TBT: Ataques de 11 de setembro

TBT: Ataques de 11 de setembro

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Por Daniela Reis 

Esse ano completam-se duas décadas dos atentados terrotistas que derrubaram as torres gêmeas do complexo World Trade Center, em Nova York, causando a morte de cerca de 3 mil pessoas.

Os atentados foram cometidos por 12 homens da rede Al Qaeda, que desviaram quatro aviões comerciais para atirá-los contra os símbolos econômico, militar e político dos Estados Unidos.

Dois aviões foram lançados contra o World Trade Center e um terceiro contra o Pentágono, perto de Washington DC.

O quarto avião provavelmente tinha como alvo o Capitólio, sede do Congresso, ou a Casa Branca, mas após a intervenção dos passageiros, a aeronave acabou caindo na zona rural de Shanksville, na Pensilvânia.

As imagens da colisão das aeronaves nos grandes edifícios foram transmitidas ao vivo para todo mundo, sendo também um marco de cobertura da imprensa internacional.

Quem foram os autores do ataque?

O atentado de 11 de setembro foi realizado pela organização terrorista conhecida como Al-Qaeda. Essa organização surgiu no final da década de 1980, durante a Guerra do Afeganistão, e tinha em Osama bin Laden um de seus fundadores e seu líder.

Outro nome importante na organização do atentado foi o de Khalid Sheikh Mohammed. Ele é considerado o arquiteto do ataque e atualmente está preso à espera de julgamento pelo seu papel no 11 de setembro. Acredita-se que o julgamento de Khalid deverá acontecer em algum momento de 2021.

 

Motivações para o ataque

Podemos considerar que o grande motivo do ataque foi o extremismo de Bin Laden e sua organização. Esse extremismo considerava os Estados Unidos como um grande inimigo por causa da presença de tropas americanas no Oriente Médio. A relação de Osama Bin Laden com os Estados Unidos remonta à década de 1980.

No final da década de 1970, motivados pelo contexto da Guerra Fria, os americanos passaram a investir em forças de oposição no interior do Afeganistão. O objetivo era enfraquecer o governo comunista daquele país e forçar os soviéticos a intervir na situação (a ideia era fazer a União Soviética gastar recursos em uma guerra).

Os americanos passaram a apoiar grupos reacionários do interior do país, que passaram a receber dinheiro e armas dos EUA. Esses grupos, conhecidos como mujahidin, convocaram um jihad contra os soviéticos – depois que o Afeganistão foi invadido pela URSS – e começaram a defender ideias conservadoras, o que resultou em fundamentalismo islâmico. No curso da guerra, Osama Bin Laden foi convocado a aderir à guerra e, por isso, foi para o Afeganistão.

No final da década de 1980, Bin Laden resolveu estender sua luta contra os infiéis para fora do Afeganistão e, por isso, participou da criação da Al-Qaeda. Até aqui, a relação de Bin Laden com os americanos era ótima, mas veio a Guerra do Golfo e tudo mudou.

Em 1990, o Kuwait foi invadido pelo Iraque, e a família real kuwaitiana foi abrigada em Riad, capital da Arábia Saudita. A situação azedou as relações entre sauditas e iraquianos e colocou no ar a possibilidade de invasão do território saudita pelas tropas iraquianas. Bin Laden, aproveitando-se disso, ofertou ao governo saudita as suas tropas (da Al-Qaeda) para proteger o território da Arábia.

Os sauditas, por sua vez, recusaram o apoio de Bin Laden e aceitaram a ajuda dos norte-americanos. Bin Laden considerou isso uma grande ofensa, afirmando ser um sacrilégio o fato de “infiéis” estarem protegendo o solo sagrado da Arábia Saudita. Ele afirmava que o solo saudita estava sendo profanado. Assim, Bin Laden desenvolveu um ódio profundo pelos EUA.

Essa situação levou Bin Laden a ser expulso da Arábia Saudita e, por isso, refugiou-se no Sudão e, depois, no Afeganistão, local onde a Al-Qaeda organizou o ataque contra os Estados Unidos como forma de vingança.

Bin Laden, líder da Al-Qaeda

Consequências 

O atentado de 11 de setembro gerou uma grande comoção nos Estados Unidos, e a reação do governo norte-americano foi imediata. Em outubro de 2001, o exército americano iniciou a invasão do Afeganistão. O objetivo era derrubar o Talibã, o governo (também de orientação fundamentalista) que havia dado abrigo à Al-Qaeda.

A invasão realizada pelos americanos derrubou o Talibã, mas até hoje não normalizou a situação do país. Atualmente ainda existem combates no Afeganistão contra tropas do Talibã, que procura recuperar o poder. A consequência dessa invasão para o Afeganistão foi que, entre 2001 e 2016, só entre civis, cerca de 31 mil pessoas morreram.

No caso dos Estados Unidos, as normas de segurança de voos comerciais tornaram-se extremamente rígidas, e o país tomou medidas duras para combater o terrorismo. Por essa razão, foi criada uma lei chamada de Ato Patriota, que, posteriormente, foi substituída pelo USA Freedom Act.

Em 2 de maio de 2011, os Estados Unidos (EUA) anunciavam a morte do terrorista Osama Bin Laden. O ex-líder da rede terrorista Al-Qaeda foi morto durante uma operação realizada na cidade de Abbottabad, localizada próxima a Islamabad, capital do Paquistão.

A operação foi realizada sob sigilo pela tropa especializada da Marinha dos EUA. O local em que estava Bin Laden não tinha acessos de comunicação, como telefone e internet. Era uma casa maior que as demais da região, onde moravam mais de 20 pessoas.

A operação levou 40 minutos no total. E a tropa chegou ao lado de fora do complexo em dois helicópteros. Além de Bin Laden, uma mulher e três homens, incluindo um filho, são mortos. O corpo de Bin Laden é identificado por uma de suas esposas e por um teste de DNA. Osama Bin Laden foi sepultado no Mar Arábico, dentro de 24 horas, de acordo com a lei islâmica.

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