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Marvel

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Por Tiago Jamarino

 

Marco cultural dos filmes de super-heróis, Pantera Negra é emocionante, com cores deslumbrantes e sai do básico entregando linda mensagem!

 

Pantera Negra por si só, já é um marco cultural, tratasse do primeiro herói negro das histórias em quadrinhos. A estreia do herói é como coadjuvante em 1963, na (52.º) edição da revista da primeira família da Marvel, O Quarteto Fantástico. Soberano de um reino africano tecnologicamente chamada Wakanda e futuramente se tornando membro dos Vingadores. A Marvel desde seus primórdios já entendia sobre a necessidade de expressar sua diversidade cultural, mais que isso, sempre passando a necessidade sócia cultural de sua época.Pantera Negra veio para representar os movimentos que seguiam em sua época, nada mais justo que esta nova fase do Universo Cinematográfico Marvel desse a largada para esta representatividade. O filme é o mais diferente até agora do MCU, mas não nega suas raízes, mesmo não seguindo totalmente a fórmula, que em seu amago ainda tem muito dessa estrutura de um filme de ação. O que torna o filme do rei de Wakanda único é, a forte mensagem que o filme se preocupa em passar e por ter personagens extremamente carismáticos.

“Pantera Negra” acompanha T’Challa que, após os eventos de “Capitão América: Guerra Civil”, volta para casa para a isolada e tecnologicamente desenvolvida nação africana de Wakanda, para assumir seu lugar como Rei. Entretanto, quando um velho inimigo reaparece no radar, a fibra de T’Challa como Rei e Pantera Negra é testada quando ele é levado a um conflito que coloca o destino de Wakanda e do mundo todo em risco.

O 18.º filme do Marvel Studios novamente seria uma história de origem, mas como fazer uma história de origem sem seguir a receita de bolo usada em Homem de Ferro, Homem-Formiga e Doutor Estranho. A empresa das Maravilhas decidiu sair fora da caixinha começando a entregar gêneros diferentes, mesmo que em sua essência exista sua fórmula. Não é justo salientar que todos os seus filmes seguem a mesma premissa, temos um filme semelhante a franquia Bourne (Capitão America — Soldado Invernal), uma comédia espacial com Guardiões da Galáxia, mas para satisfação geral da nação, Pantera Negra navega em direção a novas terras. Deixando bem claro que o filme também contém a essência da fórmula, é um filme de ação, de efeitos especiais abundantes, mas  ao contrário de seus antecessores, Pantera Negra que ir além, entregando uma  ótima mensagem, principalmente falar sobre algo mais. Podemos ver muito mais da nossa cultura atual, sobre jogo de poder, intriga política e principalmente sobre ideologia.

A direção é do Ryan Coogler, dos ótimos, Fruitvale Station: A Última Parada (2013) e Creed: Nascido para Lutar (2015). É um diretor que já se provou no circuito, com belos dramas e com lutas corporais bem coreografadas, em Pantera Negra, vemos toda essa plasticidade para suas cenas de ações e porrodaria. A ação apresentada no filme é sensacional, mesmo que em algum ponto o CGI fica evidente, somos prestigiados com belas cenas, começando pela cena do cassino, nela, Coogler utiliza de um plano-sequência magistral. O diretor mostra uma plasticidade para filmar e transitar com sua câmera sempre em linha reta, é uma direção muito segura. De cenas de ação, como da cocheira, que é a briga pelo trono de Wakanda, com um planos aberto e fechado, ambos dinâmicos, para situar a luta entre os dois guerreiros outrora mostrar a nação observando o duelo.

A criação de mundos é simplesmente maravilhosa, é digna das aventuras espaciais da Marvel e todo poderio visual visto em Thor: Ragnarok. A começar por Wakanda, a cidade tecnológica, futurísticas e de cores sensacionais, não é a mais bela do MCU, mas tem um bom lugar de destaque. A fotografia é da vencedora do Oscar e bastante premiada Rachel Morrison, é o maior acerto que o filmes poderia ter, pois, temos algumas locações com destaques aqui, onde as paletas de cores dão mais um show visual, as cores quentes de Wakanda, com seu colorido e suas planícies africanas, as fortes cores da Coreia e principalmente o dourado luxuoso do Cassino. O CGI, tem seu peso corriqueiro em filmes dessa magnitude, em muitos momentos ele pesa, mas não estraga a diversão. O figurino também tem seu lugar ao sol, o preto com o roxo do Panteraexerce um contraste maravilhoso onde ele passa, assim como o visual do povo de Wakanda, misturando o colorido de roupas tribais africanas e com adereços tecnológicos. A trilha sonora composta pelo Ludwig Goransson e consultoria do Kendrick Lamar, também é um ponto alto, com uma enxurrada de hip-hop que em algumas cenas se tornam épicas.

O roteiro também escrito por Coogler e parceria com Joe Robert Cole, merece destaque, existe profundidade e uma necessidade de entregar algo a mais do que só a famigerada ação. As “piadinhas”, que são costumeiras em filmes da Marvel, não são totalmente utilizadas e nem escambadas  como vistas na última empreitada do filme do Thor, temos alivio cômico, mas o que é o interesse aqui é a trama política e o dilema vivido por esse povo. O interessante do roteiro em destacar a jornada de T’Chala para liderar seu povo, encontrando um opositor, o texto de Coogler e Cole não mostra absurdamente pontos de vista do bem e do mal, quem está certo aqui fica a critério do desenrolar da história. O rei T’Chala age impulsivamente e não escapa do julgo e nem suas ações são heroicas demais, ele erra e aprende. A história de contrapontos não poderia se sustentar sem um bom vilão, por mais, que em alguns momentos este vilão fique questionável sua qualidade a uma motivação plausível ali. O grande ponto do roteiro é realmente mostrar como os moradores de uma cidade tecnológica vivem em um certo conforto, enquanto seus vizinhos sofrem com a miséria, é um paralelo interessante com nossa sociedade atual, entre países de primeiro mundo e os chamados subdesenvolvidos.

O elenco dos sonhos é de dar inveja em qualquer produção que se prese, temos muitos talentos e nenhum coadjuvante é descartado pelo roteiro, pelo contrário a trama precisa deles para andar. Chadwick Bosemanfez sua estreia em Guerra Civil, já tivemos um vislumbre do potencial do ator, mas as dúvidas eram se o ator seguraria um filme sozinho, o resultado é, sim. Pelas suas experiências com o Barão Zemo e sua busca de vingança cega, T’Challa é um rei piedoso e convicto, mesmo isso sendo uma fraqueza. O ator tem presença e carisma como monarca, sua jornada para se tornar o rei e o herói é fantástica. Lupita Nyong’o e Danai Guriraestão incríveis, ambas com um bom tempo de tela, como guerreiras entregando cenas de ações fantásticas e dignas de aplausos. Martin Freeman não tem muito a dizer, entregando uma atuação bem regular mediante ao vasto elenco. A Letitia Wright como alivio cômico está muito bem, com um QI aproximadamente igual ao de Tony Stark, ela faz o papel do nerd que entrega todos os apetrechos a seu irmão mais velho T’Challa.

Ao falar dos vilões do filme, devemos reconhecer os devidos problemas enfrentados pela casa das ideias em estabelecer um bom vilão em seu universo cinematográfico. O grande mal da formulinha do gênero é usar vilões como escada para seus heróis, esses vilões são subdesenvolvidos e suas motivações são pífias, dignas de esquecimento total. Vilões da Marvel que conseguiram destaque são justamente da Netflix, Boca de Algodão, Fisk e Killgrave, o que ambos tem em comum é simples, tempo de tela para se desenvolverem e mostrarem ao que vieram. Isso não é visto em nenhum filme da Marvel até o momento, a missão de Pantera Negra é conseguir sair dessa escrita, mas ainda não chegou lá. Andy Serkis entrega um Ulysses Klaue bem perturbado, um terrorista impiedoso, mas entra nessa lista citada acima de vilão utilizado como escada para o herói, o personagem é um mero instrumento do roteiro. O vilão Killmonger vivido por Michael B. Jordan é interessante, possuindo várias camadas e uma trama mais densa, vive a oposição de T’Challa, o lado extremista, querendo colocar Wakanda como o centro do mundo. Sendo assim, ainda falta uma consistência maior para um bom vilão, mas B. Jordan se sai melhor que a encomenda.

Pantera Negra” é um bom fora da curva para os filmes de heróis, até mesmo da Marvel. O filme entrega um ótimo roteiro, tanto em sua história, seus costumes e ambientação da cultura africana. Com menos piadinhas, mas com um humor bem dosado, o filme de Coogler aposta no algo a mais para criar uma trama redonda e bem elaborada. O protagonista é forte, justo e impiedoso, assim como o resto do elenco, que mesmo tendo alguns menos aproveitados, ainda é o melhor visto no MCU. Antes de militar sobre representatividade é só ver o vídeo em que crianças de uma escola é sorteada para assistir ao filme, daí, podemos entender a importância que é esse filme para história do cinema e do gênero de super-herói.

 

4-Ótimo

 

 

 

FICHA TÉCNICA

 

  • DIREÇÃO

    • Ryan Coogler

    EQUIPE TÉCNICA

    Roteiro: Joe Robert Cole, Ryan Coogler

    Produção: David J. Grant, Kevin Feige

    Fotografia: Rachel Morrison

    Trilha Sonora: Ludwig Goransson

    Estúdio: Marvel Studios, Walt Disney Pictures

    Montador: Debbie Berman, Michael P. Shawver

    Distribuidora: Walt Disney Pictures

    ELENCO

    Alexis Rhee, Andy Serkis, Angela Bassett, Atandwa Kani, Bambadjan Bamba, Chadwick Boseman, Connie Chiume, Danai Gurira, Daniel Kaluuya, David S. Lee, Elizabeth Elkins, Florence Kasumba, Forest Whitaker, Francesca Faridany, Isaach De Bankolé, John Kani, Letitia Wright, Lupita Nyong’o, Mark Ashworth, Martin Freeman, Michael B. Jordan, Nabiyah Be, Sasha Morfaw, Seth Carr, Shaunette Renée Wilson, Sope Aluko, Sterling K. Brown, Sydelle Noel, Tony Sears, Tunde Laleye, Winston Duke

Por Tiago Jamarino – Start

Retorno do deus do travão as telinhas, tem aventura mais pitoresca, colorida e a mais divertida até aqui do MCU

 

 

 

 

Thor, é um dos poucos personagens do MCU que teve dois filmes, é seguro dizer que, em nenhum desses dois filmes ele teve êxito. De todos os filmes solos dos heróis do Universo Cinematográfico da Marvel, Thor, teve dois filmes completamente esquecíveis, e dentre a equipe dos Vingadores era o mais contestado. O que mais se destacava no personagem era, o seu viés cômico, e quando dividia a tela com Hulk. O que a Marvelpercebeu foi simples, vamos fazer uma nova empreitada com o Odinson, mas vamos juntar todas as coisas que eram de acerto do personagem nos filmes. E graças ao diretor Taika Waititi temos um filme completamente aventuresco, engraçado, bastante colorido, e bem leve do deus do trovão. A Marvel Studiosfez um filme bastante coeso dentro da mitologia criada para o personagem nos cinemas, diferente de como Thor é nós quadrinhos, mas o filme é cheio de incríveis sequências de ação e talvez o melhor uso de uma música do Led Zeppelin. Se estiver esperando um arco dramático, uma história apocalíptica assim como na mitologia nórdica, ou até mesmo aquela história super confusa do Ragnarock nos quadrinhos, as chances de se decepcionar com este filme é grande. Mas como sua proposta inicial, o filme é bem sincero sobre o tom e o caminho que ele iria percorrer.

 

Thor é preso do outro lado do universo, sem o seu martelo poderoso e encontra-se numa corrida contra o tempo para voltar a Asgard e impedir o Ragnarok – a destruição do seu mundo e o fim da civilização Asgardiana -, que se encontra nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, a implacável Hela. Mas, primeiro precisa de sobreviver a uma luta mortal de gladiadores, que o coloca contra um ex-aliado e companheiro Vingador – Hulk.

 

A aventura antecessora do deus do trovão, Thor: O Mundo Sombrio, foi bastante decepcionante e muito fora da curva do MCU, com um tom bastante sombrio, e um drama que não convenceu, deixando o desenvolvimento dos personagens bem atrasado para a franquia, mas Ragnork é a famosa redenção. O filme é bastante alegre e divertido em sua proposta, ultrapassando até o primeiro filme de Kenneth Branagh. Mais uma vez, Thor é um personagem incompleto, ainda se desenvolvendo, peregrinando em um mundo esquisito. Esqueça todo arco que se iniciou em Vingadores: A Era de Ultron, onde Thor saiu para procurar as joias do infinito, isso é totalmente esquecido no filme, com apenas uma simples fala de Thor, “Fui procurar as joias do infinito, mas não as achei. ” Tirando este artificie do roteiro para esquecer as tramas passadas, este filme mostra exatamente o quanto o personagem de Chris Hemsworth cresceu ao longo dos anos. Ele ainda pode amar uma caneca de hidromel, mas agora ele é um adulto responsável que se orgulha de ser chamado de herói ou um Vingador.

 

A direção é do diretor neozelandês Taika Waititi, da incrível comédia, O Que Fazemos nas Sombras (2014) e Hunt for the Wilderpeople (2016). A direção de Taika é bastante segura, e sua veia cômica misturada com uma ação são os grandes destaques desta direção. O grande chamariz dos filmes de super-heróis é como eles tratam a ação. A ação do filme tem muitos cortes durante cada sequência de batalha, e um bom uso do CGI, que deixa todas as cenas grande eloquente, mas tudo dá para ser entendido e apreciado, há mais cortes em Ragnarok, mas as cenas de ação foram feitas com habilidade. As sequências iniciais de Ragnarok, com Thorusando seu martelo, é tão maravilhosamente divertido, um trabalho primordial de Waititi. O CGI mencionado para a composição das cenas de ação, é notado em cenas que Thor golpeia e dispara relâmpagos, a equipe de efeitos consegue fazer cada luta fluir de forma transparente de uma vez para outra.

 

O design de produção de Ragnork facilmente é o mais bonito de todos os filmes da Marvel, a criação de mundo é simplesmente sensacional, o CGI cria mundos maravilhosos. O filme está cheio de cores vivas e brilhantes, fãs saudosos dirão que é total influência de Jack Kirby, dá até para notar toda essa influência das inúmeras histórias de Kirby, que escreveu histórias do personagem em potencial. Particularmente, dizer que foi graças a Kirby termos estes visuais, é uma jogadinha da Marvel, as influências claras de Ragnarok vem do sucesso da casa, Guardiões da Galáxia. Os figurinos são uma parte fundamental no filme, a loucura é abraçada completamente em cada roupa usada pelos personagens, mas as aparências dos personagens estão completamente iguais as revistinhas em quadrinhos. Alguns figurinos em particular como Hela, que usa uma coroa de chifre quando ela está pronta para a batalha, mas em cenas leves, está usando um visual bem emo. Thor quando chega pela primeira vez em Sakaar, sua capa está arrancada, e seu figurino, vai se remeter muito a seu momento atual nos quadrinhos, com o arco O Indgno Thor.

 

O roteiro assinado pelo trio Eric Pearson, Craig Kyle e Christopher Yost, em sua suma é bastante simplista. O tom do filme ainda é bem pipoca e nada complexo demais, não temos o elaborado Ragnarok da mitologia nórdica, o filme apresenta conceitos deste apocalipse, mas passa longe. Esperar que um filme feito para toda a família, com uma empresa como a Disney a frente, ter elementos pesados e sérios, é esperar por chover no molhado. A estratégia usada pela Marvel desde a Era de Ultron em usar nomes de histórias consagradas, é apenas pano de fundo para chamar fãs saudosistas dos quadrinhos. No final teremos a fórmula Marveltomando conta, mas o filme é bastante sincero quanto a sua veia cômica. Em Ragnarok, as piadas funcionam, são eficazes e no tempo correto, a grande sacada proposta pelo roteiro é que, este novo filme faz um humor e subverte o próprio gênero. O filme apresenta elementos do Planeta Hulk, e tem em sua composição algumas subtramas acontecendo, as principais ficando em Sakaar e o desenvolvimento de um arco com gladiadores e o Grão-Mestre, e a outra trama é em Asgard, com Hela tocando o terror e sendo a ameaça principal da trama.

 

O filme pode se afirmar em uma ação explosiva por toda parte, os aspectos mais agradáveis de Ragnarok vêm das interações dos personagens. Loki e Thor como dos filmes anteriores, ainda continua uma relação divertidíssima de se ver.  O Tom Hiddleston, ainda entrega uma atuação divertida, como o anti-herói do filme, e sempre ofusca Thor quando estão em cena, e tem a melhor piada do filme. Thor e Hulk competido como dois adolescentes irmãos, a luta dos dois tão anunciada pelos trailers e marketing, é completamente sensacional, valendo cada hype criado para ela. Tessa Thompson, rouba o filme sempre que está na tela. Valquíria é um personagem feminino forte, bem construída, e perseguindo desafiadores para o Grão-Mestre. Jeff Goldblum é o melhor em interpretar Jeff Goldblum, como o Grão-Mestre, ele deveria ganhar uma medalha. Ele é incrível como o governante de Sakaar, um luxuoso planeta de gladiadores, e sua entrega a seco traz uma qualidade retirada ao senso de humor, um dos melhores personagens que compõe o filme. Infelizmente, o papel do Hulk no filme foi revelado há meses. Se tivesse sido uma surpresa, é provável que essas cenas tenham sido ainda mais agradáveis para o público. Hulk é uma das partes mais fortes do filme, ele mudou muito desde Vingadores: A Era de Ultron. Esta é facilmente a sua melhor adaptação nos cinemas, tanto do ponto de vista técnico quanto do caráter. Mark Ruffalo entrega uma atuação bem divertida, melhor ainda quando está transformado como gigante esmeralda, que agora fala e nos diverte sempre em tela. Idris Elba, Karl Urban e Anthony Hopkins tem participações bem pontuais, de importancia na trama, mas poderiam ter mais tempo em tela.

 

Hela, interpretada maravilhosamente por Cate Blanchett, é uma adição bem-vinda ao mundo do filme. Ela transforma sua performance em algo com pitadas bem canastronas e sensual como a Deusa da Morte, com alguns trejeitos e maneirismos. Seus objetivos podem ser um pouco simplistas, mas ela é uma personagem complexa com uma conexão pessoal com Thor que aumenta o atrativo dramático do filme, mesmo tal atrativo não se desenvolvendo tão bem. Mesmo que ela procure destruição e fúria como muitos outros vilões daMarvel, Hela fica sem uma motivação plausível, mais um clichê em dizer que é mais uma vilã desperdiçada pela Marvel, mas no final ela é a Cate Blachett, e isso é algo a se desfrutar graças a sua genialidade como atriz. Chris Hemsworth retorna como o Deus dos Trovões, o ator achou na comédia o tom certo para seu personagem, mas quando precisa ser dramático, o ator ainda da uma patinada. Mas o saldo para Hemsworth é bastante positivo, devido ao carisma e a entrega do ator.

 

Thor: Ragnarok não é um filme perfeito, mas seus pontos fortes superam os negativos. Os personagens, o ritmo e a ação culminam em um filme ótimo. Encontrou em Taika Waititi uma direção bastante eficaz e com alguns momentos bem autorais. O filme não é apocalíptico com o nome diz, mas é uma aventura sincera e divertida. Dizer que é o melhor filme do deus do trovão não significa nada, devido aos seus filmes antecessores, mas para o Universo Cinematográfico Marvel, será um filme que pode sim, ser classificado como um dos melhores da casa.

 

 

4-Ótimo

 

 

FICHA TÉCNICA

 

  • DIREÇÃO

    • Taika Waititi

    EQUIPE TÉCNICA

    Roteiro: Christopher Yost, Craig Kyle, Eric Pearson

    Produção: Kevin Feige

    Fotografia: Javier Aguirresarobe

    Trilha Sonora: Mark Mothersbaugh

    Estúdio: Marvel Entertainment, Marvel Studios, Walt Disney Pictures

    Montador: Joel Negron, Zene Baker

    Distribuidora: Buena Vista Pictures, Walt Disney Pictures

    ELENCO

    Amali Golden, Anthony Hopkins, Ashley Ricardo, Benedict Cumberbatch, Cate Blanchett, Charlotte Nicdao, Chris Hemsworth, Clancy Brown, Georgia Blizzard, Idris Elba, Jaimie Alexander, Jeff Goldblum, Karl Urban, Mark Ruffalo, Rachel House, Ray Stevenson, Shalom Brune-Franklin, Tadanobu Asano, Taika Waititi, Tessa Thompson, Tom Hiddleston, Zachary Levi

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Por Tiago Jamarino – Start – Parceiro Contramão HUB

Segundo a Variety Pantera Negra abriu caminho para o topo de comentários nas mídias sociais na semana passada, a semana de 5 de junho, de acordo com a comScore e seu serviço PreAct.

O primeiro trailer do filme Marvel ajudou a elevá-lo bem no topo das paradas, gerando 466 mil novas conversas. Lançado durante o jogo 4 das finais da NBA em 9 de junho, o trailer deu aos fãs seu primeiro olhar real sobre o filme e seu elenco de personagens. O trailer também foi encontrado com uma grande quantidade de elogios dos fãs, companheiros de estrelas da Marvel e até mesmo de grandes figurões da DC. Pantera Negra chega aos cinemas em 16 de fevereiro de 2018.

Em seguida, Homem-Aranha: De Volta ao Lar, que trouxe 88.000 novas conversas na semana passada, em grande parte graças à data de lançamento impedindo, novos spots de TV e provocações sobre o personagem de Zendaya. O filme produziu um total de 1,95 milhões de conversas. Homem-Aranha: De Volta ao Lar chega aos cinemas, 7 de julho de 2017.

Chegando em terceiro lugar foi o Carros 3, com 45.000 novas conversas. Com a abertura do filme nesta quinta-feira, mais o lançamento do trailer final, a próxima criação da Disney-Pixar conquistou 423 mil conversas totais em redes sociais. Carros 3 chega aos cinemas em 16 de junho de 2017.

Transformers: O Último Cavaleiro explodiu a caminho (porque o que mais faz um filme de Transformers?)Para o quarto, no final de um novo trailer e cartazes internacionais. O filme criou 21 mil novas conversas. Transformers: O Último Cavaleiro chega aos cinemas em 21 de junho de 2017.

Por último, mas não menos importante, Star Wars: Os Últimos Jedi procurou 13.000 novas conversas na sequência da sua nova data de lançamento no Reino Unido e vários outros anúncios e notícias relacionados com Star Wars, desde parques temáticos até videogames para filmes de spin-off. Star Wars: Os Últimos Jedi chegará aos cinemas em 14 de dezembro de 2017.

Leia também: Pantera Negra| Ryan Coogler diz que Shuri será igualmente gênio como Tony Stark

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Foto Divulgação

Por Glaudson Junior – Star-tv – Parceiros Contramão HUB

Segundo o site norte-americano The Hollywood Reporter, Josh Brolin ficou com o papel muito disputado em Deadpool 2, o papel seria de antagonista a  Ryan Reynolds. Nada mais nada menos que o de Cable.

No final, Brolin surgiu como um concorrente surpresa, seu personagem Marvel Comics segunda no processo, O ator interpreta o vilão Thanos nos filmes da Marvel Studios. Fontes dizem que o acordo de Brolin é para quatro filmes.

Foto Divulgação

David Leitch está dirigindo a seqüência do sucesso de estréia da Fox, com o filme Twentieth Century Fox em direção a um início de produção em junho em Vancouver.

Reynolds está retomando seu papel como o mercenário tagarela, com a história se expandindo para incluir outros personagens do canto de Deadpool do universo X-Men da Marvel.

Cable, foi co-criado pelo co-criador de Deadpool Rob Liefeld e escritor Louise Simonson, e é descrito como sendo em muitos aspectos o oposto de Deadpool: um homem que é um líder e usado para ser obedecido, que é muito controlado, mas com um uma aura de violência. Nos quadrinhos, Cable era do futuro e era o adulto e filho de Scott Summers, também conhecido como o X-Man Cyclops.

Brolin, que foi nomeado para um Oscar por sua performance em 2009’s Milk, tem estado em uma seqüência ocupada com um monte de sua culminação trabalho neste outono. Ele lidera o elenco de Granite Mountain, a aventura de combate a incêndios de Joseph Kosinski que começa em 22 de setembro e também estreia com Benicio del Toro em Soldado, a sequência de Sicario. Ele também aparece no conjunto de George Clooney, Suburbicon, que estreia no dia 3 de novembro, e estrelou o drama The Legacy of the Whitetail Deer Hunter,que começa em 25 de dezembro.

Brolin, que toma o centro do palco como Thanos em Vingadores: Guerra Infinita em 2018, é recapitulada pela CAA e Ziffren Brittenham.

Fonte:  The Hollywood Reporter

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Foto Divulgação Marvel

NOTA: ☆ ☆ ☆ ☆ ☆

 

Doutor Estranho não é um filme sobre um dos super-heróis mais amados e conhecidos pelo mundo todo, não é um filme que fez crianças e adultos arrancarem seus cabelos durante sua pré-produção e muito menos um filme de super-herói comum. Doutor Estranho é um filme que chegou para derrubar todos os outros e acabar definitivamente com o posto de seus colegas Homem de Ferro, Capitão América, Thor; em resumo: dos Vingadores tradicionais. Benedict Cumberbatch não é somente um ator fenomenal, é também o próprio Stephen Strange de corpo e alma.

O filme relata um incidente que muda totalmente a vida de um neurocirurgião bem-sucedido e egocêntrico chamado Stephen Strange, que após sofrer um sério acidente de carro, tem suas mãos seriamente atingidas, causando sua debilitação. Dr Strange apela para todas as técnicas possíveis da medicina tradicional, investindo toda sua fortuna, entretanto não obtêm êxito algum. Com isso, Stephen apela para um enclave chamado Kamar-Taj, que fica localizado em Katmandu, após descobrir um caso surpreendente de recuperação de um homem que havia ficado paraplégico que havia recorrido ao local. Uma vez lá dentro, o médico descobre que o local não se passa de um ambiente medicinal e sim de um ambiente que lida com forças míticas. Stephen tomado pela vontade de obter suas mãos de volta começa a treinar e com isso acaba adquirindo um completo fascínio pela mágica e com isso se envolve em uma luta contra antigos membros do enclave que utilizam a parte negra da magia, seguidores do vilão mítico chamado Dormammu.

O longa é completamente surpreendente, seus efeitos especiais são completamente impecáveis, nenhum mísero errinho passa percebido, foi tudo levemente bem cuidado, planejado e realizado, transmitindo uma perfeição para a finalização que deixa o espectador numa vibe alucinógena e bastante enérgica. Tal cuidado e excelência na construção dos efeitos colocou os Estúdios Marvel entre uma das apostas para o Oscar 2017 não somente como indicação, mas também como vencedora de sua primeira estatueta. Além dos efeitos, a maquiagem e o figurino encontram-se impecável, digno de aplausos devido a tamanho cuidado e realidade imposto. Se você não saiu da sessão de cinema com a sensação de ter ingerido algum tipo de entorpecente você com toda certeza não viu o filme direito e com toda a atenção necessária.

A história solo do doutor Stephen Strange virou nada mais, nada menos que o melhor e mais bem feito filme de super-herói dos últimos tempos, é um deleite para todos os fãs do quadrinho obter algo tão bem feito, uma vez que por mais que a Marvel tenha sempre sucesso em seus filmes, todos possuem uma mesma linha e uma mesma composição que prejudica muito a sensação de filme novo, história nova, novidade. Doutor Estranho foi exatamente a dose de novidade que a era dos super-heróis precisava para mostrar a todos os amantes de cinema que a era ainda está bem longe de acabar, uma vez que estão caminhando lado a lado com a tecnologia, usando-a de forma bem necessária a seu favor, com isso, as histórias jamais ficarão em suma ultrapassadas. O quê de Strange nos próximos filmes causará a recuperação de uma sensação gostosa e empolgante perante os próximos filmes, uma vez que em alguns momentos os mesmos adentraram uma fase crítica perante a mídia, deixando até mesmo no ar a chance de estarem próximos ao fim.

Os Estúdios Marvel obtiveram também um enorme sucesso ao fechar contrato com Benedict Cumberbatch que parece ter nascido unicamente para viver o personagem dos quadrinhos nas telonas, o gosto de quero mais que ele consegue impor em seu personagem é surpreendente e deixa todos os fãs antigos, novos e até mesmo os que ainda não são completamente extasiados e com os ânimos a flor da pele. Agora apenas resta torcer para muitas doses de Strange nos próximos filmes e que a produtora não deixe que o mesmo caia na mesmice igual com os demais filmes, o que causou um fim deprimente de um dos heróis mais amados, o Homem de Ferro.

Stephen Strange acaba de encontrar seu lugar ao sol, se tornando oficialmente um dos heróis mais amados não só pelos leitores de quadrinhos mais também pela mídia. Doutor Estranho obteve as melhores críticas do ano quando comparado aos demais filmes de herói tanto dos estúdios Marvel quanto dos estúdios da DC Comics, que varia de 3.6 a 4.6. A você que ainda não viu esse colírio para os olhos e deseja uma bela dose de emoção, ação e empolgação para o final de semana, o longa é com toda certeza a escolha certa e merece impreterivelmente ser visto tanto em 3D quanto em IMAX, uma vez que novamente, o estúdio superou diversos filmes destas tecnologias, já que o efeito realmente é bem colocado e causa o desejado, não estando lá somente para encarecer o ingresso e causar dores de cabeça.

Por Isadora Morandi