiro público. Acredito dessa forma e precisamos correr neste eixo. Além disso, vejo a Ânima mais próxima da linguagem do mercado, o relacionamento que temos com o canal empresa abre muitas possibilidades de desenvolvermos pesquisas de forma aplicada e eficaz. 

Na sua opinião, a educação vem sendo um instrumento poderoso que transforma, por meio do conhecimento, diferentes realidades sociais? A Una acredita nesse propósito?

O nosso país é vasto, temos uma extensão territorial enorme a nível continental, só que é uma Federação carente e diante disso, o posicionamento da Ânima é acreditar na transformação da sociedade por meio da educação. Vestir essa camisa, principalmente no Brasil, é entender que não é transformar a elite por meio da educação e sim, transformar a massa e o país como um todo. O que inclui pessoas de baixa renda, que observam na educação a oportunidade de desenvolverem sua ascensão profissional, pessoal, econômica e cultural. 

E afirmo que é um posicionamento ousado e muitas vezes difícil, posto que é indispensável uma acessibilidade aos diferentes perfis de brasileiros que se tem no país, mas que motiva a todos nós que trabalhamos para a empresa, a prezar e priorizar a qualidade acadêmica, algo que estamos alcançando cada vez mais. 

Como foi e como está sendo ser diretor de unidades da Una? 

É simples, quando se é professor você tem ao seu alcance o poder de transformar as ideias em nível local, através de uma turma, e como coordenador você consegue mudar uma gama de cursos com um olhar mais macro. Sendo diretor seu olhar é voltado ao microrregional, onde se faz um trabalho traçado em relacionamento de equipe, direcionamento e entrega de resultados. Ou seja, você sai de uma visão técnica para uma visão gerencial e estratégica.

E por causa disso, acredito que, por vim da área técnica, a bagagem dos antigos cargos possam ter me ajudado a desenvolver o braço de gestor. As promoções de assumir como coordenador e diretor, foi a oportunidade de aumentar e expandir minha visão sistêmica. Reafirmo o que disse, as competências são desenvolvidas quando você busca experiências diferentes para atuar de forma mais solene e ávida. 

Estando onde você chegou, por meio da educação, qual conselho você daria para os alunos que pretendem alcançar o sucesso profissional em suas respectivas áreas? 

Aproveitem todas as oportunidades. Temos um ecossistema educacional bem diversificado culturalmente e regionalmente, então façam parte das ações e desenvolvam a autonomia de correr atrás e usufruir dos nossos diferenciais. Sejam proativos!

A Una completa seus 60 anos em outubro, deixe um recado para marcar essa data tão especial. 

Todos esses grandes marcos, como 50, 60 e 100 anos, são períodos interessantes para fazermos uma reflexão da nossa trajetória. Essa data, por si só, está sendo demasiadamente importante, pois estamos passando por uma pandemia e mesmo assim tivemos grandes evoluções ao longo desses anos, como a atualização da matriz, a mudança na forma de agir com o mercado e parceiros, o crescimento exponencial da nossa companhia (Una). Somos a Una que começou com poucos cursos no início e hoje se tem diversificação em áreas. 

Então é o momento de refletirmos sobre nossa história e prospectar os próximos caminhos, como os 70 anos. E vamos em frente, para continuarmos sendo reconhecidos como uma instituição diferenciada e disruptiva. 

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Por Bianca Morais 

 

Itabira é uma cidade do interior de Minas Gerais, muitos a conhecem pelo seu morador mais famoso, Carlos Drummond de Andrade, outros por sua beleza histórica, os casarões antigos, as praças e parques. 

Tem o Pico do Amor, localizado na mais elevada região de Itabira, onde pode se ter uma visão panorâmica da cidade que abriga o Memorial Carlos Drummond de Andrade, tem a Praça Arão  tombada como patrimônio histórico cidade, frequentada por cidadãos locais e turistas para piqueniques e atividades esportivas, por lá também se encontra em exposição a “Maria Fumaça”.

 

“Alguns anos vivi em Itabira.

Principalmente nasci em Itabira.

Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.

Noventa por cento de ferro nas calçadas.

Oitenta por cento de ferro nas almas.

E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação”Carlos Drummond de Andrade

 

Apesar de ser uma memória viva do grandioso Drummond, se engana quem pensa que o município é apenas isto, um fato interessante de se mencionar sobre o local, é que em 1975, Itabira foi reconhecida pela UNESCO, como cidade educativa, considerada um dos maiores centros de educação do interior de Minas.

De volta aos dias de hoje, o Centro Universitário Una chegou a cidade de Itabira no ano de 2017, a chegada da instituição no local foi um importante marco, trouxe revitalização para um prédio que estava abandonado no centro e ainda trouxe novos cursos que, até então, não existiam em Itabira e região. Desde então, além de levar educação de qualidade para cerca de 1000 estudantes, ainda leva diversos projetos e melhorias para a comunidade local. 

Prédio da Una Itabira

Eu Amo Itabira

Um desses projetos ficou conhecido como o concurso Eu Amo Itabira, que envolveu alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo, sob a coordenação do professor Bruno Oliveira e apoio dos professores Lucas Lima e Daniela Rocha, que conduziram os alunos durante o processo.

O concurso foi uma parceria entre a Prefeitura de Itabira e a faculdade Una, através de um convite exclusivo feito por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo (SMDECTH), com o objetivo de inserir os estudantes de arquitetura no projeto de elaboração de um monumento que fosse referência para a cidade.

O objeto deste concurso foi a elaboração de um artefato urbano presente em várias cidades brasileiras, geralmente na entrada ou no centro, onde convidam visitantes e moradores a tirarem suas fotos e demonstrar o amor pelo local.

Para Bruno Oliveira, coordenador de cursos de Graduação e Pós Graduação da Una Itabira, o concurso foi de grande importância para o reconhecimento do engajamento dos alunos e professores em projetos acadêmicos, ele trouxe mais visibilidade para o curso de Arquitetura e Urbanismo e para a faculdade.

Monumento Eu amo Itabira

“É gratificante poder fazer parte da história de Itabira, como coordenador de cursos na Faculdade Una. Os professores e alunos que participaram do concurso mantiveram uma postura engajadora. É um importante marco para a cidade e para nós enquanto Instituição. Foi uma grande honra ter feito parte desse grandioso projeto”, comenta o coordenador.

A cidade que já conta com diversos pontos turísticos ganhou mais um, o monumento que simboliza o amor pelo lugar, recebeu feedbacks positivos sobre a importância da Una para a cidade, por meio de parcerias com diversas empresas, órgãos e instituições, com foco em inovação, empreendedorismo e sustentabilidade.

 

O concurso

Os estudantes que tiveram interesse em participar do concurso realizaram a inscrição por meio de um formulário anexo ao Edital, as propostas foram elaboradas e enviadas pelos próprios alunos, no total, 15 se inscreveram e a maioria ainda estava no início do curso. Elementos associados à história da cidade, utilizando-se de formas, desenhos ou quaisquer outros elementos que caracterizassem inovação e criatividade foram utilizadas por eles na elaboração.

Lucas Lima foi um dos professores que ajudou os alunos nesse processo, como um monumento, o projeto contempla diversas esferas, desde a arquitetura, o urbanismo e o design, ele os orientou principalmente em questões metodológicas.

“A principal dificuldade foi na adequação dos materiais disponíveis, então tinham várias questões técnicas para o projeto funcionar, principalmente com relação ao peso, a estrutura, a forma de encaixe das peças, ajudei bastante nessa tratativa técnica com a prefeitura”, conta o professor.

O grupo do júri responsável pela avaliação das propostas foi composto por arquitetos convidados da região de Itabira; um representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo; um representante da Faculdade UNA de Itabira. Os critérios de avaliação foram: habilidade em expressar claramente as ideias em conformidade com o projeto; integração com o tema proposto; solução funcional e design.

Os estudantes vencedores do concurso foram Marcos Paulo Gonzaga dos Reis e Luidy Djean Viana Silva. Os alunos tiveram seus nomes expostos na obra.

A professora Daniela Rocha que também acompanhou os discentes nessa trajetória garante que auxiliou os garotos na escolha dos materiais e estudo das formas, mas que o conceito e criatividade presentes no projeto são méritos deles próprios. 

“Na época do concurso, os alunos vencedores estavam iniciando o curso, ainda não tinham conhecimento acerca de materiais e técnicas necessárias para a execução do projeto, eles precisaram pesquisar muito e conversar com nós professores sobre possíveis soluções projetuais. No final, ver eles conquistarem um prêmio tão importante para a cidade é muito gratificante. O esforço em participar e desenvolver o melhor projeto mostra que o conhecimento que passamos faz diferença na formação dos alunos”, compartilha a professora.

Ambos os professores acreditam que concursos como esse são de grande importância para a formação dos alunos e enriquecimento de seus currículos, além de fazer com que eles façam parte da história da cidade.

“É uma grande satisfação. Conheço os alunos desde o primeiro semestre e pude ver a evolução deles ao longo do percurso acadêmico, através das disciplinas e da participação deles nas atividades de extensão, eu acho que isso faz a diferença quando o aluno tem esse engajamento acima das atividades acadêmicas, estão envolvidos nos projeto e a conquista é o resultado de um processo bem feito”, conclui Lucas.

A equipe vencedora foi premiada com seus nomes no monumento, uma visita técnica ao consulado da Eslováquia em BH, uma reunião com o cônsul, certificado de Apoio ao Turismo de Itabira, além das menções honrosas por parte da prefeitura e da Una.

 

Os vencedores

Marcos Paulo Gonzaga dos Reis foi um dos vencedores do concurso, o garoto desde novo gostava de arte e com o tempo a arquitetura foi chamando sua atenção. No começo do ensino médio ele procurou profissões que lhe atraíssem e percebeu que a Arquitetura era um meio onde ele poderia ter contato com as mais variadas pessoas, com a criatividade e concepção de ideias, além de que a Arquitetura e Urbanismo tem um apelo social que muda vidas. 

Com a chegada da Una em Itabira foi possível que ele ingressasse no curso sem necessitar sair da minha cidade natal.

“A minha trajetória tem sido muito enriquecedora para meu conhecimento, embora ainda no meio do curso, já adquiri muitas informações que mudaram algumas concepções que antes eram formadas”, comenta ele.

Marcos e Luidy criaram a placa primeiramente pensando em remeter as principais referências da cidade. A primeira versão do projeto foi inspirada na representação do Drummond arrastando os vagões que levam a frase “Eu amo Itabira”, mostrando o quanto o minério e as poesias estão enraizadas nas terras do lugar. 

Como já dizia o poeta em uma de suas obras, o maior trem do mundo, “O maior trem do mundo transporta a coisa mínima do mundo, meu coração itabirano”, por onde passar este trem junto às poesias, Itabira sempre será lembrada.

“Esse projeto foi o primeiro concurso que participei e ganhei. Ele é a primeira obra que criei e se tornou realidade. Sendo o meu primeiro contato de como ocorre toda a produção de uma obra. Foi uma sensação dotada de alegria, surpresa e superação. Eu e meu amigo Luidy doamos muito do nosso tempo e esforço para a criação desse projeto e ao perceber que todo esse trabalho foi reconhecido começamos a perceber quão grande é nosso potencial”, expressa o futuro arquiteto. 

Assim como Marcos, sua dupla Luidy Djean Viana Silva, também sempre teve esse gênio para a Arquitetura. Quando era criança gostava muito de desenho, buscava passar o tempo desenhando, modelando massinha, e isso começou a despertar nele a criatividade. 

No momento da escolha do ensino superior, pensou muito no que encaixaria em seu perfil, e escolheu o curso de Arquitetura e Urbanismo, por estar diretamente ligado à criatividade, ao bem estar das pessoas, e a construção de um espaço que elas passariam grande parte de suas vidas. 

“Na minha opinião é uma responsabilidade muito grande poder realizar o sonho de uma construção ou da reforma da casa de alguém, pensando nisso fiz minha escolha. Desde então, a Una tem me proporcionado muitas oportunidades de ver na prática tudo aquilo que aprendemos na teoria. Participando de tantos projetos propostos pela instituição, o meu interesse pela área da Arquitetura só tem ampliado, abrangendo meus conhecimentos”, diz ele.

Luidy e seu colega de classe deixaram sua marca no centro de sua cidade natal, o valor daquilo para os jovens ainda no início do curso é inestimável.

“Esse projeto é muito importante para mim, e consequentemente para minha carreira. Uma sensação de privilégio, por poder representar um pouco da história da cidade e fazer parte dela. Meu amigo Marcos e eu desde que nos inscrevemos no concurso, nos entregamos por completo para poder dar nosso melhor e vencer, e ver todo nosso trabalho sendo reconhecido, ver as pessoas visitando, tirando foto, não tem preço, estamos orgulhosos por termos feito esse projeto”, finaliza o rapaz.