Manifestação contra o transporte clandestino para Afonso Pena

Manifestação contra o transporte clandestino para Afonso Pena

Na manhã desta quarta-feira, 28, os responsáveis pelo transporte particular, os taxistas reivindicaram uma resposta da prefeitura e da BHTrans sobre o livre acesso às faixas exclusivas de ônibus, e ainda, pediram por uma fiscalização mais acentuada para coibir o transporte clandestino na capital.

 

Taxista há três anos, Wanderson Barbosa Novaes se indignou com a situação, “para trabalhar como taxista, é necessário tirar cinco certificados, fazer curso, pagar taxas. Os piolhos (responsáveis pelo transporte clandestino) não. Por aplicativos de celular eles marcam as corridas, dão até o valor. Mas nas ruas, na rodoviária, no aeroporto se vê os caras pegando passageiro descaradamente”.

 

“Os carros que fazem o transporte clandestino muitas vezes são veículos particulares que rodam pela cidade recolhendo passageiros”, explica Novaes. Segundo o taxista, na maioria das vezes são taxistas de outras cidades como Lagoa Santa, Vespasiano, que não são vinculados a Belo Horizonte, fazendo o transporte que seria de taxistas que pagaram para ter esse benefício.

 

A manifestação desta manhã, não teve envolvimento do sindicato da classe, o Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Minas Gerais (Sincavir-MG).

Em entrevista, o diretor efetivo, Avelino Moreira de Araújo disse que a manifestação não era necessária, pois o sindicato tem acesso direto para discutir o assunto com a prefeitura. Mas que apesar de o sindicato não ter participado, ele achava válido da manifestação.

 

“Carona Paga”

 

Uma medida que já está em vigor desde março de 2014 para abster a “carona paga” foi a Resolução Nº4.287 da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, publicada no Diário Oficial. A resolução prevê apreensão por no mínimo 72 horas do veículo que faz transporte clandestino, e os custos pela guarda e remoção do veículo são de responsabilidade do motorista ou dono do automóvel que foi abordado. Em nota, a ANTT explica que os passageiros deverão ser levados pelo transportador clandestino para um terminal rodoviário próximo para seguirem viagem em ônibus regulares.

Texto e foto por Camila Lopes Cordeiro

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