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Una Liberdade

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O afeto e a inclusão são os melhores tratamentos para o autismo

Especialista sugere que estigma em relação às pessoas com autismo tem que ser quebrado e que a educação tem um papel determinante na inserção 

Por: Moisés Martins

De acordo com dados da instituição americana CDC (Center of Deseases Control and Prevention), existe hoje, um caso de autismo para cada 110 pessoas. Dessa forma, estima-se que o Brasil com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistas. Contudo, apesar de numerosos, os milhões de brasileiros autistas ainda sofrem para encontrar tratamento adequado. 

Apesar do transtorno ter uma grande incidência, a síndrome só foi catalogada pela Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde OMS) em 1993. A demora na inclusão do autismo neste ranking é reflexo do pouco que se sabe sobre a questão. Ainda nos dias de hoje, o diagnóstico é impreciso, e nem mesmo um exame genético é capaz de afirmar com precisão a ocorrência da síndrome. 

O garoto Miguel Henrique Burmann, de 5 anos, foi diagnosticado com autismo não verbal com  dois anos e três meses. Sua mãe, Manuela Burmann, teve que se habituar à uma nova rotina, pois o menino está de pé todos os dias às seis da manhã para assistir desenho. O tratamento do autismo exige da mãe e do filho, durante a semana, são três visitas à APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), onde ele é recebido com muito carinho e atenção pela equipe. Lá ele é atendido por diversos especialistas; como fonoaudiólogo fisioterapeuta e psicóloga.

Segundo relato de sua mãe, Miguel não gosta muito de lugares fechados, característica comum do portador de autismo, por isso, a psicóloga inseriu a equoterapia em seu tratamento. A terapia com cavalos ajuda no estímulo e desenvolvimento da mente e do corpo, além de possibilitar que o paciente tenha contato com a natureza. 

O primeiro dia na escolinha foi um desafio, Manuela ficou com bastante receio, pois o fato do filho não falar poderia ser um obstáculo junto com os colegas. Meses mais tarde, ela diz ter acertado em sua escolha e hoje se surpreende com o fato do filho ser apaixonado pelo ambiente escolar. “Não demorou muito, e ele se inseriu nesse universo, já socializa e senta ao lado dos colegas de sala para lanchar. O Miguel sabe o horário de ir para a escolinha”, conta ela bastante entusiasmada.

Outro caso é o do garoto Heithor Gomes, de 6 anos. Ele nasceu com 34 semanas e sua mãe, Luciana Mourão, ficou internada quinze dias antes do seu nascimento, o motivo foi a perda de líquido amniótico. Quando Heithor completou dois anos, em uma consulta com o neurologista veio o diagnóstico: grau dois de autismo e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O pequeno Heithor tem uma rotina bastante intensa. Ele vai ao fonoaudiólogo, psicopedagoga e terapia ocupacional, e, de três em três meses, o garotinho precisa ir ao neurologista para renovar sua medicação.   “No início, quando Heithor entrou para a escolinha, ele era  bastante agitado, pelo fato de os coleguinhas não entenderem o que ele falava. Com os tratamentos e as medicações, ele passou a socializar e hoje está melhor inserido no grupo de amiguinhos”. contou a mãe.

Com a palavra, a especialista 

A psicóloga Daisimar Sampaio alerta que, ainda que as intervenções para a socialização do autista seja muito difícil, é preciso dar voz às pessoas com esse transtorno, com o intuito de elevar o conhecimento em torno da área de pesquisas. Isso porque ainda há muitas dúvidas e perguntas em torno da síndrome. Nesse sentido, a educação é algo imprescindível no processo.

O autismo é uma síndrome que causa alterações na capacidade de comunicação, um transtorno no desenvolvimento. Os seus sinais aparecem nos três primeiros anos de vida da criança. A síndrome provoca sinais e sintomas como dificuldades na fala, bloqueios na forma de expressar ideias e sentimentos, assim como comportamentos incomuns, como não gostar de interagir, ficar agitado ou repetir movimentos. O autismo pode surgir em pessoas de diferentes idades, habilidades e limitações.

O preconceito que os autistas sofrem, segundo a psicóloga, é um tema recorrente que deve ser avaliado com muito cuidado. É preciso promover a conscientização da sociedade com o objetivo de quebrar a estigmatização que essas pessoas sofrem. 

O comportamento apresentado por pessoas com autismo gera, no imaginário das outras, uma série de equívocos. Mais uma vez, a psicóloga desmistifica a impressão que o senso comum têm em relação aos autistas que não falam. “Não falar não significa não saber. Não falar não significa não sentir”, conclui Daisimar Sampaio referindo-se ao autismo não verbal. 

Durante toda entrevista, a médica ressalta a questão do preconceito que os autistas sofrem por serem diferentes. “ A sociedade não entende que o autista é especial e merece um pouco mais de cuidado e atenção. O preconceito é real e nem sempre é só uma escolha do autista, mas da sociedade de estar preparada para inclusão, nossa sociedade está cada dia mais envenenada pelo preconceito”.  afirmou a especialista

Num caráter mais surreal, Daisimar conclui a entrevista dizendo: “Eles podem entender a alma das pessoas tendo uma grande sintonia com os sentimentos, isso é muito lindo”. 

 

 

*O estagiário escreveu a matéria sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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Edição do primeiro semestre de 2019 foi um grande sucesso

GastroUna valoriza a gastronomia regional
Mostra da Una apresenta inovação, sustentabilidade e novos talentos, no dia 28/11

  • por Jéssica Oliveira

Conectar os alunos com o mercado e possibilitar um desafio que envolve empreendedorismo, inovação e sustentabilidade. Esses são os objetivos da 8ª edição do GastroUna, que acontece no dia 28/11, na Una João Pinheiro. A apresentação, aberta ao público, vai reunir chefs, entidades do setor (Abrasel, Belotour e Emater), professores e críticos.

A mostra dos alunos de gastronomia propõe o desenvolvimento de um projeto técnico cientifico, que consiste na criação de um negócio, envolvendo desde a escolha do nome, logomarca, plano de negócio, planejamento estratégico, cardápio e execução. Nessa edição, os pratos apresentados devem conter Pancs (plantas alimentícias não convencionais).
Cada grupo também apresentará dois drinks (um alcoólico e outro não) para harmonizar com as refeições. Os projetos devem ser sustentáveis, criativos e trazer valorização da história e da biodiversidade brasileira.

Para a idealizadora do GastroUna, a professora Rosilene Campolina, a mostra é uma oportunidade de se apresentar ao mercado e ser julgado por ele. “Os talentos merecem ser reconhecidos. Esses novos profissionais precisam atravessar as fronteiras da universidade e ganhar o mercado. O GastroUna foi a metodologia que encontrei, para estabelecer essa rede de contatos e para servir de vitrine para os alunos”, diz Rosilene.

A professora ressalta que é importante preparar os alunos de forma prática para a empregabilidade. “Eles saem da faculdade com essa experiência, de vivenciar e montar um empreendimento. Não somente como cozinheiros, mas como gestores do seu próprio negócio. Isso envolve logística, gestão de insumos, de estoque, gestão de pessoas e a forma de administrar uma equipe”, completa.

Para o coordenador do curso de Gastronomia, Edson Puiati, essa prática também é importante para a instituição de ensino. “A matriz do nosso curso é o empreendedorismo e a gestão de negócios gastronômicos. O GastroUna vem coroar isso com muita criatividade, já que os estudantes colocam em prática tudo que aprenderam na sua trajetória acadêmica. Já para a Una, o evento apresenta para o mercado o que desenvolvemos aqui na academia, uma vez que nossos jurados são profissionais renomados. Isso faz com que a gente tenha um retorno do público externo sobre o nosso trabalho”, salienta.

Os três melhores grupos serão premiados com livros, kits de culinária e produtos gourmet, brindes personalizados, jantares e participação em grandes eventos como o Arraial de Belo Horizonte e as feiras Aproxima e Jungle Bier. O GastroUna também promove um intercâmbio entre cursos. Alunos de cinema e comunicação trabalharão em conjunto realizando a cobertura e transmitindo em tempo real as apresentações em telões do hall de entrada do campus, pela internet, nas redes sociais.

A aluna Caroline da Silva participou da última edição do evento com o sanduíche “Matula da Roça”, que trouxe ingredientes tipicamente mineiros como o pão de milho, farofa de torresmo, geleia de pimenta e couve. O prato ficou em 2º lugar no voto popular e ganhou o concurso junino no Arraial de Belo Horizonte 2019. “O projeto nos coloca frente a frente com a realidade de um investimento, além de trazer valorização e reconhecimento pelo nosso esforço”, diz.

Serviço:
Data: 28 de novembro de 2019
Horários: Manhã: de 08h às 11h / Noite: de 19h às 22h
Local: Unidade João Pinheiro II (Avenida João Pinheiro, 580, Lourdes – BH/MG)

*(A estagiária escreveu reportagem sob a supervisão da jornalista Daniela Reis)

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BH recebe 25ª edição do evento

Entre 21 e 25 de outubro BH recebe grandes nomes da moda

Por: Italo Charles e Joyce Oliveira

 

Destacar o setor têxtil fazendo do algodão o fio condutor das histórias contadas sobre as perspectivas da moda suscitou a criação do 25° Minas Trend, que acontece entre os dias 22 a 25 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte. Repleta de novidades, a semana de moda mineira, apresentará as propostas de tendências para o outono/inverno 2020. Com a participação de grandes marcas como Denise Valadares, Lethicia Brostein e Victor Dzenk, o evento promete agitar a capital.

 

A edição batizada de “Tecendo Futuros”, traz reflexões sobre inovação, democratização e a diversidade no mundo da moda. Com direção criativa de Rogério Lima, o evento, que é o maior salão de negócios do setor na América Latina, promete levantar discussões acerca do aperfeiçoamento da cadeia produtiva de moda, com uma programação que inclui palestras, oficinas e desfiles. Pela primeira vez, as indústrias têxteis serão as estrelas da passarela. Ao todo, seis empresas mineiras do ramo irão se apresentar em um desfile coletivo, composto de 20 looks confeccionados pela equipe técnica do Senai Modatec.

 

A marca Norb Brand, dirigida por Norberto Resende, estilista e estudante do curso de moda do Centro Universitário Una, é um dos destaques do desfile de abertura, que acontece na noite dessa segunda-feira (21). A marca eleita pela Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais) como empresa tendência, estará presente no salão de negócios pela segunda vez consecutiva e de acordo com Norberto a inspiração vem das drags queens.

“A coleção foi inspirada no universo drag e nas pesquisas da Brigitte Baptiste, uma transexual que fala sobre os seres híbridos da natureza. As peças vão trazer muito volume e babado, seguindo a essência da Norb reforçando o exagero das drags”.

 

Coleção de aluno da Una é destaque

O estilista não trabalhou sozinho. Com ele há uma equipe de estudantes de moda da Una, que auxiliam no projeto de costura e modelagem.

“A gente montou uma equipe com vários alunos que participaram da produção, e acompanharam a ideia, desde sua criação no papel até sua chegada às passarelas. Foi uma experiência excelente que proporcionou a eles vivenciar  todos os desafios que é a produção completa de uma coleção”, salienta.

 

Fora da Capital

Uma grande novidade dessa edição é a extensão das atividades do Minas Trend para cidades do interior do estado. Com programação exclusiva e gratuita, que vai dia 14 de outubro a 09 de novembro, Tiradentes, Ouro Preto, Itaúna e Uberaba recebem palestras e oficinas.

A edição se encerra no dia 24 de outubro (quinta-feira) às oito e meia da noite com a Orquestra de Câmara do SESI e com o músico Flávio Venturini. Os ingressos para o público estão a preços populares nos valores de 20 reais a inteira, e 10 reais a meia entrada. Já palestras e oficinas são gratuitas. Mais informações e inscrições no site do Minas Trend.

 

 

*(Os estagiários escreveram a reportagem sob a supervisão da jornalista Daniela Reis)