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UNA

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Projeto de alunos e ex-alunos da Una distribui caldo para moradores de rua nas noites frias de BH

*Por Daniela Reis 

A receita de hoje é muito especial, ela tem como ingredientes principais o amor ao próximo e a solidariedade. Esse caldo de feijão delicioso é um dos pratos servidos pelo Projeto Cativar BH aos moradores de rua da cidade. Essa iniciativa foi criada por Márcio Luiz de Carvalho Junior, aluno do curso de Gastronomia do Centro Universitário Una.

Confira abaixo a receita completa e conheça mais sobre esse projeto que está aquecendo as noites frias de muitas pessoas em Belo Horizonte.

 Caldo Solidário
Quantidade de porções: 4 de 500 ml
Tempo de preparo: aprox. 3 hs
Nível de dificuldade: fácil

Ingredientes:
– 320 g de feijão
– 200 g de linguiça calabresa
– 160 g de bacon
– 120 g de pernil suíno
– 1,5 kg de cebola branca
– 5 g de alho
– 1 maço de cheiro verde
– Sal à gosto
– 1 g de colorífico
– 1 g de folhas de louro

Passo a passo para a preparação:
1) Colocar feijão para cozinhar;
2) Cortar e picar as carnes;
3) Processar ou cortar bem pequeno o alho, cebola e cheiro verde;
4) Refogar as carnes juntamente com com os tempero;
5) Após o feijão cozido bater ele em liquidificador;
6) Adicionar o feijão ao refogado de carnes;
7) Deixar ferver até engrossar;
8) Acertar o sal (se precisar);

Observações: Cuidado ao bater o feijão pois se estiver quente pode ser perigoso. Mexer sempre para que o caldo não grude no fundo da panela.

PROJETO CATIVAR BH

O projeto fundado por Márcio Luiz de Carvalho Junior conta com 10 pessoas ativas, sendo alguns deles alunos e ex alunos da Una. O projeto não tem fins lucrativos e, é uma maneira que o idealizador encontrou para ajudar o próximo.  “Levamos um alimento preparado pela equipe, além de água, roupas e kits de higiene pessoal, qualquer pessoa pode ajudar, seja com doações, no preparo do alimento a ser ofertado, na triagem de roupas e na distribuição”, explica Márcio.

Quem tiver interesse em ajudar, basta entrar em contato através do Instagram. 

 

 

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Um dos pratos do grupo Elementar - vencedor da mostra. Foto: Luísa Bonfioli

Evento aconteceu no dia 18 e contou com grandes nomes da gastronomia mineira

Por: Italo Charles 

A 9ª edição do GastroUna que aconteceu no dia 18 de junho, proporcionou aos alunos uma nova experiência. O evento que pela sua primeira vez foi totalmente online, teve transmissão via Facebook e alcançou mais de mil espectadores, incluindo internautas internacionais. A mostra acadêmica celebrou a conclusão do semestre, viabilizando o contato dos alunos com o mercado. 

De acordo com a idealizadora do GastroUna, professora Rosilene Campolina, o evento é formulado a partir do conceito de inovação e sustentabilidade. “Foi um grande desafio organizar a mostra nesse formato virtual, tendo em vista que os alunos estão habituados a participar do evento fisicamente, produzindo os pratos, recebendo o público e interagindo com o mercado. Mas, como nossa premissa básica é a inovação, buscamos sempre a renovação. Através disso, construímos o evento com parceria entre os núcleos da Una, para transmitir ao público um conteúdo sem perdas”.

Com este novo formato, os alunos dos cinco grupos participantes, apresentaram aos jurados suas propostas de empreendimento gastronômico, que incluem a idealização, gestão, logística, desenvolvimento de cardápio e o preparo dos pratos. Assim como nas edições anteriores, os discentes tiveram que apresentar seus conhecimentos de cardápios e bebidas que contêm as Pancs (plantas alimentícias não convencionais).

A bancada de jurados foi contemplada por vários nomes conhecidos da gastronomia e do turismo mineiro, como: Ana Gabriela Baêta, Carlos Henrique, Eduardo Maya, Isabela Lapa,  Márcia Nunes, Miriam Furtado, Ricardo Rodrigues e o Vice presidente acadêmico do grupo Ânima, Rodrigo Neiva. O Chef e empreendedor Eduardo Maya, que participa como jurado desde a primeira edição, fala sobre o desenvolvimento do projeto durante os anos. “Cada semestre que passa, a cada ano, cria-se uma surpresa agradável, existe uma melhora. O que mais me encanta é o que eu venho dizendo há nove anos que a gastronomia não é só ser Chef, ela vai muito além e os alunos têm entendido isso”.

O vice-presidente acadêmico do grupo Ânima, Rodrigo Neiva, que compôs a bancada de jurados pela primeira vez, ressalta que eventos como o GastroUna, são de extrema importância  para a formação  dos alunos. “Ao participar de mostras desse formato, os formandos desenvolvem competências fundamentais para um gastrônomo, que é pensar a gastronomia em um aspecto mais amplo, considerando a preparação dos profissionais para os desafios do mundo contemporâneo”.

Ainda sobre a fase preparativa para o GastroUna, o aluno Recleir Moreira conta sobre o processo.  “O maior desafio foi fazer as pessoas se sentirem conectadas ao estabelecimento, vivenciando as experiências gastronômicas oferecidas. Para que isso fosse possível, criamos o Instagram com fotos e elementos visuais, além de muitos conteúdos que ilustram nossos pratos, conceitos, ações sustentáveis e a cidade escolhida para a criação do Elementar”.

Falar sobre gastronomia é criar um elo entre a culinária e a cultura de onde está sendo produzida, gerando sensações que refletem na afetividade. A partir disso vemos o turismo como uma linha tênue. “A gastronomia é um importante indutor da atividade turística na cidade, é elemento importantíssimo, é considerada a riqueza de um povo, ela perpetua culturas. Quando a gente fala sobre eventos como esse que promovem o contato entre os acadêmicos e o mercado, contribuímos para que essa cultura seja reproduzida, contribuímos também para a elevação dos empreendimentos, pois eventos assim oportunizam a inserção dos alunos nesse mercado que é dinâmico” comentou a Diretora de Marketing da Belotur, Ana Gabriela Baêta.

Criar um Gastrobar na cidade Mariana, a partir de olhar diferenciado para a gastronomia regional com a utilização de plantas alimentícias não convencionais no cardápio e drinks autorais, garantiu ao grupo “Elementar” composto por Caio Marcini, Clareane Brandão, Daniela Galastro, Gustavo Vasconcelos, Laura Vasconcelos, Luisa Bonfioli, Michele Novaes e Reicler Moreira, a vitória na competição. “O maior aprendizado, sem dúvidas, foi o trabalho em equipe, à distância. Com toda essa experiência, chegamos a conclusão que cada um sempre tem algo a acrescentar, e que um empreendimento tem maior potencial de sucesso se for construído por uma equipe capacitada”, comentou Reicler.

O segundo lugar das batalhas ficou com o grupo “Q Harmoniza”, que apresentou a proposta de empreendimento que preza pela harmonização de suas geleias com queijos e vinhos. A representante do grupo Natália Carvalho comentou sobre sobre o aprendizado adquirido para a formação  profissional dos componentes do grupo. “Não é fácil começar um empreendimento do zero, ainda mais com uma ideia original. O processo envolve muita pesquisa, trabalho e números. E  mesmo que o produto seja bom, ele se torna inviável se não encontrarmos o seu público alvo. Tivemos um semestre para realizar esse projeto e ainda assim foi muito corrido! Foi uma experiência incrível e que levaremos para o resto de nossas vidas!”, finalliza. 

Premiação
As equipes vencedoras foram premiadas com almoço nos restaurantes Dona Lucinha e Jotapê, kits de produtos da Cristina Misk, do Chefachef com Cafés Segafredo, Cimsal Flor de Sal, vouchers para eventos no Mineirão pós-pandemia, Camisas Atlético/Cruzeiro/América e kit love wine oferecidas pela professora de Eventos Priscilla Machado, convite para participação na Feirinha Aproxima e em festejos juninos de BH, kit da Sabarabuçu, : convite para aula show no Instituto Gourmet, vouchers Assacabrasa, cursos Academia Nova Safra e certificados personalizados da Una.

 

Não assistiu ao GastroUna? Então clique no link e assista o evento completo.

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

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Evento terá atrações aberta ao público externo

A mostra acadêmica acontece nos dias 17 e 18 de junho com eventos abertos ao público

*Por Italo Charles

A 12ª edição do ExpoUna que acontecerá nos dias 17 e 18 de junho, finaliza o semestre acadêmico com atividades para os alunos e o público externo. A novidade é que a edição será marcada com a programação totalmente online.

Uma imersão entre atividades curriculares e a promoção de experiências mercadológicas marca a mostra, que possui a finalidade de divulgar os trabalhos desenvolvidos durante o semestre letivo e aproximar o público do mercado.

Alguns convidados da mostra no dia 17 são: a maquiadora Mariely Lacerda, o educador de corte Gustavo Gomes, o empresário Júlio Jr. (Vermelho), e a banda Chico e o Mar. Já no segundo dia, o confeiteiro Júlio César Cândido, o músico Gabriel Barros e a dupla Felipe e Thiago são presenças confirmadas na edição.

Com a programação recheada de atividades, os espectadores poderão navegar em oficinas e palestras que integram à várias áreas de cursos ofertados no Centro Universitário Una.

A programação da Una Liberdade

17/6 quarta
11h Webinar Auto Maquiagem com a Mariely Lacerda

11h Webinar com Gustavo Gomes da Barbearia Torres

19h Webinar Estratégias e Bastidores dos Eventos com o produtor Júlio Jr. (Vermelho)

21h Live Banda Chico e o Mar

18/6 quinta

11h Aula show de Gastronomia com Júlio César (prato arroz de abóbora e porco)

19h Live com Gabriel Barros

20h Encerramento com a dupla Felipe e Thiago

Você pode conferir a programação completa acessando o link: https://www.una.br/expouna2020/

 

*A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

 

 

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Una recebe equipe do programa Caminho de Mesa para gravação

A atração será exibida pela Rede Minas e terá início no dia 03 de abril

Por: Italo Charles

A busca por novas culturas e diferentes opções de turismo deu origem ao programa Caminho de Mesa que será exibido pela emissora Rede Minas a partir do dia 03 de Abril. Um dos quadros da primeira temporada é um reality  em parceria com o Núcleo de gastronomia do Centro Universitário Una.

 

Dividido em 21 episódios, a produção visitará dez cidades mineiras. São elas: Barão de Cocais, Brumadinho, Caeté, Catas Altas, Itabirito, Mariana, Ouro Branco, Ouro Preto, Sabará e Santa Bárbara.

 

Na fase “Cidades”, a atração mostrará aos espectadores as curiosidades de cada região visitada, explorando as atividades culturais, turismo e a culinária. Já na fase de batalhas, chefs e cozinheiros locais serão desafiados a preparar pratos com ingredientes obrigatórios como: Vinho de jabuticaba, queijo, goiabada, entre outros.

 

A chef e apresentadora do programa, Milsane de Paula, destaca a importância da parceria formada a instituição de ensino. “A Una viabilizou a fase de batalhas e sem a estrutura disponibilizada seria impossível uma locação tão perfeita para a execução das gravações”, diz.

 

O coordenador do curso de gastronomia da Una, Edson Puiati, também revela como é importante para o centro universitário abrir as portas para uma ação como essa. “A relação da Una com o Caminho de Mesa fortalece o que acreditamos e ensinamos aos nossos alunos, a valorização da cultura alimentar local, o respeito aos ingredientes, a relação do homem com a terra, seus costumes e modo de fazer dos pratos. Além disso, o programa leva para as pessoas informações importantes sobre os municípios visitados”, revela.

 

Dentre os jurados, temos a jornalista e chef Ana Sandim e os chefs Edson Puiati, Flávio Trombino, Américo Piacenza, Jaime Solares, Mariana Gontijo, Rosilene Campolina, Patricia Amante, Marcos Proença.

*A matéria foi realizada sob a supervisão da jornalista Daniela Reis

 

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O evento acontece no dia 20 de fevereiro, com entrada gratuita

 Por: Daniela Reis

O Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas da 3ª. Região (CONRERP3), realizará no dia 20 de fevereiro, na Câmara Municipal de BH, a Conferência “Propósito de presente: interações sobre os dias atuais e futuros da Responsabilidade Pública no Trabalho”, em comemoração ao  Dia Mundial da Justiça Social preconizado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O evento é uma parceria com os  conselhos regionais de Administração (CRA-MG), Engenharia e Agronomia (CREA-MG), Psicologia (CRP-MG), além do ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade) e do Centro Universitário Una.  O objetivo principal  é promover a discussão sobre a  importância da atuação profissional como ferramenta transformadora da realidade, com base no tema central “Trabalho e habilidades do presente”.

Sobre a Responsabilidade Pública

A Responsabilidade pública trata das entregas que todo profissional realiza à sociedade com base não apenas em produtos ou serviços, mas também por meio do relacionamento que mantêm com os diversos públicos de interesse das instituições ou marcas que representam. Para além da Responsabilidade Técnica (RT) há uma obrigação social, decorrente do exercício profissional, em trazer impacto positivo para a população.

As inscrições devem ser realizadas pelo Sympla.

 

Programação

13h às 13h30– Cadastro e acolhimento;

14h00 – Abertura:

Anita Cardoso, Presidente do Conrerp3, ‘Comunicação Pública requer Responsabilidade pública’

14h30 às 15h00 – Palestra magna: “Justiça Social e Contemporaneidade: Os desafios da sociedade internacional” – Rodrigo Perpétuo, Secretário Executivo ICLEI (Governos locais pela Sustentabilidade) SAMS

15h00 – Abertura do painel ‘Responsabilidade pública, Trabalho e Propósito’:

15h00 as 15h20 – Annemarie Richter, ‘Comunicação pública e conflitos no território’

15h20 às 15h40 – Flavia Bretas, ‘Sobre o ODS 5, a Igualdade de Gênero aplicada na prática’

15h40 às 16h00 – Andrea Alcione, ‘A diversidade nas organizações e a questão do mérito’

16h00 às 16h20 – Lourdes Machado, ‘A saúde do trabalhador e da trabalhadora e o papel da Psicologia no âmbito da saúde pública’

16h20 às 16h40 – Maria das Graças Murici, ‘Transformação digital – mudança de mentalidade’

16h40 às 17h40 – Abertura para interações e perguntas

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*foto: Flávio Souza Cruz

Já são mais de 20 anos de trabalho das três irmãs Ferraz, ao longo desse tempo foram sete CDs, espetáculos cênicos, parcerias e shows marcantes que fizeram do trio uma referência de música popular mineira.

Por: Fernanda Guimarães, Guilherme Sá, Italo Charles

Em entrevista para o Jornal Contramão, o trio conta um pouco sobre a sua história, a relação profissional entre irmãs e como a música proporcionou momentos de união à elas na construção de uma carreira sólida, estes foram alguns dos temas abordados. 

Três irmãs se juntam e formam um grupo de música reconhecido pelo seu apreço a música brasileira, voltando um pouco na história do trio, como surgiu a ideia do Amaranto? Esse nome, por exemplo, qual o significado?

Flávia nos responde a primeira pergunta contando um pouco da história do grupo.

“O surgimento do Amaranto foi a consequência natural da maneira como a música sempre esteve inserida na nossa vida. Sempre brincamos de cantar, exploramos nossa criatividade com música desde a infância, embora em nossa família não tenha havido antes de nós músicos profissionais. Na adolescência, passamos a estudar música e tivemos a sorte de fazer amizade com pessoas também envolvidas com o canto e com o estudo de instrumentos musicais, e formamos nossas primeiras bandas. Marina, a mais nova, não fez parte do grupo Flor de Cal – nossa primeira experiência profissional – mas nos ajudava a ensaiar e fazer arranjos. Assim, quando a banda acabou, foi natural prosseguirmos juntas, as três irmãs. 

Escolhemos este nome pela sonoridade e porque representa uma família de flores, conhecidas por sua perenidade. Para os povos antigos da América Latina, o amaranto era símbolo de força e imortalidade. Essa ideia casava bem com nosso desejo de ser um trabalho longevo. E assim tem sido! Parece que acertamos.”

 

São mais de 20 anos juntas, a que vocês atribuem uma parceria que dá certo a tanto tempo?

Flávia: “Faremos 22 anos de carreira em fevereiro! O principal segredo é que desenvolvemos constantemente a capacidade de reconhecer as diferenças individuais e aceitá-las bem, sabendo inclusive que isso é o que torna o trabalho bonito. No início, o foco é na identidade, naquilo que nos une e que nos faz um grupo coeso. Depois, as individualidades vão ganhando espaço e força, e vão – dialeticamente – reforçando nossa união. Não é simples, exige esforço, doação e muito amor. E não é porque somos irmãs que isso acontece naturalmente, é um processo contínuo que não pode ser negligenciado. E assim, vamos regando nossa plantinha, porque nossa meta é fazer bodas de ouro, como o Quarteto em Cy!”

 

Três cabeças pensantes, cada uma com suas particularidades, na hora de escolha de repertório, quais são as inspirações do amaranto? 

Flávia: “O processo de escolha de repertório sempre partiu de um desejo individual. Aquela que imagina a voz do Amaranto em alguma canção apresenta a ideia para as outras e se a ideia vibrar no coração das três, acatamos. Assim acontece também com nossas composições. Temos referências musicais semelhantes, mas nas buscas individuais mais coisas vão sendo acrescentadas às escolhas de cada uma. Atualmente, este processo flui muito naturalmente, sem conflitos.”

 

Diversos trabalhos entre CD’s e espetáculos ao longo desses anos, gostaria de saber, tem algum que marcou de forma especial ?

“Foram realmente muitos shows importantes na nossa carreira e cada um tem cantinho especial na nossa lembrança” 

Palavras da Lúcia, mas um show marcante para ela e para as irmãs foi o show de lançamento do CD Brasilêro em 2003.

“Fizemos um projeto de lei, com ingressos a preços populares super acessível, na época a gente tava tocando muito na rádio e foi um show muito emocionante. Não foi a primeira vez tocando no Palácio das Artes, a gente já tinha feito algumas participações em outros shows mas foi nossa primeira apresentação naquele espaço sozinhas. E aí teve a casa lotada, ingressos esgotados, pessoas que chegaram na porta para comprar, fizemos um show muito especial com criação de cenário e figurino, uma grande produção. Foi muito lindo tocar no Palácio das Artes que era para a gente o maior espaço de Belo Horizonte na época, realmente foi uma grande emoção.”

 

2008 o Amaranto faz sua primeira apresentação fora do Brasil, com certeza um momento muito importante na ampliação do trabalho do grupo, conta um pouco como foi essa experiência.

Lúcia: “Em 2008 a gente recebeu um convite da embaixada brasileira de Washington, era um evento sobre a cultura da música mineira e a gastronomia, foi uma alegria esse momento na nossa carreira porque foi a nossa primeira viagem internacional, conseguimos as passagens pelo edital de passagens do governo e como já tínhamos esse convite feito pela embaixada criamos a oportunidade de fazer um outro show em Nova York, no bar de música chamado cachaça de música variada, jazz e world music. Foi uma experiência muito legal apesar de não ampliar tanto nosso trabalho o fato de ter no currículo shows internacionais que tiveram uma receptividade do público muito boa, mostra que oportunidade é o que falta, tendo oportunidade o trabalho é bem recebido em outros lugares do mundo, e isso que é o mais importante. 

 

“Três Pontes” e “A menina dos Olhos Virados”, trabalhos dedicados ao público infantil, de onde parte o desejo da criação destes? E como foi a recepção?  

Marina Ferraz a irmã caçula do trio responde a pergunta, “Os dois trabalhos dedicados ao universo infantil do Amaranto, tiveram origens um pouco distintas, o Três Pontes  temos um trabalho baseado muito na receptividade que a gente tinha com as crianças no palco, a gente tocava músicas para adultos e as Crianças ficavam na beirada do palco escutando, no final do show era sempre cheio de crianças assistindo bem pertinho da gente, é isso que nos motivou a construir o Três Pontes. Já o segundo Trabalho foi um pouco diferente, motivada pelo percurso que eu, Marina Ferraz, tive com o teatro. Fiquei muito entusiasmada para colocar em prática meus inscritos, que Surgiram desde muito nova e tive vontade de levar a Lúcia e a Flávia para o palco,  levando o nosso universo infantil, coisas que a gente sempre fez quando criança. E aí eu escrevi essa história A Menina dos Olhos Virados que surgiu a partir da música Olhos Virados, é essa música que me fez criar uma história inteira com canções. A Menina dos Olhos Virados já foi uma coisa um pouquinho mais planejada e os dois trabalhos deram super certo, e agora estamos com um terceiro trabalho, Menino da Sem Palavras, que estaremos inaugurando agora no fim do ano em dezembro.”

A originalidade na composição dos arranjos é uma marca do Amaranto, explorando ao máximo todos recursos de voz e instrumentos. Como é feita a construção dessa identidade sempre citada por quem avalia o trabalho do trio?

Lúcia: “A construção dos arranjos vocais do Amaranto são feitas entre a gente mesmo, pelas três integrantes, a gente sempre faz os arranjos coletivamente na hora que tá experimentando a música. Então eu acho que talvez essa  originalidade tem a ver um pouco com as nossas experiências de criação musical da infância, dessa liberdade de compor e criar em cima de uma coisa que já existe, uma melodia já existente. E aí a gente vai experimentando, cantando e aos poucos as ideias vão surgindo e as que são interessantes ficam e as outras vão embora. A maneira é sempre intuitiva, apesar da gente ter o conhecimento musical, ter o estudo da música, na hora de criar a gente deixa a liberdade da brincadeira da criação coletiva. E a parte instrumental sempre é muito mais simples quando é só a gente e, quando tem outros músicos envolvidos é realmente sempre no coletivo. Eu acho que a gente tem essa ideia de que o coletivo sempre traz muitas possibilidades.”

A música feita aqui em minas tem grandes momentos como o clube da esquina, as bandas Jota Quest e Skank com grande força de mercado, e nos últimos tempos vem crescendo o Rap e o Samba. Tem um lugar para a música popular, como a feita por vocês nessa crescente? Retomando a tradição mineira no estilo?

Flávia: “Tem sim! Existe espaço para todos. Mas é preciso ter consciência de que o mercado da comunicação de massa escolhe pouca coisa para trabalhar e ampliar o alcance daquilo. Há bastante gente que curte música vocal (uma das tradições que resgatamos) e se vê representada pelo nosso nosso trabalho. A gente não se sente limitada por um estilo ou tradição. Vamos fazendo o que nos representa esteticamente e fazendo esforço de nos conectar àquelas pessoas a quem nossa arte faz sentido.”

 

Recentemente em entrevista com Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo, Milton Nascimento declara que: “música brasileira está uma merda”, como vocês avaliam o cenário musical atual?

Flávia: “A fala do Milton tinha foco em um tipo de produção musical presente hoje no Brasil. Ele próprio teve de esclarecer esta fala depois da publicação da entrevista. Makely Ka cunhou uma expressão que – para nós – representa muito bem o que acontece na música brasileira: “música orgânica”, em contraposição às “monoculturas, aos latifúndios musicais”. Há coisas maravilhosamente incríveis e inspiradoras sendo feitas na música brasileira sim. Há tanta coisa que é impossível se dar conta de tudo. Mas são trabalhos que são feitos com envolvimento direto de quem os cria em todas as etapas de sua produção. É como uma pequena propriedade, plantando e colhendo seus produtos, sem uso de aditivos químicos. Cultura de massa, desde que surgiu, é uma coisa diferente de Arte. Arte brota. É manifestação da essência do artista, de certa forma incontrolável, por ser absolutamente necessária para o artista. Isto que se planeja meticulosamente, com estudos de mercado, injeção de muito dinheiro, é diferente de arte. É da ordem do mundo do entretenimento – que de vez em quando encontra a arte sim – mas não isso acontece fortuitamente, não é o que se busca em primeira instância. Neste sentido, a arte e a música brasileira, andam muito bem, obrigada.

 

Quais os desafios de fazer música independente se popularizar entre os ouvintes que, hoje tem a mão diversas formas de consumo, como  plataformas de Streaming e Youtube, como o grupo trabalha nesta área ?

Flávia: “O maior desafio é fazer a música chegar a quem ela pode realmente fazer sentido, virar alimento da alma. É isso que o artista busca. Preocupamos com a ampliação do nosso público, mas não com um projeto de expansão exponencial. É um trabalho de formiguinha. Um a um. As conexões se dão por amizades, por compartilhamentos de interesses comuns. E o público que chega para nós por meio deste caminho, é muito fiel. É muito parceiro. Vira um divulgador e já divulga para as pessoas certas. Bate um desanima vez ou outra – mas a gente espera passar e segue firme! – é a quantidade de tempo que a gente despende com atividades extra-musicais, com criação de conteúdo para redes sociais etc. Mas não há outro caminho. Seguimos firmes.”

Em 2018 o grupo realizou na Fundação de Educação Artística (FEA)  um show para ajudar no programa social de bolsas de estudo. Qual a importância de ações como esta, principalmente nos dias atuais, onde a área cultural não recebe incentivo de fato?

Lúcia: “Eu acho que, a princípio são ações pequenas, e que às vezes parecem não surtir um grande efeito no mundo de hoje. Mas é só mesmo com elas para a gente sentir que alguma coisa está sendo feita, porque se não podemos contar com ações do governo, infelizmente, estamos mesmo em um período realmente muito triste para a cultura e para outras áreas, como as ações do governo não feitas e inclusive até o contrário na desvalorização da Cultura. Se a gente dá conta de fazer pequenas ações, já temos a sensação de que alguma coisa está sendo feita, pequena sementinhas estão sendo plantadas de alguma forma. É uma pena realmente as ações não serem maiores, mas quando cada um faz um pouquinho eu acho que o mundo vai se transformando, é o que a gente tem que tentar fazer hoje em dia, fazemos nossa parte dentro de casa e na música fica pensando no que fazer. Apesar dessa ação muito voltada para as bolsas, para ajuda nas bolsas, a gente tem feito outras nesse sentido, que se for para pensar a gente quase que não ganha, não recebe para fazer um show, para fazer um trabalho novo para lançar um projeto novo, mas a gente faz por amor a música e por amor a arte e por saber que isso faz diferença na vida de muita gente então acho que é assim que se começa do pequeno e aos poucos as coisas vão crescendo.

 

E para o futuro, quais são os planos? O que o grupo prepara para o público?

Marina: “O Amaranto tem para esse ano dois grandes projetos que a gente idealizou bem no comecinho e agora estão chegando na reta final. Um deles é o livro Menino da sem palavras, escrito por mim Marina Ferraz, e o CD homônimo  com canções compostas pela Lúcia Ferraz, Thiago Godoy, Marina Ferraz e Flávia, dedicado a nome de pessoas, esse CD vem encartado junto do livro que é infanto juvenil e também vem o áudio da peça que a gente adaptou para teatro, o lançamento será agora em Dezembro. Estamos muito feliz de ir mais uma vez para o Teatro, poder apresentar nosso trabalho junto da Daniele Braga e do Thiago Corrêa. E o outro é o Bendito jazz, o CD do show gravado em 2017 na sala Minas Gerais, realizado pelo Amaranto e o Trio Mitre, que é maravilhoso e a gente compôs um repertório com canções dos irmãos Gershwin e do Cole Porter, esse trabalho foi condensado no período muito curto, em um mês a gente ensaiou e criou os arranjos juntos e agora estamos tendo alegria de ter esse material, registrado no dia do show sem a gente saber pelo Murilo Correia. E agora juntamos esse material e estamos lançando em CD, então são esses os nossos projetos e, para os próximos anos terá novidades mas estamos primeiro concentrado nessa nessas duas grandes ideias.

*Entrevista realizada sob a supervisão do professor Aurélio Silva