O Relato Mais Real Que Já Ouvi….

O Relato Mais Real Que Já Ouvi…[Qualquer semelhança é mera coincidência].

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Por Rúbia Lisboa – Pois é: Sou Mãe – Parceira Contramão HUB

Quando ouvi este relato, tive que correr para transcrever:

[Qualquer semelhança é mera coincidência].

Minha vida até aqui foi igual à de toda mulher cuja sociedade julga normal: nasci, cresci, estudei, trabalhei, casei, formei, engravidei, trabalhei, tive filhos, sai do trabalho e fim.

Fim!

Fim, pois, a partir do momento que você faz a escolha de se dedicar aos filhos e a família, sua vida SEGUNDO A SOCIEDADE perde a validade.

Não interessa se você tem outros anseios, sonhos ou realizações.

É assim que me sinto: com a validade vencida.

A mesma sociedade que na teoria, evoluiu tanto e defende o FEMINISMO é a mesma que te apunhala e lhe enterra viva.

Se você não é independente, não tem grana e ou não está sob o controle da situação na qual vive, você perde a validade.

Dona de casa é coisa da idade media (até que esta parte realmente eu não gosto de ser).

Trabalhar em casa?

Só tem valor se a conta bancária estiver cheia.

Não, não está!

E mesmo que você se sinta feliz ou realizada perante outras coisas que não seja especificamente o dinheiro, isso não interessa.

E ai você vai vivendo anônima, sem nenhum valor.

Para completar tem a sogra (ou a mãe, avó, madrasta ou sei lá quem mais) que não perde a oportunidade de jogar na sua cara que você é um nada, está atoa o dia inteiro (como só vivesse assistindo Sessão da Tarde e Casos de Família) e ainda intromete na criação de seus filhos.

Filhos!

Que hoje em dia te vence na pirraça e se você cogitar dar umas palmadas o vizinho ou qualquer outro infeliz que não tem nenhum direito de se intrometer na sua vida chama o conselho tutelar, o exercito, a TV e lhe julga como a errada no momento em que você tentava dar o mínimo de educação para a cria e joga na privada toda a sua autoridade.

Enfim, chega o marido e o mínimo que você espera é um afago, um “como foi o seu dia”.

Mas, ele é o macho alfa!

Está trabalhando pesado para segurar as contas “sozinho”, tem que ver o futebol para relaxar do dia cansativo que teve, o dialogo entre vocês é sobre as dividas, problemas e ponto.

Para finalizar, esteja disponível: “quero lhe usar”!

E sem nenhuma demonstração de afeto ou carinho ao longo do dia, afinal mulher já fala demais sobre coisas que ele está cansado de ouvir, chegou a hora de HONRAR com seu papel de esposa.

Pois, como diz a mãe, a sogra, a vó ou vizinha, daqui a pouco ele encontra outra na rua.

Segura este homem minha filha!

Não importa se você teve um dia bom ou não, esteja sempre disponível e viva o orgasmo fingido.

Boa noite, e amanhã tudo se repete…..

E você se frustra, se arrepende, chora sozinha, ninguém te compreende.

Quer desistir…

Quer sumir…

Só quer ser feliz.

Mas, felicidade minha cara, não diz respeito às suas escolhas e sim ao que lhe condenam a fazer.

E engole este choro e as perguntas idiotas do tipo “você não quer trabalhar?”, “estudou para quê?”, “o que você fez hoje?”…

Contente-se com o pouco, com a faxina na casa de família (não desmerecendo), em olhar o filho da senhora rica (que vai fazer panelaço nas ruas com a camisa da seleção, enquanto você segue atrás empurrando o carrinho do bebê) e esqueça seus sonhos, pois, sonhos não pagam as contas.

Sonhos só trazem desilusão.

Vá ser mais uma como todas as outras: bata seu ponto, pague as contas, seja boa esposa, filha, mãe e fim.

Morra sem se orgulhar de si mesma e se enquadre nesta vida mesquinha.

(…)

 

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