Jornal Contramão

Entrega da taça para a equipe do Atlético-MG. Foto/Divulgação: Pedro Soares.

Com recorde de público no Mineirão, a partida teve empate nos minutos finais do segundo tempo e terminou com a vitória do time Alvinegro

Por: Júlia Garcia e Pedro Soares

Pelo terceiro ano seguido, o Clube Atlético-MG conquistou o título de campeão mineiro no futebol feminino. O jogo que concedeu a vitória para as Vingadoras ocorreu neste sábado (19), no Gigante da Pampulha, tendo disputa decidida por pênaltis e fortes emoções, além de apoio por parte das duas torcidas. 

Primeiro tempo de ‘quase’ gols

O jogo iniciou às 11h, tendo como mandante o Cruzeiro. No primeiro tempo, a equipe Celeste teve mais chances e predomínio da bola. As Cabulosas trouxeram ânimo para a torcida com vários chutes ao gol e passes certeiros, que não foram o suficiente para a bola sacudir a rede nos primeiros 45 minutos da partida. O time pressionou no ataque enquanto a equipe adversária priorizou a defesa. 

Quem teve uma grande chance de mudar o placar do jogo foi Mari Pires, a camisa 10 do time Celeste. A meio-campista teve oportunidade de fazer um gol no primeiro tempo, mas não contava com a rapidez e agilidade da goleira Nicole, da zaga Atleticana.

Nos minutos finais do primeiro tempo, as Cabulosas não desistiram de conquistar o primeiro gol. A zagueira Korina, mirou de cabeça e lançou a bola para o gol. Mas Karol Arcanjo, zagueira do Atlético, defendeu, também de cabeça, e impediu a chance do time rival de abrir o placar do jogo. Embora tenham tido boa defesa, o time Alvinegro não conseguiu boas jogadas de ataque e finalizações.

Primeiro tempo do jogo. Foto/Divulgação: Pedro Soares.

Segundo tempo e o empate

No segundo tempo, o cenário foi diferente. Ambas equipes lutaram pela posse da bola e para uma possível abertura no placar. 

Nos primeiros 12 minutos de jogo, a equipe atleticana teve uma chance, mas a goleira Taty Amaro, do Cruzeiro, defendeu rapidamente.

Durante a partida, as atacantes celestes, Marília, Vanessinha e Mariana Santos, tiveram oportunidade de chegar perto do primeiro gol, mas a bola não balançou a rede. A lateral esquerda do Atlético-MG, Katielle, fez um bom cruzamento, mas a bola passou de raspão e não alcançou o ataque do time do Galo.

Segundo tempo do jogo. Foto/Divulgação: Júlia Garcia.

Aos 42’ do segundo tempo, a meio-campista Jayanne fez um excelente cruzamento para Nath Fabem, atacante Alvinegra, que conquistou, assim, o primeiro gol no jogo do clássico mineiro. 

A torcida atleticana vibrou e cantou mais alto, comemorando a até então vitória, mas, a equipe Celeste não desistiu. Antes dos acréscimos, a meio-campista Mari Pires, que também teve chance no primeiro tempo, marcou o gol de empate. 

Os minutos de acréscimos foram tensos, tanto para as torcidas, quanto para as equipes. As jogadoras lutaram para virar o placar, porém, não teve outro jeito, a disputa foi para os pênaltis. 

Decisão nos pênaltis

O placar de 4×1 nas cobranças de pênalti, garantiu a taça para o time do Atlético-MG. Após a última marcação, as jogadoras Alvinegras correram para celebrar a vitória garantida pelo terceiro ano seguido. Todos da equipe vibraram com a conquista da taça.

Mascotes e torcida do Cruzeiro. Foto/Divulgação: Júlia Garcia.

A equipe do Jornal Contramão esteve presente fazendo a cobertura do jogo e registrou de dentro do campo a cobrança decisiva do pênalti que deu às Vingadoras o título mineiro. Confira!

A final do Campeonato Mineiro Feminino de 2022 registrou 7.829 torcedores neste ano. Bateu recorde de público numa final feminina em comparação com a final de 2021, que registrou 3.212 presentes. Naquela ocasião, o jogo contou com torcida única, sendo apenas a do clube Celeste. E neste sábado, o Mineirão recebeu duas grandes torcidas que dobraram o número de público presente. 

Lindsay Camila, treinadora do Clube Atlético-MG, em conversa com a nossa equipe, explicou a importância da torcida na campanha do time. Ela ressalta a imensa felicidade com a vitória e elogia a torcida do clube, que fora o jogo, deu também um show à parte. “O futebol feminino é uma realidade no Brasil e com a torcida atleticana, é realidade em Minas Gerais”, diz. 

Treinadora Lindsay Camila. Foto/Divulgação: Júlia Garcia.
Treinadora Lindsay Camila. Foto/Divulgação: Júlia Garcia.

novembro azul
Novembro azul ( Internet divulgação )

Por Matheus Dias 

Hoje, 17 de novembro, é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, a campanha ‘Novembro Azul’ que acontece nesta data é internacionalmente conhecida por dedicar todo o mês ao combate da doença. O movimento teve origem na Austrália em 2003 com objetivo de chamar a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças que atingem a população masculina e no Brasil  foi comemorado pela primeira vez em 2008. 

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde,  depois do câncer de pele não melanoma, o câncer mais comum entre homens, sendo 29% dos diagnósticos, é o de próstata. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) mais de 65 mil novos casos são esperados em 2022. 

O Dr. Bernardo Geoffroy, médico urologista, destaca a importância da campanha e diz que as ações e campanhas como a do Novembro Azul estimulam o homem a procurar os consultórios: “Ainda é um tabu na sociedade, que é machista, mas vem caindo aos poucos. Esse tipo de

Dr. Bernardo Geoffroy, médico urologista
Dr. Bernardo Geoffroy, médico urologista. ( Foto: Arquivo pessoal )

iniciativa ajuda a acabar com o tabu, a gente vê isso na prática, os pacientes buscam consultas por causa das campanhas”. 

PREVENÇÃO 

A busca do homem a um consultório médico para consultas e exames em geral é bem menor comparado à mulher, comenta o urologista. A ida periódica para realizações de exames e ter um estilo de vida saudável coopera para que se não tenha câncer na próstata, já que não tem uma medida milagrosa para prevenir, mas o diagnóstico mais precoce possível é essencial para que se não avance.  O tabagismo, excesso de álcool, dieta rica em gordura animal, obesidade e sedentarismo aumentam o nível do câncer na próstata. 

O Dr. Geoffroy destaca a recomendação da Sociedade Brasileira de Urologia de se fazer o rastreio do câncer de próstata a partir de 45 anos  para o grupo de fatores de risco e aos 50 sem os fatores, que também comenta de receber pacientes com uma idade menor em busca do exame: “vemos na prática nos consultórios a preocupação de pacientes já  aos 40 anos”. 

FATORES DE RISCO

Os pacientes com fator de risco são os que tiveram familiares de primeiro grau com a doença (pais e irmãos), sobrepeso e obesidade e a população negra. Questionado sobre o motivo da população negra estar nesse fator de risco, Dr. Bernardo nos diz que “se tem uma série de estudos, mas nada definido. É uma população com incidência maior e a doença é mais agressiva, por isso é importante ter um olhar mais cuidadoso”. 

SINTOMAS 

Por ser uma doença assintomática, quando surge algum sinal já está avançado. Os principais sintomas são: 

  • Presença de sangue na urina e/ou esperma; 
  • dificuldade de urinar; 
  • jato urinário fino;
  • frequência na vontade de urinar;
  • dor ósseas. 

 

EXAMES E TRATAMENTO

O Toque Retal é o exame físico que se faz a avaliação do tamanho e textura da próstata, é o famoso exame carregado de resistência e machismo, mas o Dr. Bernardo Geoffroy avalia que se tem diminuído o preconceito e medo dos homens. Também existe o exame de sangue – Antígeno Prostático Específico, o PSA, que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata e que consegue identificar também outras doenças na próstata. 

Dr Geoffroy destaca que os exames são complementares e  após a identificação de alguma alteração nos exames, se faz uma biópsia da próstata, que somente assim se tem um diagnóstico final.  

“O tratamento depende de uma série de fatores, como idade do paciente, se o paciente tem doença associada, o que ele deseja e espera do tratamento e o estágio da doença”, conta o urologista. Pacientes com tumor muito pouco agressivo podem tentar uma vigilância ativa, que é acompanhar o paciente de perto com exames seriados e identificar a hora que esse tumor está avançando para tratar de forma definitiva. Pacientes com risco maior a indicação é a radioterapia ou cirurgia. Os tratamentos são oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Professores e estudantes da Una durante o Minas Trend. Fonte: Divulgação Una

Por Keven Souza

Durante 02, 03 e 04 de novembro, estudantes dos cursos de Moda, Jornalismo, Cinema e Audiovisual da Una, marcaram presença na 28° edição do Minas Trend que aconteceu no Minascentro em BH. O maior salão de negócios da América Latina, promovido pela FIEMG, contou com palestras, lives e workshops gratuitos, tanto na modalidade remota quanto presencial, e recebeu novamente os alunos que ampliaram suas experiências com o mercado, a partir da parceria Una e FIEMG

Tal parceria possui o objetivo de encurtar a ponte entre universidade e indústria, proporcionando uma formação diversificada para o aluno. É o que destaca a professora de moda da Una, Gabriela Penna. “Aproximar a indústria da universidade coloca o aluno da Una em contato com marcas, fornecedores, profissionais do segmento em um aprendizado transformador. É a porta de entrada para os futuros profissionais do mercado, por meio de vivências exclusivas, ricas e formativas”, afirma. 

Formada por uma equipe multidisciplinar, os alunos experienciaram na prática o exercício de suas futuras profissões. A Comunicação Social ficou por conta da cobertura do evento, ao lado da assessoria do Minas Trend, e a Moda teve o ensejo de produzir, novamente,  um editorial de moda completo com peças dos expositores presentes no salão.

O editorial trabalhou com o conceito da comemoração dos 15 anos do Minas Trend. Nesta edição, o tema desenvolvido foi o Fashion Heritage, proposta ao qual está alinhado o conceito de herança. De olho na celebração desse legado, o plano de styling propôs traduzir em imagens a história do evento para a moda mineira, a afetividade e construção de um legado de anos de salão de negócios. 

Experiências únicas 

Larissa Raydan, aluna de Moda da CDU, conta como foi participar do editorial. Ela desenvolveu atividades relacionadas à produção no backstage. “Participar me proporcionou uma experiência mais profissional da carreira de modelo, que é algo que já trabalho e estou inserida no mercado. Estar no Minas Trend, me colocou em contato com um material exclusivo. Que me trará muita visibilidade e credibilidade dentro da minha carreira”, comenta. 

Para Carla Oberhofer, aluna de Cinema que esteve na produção de conteúdo, a convergência entre marcas, alunos e empresas, contribuiu para desenvolver visão ampla sobre sua área de atuação. “Me ajudou a enxergar como funciona realmente o trabalho. Tirar foto ou gravar um vídeo não é algo simples, é preciso saber o que você vai fazer. Assim, estar ali foi algo muito novo, pois era minha primeira vez no Minas Trend, mas foi uma experiência diferenciada”, pontua. 

Já a estudante de Jornalismo, Caroline Constance Ragi Zuppo, ‘vestiu’ a camisa de assessora e acompanhou de perto a rotina enquanto jornalista. “Foi bem legal! Eu fiquei apaixonada pela quantidade de expositores e também pelas tendências. Entrei no Jornalismo para trabalhar com moda, então foi muito gratificante para mim poder estar no meio desse evento. É um evento que faz brilhar os olhos de quem gosta de moda. Atuar na minha área então nem se fala, perdi o medo e o receio que tinha sobre entrevistar e consegui produzir conteúdos bem legais”, diz. 

Como foi a 28º edição do Minas trend

Em novo local, o maior evento da indústria da moda mineira debutou novas tendências para Outono/Inverno 2023 e movimentou cerca de R$20 milhões em negócios, com o mote “A Moda no Centro”. 

O Minas Trend reuniu os segmentos de vestuários, jóias, bolsas, calçados e bijuterias ao longo dos três dias de evento. Apresentou, ainda, nos largos corredores do Minascentro, o melhor da produção local com a moda global, celebrando 15 anos de empreendimento. E para o público final mostrou como funciona a indústria criativa a partir de palestras, lives e workshops. Fechando com chave de ouro mais uma edição bem sucedida. 

Pré-venda começou em 11 de outubro e se termina neste dia 10 de novembro

Por Keven Souza

Termina nesta quinta-feira (10) a pré-venda do livro de poemas, “O que eu tinha de mais bonito”, da estudante de Publicidade e Propaganda da Una e mineira de Belo Horizonte, Larissa Medeiros. Amantes de poema poderão adquirir antecipadamente a versão física da obra que apresenta temas como amor, perda, sexo e cura, e retrata sentimentos que envolvem as grandes paixões. O livro está disponível na Editora Letramento e você pode adquirir o seu no link. 

Com 84 páginas, o livro, que é a estreia literária de Larissa, é recheado de emoções, encantamentos, dores e erotismo em forma de diferentes poemas. É o que explica a mais nova autora. “Se você já se apaixonou, já viu alguém ir embora da sua vida ou se sentiu completamente só dentro de si, eu garanto que você deveria dar uma chance para o que meus poemas têm a compartilhar com você”, diz. 

Em conversa com nossa equipe do Contramão, ela conta como foi a construção da obra. “É uma coletânea de textos que escrevi ao longo de vários anos, eles são sobre diferentes fases e sentimentos. Nunca tinha pensado nos meus poemas como um livro, mas quando reuni o que

Larissa Medeiros, publicitária e agora escritora. ( Arquivo Pessoal )

eu tinha de mais bonito para enviar para a editora, vi que eles tinham temas em comum e que conversavam entre si”, pontua. Medeiros comenta, ainda, que está realizada com seu recente trabalho. Poder dizer que sou autora, que este agora também é meu trabalho, é sem dúvida a minha maior realização”, conclui. 

A expectativa começar o envio das versões físicas após o encerramento da pré-venda e para o “O que eu tinha de mais bonito” cair no gosto popular é a melhor possível, de acordo com Larissa. O que mais quero viver é essa troca, esse momento de sentar e conversar sobre os trechos preferidos dos leitores, de compartilhar ideias, sentimentos e dividir o peso de já ter passado por aquilo. A minha expectativa é de que os leitores possam encontrar companhia e um pouquinho de si mesmos”, ressalta. 

Apoie novos escritores

Sinta-se imerso no universo literário! Compre, compartilhe e divulgue o mais novo trabalho de Larissa Medeiros.O livro está disponível na Editora Letramento e você pode adquirir seu no link.

Larissa Medeiros, publicitária e agora escritora. ( Arquivo Pessoal )

 

A partir de 11 de novembro será possível encontrar tanto a versão física, quanto a versão on-line – com início previsto para fevereiro –, por meio das principais livrarias e plataformas. Como Amazon, Kobo, Leitura, Travessa, Google Play, Ibooks, Livraria da Vila, entre outros.  

Por Keven Souza

No último sábado (29), aconteceu a premiação da 2° edição do Concurso de Interiores da Una Região Metropolitana e BH na Una Aimorés. Foram mais de 50 equipes inscritas, que envolveram um total de 100 alunos da instituição. O evento foi organizado pelo laboratório de arquitetura da Una Fábrica (NAU), com apoios dos professores, e contou com coffe break para os presentes logo após as premiações aos vencedores, onde marcaram presença coordenadores de cursos, educadores, empresas parceiras, além de convidados.  

O Concurso de Interiores da Una RMBH fomenta vivenciar a experiência de um projeto feito do zero, com todos os processos de um case real. É o que explica Ana Karolina Oliveira, líder do laboratório responsável pelo evento. “Desafios como esse, provocam nossos alunos positivamente e ajudam a complementar a formação e crescimento de cada um. Os problemas reais de uma planta com restrições construtivas, fachada preservada e claro, o tamanho de residências tangíveis, tornam a experiência ainda mais enriquecedora. Além disso, o briefing primoroso proposto pelo cliente convidado, que trouxe consigo desafios que iam de um extremo ao outro, foi pensado para despertar a criatividade e aguçar a aplicação de técnica”, afirma. 

Novos desafios nesta edição

A proposta era atender um cliente solteiro com demanda de um projeto de interiores, ao qual possuía gostos inusitados e exigências desafiadoras. Raphael Paulino, economista, foi o cliente desta segunda edição. Ele conta que almejava um projeto de interiores fora da curva, não bidimensional e muito diferente do comum. 

“Somos uma esfera com polos, nuances, curvas e gostos diferentes. Tentei trazer um pouco disso no briefing, pedia algo muito inusitado no quarto ao mesmo tempo queria uma área voltada para a espiritualidade. Aí eu que sou professor de Economia, que faz aula de canto, queria um quarto acústico onde pudesse praticar os ensaios. Em paralelo sou goiano e gosto de fazer churrasco, logo pedi um espaço externo para receber amigos em casa. Isso tudo foi um desafio para os meninos desenvolverem os projetos, mas em todos eles vi um pouco de mim. Foi gratificante receber projetos que extrapolaram a criatividade e o design de interiores. Espero poder aplicar um dia”, comenta Raphael. 

Embora o Concurso de Interiores seja uma competição, não há estímulo para rivalidade. A ideia principal é o aprendizado técnico e prático de conceitos absorvidos em sala de aula.  Bem como, a construção de portfólio e network para além dos muros acadêmicos. Dito isso, nesta segunda edição, três parceiros apoiaram o concurso: Loja Elétrica, Escola Desenhar e Escritório Aliás Arquitetura. O concurso também contou com uma banca de júri técnico que avaliou criteriosamente cada projeto de interiores. 

Para Thalita Mattos, professora da Una, que participou como jurada, os alunos conseguiram superar as expectativas não só do cliente, como também dos jurados técnicos. “A nossa preocupação sempre foi, de fato, de serem coisas além de lindas, nada executáveis. Nós, que temos um olhar técnico, queríamos projetos maravilhosos, porque sabemos o potencial deles. Mas gostaríamos de ter certeza que quem saísse premiado teria um projeto pronto para sair pra obra. E conseguimos isso!”, explica. 

De 50 inscrições a 5 finalistas 

Ashley Coimbra de Assis Lino e Daniela Cristina Felix Andrade foram as alunas de Arquitetura e Urbanismo que conseguiram emplacar os requisitos desejáveis para se colocarem em primeiro lugar na disputa. Com o projeto Liberté, levaram para casa dois tabletes, duas luminárias da Loja Elétrica, curso de iluminação do Escritório Aliás Arquitetura e 100% de bolsa em qualquer curso da Escola Desenhar, além de certificado de participação e mimos da Una. 

Segundo Dani, esse tipo de iniciativa é de suma importância na sua vivência acadêmica enquanto estudante. “O concurso de interiores na Una, abre muitas possibilidades, uma delas, são as experiências adquiridas durante o andamento do projeto. As pesquisas e as inspirações são fundamentais para propor o layout de acordo com o briefing do cliente. Fora os desafios encontrados durante o percurso, ao qual aprimoramos as técnicas arquitetônicas, detalhamentos e demais áreas”, diz. Já Ashley, sua parceira, disse à equipe do Contramão, que o diferencial do seu projeto foi o detalhamento e soluções entregues no projeto. “Acredito que o principal diferencial foi a quantidade de pranchas de detalhamento que nós entregamos, além de termos seguido o briefing de forma muito fiel e criado soluções inovadoras”, pontua. 

Lado a lado a dupla, Renata Érika Nunes Figueiredo e Josiane Aparecida Ferreira formaram o segundo lugar na classificação, promovendo uma disputa acirrada na decisão. Elas contemplaram duas Alexas, o curso de iluminação do Escritório Aliás Arquitetura e 100% de bolsa em qualquer curso da Escola Desenhar. 

Já em terceiro lugar, ficaram João Victor Vidal Almeida e Daniella Balbino Praes Silva. Eles ganharam duas trenas a laser, como também o curso de iluminação do Escritório Aliás Arquitetura e 100% de bolsa em qualquer curso da Escola Desenhar. 

Fechando o pódio desta temporada, as menções honras foram dadas à Camila Oliveira Campos, Debora Rayane Arantes Barbosa, Lucas Martins Liz Lage e Sabrina Lopes Dias Faria. Ambos brilharam na disputa e receberam também o curso de iluminação do Escritório Aliás Arquitetura, além de 100% de bolsa em qualquer curso da Escola Desenhar.

Clique aqui e veja as fotos do projeto!

 

brecho

Por Keven Souza 

Consumo consciente, esse é um conceito que se tornou uma tendência comportamental e se fixou tanto na realidade social das pessoas que saiu do posto de efemeridade e hoje é assunto sério, corriqueiro e mais do que necessário.

Ao falarmos do universo fashion, a ideia de usar tecidos pensando no impacto ambiental ganha ainda mais força. A indústria da moda é uma das mais rentáveis do mundo, ao mesmo tempo em que é a terceira no ranking de poluição.

Partindo dessa premissa é fácil concluir que, atrelado ao consumo consciente, a sustentabilidade também está no foco da atualidade à medida que a indústria têxtil se desenvolve e corrobora para mais poluição e estragos deixados para o planeta. Dito isso, acredito que a maneira mais responsável de se fazer roupa na hoje em dia é não fazendo.

Se pararmos para pensar no volume de peças já existente em todo o mundo e nas que ainda estão por serem produzidas, a certeza disso logo chega. É lógico que parar a indústria têxtil por completo ainda é uma utopia, mas existem algumas medidas que, enquanto consumidores, podemos adotar a fim de fazer desse modo de produção algo mais justo e sustentável. 

Uma dessas medidas é optar por comprar peças que já circulam por aí a mais tempo, tal qual como as peças que encontramos em brechós. Os brechós vêm ganhando espaço entre os consumidores do fast fashion – modo de fabricar roupas em grande escala – por proporcionarem uma experiência de compra diferente. 

Numa loja convencional, como C&A, Renner e Youcom, por exemplo, temos a dimensão do que encontraremos ao entrar: peças feitas de acordo com as tendências, separadas por sessão de gênero ou tamanho de corpo, estilo e por aí vai. Já no brechó, ao comprar uma roupa de reuso você se permite dar à uma peça uma visão atualizada (ou não), construir um olhar apurado para garimpar – prática de achar peças novas e em bom estado de uso – , e consumir de maneira mais consciente, que é um trabalho processual e delicioso.

Hoje, não é muito difícil encontrar brechós nas ruas, em feiras locais de moda, além de nas redes sociais, que é onde muitas delas se encontram na atualidade. O burburinho das redes é um dos fatores que têm ajudado os brechós a reconquistarem um lugar no coração dos consumidores. 

Se quer uma prova de que ser um consumidor de brechó é, quase, uma tendência comportamental, a geração Z, que hoje é o grupo consumidor mais estimado pela indústria, é a prova de que ser um consumidor de brechó é, quase, uma tendência comportamental. Isso porque, eles vêm trazendo esse novo olhar para as compras e têm se mostrado uma parcela exigente quando o assunto é consumo consciente ou sustentabilidade. 

Dito isso, utilizar o que já foi do outro não cabe mais a ideia sobre o que é velho. Ser consumidor de brechós é, no entanto, uma forma encantadora de levantar a bandeira de uma moda mais sustentável e também de dar continuidade a histórias e narrativas através das peças. Por isso, se permita ser também um percursos disso e venha fazer parte de uma sociedade mais responsável.