Tags Posts tagged with "UNA"

UNA

0 173

Por Daniela Reis

No último sábado, 4 de dezembro, aconteceu no Una Cine Belas Artes a premiação do  1° Concurso de Interiores da Una Região Metropolitana. Foram inscritas 43 equipes, que envolveram no total 86 alunos da instituição. O evento foi organizado pelo laboratório de arquitetura da Una Fábrica e contou com um café colonial para recepção dos presentes e após aconteceu as premiações aos vencedores. Estiveram presentes coordenadores de cursos, professores, além de convidados. 

De acordo com Ana Karolina Oliveira, líder do laboratório responsável pelo evento, a ideia surgiu após a percepção dos docentes Thalita Mattos, Juliana Stark e Luiz Nola, sobre o envolvimento dos estudantes durante as aulas. “Após ministrarem a UC de Interiores para algumas turmas, os professores envolvidos perceberam turmas engajadas com o tema e dispostas a aplicar os conhecimentos adquiridos após a UC. O concurso foi elaborado com muito carinho e cuidado, de forma que os alunos pudessem vivenciar a experiência de um projeto feito do zero, com basicamente todos os processos de um case real”, afirma. 

A proposta era atender um casal com demanda de um projeto de Interiores, na qual cada um possuía um gosto e uma expectativa diferente. Segundo Ana Karolina, essa é uma realidade do mercado, se deparar com clientes com anseios distintos para o mesmo projeto.“Isso é super comum na vida dos arquitetos. Pessoas são diferentes e geralmente têm necessidades com níveis de importância distintos. Nesses casos, equilíbrio é a chave. Podemos usar o estilo de decoração de um, com as cores favoritas do outro. Em alguns casos neutralizar os gostos pode ser uma boa saída. Já precisou ver, comer, sentir  algo para saber que você gostava daquilo? Com a arquitetura é exatamente a mesma coisa. Já tive a experiência de uma cliente que só gostava de tons quentes, até ver a proposta da cozinha dela em tons de azul e ficar totalmente apaixonada. A melhor solução é testar e apresentar novas possibilidades. O projeto é a previsão do que vai ser feito na obra e enquanto ele estiver no papel, as possibilidades até chegar a versão final, são infinitas”, completa. 

Para o aluno e um dos premiados do concurso, João Vitor Vidal Almeida, que fez dupla com a colega Daniella Balbin Praes Silva, esse tipo de iniciativa é de suma importância na vivência acadêmica dos estudantes. “Participando do concurso, entendemos que, mais que reconhecimento ou premiação, esses tipos de ações movimentam os alunos, os insere dentro da profissão e dentro dos processos que a envolve, além de gerar inovação de técnicas, desenvolvimento da criatividade e ampliação da visão de cada participante. Achamos que é fundamental e de extrema importância no contexto universitário. E ainda esperamos mais oportunidades de crescimento como essa! Foi incrível! Parabéns a todos os que participaram e aos organizadores do concurso”, concluiu. 

Assim como no dia a dia de um profissional, os alunos também encontraram dificuldades no desenvolvimento do projeto, mas seguiram em frente e finalizaram suas propostas, como explica Sabrina Fonseca, que foi premiada com o segundo lugar e fez dupla com a colega Gabriela Ferreira de Freitas. “Gostamos de participar, achamos interessante a proposta. A maior dificuldade foi o briefing ser apenas em um vídeo, os clientes deram algumas informações, mas é sempre bom você poder conversar e tirar dúvidas com esse cliente, porém achamos que conseguimos extrair bastante informações para construir um conceito de projeto que se adequasse ao casal”, explica. 

Entrevista com as vencedoras 

O projeto vencedor foi desenvolvido pelas alunas da unidade Barreiro, Josiane Aparecida Ferreira e Renata Érika Nunes Figueiredo. A nossa equipe fez uma pequena entrevista com as duas, confira: 

  1. O que gerou em vocês a vontade de cursar arquitetura?

Josiane: A minha vontade veio da necessidade que eu tinha de me expressar, de ser  criativa. Sempre gostei  de observar  os lugares onde  frequentava e tentava entender como tudo funcionava e como as pessoas interagiam com o espaço. Então para mim arquitetura foi a melhor escolha possível. 

Renata: A minha vontade de cursar arquitetura surgiu quando eu percebi que o que eu gostaria de estudar era algo que me desse liberdade em expressar. Sempre gostei muito do centro de Belo Horizonte, com certeza os grandes prédios antigos de BH foram minha inspiração para ingressar na Arquitetura.

  1. Como vocês definem suas trajetórias na Una?

Josiane: Tem sido um período na minha vida de muitos desafios e muitos aprendizados, cada dia tenho mais certeza que fiz a escolha certa .

Renata: Não teve um semestre que não passamos algum perrengue, mas foram esses momentos que forçaram a gente a pensar um pouco mais e descobrir soluções. Esses momentos são muito importantes para o nosso crescimento profissional e pessoal. 

  1. Qual a opinião sobre o curso de arquitetura da Una?

Josiane: Gosto bastante do curso, ele tem me ajudado a me desenvolver bastante, principalmente por ter esse viés mais prático ,que  é de extrema importância  pra minha vida profissional.

Renata: O curso de arquitetura da Una, vem abordando temas atuais de grande importância, principalmente com relação ao meio ambiente e sustentabilidade, assuntos que eu, enquanto futura arquiteta, tenho muita preocupação. 

  1. Qual área da arquitetura vocês pretendem atuar?

Josiane: De todas as áreas possíveis, pretendo me dedicar ao nicho de arquitetura e interiores. É a área que sem dúvida mais me identifico.

Renata: Eu gosto muito da área de interiores, iluminação e paisagismo. Gosto muito de estudar sobre arquitetura sensorial e em como criar ambientes que promovam a qualidade de vida, até o momento é o nicho que mais me chama atenção.

  1. Qual foi a inspiração para realizar o projeto? Conte um pouco sobre ele.

Renata: O Luiz, um dos nossos clientes, foi meu primeiro professor na Una, muito empenhado no nosso desenvolvimento, sempre à disposição. Foi com o carinho que temos por ele e pelo Marcos que buscamos criar ambientes que eles pudessem se identificar, pensamos muito nas cores e texturas e em como casar os gostos e hábitos dos dois.

Premiação

Os participantes foram contemplados por bolsas de Estudo na Escola Desenhar, Kit de amostras exclusivas, Kit com miniaturas de peças das marcas envolvidas, papelaria e pequenos mimos da Una e certificado. 

1° lugar

– Josiane Aparecida Ferreira e Renata Érika Nunes Figueiredo 

Una Barreiro

2° lugar

– Sabrina Fonseca Lima e Gabriela Ferreira de Freitas

Una Betim 

3° lugar

– João Victor Vidal Almeida e Daniella Balbino Praes Silva

Una Contagem 

Menções Honrosas

– Gláucia Nogueira Alves e Renata Silva Aguiar

Una Linha Verde

– Isabela Iris Campolina de Souza e Maria Neusa Barbosa da Silva 

Una Contagem 

Patrocinadores

Três parceiros apoiaram o concurso, são eles: 

– Bel lar (https://bellar.com.br/a-casa/)
– Deca (https://www.deca.com.br/)
– Escola Desenhar  (http://desenhar.arq.br/)

0 170

Promover a empregabilidade no setor econômico, desenvolver a autonomia produtiva e ampliar o network. São estes os pontos-chaves para o Centro Universitário Una e a FIEMG (Federação das Indústrias de Minas Gerais) se unirem, e atuarem na contramão da pouca qualificação profissional na indústria, comércio e serviços. Uma parceria de vital importância para Minas Gerais e o setor produtivo do país. 

Se antes entrar em uma universidade ou se formar em um curso superior era sinônimo de sucesso, no cenário atual é preciso ir além do diploma para ser de fato um bom profissional. É necessário, hoje, ser um indivíduo cada vez mais comprometido, capaz de operar em diferentes âmbitos ocupacionais com a expertise de acompanhar e evoluir de acordo com as necessidades do mercado. Ciente disso, a união entre as instituições foi firmada em fevereiro de 2020, tendo foco na experiência prática e como prioridade a abertura de trabalhos em conjunto para a capacitação de universitários e cidadãos do estado que anseiam ser atuantes no seu próprio futuro. Para conter assim, o abismo da desqualificação e ensejar a formação efetiva.  

“A parceria entre a FIEMG e a Una é uma grande realização. Não para as entidades envolvidas, mas para os alunos que são os grandes beneficiados deste encontro de forças. A união entre mercado e a academia proporciona a eles uma qualificação e preparo ainda maior, além de gerar oportunidades únicas em diversas áreas de conhecimento”, diz Pedro Costa, assessor da Presidência da FIEMG. 

Desde o início, a parceria tem sido um sucesso. Nesses quase dois anos de união contam com ações em conjunto que dão oportunidades para os alunos evidenciarem o saber teórico à prática na promoção de projetos que experienciam habilidades diversificadas, como as soft skills (habilidades comportamentais) e as hard skills (habilidades técnicas). Entre as principais ações estão o Programa Indústria Jovem que promove novas soluções para produtos e serviços, formação de competitividade e mão de obra especializada para atender a indústria. 

A partir do programa, os estudantes têm acesso a uma Landing Page com ofertas de estágios, um projeto trainee que aproxima os melhores alunos de grandes indústrias, estágios avançados em todas as áreas de atuação do sistema da Federação, UCs Duais na grade curricular e um espaço para docentes da Una nas Câmaras e Conselhos da FIEMG. Além disso, podem se conectar aos laboratórios da Fundação de Ensino SESI e SENAI, que são amplamente modernos, prontos para abrigar ideias criativas, soluções de problemas e criação de projetos inovadores. 

De acordo com a diretora de Marketing da Una regional MG/GO/RJ, Marina Guedes Marques, essas ações em conjunto são importantes para tornar a jornada acadêmica dos alunos(as) mais produtiva e promover por meio dela a empregabilidade e a competitividade. “É a oportunidade dos nossos alunos e alunas colocarem em prática os conhecimentos adquiridos em aula, vivenciando situações reais e propondo soluções para os desafios da indústria mineira”, afirma. 

Segundo a diretora, a Una estar ao lado da FIEMG significa não só pensar, e articular, a favor do sucesso profissional dos alunos, como também demonstra a mestria de estar à frente do mercado enquanto academia disruptiva. “A Una se destaca na qualidade do ensino e na proximidade com o mercado, firmando parcerias e projetos inovadores que corroboram para o sucesso profissional dos nossos alunos e alunas”, explica Marina. 

Para a estudante Samira Canaan, que está cursando o segundo período de Moda, a união entre universidade e indústria tem surtido efeito positivo para alavancar sua carreira de forma significativa. “Com a parceria consigo ter uma visão mais ampla sobre como as coisas funcionam e assim correr atrás daquilo que vem agregar a minha trajetória profissional. Tenho tido mais conhecimento e ‘maldade’ sobre o mercado, e com toda certeza isso faz sentido pra mim, me ajuda a alavancar minha carreira”, comenta.

A estudante participou da 26ª edição do Minas Trend, maior salão de negócios da moda da América Latina, promovido pela FIEMG, cobrindo as redes sociais do evento, ela explica que atuar no Minas Trend permitiu ter uma percepção macro sobre o setor têxtil, além de enriquecer ainda mais o seu portfólio. “Confesso que foi uma surpresa poder fazer parte da equipe técnica do Minas Trend, estando ainda no segundo período do curso. Essa oportunidade me deu uma visão ampla sobre como funciona um evento de moda e como se portar diante das marcas. Foi maravilhoso!”, afirma Samira.

0 301

Por Bianca Morais 

O Conselho Regional de Economia da 10ª Região/MG existe há 56 anos e tem como principal objetivo impedir a atuação de leigos e garantir o mercado de trabalho aos verdadeiros profissionais, fiscalizando o exercício da profissão de economista.

Como extensão a ele, foi criado oficialmente no dia 8 de agosto de 2019, o Conselho Regional de Economia Acadêmico de Minas Gerais – Corecon Acadêmico-MG, através da Portaria Nº 138 e regulamentado por estatuto próprio. Possui representação pelos estudantes graduandos em Ciências Econômicas e Relações Econômicas Internacionais do Estado de Minas Gerais.

O Conselho faz com que os alunos dos cursos de Ciências Econômicas estejam mais próximos do Corecon, e consequentemente, possam atuar juntos às Universidades buscando melhor formação acadêmica, profissional e humana. O Conselho apoia os alunos em sua trajetória acadêmica e os prepara para o mercado, além de oferecer preparação com cursos, eventos e seminários com temas diversos. 

Luan Felipe Goulart Reis, tem 21 anos e atualmente cursa o 6º período de Ciências Econômicas do Centro Universitário Una. O estudante ingressou no Conselho logo no seu início e já soma atualmente dois anos de participação. O processo seletivo é feito por meio de uma entrevista e dinâmica com o propósito de buscar os mais interessados, estudantes que tenham disposição para aprender e inovar, Luan é esse sujeito, e recentemente foi escolhido para assumir a presidência do Conselho.

“Para virar presidente é feita uma sabatina e votação pelos membros envolvidos no processos, eu me candidatei espontaneamente, hoje eu represento a nossa marca, defendo os interesses da organização e estudantes de Ciências Econômicas e REI, além de coordenar toda a nossa equipe de diretores” conta ele.

Luan é um jovem que sempre se interessou por Ciências Sociais, como história, sociologia, filosofia, além de ser apaixonado por matemática, foi quando ele analisou os cursos que entravam em seu perfil e a economia caiu como uma luva. O fato do estudante ter assumido o cargo de presidente entre diversos outros alunos de diferentes instituições privadas e públicas, é além de um merecimento, uma representatividade para a Una.

“Do ponto de vista dos nossos alunos, eles têm no Luan uma motivação para estreitar ainda mais os laços com o Conselho, ele traz essa representatividade tanto interna quanto externa, pois quando pensamos em um relacionamento com as outras universidades, é muito importante pensar que ele está atuando na tomada de decisão dos conselhos de uma forma geral, atuando com esse objetivo de fomentar a aprendizagem acadêmica humano e profissional dos alunos”, comenta Raphael Paulino, professor do curso de Ciências Econômicas da Una. 

O aluno se sobressaiu entre estudantes de diversas universidades tanto públicas quanto particulares, se tornou uma ferramenta ativa na propositura de sugestões, na organização de eventos e nos pensamentos acerca da matriz curricular dos cursos de ciências econômicas. 

“É muito interessante essa situação dele, ele já tem feito atuação nesse sentido e é imprescindível que essas universidades que ofertam o curso Ciências Econômicas estejam próximas do Conselho profissional da área, no caso do Corecon, e nesse sentido o Luan acaba sendo um elemento de interlocução mais direta e mais fácil”, completa o professor.

Sem dúvidas, o Centro Universitário tem formado profissionais excelentes, e um representante como Luan dentro do Corecon é edificante, afinal, é um aluno que ajuda a construir positivamente a imagem institucional em termos de robustez acadêmica. 

“Nós conseguimos formar alunos que estão atuando na liderança de outros alunos do mesmo segmento e do mesmo curso para além dos muros da Universidade, isso é fantástico”, pontua Raphael. 

Para o jovem ter em suas mãos a oportunidade de transformar o Corecon Acadêmico em uma referência para os estudantes de Ciências Econômicas e Relações Econômicas Internacionais no estado de Minas Gerais, sempre buscando a excelência e representação, é incrível. 

Para seus colegas de curso, Luan deixa um conselho sobre a importância de entrar para o Corecon:

“O ser humano é um Homo Socius, com isso um Homo Politicus, o Corecon traz para a frente a oportunidade de jovens se transformarem em referência em suas universidades, transformando-os em líderes”.

 

Por Bianca Morais 

A série de reportagens sobre os 60 anos já trouxe boas histórias a esse Jornal, conhecemos projetos, laboratórios, personagens. E hoje é dia de contar a história de Lélio Fabiano.

Lélio foi um dos diretores que passaram e deixaram uma marca importante na instituição. Sua trajetória foi de junho de 2012 até novembro de 2016, sem dúvida, marcada para sempre na história do Centro Universitário Una. 

Quem é Lélio Fabiano

Jornalista Lélio Gustavo

Lélio Fabiano dos Santos é jornalista, escritor, ex-seminarista e professor. Com 82 anos de idade, ele pode ser considerado um verdadeiro ícone do jornalismo, em sua bagagem inclui passagens pelos mais antigos jornais mineiros. Deu seus primeiros passos profissionais no Jornal Binômio, entrou em setembro de 1961. Em dezembro desse mesmo ano, testemunhou o veículo de comunicação ser depredado por militares. Passou pelo Correio de Minas, Diário de Minas, entre outros. Esteve presente nas ruas acompanhando e cobrindo o pré-golpe de 64, as primeiras passeatas de operários e estudantes, as comissões na Secretaria de Saúde e as Marchas com Deus pela família e liberdade. 

Repórter multifacetado, fazia coberturas esportivas, econômicas, políticas e policiais. Em um tempo no qual não se exigia diploma para ingressar na profissão, Lélio desfrutou dos mais diversos benefícios de ser um jornalista profissional (sem frequentar a universidade) na década de 60, como descontos em impostos e passagens aéreas. 

Usufruindo desse desconto, em 1967, Lélio comprou uma passagem só de ida com destino à Paris, onde foi procurar preencher o vazio que sentia após concluir um curso de Direito na Universidade Federal de Minas Gerais, o qual fez simplesmente para ter o diploma. 

“Fiz direito porque era o curso mais fácil para mim, para estudar você tinha que saber português, latim e francês. Latim eu era craque, dez anos de seminário, português desde o primário gostava de fazer composição, e francês o idioma que escolhi”, explica.

Quando estava em seu primeiro ano no curso de Direito, a UFMG criou o curso de Jornalismo, porém, Lélio já jornalista profissional, não queria estudar em um curso que acabara de abrir. Em razão disso, depois de se formar como advogado,  quando embarcou para Paris, grande centro cultural, iniciou um mestrado no Instituto Francês de Imprensa, na Universidade de Paris, e fez sua dissertação com o tema: “O Alcance Social e Político da informação esportiva no Brasil”. 

Na França, Lélio teve muito mais que a oportunidade de estudar, esteve presente em mais um dos momentos importantes da história do mundo, o Maio de 68, movimento político marcado por greves e ocupações de estudantes. Mais uma vez o jornalista registrava memórias que nenhum governo ditador poderia arrancar dele.

Manifestações em Paris – Arquivo Pessoal

“Eu morava ali no coração da revolução, no Quartier Latin, eu corri da polícia, cheirei gás, ajudei a ocupar as instalações do Instituto Francês de Imprensa”, relembra.

 

Entrada no cenário acadêmico

Por longos anos, Lélio foi seminarista e manteve uma relação próxima com a Igreja Católica, devido à esse motivo, quando voltou da França, foi convidado por Dom Serafim Fernandes de Araújo, antigo reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), para que ajudasse na criação do curso de comunicação da instituição. Em meio a ditadura, o jornalista ajudou a erguer aquela faculdade, sendo o primeiro diretor, em 1971.

Lélio e o Padre Geraldo Magela se conheceram nesse período. “Quando era diretor na PUC, o Dom Serafim me pediu para chamar a dar aula na comunicação o tal padre que tinha chegado de Roma e estudado jornalismo, esse era o Padre Magela e ali nos conhecemos”. 

Lélio em seu escritório

A chegada de Lélio na Una

Lélio ficou durante cinco anos e meio na PUC e quando saiu criou sua própria companhia, Lélio Fabiano Comunicação, que prestava assessoria para diversas empresas de diferentes segmentos em Minas Gerais, um dos clientes, inclusive, era o Centro Universitário Una.

Quando os três fundadores da Ânima, Daniel Faccini Castanho, Mauricio Nogueira Escobar e Marcelo Battistela Bueno chamaram o Padre Geraldo Magela para a reitoria da Una, Magela e Átila Simões, que estava na direção, conheciam bem o trabalho de Lélio, e dessa relação surgiu o convite para que ele assumisse como diretor do Instituto de Comunicação e Arte, ICA, o atual campus liberdade.

“Topei o convite com coragem e temor, 40 anos depois de sair da Católica, depois da minha vida ter passado por vários lugares, esse convite, tive a honra de participar do nascimento desse grupo, inicialmente como consultor e em seguida diretor de uma unidade na área a qual era a minha vocação, a minha paixão”.

 

O Lélio e a Una

São 60 anos de Una, e para se marcar um local que em tantos anos se passaram milhares de alunos, professores, coordenadores, diretores e reitores, é preciso ser um sujeito muito extraordinário. 

“Entrei em uma hora muito interessante, no início de uma grande aventura, o curso já existia muito bem, mas cheguei para consolidar mais e propor um ambiente relaxante. Até hoje eu trabalho muito movido assim, pela liberdade, franqueza, não aquele autoritarismo. Meu principal trabalho foi reunir os professores, funcionários, coordenadores de cursos e laboratórios e acho que cumpri minha missão”.

Lélio revolucionou o ICA, a começar pelo nome, antes de sua entrada a pronúncia dessas três letras era separada: I – C – A e isso incomodava o novo diretor, o campus não tinha uma marca.

“Uma das maiores escolas de comunicação do país era o ECA, da USP, Escola de Comunicação e Artes da faculdade de São Paulo, ali foi celeiro de importantes teóricos e profissionais. Eu queria uma marca dessas para o nosso, falei que I-C-A era foneticamente feio, usei o ICA, e aí virou ICA para tudo, todo mundo sabia do ICA, internamente pelos alunos e quem vinha de fora”.

O ex-diretor participou de diversas mudanças estruturais no ICA, para que aquele lugar se tornasse um ambiente de conforto. Segundo ele, fez uma revolução arquitetural, com sua ajuda os arquitetos da Una assimilaram o espírito do campus, uma faculdade de portas abertas.

“Eu falava que dirigia das masmorras, porque era embaixo, perto ali onde é a biblioteca. Chegava para os reitores e falava que não era possível esconder os professores lá, estou escondido, eu queria aparecer. Você não vai fazer comunicação subterrânea”.

Como diretor, Lélio não tinha muita proximidade dos alunos igual na época em que era professor, por isso, sempre que tinha oportunidade de discursar para eles, seja nas cerimônias de formatura ou nas semanas de palestras de cursos, ele procurava levar para os jovens a importância da liberdade, de ser livre dentro do espaço que estuda, ele buscava abrir as portas dos cursos e fazer eles trocarem ideias entre si.

Enquanto com os estudantes os encontros eram poucos, com os professores Lélio tinha uma grande proximidade. “O grupo de professores que encontrei, diria eu, que fui privilegiado de dirigir, se eu fosse técnico de futebol seria aquela famosa seleção brasileira da década de 70, Pelé e Tostão. Foi um tempo muito rico, e eu era estimado por eles da mesma forma como eles eram por mim”. 

Lélio Fabiano e seu time de professores, em ordem da esquerda para direita: Lélio Fabiano, Sávio Leite, Roberto Reis, Tatiana Carvalho, Pedro Coutinho, Júlio Pessoa, Piedra Magnani, Daniela Viegas
Piedra Magnani, Cândida Borges Lemos e Lélio Fabiano dos Santos na 5ª ExpoUna

Lélio e o Núcleo de Conteúdo (NUC)

Lélio era diretor do Instituto de Comunicação, logo, liderava os cursos do campus liberdade, sendo eles cinema, jornalismo, relações públicas, publicidade e propaganda e moda, mas não podia negar seu lado jornalista, que passou por tantos momentos históricos.

O diretor instigava os alunos a irem atrás das notícias, na fase em que dirigiu o campus, acontecia no Brasil as manifestações de junho de 2013, o comunicador estimulou não apenas os estudantes como o próprio Jornal Contramão a vivenciar aquilo.

“Lembro que houve confusões com a polícia, eu falava para eles irem, enfrentarem, complicarem tudo. Jogaram uma bomba em cima de um dos meninos e o NUC tinha a foto, falei, pública, não tem frescura não. Busquei dar forças e me juntei a quem queria gritar”.

O jornalista viveu o maio de 68 na França. “O francês é assim, um cara cuspiu na rua, no dia seguinte sai notícia sobre aquele cuspe”, e era aquilo que ele queria levar a Una, portanto, logo no dia seguinte ao início das manifestações ele já organizava debates com o objetivo de discutir sobre o assunto na faculdade, Lélio queria movimentar tudo. 

Na época em que era diretor, o campus ainda tinha a extensão do ICA, o ICBEU, lá era onde encontravam-se os laboratórios, entre eles o NUC. Lélio abriu o NUC para o mundo ver, retirou as cortinas pois tampava a visão da calçada.

“O NUC precisava disso, ele estava meio isolado, eu ia muito lá, fiz uma transformação, eles trabalhavam de frente a rua da Bahia, uma das principais de Belo Horizonte, estava se criando o circuito cultural de Bh, então vamos participar disso, vamos deixar as pessoas passarem e nos verem”. 

Um local físico precisa irradiar, e Lélio fez não somente o NUC, como todos os outros laboratórios e a instituição irradiaram. 

“A única coisa que me deixou danado foram aquelas escadas de incêndio. Precisa? Então faça, mas vamos fazer ela da forma mais bonita. É lei, a gente não vai lutar contra a lei, isso é bobagem”.

 

O último diretor romântico

Lélio se identifica como o último diretor romântico do campus, romântico porque manifestava a paixão, se entregou por completo a cada um dos cursos que dirigiu.

“Os projetos tão aí, o curso de cinema na fase em que tinha o Júlio e o Cicarini, conquistaram tanto espaço. O curso de moda, eu tinha uma paixão por aqueles desfiles, aquilo para mim era um São Paulo Fashion Week, queria que chamasse São Paulo Fashion ICA, era um negócio tão bonito. A agência de publicidade, tantos projetos bacanas”.

O diretor impulsionava seu time de estrelas, durante sua gestão muitos projetos foram realizados, a Una se tornou um dos maiores centros acadêmicos universitários social na área de inclusão, programas de luta anti racista, contra a homofobia, realizados pelos professores Roberto Reis e Tatiana Carvalho Costa com seu apoio.

 

Homenagem a Lélio Fabiano

Lélio Fabiano é uma pessoa que merece ser aplaudida de pé, e qualquer homenagem a ele ainda não é o suficiente para tudo que ele ofereceu, e é com todo o respeito e gratidão a esse esplêndido profissional, que o campus liberdade deu seu nome à sala dos professores. 

“Eu levei assim, o respeito sem medo, me senti respeitado e jamais temido. Esse simbólico mexeu muito comigo, fotografei e mandei para toda a família, porque se eu tivesse sido um babaca, autoritário, mal humorado e chato eles não teriam me homenageado”. 

A Sala Professor Lélio Fabiano dos Santos é o pedaço do ex- diretor que sempre estará presente na faculdade. 

Placa em homenagem ao jornalista

“A Una e o Grupo Ânima foram muito importantes para mim, cheguei com dignidade e sai com mais dignidade ainda. Sai em um momento de maturidade e até um pouco de idade, tenho juízo suficiente para saber quando a gente é mais produtivo, e foi assim, eu entrei na Una e a Una entrou em mim, e nenhum sai do outro”.

 

Recado de Lélio aos futuros jornalistas da Una

Lélio nasceu na segunda guerra mundial, esteve presente durante a ditadura militar e em maio de 68, pegou os piores e melhores papas da igreja católica, hoje enfrenta a pandemia da Covid-19 e com tudo isso o jornalista deixa uma palavra aos futuros ocupantes de seu lugar: Resistência. 

Para quem assistiu de perto momentos absurdos de autoritarismo do governo, falta de liberdade da imprensa, ver atualmente, depois de tanta luta, a regressão, muitos pedindo retorno do governo militar, voto impresso, é absurdo. 

“Depois do regime militar veio uma nova constituição e eu jamais imaginaria que isso poderia voltar, o que é a memória do brasileiro, onde foi que nós erramos”.

Na opinião de Lélio é imprescindível que um bom profissional esteja sempre bem informado, é preciso aprender a ler jornal, conhecer, comparar, saber criticar. 

“Como é uma aula de jornalismo que ninguém sabe ler jornal. Nas minhas aulas eu ensinava a ler jornal. Um jornal impresso bem feito te dá notícias de tudo: política regional, nacional e internacional, futebol, cultura, tem que ler O Globo, a Folha de S. Paulo e Estadão”.

E não somente a mídia impressa, é necessário ver a mídia da internet e televisão.

“Não é assim, detesto a globo, globo lixo, espere aí, minha paixão não é o Bonner, se for paixão eu assisto a Monalisa Perroni, essa sim tem entusiasmo e movimento o jornal, mas é preciso ser crítico, saber criticar, então no meu ponto de vista jornalista que fala Globo Lixo, não deveria nem passar”.

Ser jornalista é amar a profissão, estar sempre se profissionalizando e procurando aprendizado. Desta maneira que Lélio conquistou tanto, desde pequeno lá na cidade de Guaçuí no Espírito Santo, ainda garoto ele ia até a agência de banco onde o pai trabalhava para ler O Jornal, líder do Diário dos Associados. O impresso chegava de trem, uns cinco dias depois de ser publicado, notícias antigas que ele já havia escutado no rádio, mas mesmo assim sentia o prazer imenso de ir a fundo e ler. 

Lélio dá notícia de tudo, quando professor, chegava em sala de aula e escrevia no quadro de giz tópicos como: 3 regiões do mundo em conflito, 4 cemitérios de Belo Horizonte, 7 jogadores da seleção brasileira de vôlei, 4 ministros do governo federal, na sequência falava aos estudantes que escrevessem em uma folha de papel e entregassem no fim da aula.

“Os alunos apavoravam, ‘não sei 4 cemitérios’, e eu falava, pois é, o jornalismo vai dar notícias sobre cemitérios. ‘Ai não gosto de vôlei’, mas vai precisar falar de vôlei. É a nossa profissão, sinto muito, temos que saber, ler jornal todo dia, passar o olho na mídia impressa”. 

 

Recado de Lélio para os 60 anos da Una

“Sendo diretor da Una senti o mesmo ardor, a mesma paixão de quando criei o curso de comunicação da católica, com meus 32 anos em plena ditadura militar. Voltar ao acadêmico nos meus 70 anos para mim foi uma boa oportunidade, liderei uma equipe excelente, voltei a uma praia que eu estava acostumado a frequentar.

E digo a vocês, um sozinho gritando é pouco, dois é bom e três faz uma gritaria, acho que o dia que essa Una não gritar mais, esqueça, está acabando. É muito importante que o grupo não enfraqueça, não deixe o fogo apagar, soprem as brasas e deixe a cinza entrar nos olhos dos outros, não no nosso, e vamos continuar”.

 

Edição: Daniela Reis

0 197

Por Daniela Reis 

Você que acompanha as redes sociais do Centro Universitário Una, com certeza já viu nossos conteúdos falando sobre futuro, tecnologia e inovação. No Instagram (@unaoficial) publicamos diversos conteúdos, incluindo vídeos sobre esses assuntos e também sobre o que o mercado espera dos profissionais do futuro. Tudo isso faz parte de uma série de ações que a instituição vem promovendo junto aos alunos, para que cada vez mais ele possa estar inserido em um ambiente que o permita explorar, criar, experimentar e compartilhar.

A gente tem visto que os profissionais do futuro serão exigidos, cada vez mais, nas suas competências. Aquele que tem senso de liderança, que é criativo, que possui inteligência emocional e que desenvolve constantemente suas habilidades através do aperfeiçoamento, é quem vai se destacar. O mundo está em constante evolução e o profissional deve estar também.

E é exatamente esse o diferencial da Una, ter uma formação baseada nos quesitos exigidos pelo mercado. Em entrevista ao Contramão no final do mês de julho a diretora da Cidade Universitária, Ana Carolina Sarmento, salientou sobre essa formação dos alunos Una:

“Temos um currículo baseado em competências, ele desenvolve e traz os conteúdos técnicos de uma forma que possibilita o desenvolvimento dessas competências socioemocionais, que vão para além do conteúdo técnico. Ele é integrado, como a vida é integrada, não estamos divididos em caixinhas de disciplinas separadas, a gente trata de problemas de forma interdisciplinar”.

Uma outra capacidade é a de resolução de problemas e o nosso currículo nos possibilita tudo isso, também temos componentes curriculares que nos impulsionam nesse sentido, como as próprias práticas dos projetos e cursos de extensão, os trabalhos interdisciplinares voltados e baseados para a resolução de problemas, são técnicas que contribuem para o desenvolvimento e para que nossos alunos saiam mais preparados para esse mundo do trabalho”.

E partindo dessa premissa, a instituição está elaborando o seu próprio centro de inovação, um projeto grandioso em toda sua essência. Por enquanto,  chamado internamente de “Alma Una” tem envolvido diversos profissionais de diferentes áreas (diretoria, marketing, estratégica, gestão, arquitetura, etc.) em sua condução. A ideia é trazer algo extremamente novo e diferenciado para que nossos alunos tenham a oportunidade de desenvolver suas habilidades e estar em contato direto com a tecnologia e a inovação.

Para conduzir todo esse processo, uma equipe visitou os principais Centros de Inovação país, como: Ágora Tech Park, Acate, Leaning Village, Campus Park e Órbi.

Essas visitas tiveram o objetivo de conectar nosso time com o que há de melhor e mais moderno no conceito de inovação, para construir em BH o “Alma Una” com foco no desenvolvimento de ideias, pessoas, e principalmente, no empreendedorismo focado em tecnologia, desenvolvimento e educação.

Para quem não está por dentro do que são os centros de inovação, são espaços multidisciplinares e multifuncionais para promoção eventos, reuniões e treinamentos, além de promover a ligação entre incubadoras, startups, investidores e mercado. Enfim, um local voltado para unir pessoas e ideias na promoção de ações em prol do desenvolvimento profissional.

Imagina ter tudo isso dentro da sua instituição  de ensino? Realizar projetos, conhecer pessoas, ampliar seus conhecimentos e estar conectado diariamente com o futuro. A Una mais uma vez sai na frente para trazer para os seus alunos uma experiência de prática muito além das salas de aulas. O planejamento é que em outubro, mês que a Una completará seus 60 anos, seja entregue um espaço para início das obras de estruturação do centro de inovação.

Quer acompanhar tudo sobre o “Alma Una”? Então fique ligado nas nossas redes sociais, que constantemente vamos soltar mais conteúdos e novidades! Inclusive, amanhã, dia 20, saí o Papo com a Fábrica que fizemos com Daniel Lopes, um dos fundarores da startup 3DLopes que trabalha com impressões 3D. Ele fala sobre sua trajetória, inovação e profissionais do futuro.

O programa será lançado no canal TV Una Fábrica.

Por Keven Souza

A constante inovação tecnológica dos últimos anos transformou o nosso modo de ter acesso às notícias, reportagens, artigos e meios de entretenimento. Os acontecimentos do mundo inteiro estão a um clique de distância na palma da mão. Esse fenômeno faz com que muitas pessoas que antes eram consumidores de notícias apareçam, também, como produtores e disseminadores de conteúdos. Isso é ainda mais evidente, aos adolescentes que são na atualidade um público favorável aos avanços da tecnologia das comunicações. 

É pensando nisso, que a Associação Profissionalizante do Menor (Assprom) desenvolveu o Projeto Jovens Jornalistas, estimulando o protagonismo dos jovens da entidade ao propor a iniciação dos participantes na elaboração de pautas jornalísticas para o jornal da associação e inúmeras produções de conteúdos para as redes sociais. 

A Assprom, ao lado do Centro Universitário Una, entende a importância de oferecer experiência e qualificação profissional para os adolescentes e jovens da atualidade. Desde 2020, com a finalidade de prepará-los para serem profissionais do futuro, o projeto tem atuado em parceria com a faculdade, que com o suporte da Fábrica, auxilia os jovens no desenvolvimento de habilidades e técnicas imprescindíveis para formar profissionais especializados, capazes de operar em diferentes âmbitos ocupacionais no mercado de trabalho.  

A Associação e o projeto 

A Assprom, desde 1975, profissionaliza e oferece aos adolescentes e jovens de famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de programas socioassistenciais, a oportunidade do primeiro emprego. Os projetos institucionais têm como objetivo a inclusão social e o exercício da cidadania plena e, dentre eles, o Jovens Jornalistas foi criado em 2017, com o intuito de dar voz e espaço aos adolescentes escrevendo assuntos de seus interesses.

O projeto, desenvolvido pela Divisão de Orientação e Formação Profissional (Difop/Assprom), foi idealizado pelas educadoras sociais Flávia Fontenele e Alenir Maria Silva, com o apoio da equipe de Comunicação da entidade e, atualmente, a responsável interina pelo projeto é a educadora Flávia Fontenele, que atua com o suporte técnico da equipe de Comunicação/Assprom. 

Desde sua estreia em 2017, a trajetória do Jovens Jornalistas é única e admirável. Em 2019, foi um dos vencedores da primeira edição do concurso “Prêmio Educador Social Fectipa/MG”, que teve como objetivo valorizar as ações educadoras em combate ao trabalho infantil, e, neste prêmio, especificamente, o projeto foi reconhecido de forma solene ao ficar em 3º lugar no concurso.

Prêmio Educador Social Fectipa/MG

Na visão da responsável pelo projeto, Flávia Fontenele, a proposta é excepcional para que os aprendizes obtenham conhecimentos de várias ferramentas de comunicação essenciais para o mercado de trabalho. Para ela, em cada oficina realizada se percebe o interesse e engajamento dos jovens no projeto. “Quando a turma finaliza o projeto solicitamos um feedback dos aprendizes e recebemos muitos retornos positivos e, além disso, alguns acabam se interessando em seguir a área da Comunicação. É muito importante ensinar provocando o protagonismo juvenil”, explica. 

A proposta do projeto acontecer junto a uma universidade é com o intuito de beneficiar exclusivamente o aprendizado dos jovens. O apoio da UNA no projeto resulta em um contato ativo dos aprendizes com a área acadêmica. “A aproximação com o ambiente universitário desperta o interesse do jovem em continuar seus estudos e até mesmo alguns acabam se identificando com a área de Comunicação”, ressalta Flávia, sobre a idealização da parceria com a Una. 

Parceria junto à Una

Oficina de gravação de vídeos com Daniela Reis, líder do Núcleo de Conteúdo da Una

A colaboração entre a Assprom e o Centro Universitário Una é uma relação de longa data. Anualmente, na Associação são realizadas palestras na “Feira das Profissões”, ministradas por profissionais da universidade e, desde 2020, através do contato entre ambas, surgiu a oportunidade de unir forças ao Projeto Jovens Jornalistas. Uma parceria marcante que contribui para o desenvolvimento pessoal dos aprendizes e fomenta o crescimento profissional, além de oportunizar uma experiência ávida de vivenciarem o ambiente corporativo ao conhecerem melhor a rotina da área de Comunicação.

Através da parceria, o projeto acontece semestralmente. É selecionada uma turma do Programa de Aprendizagem da Assprom com a participação de jovens que demonstram responsabilidade e se identificam com a proposta do projeto. 

A Fábrica, que é o coletivo dos laboratórios de Economia Criativa da Una, tem um papel imprescindível para a continuidade da parceria com a Assprom. O coletivo, que tem atuado no programa de forma virtual, desde outubro de 2020, por conta da pandemia do coronavírus, soma a segunda turma consecutiva ministrando oficinas e treinamentos para os aprendizes. As oficinas são fornecidas pelo laboratório do Núcleo de Conteúdo de Jornalismo (Nuc), bem como o de Publicidade (Luna) e o Dígito Zero (audiovisual). 

As principais oficinas desempenhadas dão oportunidades aos jovens de participarem ativamente de ações que fomentam a produção de texto, a elaboração de vídeos para as redes sociais, o desenvolvimento de postura do repórter, o combate a fake news, o ensinamento de como criar conteúdo para o Instagram, dentre outras atividades. 

Daniela Reis, Jornalista e líder do Núcleo de Conteúdo da Una, afirma que as oficinas aprimoram as habilidades dos jovens. As tarefas propostas aos encontros virtuais permitem aos participantes aperfeiçoarem a responsabilidade profissional em relação ao tempo de execução, além de desenvolver o trabalho em equipe e a escrita de redação. “São várias as habilidades, principalmente as voltadas para a comunicação. As tarefas desenvolvidas por eles, permitem que aprimorem a abordagem com pessoas de diferentes posições e níveis de conhecimento, uma vez que fazem o papel de repórteres e realizam entrevistas de diferentes temas”, explica a líder.

Segundo ela, o incentivo da academia às técnicas e ações voltadas à sociedade tem um papel excepcional, à vista da interconexão do mundo poder ensinar os jovens aprendizes a serem comunicadores de forma responsável e com qualidade, e colocá-los à frente no mercado de trabalho. “Uma parceria com o futuro, de uma importância imensa, tanto para os meninos, que se qualificam e podem desenvolver suas habilidades, quanto para as duas instituições, que juntas estão sendo capazes de gerar oportunidades e crescimento”, desabafa. 

E, afirma que é gratificante fazer parte do projeto e tem orgulho do empenho dos jovens nas ações.

Aos participantes, é uma oportunidade ímpar de enriquecer a trajetória. Ao se envolverem com o projeto, tendem a se destacar no mercado de trabalho. Para Larissa Alves da Rocha, que tem dezessete anos e foi aprendiza do projeto no primeiro semestre de 2021, sua participação foi inesquecível e trouxe melhorias em sua escrita, o contato com as técnicas de fotografia e redes sociais foi de extrema relevância para aparar as dificuldades. 

Larissa Alves da Rocha

Segundo ela, participou de inúmeras oficinas que tinham o propósito de abordar variados temas como a fotografia e o vídeo, a produção de matérias, a técnicas de entrevistas e o marketing de redes sociais. Na execução das tarefas, os participantes eram divididos de acordo com as demandas e tinham a abertura de se expressar em qual haviam mais identificação. “Particularmente me vi mais na parte de redação, produzindo matéria”, diz ela. 

O Jovens Jornalistas, por si só, é um projeto extraordinário que em suma é significativo, e que, em parceria com a Una, pretende ir além do preparo dos jovens para o mercado de trabalho, mas atrelar experiências sublimes na vida particular. A incitação à auto estima, a segurança e a soft skills de relacionamento interpessoal são fatores incentivados que resultam positivamente na vida dos jovens. Além de que é uma injeção de ânimo no futuro dos aprendizes ao se pensar no contato ofertado entre eles e a faculdade. 

Um exemplo é da outra adolescente que também chama Larissa. Ela está pela segunda vez no projeto e se dedica com afinco à todas as propostas, pensando no futuro. “É muito importante, pois nos proporciona ver um novo lado do mundo jornalístico, aprofundar, e com isso quem sabe poderá até abrir novas portas de vagas de trabalho nas áreas de comunicação como o jornalismo, publicidade e propaganda, cinema, rádio e tv. As atividades nos prepara para o futuro, a Assprom pegou no ponto certo, essa parceria nos proporciona desafios que podemos encarar com muita satisfação, porque isso tudo que estamos passando, no final vai ser um grande ganho quando entramos no mercado de trabalho”, explica Larissa Silva A. Barbosa, de 17 anos.

Larissa Silva A. Barbosa

Em 2019, o projeto chegou a levar uma turma para conhecer os laboratórios de comunicação da Una. A ocasião na época inclinou-se a construir uma responsabilidade social e, até hoje, com a implantação das oficinas, propõe-se a dar estímulo aos adolescentes de cada vez mais frequentarem espaços educacionais e incentivá-los a entrar em uma universidade. 

Vinícius Alves Martins, que iniciou recentemente a graduação em Letras na Una e participou do projeto no segundo semestre de 2020, afirma que sua jornada foi benéfica em relação à  decisão de qual curso ingressar e que, através dos ensinamentos durante as oficinas, a opção de cursar Letras se tornou mais clara e viável. “Atividades como desempenhar o papel de redator e editor, me abriram um leque de possibilidades e expandiu o meu pensamento sobre o curso”, explica.

Vinícius Alves Martins

Segundo ele, o seu primeiro contato com uma universidade foi através do colégio, a sua jornada foi pautada por diversos passeios que fomentaram a sua relação com o ensino superior e, com isso, acredita que é importante os jovens se conectarem com a universidade desde o ensino médio. “Foi através do Jovens Jornalistas que pude conhecer mais sobre a Una e entender melhor sobre o curso de Jornalismo. Definiria minha participação como bastante comprometida e determinada. Me trouxe o sentimento de empatia, de como é estar na pele de um jornalista. Eu já sabia disso através dos jornais e outros meios de comunicação, mas vivenciei só através do projeto”, comenta Vinícius. 

Com a palavra, o presidente da Assprom

Carlos Augusto de Araujo Cateb, presidente da Assprom

“A Assprom acredita que a educação transforma o mundo. Oferecer este espaço para os jovens é incentivá-los ao protagonismo juvenil e reconhecer que a participação atuante deles pode gerar mudanças decisivas na realidade social, incentivando que os jovens sejam os atores principais de suas histórias e que se posicionem perante a comunidade”. E acrescenta: “Não podemos esperar que os jovens lutem e procurem agir como transformadores da sociedade se não lhes for permitida uma abertura efetiva, teórica e prática. Falamos tanto em liberdade de expressão e acesso à informação, sendo este um caminho para os jovens se comunicarem e mostrarem seus talentos. Por meio das oficinas, eles aperfeiçoam suas reflexões sobre o mundo, o modo de se expressar, de ler e escrever, fato que pode contribuir futuramente para a permanência no mercado de trabalho”, enfatiza o presidente, Carlos Augusto de Araujo Cateb, sobre a importância do projeto. 

 

Edição: Daniela Reis