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Cinema brasileiro

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Rebeca Francoff, aluna de Cinema e Audiovisual do Centro Universitário UNA, foi selecionada para o Festival Lumiar com o filme "Dedico"

A estagiária do jornal Contramão, Rebeca Francoff, é uma das selecionadas para a mostra competitiva do festival Lumiar

Por Patrick Ferreira

A estudante Rebeca Francoff, do curso de Cinema e Audiovisual da UNA e estagiária do Núcleo de Convergência de Mídias, que edita as versões impressa e online do jornal Contramão, foi selecionada para o Lumiar, 5º Festival Interamericano de Cinema Universitário. Ela concorre na mostra competitiva com o filme “Dedico”, exibido na Mostra do Filme Livre 2018.

O festival é uma importante vitrine para realizadores latino-americanos de cinema que ainda estão na faculdade. Para Rebeca Francoff, exibir seu filme em uma mostra como o Lumiar é, além de algo importante para a sua formação, uma possibilidade de levar o seu olhar para mais espectadores, e, claro, fazer com que o filme “Dedico” seja visto.

O festival Lumiar, nas palavras de Rebeca Francoff, “instiga e motiva os alunos a seguirem em frente e acreditarem no cinema. Planta uma espécie de esperança na gente”, acredita.

Filme Dedico, da diretora Rebeca Francoff

Memória e afeto

A ideia do curta-metragem, como revela a diretora, partiu de um desejo de investigar e procurar conhecer o seu pai – que faleceu quando ela era ainda criança – através de materiais de arquivo. “Meu pai faleceu quando eu tinha 6 anos de idade e não pude conhecê-lo muito bem. A morte é, também, algo que mexe muito comigo”, expõe.

No processo do filme, Rebeca percebeu que a visão que tinha construído de um pai estava mais relacionada à figura de sua mãe, Ângela, e da avó, Lúcia, do que propriamente ao pai falecido.

“Quando comecei a pensar na minha vó e na minha mãe, nas nossas vivências e nas passagens do tempo, apesar de estarem naturalmente envelhecendo, senti uma força enorme. Eu consegui compreender melhor quem sou ao revisitar meu passado e memórias. Sozinha, passei dias passeando por todos esses afetos e o que sobrou deles. Senti melancolia e alegria. Minha vó topou na hora gravar o off para o filme. Apesar de achar que eu estava louca em convidá-la, embarcou com tudo”, rememora. “Esse filme, eu dedico à minha mãe e minha avó”, conclui.

Outros destaques

A relevância das produções do curso de Cinema e Audiovisual do Centro Universitário UNA se afirma nesta edição do Lumiar. O festival selecionou, no total, nove filmes produzidos por nossos alunos.

Na mostra competitiva, além de “Dedico”, de Rebeca Francoff, outas produções ganharam destaque como é o caso de “Alma”, de Augusto Brasil e Zenner Henriques, “Arteiro”, de Bruno Carvalho, “Diversas”, de Josiane Santos, “Salve Todos”, de Isabela Renault, “Super Estrela Prateada”, de Leonardo Branco, e, por fim, “Impermeável Pavio Curto”, aclamado na 51ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Os filmes “Favela em Diáspora”, dirigido por Gabriela Matos, e “Tá Tinindo”, de Bruno Sanábio, foram contemplados na mostra não competitiva.

 

 

 

Feito por:  Henrique Faria

No Brasil, o Cinema Nacional é comemorado no dia 19 de junho, data que homenageia o ítalo-brasileiro Afonso Segreto, o primeiro cinegrafista brasileiro que registrou imagens do nosso território em 1898, virando a seguir o filme: “Uma vista da Baía de Guanabara”. Desde então a sétima arte vem fazendo e sendo história no nosso país e para entendermos um pouco mais sobre a importância deste dia, o Jornal Contramão conversou com produtor, crítico e professor de cinema Ataídes Braga.

 

Jornal Contramão: Qual a importância do Dia do Cinema Nacional?

Ataides: Tem a importância, não necessariamente de uma data comemorativa, mas sim histórica, como uma espécie de certidão de nascimento e a partir daí vira uma necessidade de afirmação de todas as lutas desenvolvidas contra a hegemonia de cinematografias externas que em diversos momentos nos deixaram em uma posição de inferioridade e opressão.

Jornal Contramão: Estamos na Época de Ouro do Cinema Nacional?

Ataides: Sim e não, o cinema brasileiro é muito complexo, diversificado, do ponto de vista mercadológico, temos uma certa produção, majoritariamente comédias, que estão muito bem de bilheterias, mas existem muitos outros filmes que nem se quer são ou serão lançados.

Jornal Contramão: Quais as dificuldades de se fazer um filme independente hoje no Brasil?

Ataides: A ausência de uma política pública específica; falta de controle do mercado exibidor. Controlado ainda  hoje,  pela majors americanas; dificuldade, mesmo quando feitos, não conseguem distribuição e exibição, quase todas voltadas para filmes de mercado.

Jornal Contramão: Vemos cada dia mais faculdades abrindo o curso de CINEMA, quais seriam os benefícios e malefícios disso?

Ataides: A formação teórica e prática é fundamental, mas nem sempre essas faculdades tem professores capacitados e quando os tem, não tem a liberdade criativa para desenvolverem projetos que possam pensar o cinema. Eles só reproduzem o mesmo tipo de filmes e possibilidades que já estão saturados por aí.

 

Começa hoje, 23, a 18ª “Mostra de Cinema de Tiradentes”, evento mais esperado pelos amantes da sétima arte. Ao todo, 128 filmes representaram 16 estados brasileiros durante toda a mostra, além dos filmes, oficinas, seminários com bate-papo, ocorrerá lançamentos de livros e DVDs entre outras atrações.

A edição 2015 irá homenagear a atriz paraense Dira Paes, em reconhecimento aos 30 anos de carreira da artista nas telas do cinema. Paes, que participa do filme “Órfão do Eldorado”, do diretor Guilherme Coelho, estará presente na estreia do filme que oficialmente abrirá o evento.

Com o tema “Qual o lugar do cinema hoje?”, 27 debates e 20 bate-papos que integram a série: “Encontro com a crítica, o diretor e o público”, acontecerão no decorrer das duas semanas. O público infanto-juvenil também tem programação garantida com a Mostrinha de Cinema, que tem como objetivo formar novas plateias e novos públicos para o cinema brasileiro.

O evento irá promover uma temporada de atividades culturais. Ao todo serão 10 oficinas de formação com a oferta de 270 vagas, 10 lançamentos de livros e Dvds, cortejo e teatro de rua, performances audiovisuais e intervenções artísticas. A programação vai até 31 de janeiro, e é totalmente gratuita.

Texto: Felipe Chagas/ Foto: Divulgação

O cinema brasileiro está em cartaz e nessa segunda-feira, 10. O Cinemark apresenta a 15º edição do Projeta Brasil. Durante todo o dia a rede de cinemas se dedicará a exibição de filmes nacionais, ao todo, serão projetados 38 filmes em 528 salas de cinemas de 68 cinemas da rede no país.

As sessões estarão com preço diferenciado devido ao evento e cada ingresso custará R$ 3. Dentre os filmes escolhidos, econtram-se “Hoje Não Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, que estará concorrendo ao Oscar 2015. Também serão exibidos a animação em stop-motion “Minhocas”, “Trash – A Esperança vem do lixo”, “Tim Maia”, entre outros.

Cota de Tela

Os cinemas são obrigados a exibir filmes brasileiros. Para isso criou-se a Cota de Tela que é uma normatização definida pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) para os cinemas no Brasil. O Decreto Nº 8.176, de 27 de dezembro de 2013 define que cada rede de cinema deve exibir no mínimo 60 diárias nacionais por ano com títulos diferentes. Assim, nessa segunda-feira a Cinemark coloca em exibição os títulos brasileiros também para cumprir o que determina esse decreto.

Entretanto, a ideia da exibição de filmes brasileiros passa por um incentivo à procura por filmes nacionais nos cinemas, mas não é o mais eficiente. “Ao colocar os filmes numa segunda o público será pequeno”, explica Joana Soares, cineasta e advogada, que desenvolve pesquisa sobre as cotas de tela no Brasil. “Não tem tanta repercussão”, acrescenta.

Ainda de acordo com Soares, o que falta para o Projeta Brasil ser mais eficiaz na difusão do cinema brasileiro é a Ancine fiscalizar mais efetivamente as salas de cinema quanto ao cumprimento da Cota de Tela. O uso de novas ferramentas, como as mídias sociais ajudaria nessa tarefa, de acordo com a cineasta.

As exibições estão acontecendo ao longo dessa segunda-feira. Em Belo Horizonte o Cinemark corresponde as salas de cinema do BH Shopping, Pátio Savassi e Diamond Mall. Com o término das exibições, a programação retorna a como estava, e filmes como “Trash – A Esperança vem do Lixo” e “Na Quebrada” continuam em cartaz. Veja abaixo quais filmes estarão em cartaz durante o 15º Projeta Brasil.

Filmes em exibição:

Até que a Sorte Nos Separe 2

SOS – Mulheres ao Mar

Os Homens São de Marte… E É Pra Lá Que Eu Vou

Amazônia

Vestido Para Casar

O Candidato Honesto

Tim Maia

Made In China

Confissões de Adolescente

Alemão

Copa de Elite

Getúlio

Não Pare na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho

Trash – A Esperança Vem do Lixo

Muita Calma Nessa Hora 2

Quando Eu Era Vivo

Jogo de Xadrez

Entre Nós

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

Confia em Mim

A Grande Vitória

Praia do Futuro

Do Lado de Fora

O Lobo Atrás da Porta

Meninos de Kichute

Riocorrente

Causa e Efeito

A Onda da Vida – Uma História de Amor & Surf

O Menino e o Espelho

Sobrevivi Ao Holocausto

A Oeste do Fim do Mundo

De Menor

Lascados

Isolados

A Pelada

O Duelo

Na Quebrada

Até que a Sbornia nos Separe

Texto: Umberto Nunes

Foto: Divulgação: Trash – A esperança vem do lixo.