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Una Lafaiete

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Por Keven Souza

Vinícius Vieira Costa, que é pesquisador e doutor em Química, trabalhou por muito tempo como professor e coordenador acadêmico da área de Engenharias. Foi diretor de negócio das unidades centrais de Belo Horizonte, onde fortaleceu, através da sua eficiência operacional, a Elaboração de Planos de Desenvolvimento Institucional e Processos de Autorização e Reconhecimento de Cursos a favor de prospectar melhores resultados voltados ao ambiente interno da Una. 

Com vasta experiência no mercado, Vinícius, é hoje, diretor microrregional das unidades educacionais da instituição localizadas em Conselheiro Lafaiete, Itabira e Pouso Alegre, no qual  trabalha na Gestão de Processos, Desenvolvimento de Pessoas e no Marketing de relacionamento B2B. Em entrevista para o Contramão, Costa, comenta sobre sua trajetória junto à Una  e compartilha vivências de vida e mercado. Confira!

Como surgiu o convite para ingressar na Una e por quê decidiu fazer parte da instituição? 

Entrei na Una como professor em fevereiro de 2015. Havia uma vaga em aberto, quando soube logo enviei meu currículo e participei do processo seletivo. Mais tarde recebi a notícia de que me deram a oportunidade de entrar para a instituição. Sou muito grato a Una, porque é onde eu desenvolvi minha carreira de fato. Antes disso, eu já era pesquisador, trabalhava com química, especificamente com fragrância, só que em 2016, como a vida nos surpreende, com muito orgulho acabei entrando para a área acadêmica. Assumi a coordenação e em um ano e meio acabei sendo promovido a coordenador de curso. Digo que é como se tivesse ganho na loteria, porque a empresa não me conhecia 100%, então confiar em mim para atuar como gestor da Una Aimorés foi uma experiência incrível. 

Afirmo hoje que, é algo que me trouxe visibilidade na instituição e me recordo que desde o início, o que me encantava na Una, foi o nicho de projetos extensionistas. Acredito na importância de trabalhar com este viés, que tanto a Una, quanto a Ânima, como todo, estão se fortalecendo para trazer essas atividades, ao lado sociedade. Lembro que no passado não era assim e hoje, graças a nossa matriz, os projetos estão fortes e partem da premissa de serem extensionistas.

Você está há quase 7 anos junto à Una, o que a instituição representa para você? 

Em 2018, após anos como professor e coordenador, acabei assumindo o cargo de diretor, desde o inicio minha carreira teve uma ascensão muito rápida e sou expressivamente grato ao meu líder atual, Rafael Ciccarini, e agradeço a todos os meus líderes passados que acreditaram no meu trabalho. Na minha visão, gratidão é a palavra que resume a Una para mim,  poder trabalhar numa instituição de ensino como esta é estar em volta de inúmeras pessoas, de diferentes áreas, se agregando e enriquecendo culturalmente, somando-o à nossa carreira de forma brilhante. 

Quais foram as principais ações e projetos que realizou a favor das unidades da Una?

Digo que participei de inúmeros projetos que vieram a somar bastante à Una como instituição de ensino, um deles se chamava i-Polinovar. Lembro que o apresentei numa entrevista com outro professor, logo quando entrei na Una Liberdade. O projeto foi criado para atuar com oito cientistas e pesquisadores, durante oito minutos debatendo diversos assuntos. Trabalhei também na integração e imigração dos cursos da Av Raja Gabáglia e Barro Preto para o campus Aimorés. Assumi, como desafio, projetos e ações de cidades do interior. Participei também da troca de marca da Unibh da Cristiano Machado para a Una. Uma trajetória extensa e cheia de ações. 

Por muito tempo você foi professor, o que te motivou a exercer o cargo? Esse papel lhe traz orgulho e boas lembranças? 

No que diz respeito a docência,  sempre gostei de atuar em vários âmbitos, minha trilha para trabalhar em sala de aula aconteceu em torno do acaso, porque não imaginava e nem pensava em ser professor, mas nunca disse também que não seria. Lembro que para escolher qual graduação cursar, a decisão de entrar para química foi difícil, pois gostava de história, engenharia, biologia… E em um certo momento algo me direcionou para aquela área e da mesma forma aconteceu com a docência. Após fazer a licenciatura em química, houve uma maior convergência para atuar de fato na área acadêmica.  A princípio lecionava projetos, cursinhos e aulas para o EJA, algo que me aconteceu organicamente e de forma natural. 

Hoje tenho planos de trabalhar em treinamentos empresariais, voltando mais para a área técnica, onde me especializei de fato, pensado por aí atuar como químico também, sem deixar de prosseguir com a parte acadêmica. 

Na sua visão, a mudança da grade curricular da Una para o novo modelo de ensino de UCs é pensada como uma evolução e transformação no ensino superior? 

Como químico tenho propriedades para dizer que todo modelo de ensino tem seus pontos fortes e suas fragilidades, e na educação usamos este modelo para passar de maneira eficaz o conhecimento, mas de todos os que já presenciei, o modelo atual da Ânima, que trabalha em forma de unidades curriculares (UCs) integradas a favor do Ecossistema de Aprendizagem circular, é um  dos mais assertivos e futuristas. 

É normal levarmos um tempo para entendermos a ideia do novo currículo, mas a proposta dele vem para avançarmos no quesito de proporcionar ao aluno o antecipamento de certificados e aplicação imediata de conhecimentos específicos ou teóricos ainda na graduação. Esse método em um processo seletivo, por exemplo, é de vital importância para colocar nossos estudantes à frente no mercado e afinal isso condiz com nosso posicionamento. 

Em relação ao seu atual cargo, como está sendo a experiência de administrar as unidades da Una em diferentes cidades? 

Incrível e ao mesmo tempo muito interessante! Por estar trabalhando direcionado a unidades do interior, voltado a cidades diferentes com múltiplas culturas e realidades, há uma absorção extrema da riqueza e diversidade regional de cada lugar. Como disse, gosto de explorar e conhecer novos lugares, poder estar em Itabira, Conselheiro Lafaiete e Pouso Alegre é estimulante, porque continuo residindo na capital e transitando por esses municípios, não como turista, mas sim como profissional. E não me imagino estar em um ambiente estável sem novidades e por sorte na Una as coisas são dinâmicas. E isso para mim é gratificante.

Como você avalia sua trajetória no mercado e seu crescimento profissional até hoje? 

Acredito que a minha jornada foi pautada por um crescimento instantâneo. Parto da premissa de que nossa carreira profissional não começa aos 18 anos e se finaliza na aposentadoria, penso que somos seres constantes e particularmente possuo planos ao lado da Ânima e também fora dela. Talvez seja possível trabalhar futuramente em projetos e consultorias, algo mais pontual, que aconteça paralelamente a vida acadêmica.

Vejo o emprego, atualmente, como dinâmico, o que vimos na pandemia só concretiza essa tese, você pode contratar um profissional excelente que resida em outro território, por exemplo, que por meio do uso da tecnologia o trabalho acontece da mesma forma. Então analiso a questão da carreira de forma bem otimista e processual, precisamos preocupar com a nossa trilha profissional e não focar no cargo em si, porque o cargo é fluído, a gente muda de posição a qualquer momento, comigo foi assim na Ânima e sempre será assim, gosto disso, pois é uma oportunidade de traçar novos horizontes e assumir vieses paralelos. 

Em sua trajetória profissional, você se tornou pesquisador, essa é uma área importante e necessária para o Brasil? 

Como já trabalhei com ciências desde a minha graduação, tive muitas oportunidades envolto da pesquisa de vanguarda e afirmo que é uma área necessária e que carece de crescimento econômico e desenvolvimento tecnológico no país, além de uma triangulação flexível entre a universidade, a pesquisa e o mercado. 

A pesquisa tem que ser aplicada e direcionada à atender as necessidades do mercado com propósito de desenvolver a ciência pelo seu ser. É super importante visualizamos a carência que nosso país sofre de desenvolvimento público. O mercado possui hoje mais interesse nesse investimento, então falta esse casamento entre universidade e empresa, para termos a oportunidade de contar com o dinheiro privado e possuir mais recursos de financiar as pesquisas e não sermos totalmente dependentes do dinheiro público. Acredito dessa forma e precisamos correr neste eixo. Além disso, vejo a Ânima mais próxima da linguagem do mercado, o relacionamento que temos com o canal empresa abre muitas possibilidades de desenvolvermos pesquisas de forma aplicada e eficaz. 

Na sua opinião, a educação vem sendo um instrumento poderoso que transforma, por meio do conhecimento, diferentes realidades sociais? A Una acredita nesse propósito?

O nosso país é vasto, temos uma extensão territorial enorme a nível continental, só que é uma Federação carente e diante disso, o posicionamento da Ânima é acreditar na transformação da sociedade por meio da educação. Vestir essa camisa, principalmente no Brasil, é entender que não é transformar a elite por meio da educação e sim, transformar a massa e o país como um todo. O que inclui pessoas de baixa renda, que observam na educação a oportunidade de desenvolverem sua ascensão profissional, pessoal, econômica e cultural. 

E afirmo que é um posicionamento ousado e muitas vezes difícil, posto que é indispensável uma acessibilidade aos diferentes perfis de brasileiros que se tem no país, mas que motiva a todos nós que trabalhamos para a empresa, a prezar e priorizar a qualidade acadêmica, algo que estamos alcançando cada vez mais. 

Como foi e como está sendo ser diretor de unidades da Una? 

É simples, quando se é professor você tem ao seu alcance o poder de transformar as ideias em nível local, através de uma turma, e como coordenador você consegue mudar uma gama de cursos com um olhar mais macro. Sendo diretor seu olhar é voltado ao microrregional, onde se faz um trabalho traçado em relacionamento de equipe, direcionamento e entrega de resultados. Ou seja, você sai de uma visão técnica para uma visão gerencial e estratégica.

E por causa disso, acredito que, por vim da área técnica, a bagagem dos antigos cargos possam ter me ajudado a desenvolver o braço de gestor. As promoções de assumir como coordenador e diretor, foi a oportunidade de aumentar e expandir minha visão sistêmica. Reafirmo o que disse, as competências são desenvolvidas quando você busca experiências diferentes para atuar de forma mais solene e ávida. 

Estando onde você chegou, por meio da educação, qual conselho você daria para os alunos que pretendem alcançar o sucesso profissional em suas respectivas áreas? 

Aproveitem todas as oportunidades. Temos um ecossistema educacional bem diversificado culturalmente e regionalmente, então façam parte das ações e desenvolvam a autonomia de correr atrás e usufruir dos nossos diferenciais. Sejam proativos!

A Una completa seus 60 anos em outubro, deixe um recado para marcar essa data tão especial. 

Todos esses grandes marcos, como 50, 60 e 100 anos, são períodos interessantes para fazermos uma reflexão da nossa trajetória. Essa data, por si só, está sendo demasiadamente importante, pois estamos passando por uma pandemia e mesmo assim tivemos grandes evoluções ao longo desses anos, como a atualização da matriz, a mudança na forma de agir com o mercado e parceiros, o crescimento exponencial da nossa companhia (Una). Somos a Una que começou com poucos cursos no início e hoje se tem diversificação em áreas. 

Então é o momento de refletirmos sobre nossa história e prospectar os próximos caminhos, como os 70 anos. E vamos em frente, para continuarmos sendo reconhecidos como uma instituição diferenciada e disruptiva. 

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Por Keven Souza 

Escolher morar em uma casa de repouso, que entenda a terceira idade como um ciclo comum da vida, é uma decisão pensada por inúmeras pessoas que procuram por um lar estável e seguro para se passar nessa nova fase. Os asilos, como são chamados, devem propiciar um ambiente tranquilo que contribui para além da saúde dos idosos, com a partilha do sentimento de união e amizade entre os próprios moradores. 

É pensando nessas nuances que o projeto de extensão do Centro Universitário Una unidade Lafaiete, nomeado de “Bora Reformar o Asilo”, surge para estar lado a lado com a comunidade local a favor de promover melhorias na casa de acolhimento aos idosos, o Asilo Carlos Romeiro.

A iniciativa tem o intuito de colocar os alunos de Engenharia Civil em contato direto com demandas relacionadas à sua formação, além de prometer transformar de maneira possível o espaço físico do asilo e melhorar a qualidade de vida dos idosos que vivem nas dependências da instituição.

 

Bora reformar o asilo!

O Asilo Carlos Romeiro é uma instituição localizada na rua dos Vicentinos, no bairro Queluz, em Conselheiro Lafaiete. Fundada para prestar assistência social a idosos desamparados, possui idosos independentes, semi-dependentes e totalmente dependentes do trabalho da instituição que oferece ainda, em suas dependências, atendimentos e inúmeros serviços voltados à terceira idade. 

Ao ser uma instituição com viés social, sem fins lucrativos, que carece de ajuda, possui relativamente dificuldades em torno de recursos financeiros, entre elas, o desafio de reformar os seus espaços que estão na ativa desde sua fundação em 1976. Nesse contexto, surge a primeira interação entre o asilo e a faculdade Una em novembro de 2020, a fim de firmarem parceria envolvendo uma equipe técnica composta por alunos de Engenharia Civil, que viria para auxiliar e dar o devido suporte nas demandas ligadas à restauração de áreas que carecem de reforma. 

O projeto ‘Bora Reformar o Asilo’ teve sua estreia em março deste ano de 2021, sendo uma atividade extensionistas liderada pelos professores Elvys Dias Reis e Mariana Babilone de Souza Ferreira, que coordenam e orientam as inúmeras atividades propostas na extensão.

Desde seu início, o projeto contou com a participação de 15 estudantes da turma do quinto período e neste semestre estima possuir 20 participantes, uma vez que foi dada a renovação da extensão devido ao atraso na reforma geral causada pela pandemia do coronavírus. Por longo período de tempo, houveram imprevistos e diferentes impasses para prosseguir com o planejamento da reforma. Um dos percalços presentes foi a limitação da equipe ao livre acesso às dependências do asilo. 

“Mesmo com tantos desafios conseguimos, ainda assim, contornar a situação por meio de encontros virtuais e revezamento nas visitas técnicas, as quais foram realizadas com cuidados extremos e sempre respeitando todas as regras de combate à pandemia”, explica Elvys Dias Reis, professor e coordenador da extensão, sobre a atuação da equipe no Asilo Carlos Romeiro durante a pandemia.   

Na visão do professor, o projeto traz um ganho imensurável para a formação dos alunos, fomentando-os a se tornarem profissionais mais completos e preparados que saibam se posicionar no mercado através de vivências e experiências reais. “O principal motivo é o aprendizado dos próprios alunos. Toda pesquisa e projetos de caráter prático oferecem a oportunidade de conciliar teoria, vista em sala de aula, e prática. O que é ótimo para a formação deles”, explica. 

Nessa circunstância, ao criarem a extensão, um dos objetivos centrais é o ensino teórico-prático que envolve a atuação dos alunos com os problemas estruturais reais, na qual é a situação em que o asilo se encontra. A partir do planejamento elaborado, podem identificar as carências físicas da casa de repouso, de modo a propor intervenções embasadas na Engenharia Civil e na Ciência dos Materiais, além de estimarem a quantidade e o valor dos insumos necessários para o tratamento e recuperação de toda a edificação. 

Entre as principais atividades e tarefas dos alunos estão a apresentação do projeto para potenciais parceiros, elaboração de reuniões de planejamento, ajuda na divulgação e captação de recursos, visitas técnicas à instituição, acompanhamento das obras, além da criação de aulas curtas para toda a equipe durante os encontros semanais que propicia desenvolverem um raciocínio analítico e resolutivo para situações que possam surgir no dia a dia da profissão de engenheiro(a). 

Para o estudante do segundo período de Engenharia Civil, Erik Manuli, atuar na extensão lhe traz uma rica experiência na sua formação, em que o permite se relacionar com a engenharia solidária, além de desenvolver um projeto real para pessoas necessitadas – de caráter social. “É fantástica a sensação de ajudar o próximo. Nós enquanto alunos ganhamos experiência e conhecimento, e os frequentadores dos asilos ganham um ambiente mais seguro e salubre”.

Erik afirma que o projeto ser ligado diretamente à terceira idade o faz ser único e que a sensação de fazer parte da equipe é incrível. “Lidar com  idosos é gratificante, nos faz refletir muito sobre nossa vida. São vários idosos com histórias de vida diferentes convivendo no mesmo espaço”, ressalta ele.

Um dos pilares do projeto é a solidariedade que preza pela prestação de serviços gratuitos com finalidade de não exigir cobranças de consultoria ao asilo. O que torna o projeto acessível e de grande valia para a casa de repouso ao atender não só o conforto, e o bem-estar dos idosos, mas também a segurança, através de um projeto técnico e dinâmico.

Lena Assis, que representa o asilo, explica que o projeto é de vital importância para casa e que enquanto a reforma geral não acontece, houve a proatividade, por parte da equipe do projeto, de reformarem a rampa da ala masculina. Um local que estava precário e colocava em perigo a segurança dos idosos. “ É um projeto que tem continuidade, pois o asilo possui outras áreas que carecem de reforma. Nesse primeiro momento foi restaurada uma rampa que dá acesso interno à ala masculina, que estava com o piso muito ruim, escorregadio e gerando acidentes com os idosos. Uma reforma necessária”, diz a responsável. 

Com esta obra recentemente concluída, Lena diz que o sentimento é de alívio e felicidade para todos do asilo e que é gratificante ver a cada passo dado ao lado da Una. “É muito importante essa parceria para a nossa instituição, precisamos do apoio de todos da comunidade. Estamos felizes e agradecidos com esse projeto. Digo que avaliamos positivamente todas as ações que a Una propõe para nos auxiliar com nossas demandas internas”. 

 

Depoimentos dos participantes 

Mariana Babilone

“É um projeto que representa nossa unidade, que todos estão envolvidos e querem saber sobre o andamento, que mostra que nosso papel na comunidade é relevante e contribui não só para a formação do nosso aluno, mas também do nosso entorno e agregando valor para a vida de muitas pessoas. Sem dúvida é um projeto especial que nos envolve com a causa dos idosos e nos sensibiliza. Temos um carinho imenso por esse projeto e sabemos que estamos contribuindo para uma vida melhor para essas pessoas” –  Mariana Babilone, que é professora e coordenadora do projeto, sobre importância do projeto para o campus da Una Lafaiete. 

Larissa Duarte

“Participar de um projeto como esse é ganho por todos os lados, você ganha sentimentos bons por ajudar, ganha só de ver a alegria no rosto de cada um, ganha experiências através da reforma e principalmente, você transforma o sonho de alguém em realidade. Essa é uma grande extensão, extremamente gratificante, e sou muito feliz e grata por fazer parte da mesma. Adquirir essas experiências reais durante o período de graduação é de grande valia para um excelente profissional do futuro” – Larissa Duarte, aluna do quinto período de engenharia civil, sobre sua participação no projeto. 

Juliana Aparecida P. dos Santos

“Trabalho no asilo há mais de sete anos e a rampa da ala masculina sempre esteve em péssimas condições, quando chovia o piso se tornava escorregadio e trazia muitos acidentes. Graças a equipe da Una, a rampa está bem melhor do que antes, hoje, podemos molhar sem preocupação. Um ótimo trabalho!” –  Juliana Aparecida Paula dos Santos, sobre a situação da ala masculina antes da reforma feita pela equipe da  Una.

 

Ajude o Asilo Carlos Romeiro

Rua Rua dos Vicentinos, nº33, bairro Queluz – Conselheiro Lafaiete/ MG

Para mais informações ou doações, ligue (31)3721-3564 ou acesse no Instagram.

 

Revisão: Daniela Reis

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Por Bianca Morais 

O curso de Engenharia de Produção da unidade Una Lafaiete, organizou no primeiro semestre deste ano o Una Resolve, um projeto que selecionou micros e pequenas empresas interessadas em obter consultorias gratuitas, com foco na análise e implementação de soluções para melhoria da produtividade e da competitividade. 

Com o principal propósito de aumentar a eficiência produtiva de negócios das companhias, além de oferecer aos discentes a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos no curso em vivências práticas, o Una Resolve reuniu alunos  matriculados em 2021.1, em equipes de até cinco estudantes para trabalhar no projeto.

Os estudantes, com orientação de professores, deram assessoria a uma empresa selecionada, ajudaram a identificar a necessidade do empreendimento e propuseram ações. Os jovens ofereceram à empresa o compartilhamento do conhecimento de tecnologias, novos processos e metodologias usadas na busca de soluções para as deficiências na produção ou prestação de serviço. A iniciativa ofereceu serviços de pesquisas e ações práticas como mentorias e mini consultoria.

Os projetos de extensão do Centro Universitário Una estão sempre em busca de aproximar a comunidade da universidade e compartilhar conhecimentos, é a descentralização do ensinar para além do ambiente acadêmico e a promoção de benefícios e qualidade de vida para a sociedade. O Una Resolve foi o incentivo às empresas que prestam serviço à comunidade e região conseguirem impactar positivamente na economia, na empregabilidade e no desenvolvimento sustentável.

“Os alunos relataram a satisfação e motivação em trabalharem neste projeto, e por crescerem não só tecnicamente, mas também no campo das habilidades sociais e de liderança, fortalecerem o olhar crítico e a capacidade de resolução de problemas reais do mundo dos negócios. Os empresários ficaram muito satisfeitos com o trabalho realizado porque desenvolveram as soluções e sugestões de melhoria a partir de uma escuta atenciosa e assertiva”, conta Kelly Barbosa, professora responsável pelo projeto.

O processo 

As inscrições das empresas foram feitas através de um formulário, e como pré-requisito para participar, elas deveriam ter no máximo de 19 empregados, disponibilidade para reuniões online e compartilhamento de imagens e de informações sobre o seu processo produtivo.

A RodoBruno Transportes foi a selecionada, ela se concentra no ramo de transporte desde 2013, principalmente  de sucata sólida. A empresa vem se solidificando na região em que atua ao longo dos anos, e atualmente já conta com 20 veículos automotores e 22 implementos, mais um ônibus semi-leito destinado a transportes turísticos, totalizando 43 veículos.

Os empresários e proprietários da companhia procuraram o Una Resolve alegando as deficiências no planejamento, no gerenciamento da rotina e nos controles de manutenção e de custo e lucro, a falta de padronização dos processos e indicadores de desempenho. Os discentes então implementaram suas sugestões de aperfeiçoamento e hoje a empresa faz uso de novos métodos de planejamento, controle e gerenciamento da rotina.

Mediante as condições da pandemia, de acordo com os protocolos municipais, foi feita uma visita técnica na empresa, realizada a captação de informação das empresas via formulário digital, e reuniões virtuais para identificação de problemas, a elaboração de um projeto para a resolução dos problemas com o objetivo de melhorar os métodos da empresa e deixá-la mais rentáveis.

“Essa é uma ação que possibilita aos acadêmicos aplicarem todas as técnicas aprendidas em sala de aula contribuindo na melhoria contínua dos processos, tratamento de falhas e elaboração de planos de ação para tratar oportunidades de benefícios nas empresas. Dessa forma os alunos foram os protagonistas, exercendo a autonomia com responsabilidade”, comenta a professora.

Os estudantes aplicaram técnicas aprendidas em sala de aula, como a Promoção de cursos de Excel e treinamento; desenvolvimento de padronização dos processos; elaboração de planilhas de controle sistêmico das movimentações pertinentes ao negócio; organização do trabalho; medidas de saúde, segurança e meio ambiente, tratamento de falhas e na elaboração de planos de desenvolvimento para a empresa específica ao empreendimento e ao aumento da rentabilidade. 

Preparando os futuros profissionais

Larissy Magalhães é aluna do curso e quando participou do Una Resolve estava em seu segundo período, para ela a experiência de ter feito parte do projeto foi muito interessante, afinal, na faculdade se aprende a parte teórica, mas poder usar a teoria na prática, e aplicar tudo que se aprendeu na aula em uma empresa real a fez entender a importância do seu curso de engenharia de produção.

“Apesar de eu já estar no mercado de trabalho, a gente não tem noção de como aplicar tudo que aprendemos, então ter esse contato com problemas reais foi uma experiência muito bacana, o envolvimento dos alunos no projeto, ver todo meu grupo interessado, fazendo muitas perguntas, tendo o apoio total das professoras, foi de grande valia”, conta ela.

A futura engenheira também comenta a importância desse projeto quando se pensar nele a longo prazo, pois ela irá chegar ao mercado com o conhecimento necessário para praticar sua profissão.

“A preocupação da Una em não só levar para palestras, mas de colocar o aluno lá, para resolver o problema, para quando você chegar e for o responsável por um setor, você já vai ter bagagem para resolver”, conclui Larissy.

Com o sucesso do UNA Resolve ele tem o potencial de continuar e ser expandido para as diversas áreas do acadêmico e, consequentemente, para diversos segmentos empresariais. Inclusive, o relacionamento com a empresa foi tão satisfatório que uma parceria foi feita e hoje inclusive favorece a entrada de seus colaboradores aos cursos superiores da Una Lafaiete.