Trânsito lento e expectativa da população marcam decisão pela greve dos rodoviários

Trânsito lento e expectativa da população marcam decisão pela greve dos rodoviários

Os rodoviários decidiram iniciar uma paralisação na segunda-feira, dia 12 de março, a partir das 17 horas, em Belo Horizonte. Motoristas e cobradores, que reivindicam 49% de reajuste salarial, realizaram passeata no centro da cidade, no período da tarde, o que causou lentidão no trânsito, que já costuma ser bem lento às sextas-feiras. Os manifestantes iriam para a sede da Prefeitura (av. Afonso Pena, 1212) . Lá, guardas-municipais estavam a postos. Até ás 17h45 os manifestantes ainda não tinham chegado. Quatro fios de corda, presos nas colunas, para se evitar a entrada dos grevistas.

Nos pontos de ônibus, havia apreensão por parte dos usuários. Na av. João Pinheiro, Ana Paula, estudante, disse que estava no ponto havia meia hora, mas “isto é comum, pois meu ônibus demora mesmo”. Ela defende a paralisação dos rodoviários: “A classe tem que se mobilizar mesmo, não pode só ficar esperando o governo. Eu sei que vou ser afetada, mas cada um tem de correr atrás de seu direito”.

Já a estudante Marina Costa, que cursa Jornalismo na UNA, conta que já antes de os rodoviários decidirem pela greve, por volta do meio-dia, o trânsito na av. Amazonas, na altura da Av. Contorno, já “estava praticamente parado e o percurso que faço em meia hora, gastei uma hora e meia. O resultado foi que cheguei atrasada no trabalho e levei uma advertência do chefe”.

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A estudante Ana Paula no ponto de ônibus na Av. João Pinheiro

Texto e foto: Bruno Coelho

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