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Una Liberdade

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*foto: Flávio Souza Cruz

Já são mais de 20 anos de trabalho das três irmãs Ferraz, ao longo desse tempo foram sete CDs, espetáculos cênicos, parcerias e shows marcantes que fizeram do trio uma referência de música popular mineira.

Por: Fernanda Guimarães, Guilherme Sá, Italo Charles

Em entrevista para o Jornal Contramão, o trio conta um pouco sobre a sua história, a relação profissional entre irmãs e como a música proporcionou momentos de união à elas na construção de uma carreira sólida, estes foram alguns dos temas abordados. 

Três irmãs se juntam e formam um grupo de música reconhecido pelo seu apreço a música brasileira, voltando um pouco na história do trio, como surgiu a ideia do Amaranto? Esse nome, por exemplo, qual o significado?

Flávia nos responde a primeira pergunta contando um pouco da história do grupo.

“O surgimento do Amaranto foi a consequência natural da maneira como a música sempre esteve inserida na nossa vida. Sempre brincamos de cantar, exploramos nossa criatividade com música desde a infância, embora em nossa família não tenha havido antes de nós músicos profissionais. Na adolescência, passamos a estudar música e tivemos a sorte de fazer amizade com pessoas também envolvidas com o canto e com o estudo de instrumentos musicais, e formamos nossas primeiras bandas. Marina, a mais nova, não fez parte do grupo Flor de Cal – nossa primeira experiência profissional – mas nos ajudava a ensaiar e fazer arranjos. Assim, quando a banda acabou, foi natural prosseguirmos juntas, as três irmãs. 

Escolhemos este nome pela sonoridade e porque representa uma família de flores, conhecidas por sua perenidade. Para os povos antigos da América Latina, o amaranto era símbolo de força e imortalidade. Essa ideia casava bem com nosso desejo de ser um trabalho longevo. E assim tem sido! Parece que acertamos.”

 

São mais de 20 anos juntas, a que vocês atribuem uma parceria que dá certo a tanto tempo?

Flávia: “Faremos 22 anos de carreira em fevereiro! O principal segredo é que desenvolvemos constantemente a capacidade de reconhecer as diferenças individuais e aceitá-las bem, sabendo inclusive que isso é o que torna o trabalho bonito. No início, o foco é na identidade, naquilo que nos une e que nos faz um grupo coeso. Depois, as individualidades vão ganhando espaço e força, e vão – dialeticamente – reforçando nossa união. Não é simples, exige esforço, doação e muito amor. E não é porque somos irmãs que isso acontece naturalmente, é um processo contínuo que não pode ser negligenciado. E assim, vamos regando nossa plantinha, porque nossa meta é fazer bodas de ouro, como o Quarteto em Cy!”

 

Três cabeças pensantes, cada uma com suas particularidades, na hora de escolha de repertório, quais são as inspirações do amaranto? 

Flávia: “O processo de escolha de repertório sempre partiu de um desejo individual. Aquela que imagina a voz do Amaranto em alguma canção apresenta a ideia para as outras e se a ideia vibrar no coração das três, acatamos. Assim acontece também com nossas composições. Temos referências musicais semelhantes, mas nas buscas individuais mais coisas vão sendo acrescentadas às escolhas de cada uma. Atualmente, este processo flui muito naturalmente, sem conflitos.”

 

Diversos trabalhos entre CD’s e espetáculos ao longo desses anos, gostaria de saber, tem algum que marcou de forma especial ?

“Foram realmente muitos shows importantes na nossa carreira e cada um tem cantinho especial na nossa lembrança” 

Palavras da Lúcia, mas um show marcante para ela e para as irmãs foi o show de lançamento do CD Brasilêro em 2003.

“Fizemos um projeto de lei, com ingressos a preços populares super acessível, na época a gente tava tocando muito na rádio e foi um show muito emocionante. Não foi a primeira vez tocando no Palácio das Artes, a gente já tinha feito algumas participações em outros shows mas foi nossa primeira apresentação naquele espaço sozinhas. E aí teve a casa lotada, ingressos esgotados, pessoas que chegaram na porta para comprar, fizemos um show muito especial com criação de cenário e figurino, uma grande produção. Foi muito lindo tocar no Palácio das Artes que era para a gente o maior espaço de Belo Horizonte na época, realmente foi uma grande emoção.”

 

2008 o Amaranto faz sua primeira apresentação fora do Brasil, com certeza um momento muito importante na ampliação do trabalho do grupo, conta um pouco como foi essa experiência.

Lúcia: “Em 2008 a gente recebeu um convite da embaixada brasileira de Washington, era um evento sobre a cultura da música mineira e a gastronomia, foi uma alegria esse momento na nossa carreira porque foi a nossa primeira viagem internacional, conseguimos as passagens pelo edital de passagens do governo e como já tínhamos esse convite feito pela embaixada criamos a oportunidade de fazer um outro show em Nova York, no bar de música chamado cachaça de música variada, jazz e world music. Foi uma experiência muito legal apesar de não ampliar tanto nosso trabalho o fato de ter no currículo shows internacionais que tiveram uma receptividade do público muito boa, mostra que oportunidade é o que falta, tendo oportunidade o trabalho é bem recebido em outros lugares do mundo, e isso que é o mais importante. 

 

“Três Pontes” e “A menina dos Olhos Virados”, trabalhos dedicados ao público infantil, de onde parte o desejo da criação destes? E como foi a recepção?  

Marina Ferraz a irmã caçula do trio responde a pergunta, “Os dois trabalhos dedicados ao universo infantil do Amaranto, tiveram origens um pouco distintas, o Três Pontes  temos um trabalho baseado muito na receptividade que a gente tinha com as crianças no palco, a gente tocava músicas para adultos e as Crianças ficavam na beirada do palco escutando, no final do show era sempre cheio de crianças assistindo bem pertinho da gente, é isso que nos motivou a construir o Três Pontes. Já o segundo Trabalho foi um pouco diferente, motivada pelo percurso que eu, Marina Ferraz, tive com o teatro. Fiquei muito entusiasmada para colocar em prática meus inscritos, que Surgiram desde muito nova e tive vontade de levar a Lúcia e a Flávia para o palco,  levando o nosso universo infantil, coisas que a gente sempre fez quando criança. E aí eu escrevi essa história A Menina dos Olhos Virados que surgiu a partir da música Olhos Virados, é essa música que me fez criar uma história inteira com canções. A Menina dos Olhos Virados já foi uma coisa um pouquinho mais planejada e os dois trabalhos deram super certo, e agora estamos com um terceiro trabalho, Menino da Sem Palavras, que estaremos inaugurando agora no fim do ano em dezembro.”

A originalidade na composição dos arranjos é uma marca do Amaranto, explorando ao máximo todos recursos de voz e instrumentos. Como é feita a construção dessa identidade sempre citada por quem avalia o trabalho do trio?

Lúcia: “A construção dos arranjos vocais do Amaranto são feitas entre a gente mesmo, pelas três integrantes, a gente sempre faz os arranjos coletivamente na hora que tá experimentando a música. Então eu acho que talvez essa  originalidade tem a ver um pouco com as nossas experiências de criação musical da infância, dessa liberdade de compor e criar em cima de uma coisa que já existe, uma melodia já existente. E aí a gente vai experimentando, cantando e aos poucos as ideias vão surgindo e as que são interessantes ficam e as outras vão embora. A maneira é sempre intuitiva, apesar da gente ter o conhecimento musical, ter o estudo da música, na hora de criar a gente deixa a liberdade da brincadeira da criação coletiva. E a parte instrumental sempre é muito mais simples quando é só a gente e, quando tem outros músicos envolvidos é realmente sempre no coletivo. Eu acho que a gente tem essa ideia de que o coletivo sempre traz muitas possibilidades.”

A música feita aqui em minas tem grandes momentos como o clube da esquina, as bandas Jota Quest e Skank com grande força de mercado, e nos últimos tempos vem crescendo o Rap e o Samba. Tem um lugar para a música popular, como a feita por vocês nessa crescente? Retomando a tradição mineira no estilo?

Flávia: “Tem sim! Existe espaço para todos. Mas é preciso ter consciência de que o mercado da comunicação de massa escolhe pouca coisa para trabalhar e ampliar o alcance daquilo. Há bastante gente que curte música vocal (uma das tradições que resgatamos) e se vê representada pelo nosso nosso trabalho. A gente não se sente limitada por um estilo ou tradição. Vamos fazendo o que nos representa esteticamente e fazendo esforço de nos conectar àquelas pessoas a quem nossa arte faz sentido.”

 

Recentemente em entrevista com Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo, Milton Nascimento declara que: “música brasileira está uma merda”, como vocês avaliam o cenário musical atual?

Flávia: “A fala do Milton tinha foco em um tipo de produção musical presente hoje no Brasil. Ele próprio teve de esclarecer esta fala depois da publicação da entrevista. Makely Ka cunhou uma expressão que – para nós – representa muito bem o que acontece na música brasileira: “música orgânica”, em contraposição às “monoculturas, aos latifúndios musicais”. Há coisas maravilhosamente incríveis e inspiradoras sendo feitas na música brasileira sim. Há tanta coisa que é impossível se dar conta de tudo. Mas são trabalhos que são feitos com envolvimento direto de quem os cria em todas as etapas de sua produção. É como uma pequena propriedade, plantando e colhendo seus produtos, sem uso de aditivos químicos. Cultura de massa, desde que surgiu, é uma coisa diferente de Arte. Arte brota. É manifestação da essência do artista, de certa forma incontrolável, por ser absolutamente necessária para o artista. Isto que se planeja meticulosamente, com estudos de mercado, injeção de muito dinheiro, é diferente de arte. É da ordem do mundo do entretenimento – que de vez em quando encontra a arte sim – mas não isso acontece fortuitamente, não é o que se busca em primeira instância. Neste sentido, a arte e a música brasileira, andam muito bem, obrigada.

 

Quais os desafios de fazer música independente se popularizar entre os ouvintes que, hoje tem a mão diversas formas de consumo, como  plataformas de Streaming e Youtube, como o grupo trabalha nesta área ?

Flávia: “O maior desafio é fazer a música chegar a quem ela pode realmente fazer sentido, virar alimento da alma. É isso que o artista busca. Preocupamos com a ampliação do nosso público, mas não com um projeto de expansão exponencial. É um trabalho de formiguinha. Um a um. As conexões se dão por amizades, por compartilhamentos de interesses comuns. E o público que chega para nós por meio deste caminho, é muito fiel. É muito parceiro. Vira um divulgador e já divulga para as pessoas certas. Bate um desanima vez ou outra – mas a gente espera passar e segue firme! – é a quantidade de tempo que a gente despende com atividades extra-musicais, com criação de conteúdo para redes sociais etc. Mas não há outro caminho. Seguimos firmes.”

Em 2018 o grupo realizou na Fundação de Educação Artística (FEA)  um show para ajudar no programa social de bolsas de estudo. Qual a importância de ações como esta, principalmente nos dias atuais, onde a área cultural não recebe incentivo de fato?

Lúcia: “Eu acho que, a princípio são ações pequenas, e que às vezes parecem não surtir um grande efeito no mundo de hoje. Mas é só mesmo com elas para a gente sentir que alguma coisa está sendo feita, porque se não podemos contar com ações do governo, infelizmente, estamos mesmo em um período realmente muito triste para a cultura e para outras áreas, como as ações do governo não feitas e inclusive até o contrário na desvalorização da Cultura. Se a gente dá conta de fazer pequenas ações, já temos a sensação de que alguma coisa está sendo feita, pequena sementinhas estão sendo plantadas de alguma forma. É uma pena realmente as ações não serem maiores, mas quando cada um faz um pouquinho eu acho que o mundo vai se transformando, é o que a gente tem que tentar fazer hoje em dia, fazemos nossa parte dentro de casa e na música fica pensando no que fazer. Apesar dessa ação muito voltada para as bolsas, para ajuda nas bolsas, a gente tem feito outras nesse sentido, que se for para pensar a gente quase que não ganha, não recebe para fazer um show, para fazer um trabalho novo para lançar um projeto novo, mas a gente faz por amor a música e por amor a arte e por saber que isso faz diferença na vida de muita gente então acho que é assim que se começa do pequeno e aos poucos as coisas vão crescendo.

 

E para o futuro, quais são os planos? O que o grupo prepara para o público?

Marina: “O Amaranto tem para esse ano dois grandes projetos que a gente idealizou bem no comecinho e agora estão chegando na reta final. Um deles é o livro Menino da sem palavras, escrito por mim Marina Ferraz, e o CD homônimo  com canções compostas pela Lúcia Ferraz, Thiago Godoy, Marina Ferraz e Flávia, dedicado a nome de pessoas, esse CD vem encartado junto do livro que é infanto juvenil e também vem o áudio da peça que a gente adaptou para teatro, o lançamento será agora em Dezembro. Estamos muito feliz de ir mais uma vez para o Teatro, poder apresentar nosso trabalho junto da Daniele Braga e do Thiago Corrêa. E o outro é o Bendito jazz, o CD do show gravado em 2017 na sala Minas Gerais, realizado pelo Amaranto e o Trio Mitre, que é maravilhoso e a gente compôs um repertório com canções dos irmãos Gershwin e do Cole Porter, esse trabalho foi condensado no período muito curto, em um mês a gente ensaiou e criou os arranjos juntos e agora estamos tendo alegria de ter esse material, registrado no dia do show sem a gente saber pelo Murilo Correia. E agora juntamos esse material e estamos lançando em CD, então são esses os nossos projetos e, para os próximos anos terá novidades mas estamos primeiro concentrado nessa nessas duas grandes ideias.

*Entrevista realizada sob a supervisão do professor Aurélio Silva

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Una faz maratona de cursos de férias para estudantes e profissionais

Serão oferecidos minicursos e oficinas para o público interno e externo

*por Daniela Reis

O Cento Universitário Una promove entre os dias 27 e 31 de janeiro uma maratona de Cursos de Férias. O evento traz uma programação diversificada voltada para diferentes áreas de atuação da comunicação (jornalismo, publicidade e relações públicas) com temas atuais e profissionais reconhecidos no mercado.

As inscrições devem ser realizadas no Sympla e a programação você confere abaixo:

Como um publicitário pode ganhar dinheiro com Inbound Marketinng

Promessa é dívida – Como criar e entregar valor usando Design Thinking

Selfie-vídeo para sites, blogs e redes sociais (manhã)

Selfie-vídeo para sites, blogs e redes sociais (tarde)

Ei, mãe! Tenho uma startup. Criação de negócios inovadores usando apenas uma folha

Shark Tank, me chama! Criar apresentações para negócios de impacto

• Critério Brasil está morto – ferramentas para criação de personas

• Fotografia 360 para jornalistas

WordPress para jornalistas

Como criar campanhas quase impossíveis de serem ignoradas no Facebook e Instagram

 

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O afeto e a inclusão são os melhores tratamentos para o autismo

Especialista sugere que estigma em relação às pessoas com autismo tem que ser quebrado e que a educação tem um papel determinante na inserção 

Por: Moisés Martins

De acordo com dados da instituição americana CDC (Center of Deseases Control and Prevention), existe hoje, um caso de autismo para cada 110 pessoas. Dessa forma, estima-se que o Brasil com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de 2 milhões de autistas. Contudo, apesar de numerosos, os milhões de brasileiros autistas ainda sofrem para encontrar tratamento adequado. 

Apesar do transtorno ter uma grande incidência, a síndrome só foi catalogada pela Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde OMS) em 1993. A demora na inclusão do autismo neste ranking é reflexo do pouco que se sabe sobre a questão. Ainda nos dias de hoje, o diagnóstico é impreciso, e nem mesmo um exame genético é capaz de afirmar com precisão a ocorrência da síndrome. 

O garoto Miguel Henrique Burmann, de 5 anos, foi diagnosticado com autismo não verbal com  dois anos e três meses. Sua mãe, Manuela Burmann, teve que se habituar à uma nova rotina, pois o menino está de pé todos os dias às seis da manhã para assistir desenho. O tratamento do autismo exige da mãe e do filho, durante a semana, são três visitas à APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), onde ele é recebido com muito carinho e atenção pela equipe. Lá ele é atendido por diversos especialistas; como fonoaudiólogo fisioterapeuta e psicóloga.

Segundo relato de sua mãe, Miguel não gosta muito de lugares fechados, característica comum do portador de autismo, por isso, a psicóloga inseriu a equoterapia em seu tratamento. A terapia com cavalos ajuda no estímulo e desenvolvimento da mente e do corpo, além de possibilitar que o paciente tenha contato com a natureza. 

O primeiro dia na escolinha foi um desafio, Manuela ficou com bastante receio, pois o fato do filho não falar poderia ser um obstáculo junto com os colegas. Meses mais tarde, ela diz ter acertado em sua escolha e hoje se surpreende com o fato do filho ser apaixonado pelo ambiente escolar. “Não demorou muito, e ele se inseriu nesse universo, já socializa e senta ao lado dos colegas de sala para lanchar. O Miguel sabe o horário de ir para a escolinha”, conta ela bastante entusiasmada.

Outro caso é o do garoto Heithor Gomes, de 6 anos. Ele nasceu com 34 semanas e sua mãe, Luciana Mourão, ficou internada quinze dias antes do seu nascimento, o motivo foi a perda de líquido amniótico. Quando Heithor completou dois anos, em uma consulta com o neurologista veio o diagnóstico: grau dois de autismo e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O pequeno Heithor tem uma rotina bastante intensa. Ele vai ao fonoaudiólogo, psicopedagoga e terapia ocupacional, e, de três em três meses, o garotinho precisa ir ao neurologista para renovar sua medicação.   “No início, quando Heithor entrou para a escolinha, ele era  bastante agitado, pelo fato de os coleguinhas não entenderem o que ele falava. Com os tratamentos e as medicações, ele passou a socializar e hoje está melhor inserido no grupo de amiguinhos”. contou a mãe.

Com a palavra, a especialista 

A psicóloga Daisimar Sampaio alerta que, ainda que as intervenções para a socialização do autista seja muito difícil, é preciso dar voz às pessoas com esse transtorno, com o intuito de elevar o conhecimento em torno da área de pesquisas. Isso porque ainda há muitas dúvidas e perguntas em torno da síndrome. Nesse sentido, a educação é algo imprescindível no processo.

O autismo é uma síndrome que causa alterações na capacidade de comunicação, um transtorno no desenvolvimento. Os seus sinais aparecem nos três primeiros anos de vida da criança. A síndrome provoca sinais e sintomas como dificuldades na fala, bloqueios na forma de expressar ideias e sentimentos, assim como comportamentos incomuns, como não gostar de interagir, ficar agitado ou repetir movimentos. O autismo pode surgir em pessoas de diferentes idades, habilidades e limitações.

O preconceito que os autistas sofrem, segundo a psicóloga, é um tema recorrente que deve ser avaliado com muito cuidado. É preciso promover a conscientização da sociedade com o objetivo de quebrar a estigmatização que essas pessoas sofrem. 

O comportamento apresentado por pessoas com autismo gera, no imaginário das outras, uma série de equívocos. Mais uma vez, a psicóloga desmistifica a impressão que o senso comum têm em relação aos autistas que não falam. “Não falar não significa não saber. Não falar não significa não sentir”, conclui Daisimar Sampaio referindo-se ao autismo não verbal. 

Durante toda entrevista, a médica ressalta a questão do preconceito que os autistas sofrem por serem diferentes. “ A sociedade não entende que o autista é especial e merece um pouco mais de cuidado e atenção. O preconceito é real e nem sempre é só uma escolha do autista, mas da sociedade de estar preparada para inclusão, nossa sociedade está cada dia mais envenenada pelo preconceito”.  afirmou a especialista

Num caráter mais surreal, Daisimar conclui a entrevista dizendo: “Eles podem entender a alma das pessoas tendo uma grande sintonia com os sentimentos, isso é muito lindo”. 

 

 

*O estagiário escreveu a matéria sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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Edição do primeiro semestre de 2019 foi um grande sucesso

GastroUna valoriza a gastronomia regional
Mostra da Una apresenta inovação, sustentabilidade e novos talentos, no dia 28/11

  • por Jéssica Oliveira

Conectar os alunos com o mercado e possibilitar um desafio que envolve empreendedorismo, inovação e sustentabilidade. Esses são os objetivos da 8ª edição do GastroUna, que acontece no dia 28/11, na Una João Pinheiro. A apresentação, aberta ao público, vai reunir chefs, entidades do setor (Abrasel, Belotour e Emater), professores e críticos.

A mostra dos alunos de gastronomia propõe o desenvolvimento de um projeto técnico cientifico, que consiste na criação de um negócio, envolvendo desde a escolha do nome, logomarca, plano de negócio, planejamento estratégico, cardápio e execução. Nessa edição, os pratos apresentados devem conter Pancs (plantas alimentícias não convencionais).
Cada grupo também apresentará dois drinks (um alcoólico e outro não) para harmonizar com as refeições. Os projetos devem ser sustentáveis, criativos e trazer valorização da história e da biodiversidade brasileira.

Para a idealizadora do GastroUna, a professora Rosilene Campolina, a mostra é uma oportunidade de se apresentar ao mercado e ser julgado por ele. “Os talentos merecem ser reconhecidos. Esses novos profissionais precisam atravessar as fronteiras da universidade e ganhar o mercado. O GastroUna foi a metodologia que encontrei, para estabelecer essa rede de contatos e para servir de vitrine para os alunos”, diz Rosilene.

A professora ressalta que é importante preparar os alunos de forma prática para a empregabilidade. “Eles saem da faculdade com essa experiência, de vivenciar e montar um empreendimento. Não somente como cozinheiros, mas como gestores do seu próprio negócio. Isso envolve logística, gestão de insumos, de estoque, gestão de pessoas e a forma de administrar uma equipe”, completa.

Para o coordenador do curso de Gastronomia, Edson Puiati, essa prática também é importante para a instituição de ensino. “A matriz do nosso curso é o empreendedorismo e a gestão de negócios gastronômicos. O GastroUna vem coroar isso com muita criatividade, já que os estudantes colocam em prática tudo que aprenderam na sua trajetória acadêmica. Já para a Una, o evento apresenta para o mercado o que desenvolvemos aqui na academia, uma vez que nossos jurados são profissionais renomados. Isso faz com que a gente tenha um retorno do público externo sobre o nosso trabalho”, salienta.

Os três melhores grupos serão premiados com livros, kits de culinária e produtos gourmet, brindes personalizados, jantares e participação em grandes eventos como o Arraial de Belo Horizonte e as feiras Aproxima e Jungle Bier. O GastroUna também promove um intercâmbio entre cursos. Alunos de cinema e comunicação trabalharão em conjunto realizando a cobertura e transmitindo em tempo real as apresentações em telões do hall de entrada do campus, pela internet, nas redes sociais.

A aluna Caroline da Silva participou da última edição do evento com o sanduíche “Matula da Roça”, que trouxe ingredientes tipicamente mineiros como o pão de milho, farofa de torresmo, geleia de pimenta e couve. O prato ficou em 2º lugar no voto popular e ganhou o concurso junino no Arraial de Belo Horizonte 2019. “O projeto nos coloca frente a frente com a realidade de um investimento, além de trazer valorização e reconhecimento pelo nosso esforço”, diz.

Serviço:
Data: 28 de novembro de 2019
Horários: Manhã: de 08h às 11h / Noite: de 19h às 22h
Local: Unidade João Pinheiro II (Avenida João Pinheiro, 580, Lourdes – BH/MG)

*(A estagiária escreveu reportagem sob a supervisão da jornalista Daniela Reis)

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BH recebe 25ª edição do evento

Entre 21 e 25 de outubro BH recebe grandes nomes da moda

Por: Italo Charles e Joyce Oliveira

 

Destacar o setor têxtil fazendo do algodão o fio condutor das histórias contadas sobre as perspectivas da moda suscitou a criação do 25° Minas Trend, que acontece entre os dias 22 a 25 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte. Repleta de novidades, a semana de moda mineira, apresentará as propostas de tendências para o outono/inverno 2020. Com a participação de grandes marcas como Denise Valadares, Lethicia Brostein e Victor Dzenk, o evento promete agitar a capital.

 

A edição batizada de “Tecendo Futuros”, traz reflexões sobre inovação, democratização e a diversidade no mundo da moda. Com direção criativa de Rogério Lima, o evento, que é o maior salão de negócios do setor na América Latina, promete levantar discussões acerca do aperfeiçoamento da cadeia produtiva de moda, com uma programação que inclui palestras, oficinas e desfiles. Pela primeira vez, as indústrias têxteis serão as estrelas da passarela. Ao todo, seis empresas mineiras do ramo irão se apresentar em um desfile coletivo, composto de 20 looks confeccionados pela equipe técnica do Senai Modatec.

 

A marca Norb Brand, dirigida por Norberto Resende, estilista e estudante do curso de moda do Centro Universitário Una, é um dos destaques do desfile de abertura, que acontece na noite dessa segunda-feira (21). A marca eleita pela Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais) como empresa tendência, estará presente no salão de negócios pela segunda vez consecutiva e de acordo com Norberto a inspiração vem das drags queens.

“A coleção foi inspirada no universo drag e nas pesquisas da Brigitte Baptiste, uma transexual que fala sobre os seres híbridos da natureza. As peças vão trazer muito volume e babado, seguindo a essência da Norb reforçando o exagero das drags”.

 

Coleção de aluno da Una é destaque

O estilista não trabalhou sozinho. Com ele há uma equipe de estudantes de moda da Una, que auxiliam no projeto de costura e modelagem.

“A gente montou uma equipe com vários alunos que participaram da produção, e acompanharam a ideia, desde sua criação no papel até sua chegada às passarelas. Foi uma experiência excelente que proporcionou a eles vivenciar  todos os desafios que é a produção completa de uma coleção”, salienta.

 

Fora da Capital

Uma grande novidade dessa edição é a extensão das atividades do Minas Trend para cidades do interior do estado. Com programação exclusiva e gratuita, que vai dia 14 de outubro a 09 de novembro, Tiradentes, Ouro Preto, Itaúna e Uberaba recebem palestras e oficinas.

A edição se encerra no dia 24 de outubro (quinta-feira) às oito e meia da noite com a Orquestra de Câmara do SESI e com o músico Flávio Venturini. Os ingressos para o público estão a preços populares nos valores de 20 reais a inteira, e 10 reais a meia entrada. Já palestras e oficinas são gratuitas. Mais informações e inscrições no site do Minas Trend.

 

 

*(Os estagiários escreveram a reportagem sob a supervisão da jornalista Daniela Reis)