Menos etnocentrismo e mais conhecimento

Menos etnocentrismo e mais conhecimento

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O Centro de Arte Popular – Cemig abriga até o dia 5 de outubro a exposição Brasil Indígena – Herança e Arte, que mostra através de fotografias e objetos indígenas, os costumes de diversas aldeias indígenas do Brasil. Meios de subsistência, artefatos relacionados a atividades agrícolas de caça e pesca e, alguns utilizados em rituais mágicos e lúdicos.

O antropólogo e documentarista Pedro Portella, que participa do Projeto Vídeo nas Aldeias, destaca que já conviveu com mais de duas dúzias de índios em diversas aldeias do Brasil. Segundo ele, exposições como essas são fundamentais, pois a arte ameríndia está completamente ligada à vida do índio por ser parte do seu cotidiano.  Suas artes são feitas para suprir as necessidades sociais e não são como obras europeias que possuem sua produção voltada para os museus.

“O estudo aprofundado sobre os indígenas deveria fazer parte da grade curricular das escolas e universidades, pois é um universo muito rico”, ressalta o antropólogo.  Para ele, os indígenas em geral são no mínimo bilíngues, por que a comunicação com os outros grupos é vital. Portanto ao contrário de nossa sociedade, que coloca as crianças em cursos de inglês, no caso deles isso vem do berço, ou é consequência dos casamentos Inter étnicos.

 Adereços e Ritos de Passagem

 O cocar (adereço utilizado pelos índios) dentre outros artigos usados em celebrações e ritos de passagem podem se relacionar com alguns costumes urbanos. O rito de passagem, por exemplo, que o índio sofre na fase adolescente-adulto pode ser considerado através da primeira menstruação de uma índia e, aqui pela sua festa de 15 anos. Para Portella, esses ritos são de extrema importância, “Sem eles uma aldeia ou grupo pode perder sua identidade”, destaca.

 Vídeo nas Aldeias

O projeto em que o documentarista e antropólogo Pedro participa, ensina os indígenas a ter presença no universo audiovisual de modo em que levam câmeras para as tribos e ensinam os índios a manusear os equipamentos.

Ao contar de suas experiências nas aldeias indígenas, Portella disse ter ido vacinado, tanto de febre amarela que é obrigatório quanto por ter lido vários livros e artigos sobre o assunto. Conforme ele tem que ir de cabeça aberta para esses estudos e trabalho, porque acaba enfrentando várias situações,  como ter que fazer suas necessidades fisiológicas no mato.

Conheça mais sobre o projeto Vídeo nas Aldeias

Texto: Bárbara Carvalhaes
Foto: Divulgação

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