Música

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Ser otimista em tempos difíceis é uma dádiva tão especial quanto ter inspiração na falta de esperança.

Por Ana Clara Souza e Gabriel Almeida

Desde março de 2020, diversos países enfrentaram crises em diferentes áreas devido às consequências causadas pela pandemia da Covid-19. Muito se falou nos problemas da saúde, da educação e da economia. Mas, esqueceram que a cultura, principalmente, os artistas independentes ficarão desamparados e sem trabalho durante o período de isolamento social. 

Embora aqui no Brasil, o governo buscou auxiliar economicamente quem vive da arte independente – através da Lei emergencial Aldir Blanc – 14.017/2020 – a situação ainda é crítica. Além da produção que demanda tempo, esforço e investimento, a cultura necessita de distribuição para ter seu retorno financeiro e o reconhecimento. 

Mas, as dificuldades não estão apenas no que diz respeito aos problemas trazidos pela covid, é muito além. Existe um processo cansativo e burocrático que está ainda mais difícil, pois as possibilidades que existiam para que os artistas pudessem apresentar seus projetos, foram canceladas ou restringidas, e isso gera um impacto direto em quem depende disso para que o seu trabalho tenha reconhecimento. 

De acordo com o integrante do grupo de rap, Contramão Records, Nik, a pandemia tirou uma das maiores armas da cultura Hip-Hop, a batalha de rima, com presença de público.  “O computador não capta emoção espiritual”, afirma. Artistas do mundo inteiro estreitaram relações com o “novo normal”, mas sentem falta da energia corporal dos trabalhos presenciais.

Grupo Contramão Records  Fonte: arquivo pessoal

Isso nos ajuda a levar a discussão para outro ponto relevante, que é a alma da concepção de qualquer obra artística, e a principal pauta desta reportagem: a inspiração. Em tempos desesperançosos como esses que temos vivido, para uma classe que já não possuía uma estrutura fixa, agora, ainda mais desestabilizada, ter alento é resistir.

As esporádicas políticas públicas, nunca foram o suficiente para manter o sustento de artistas independentes, que detém jornadas triplas, para sobreviver, e atualmente, mesmo com auxílios governamentais, muitos não foram contemplados, trazendo um baixo entusiasmo no fazer artístico. Tem como ter esperança?

Para o Contramão Records, sim! O grupo tirou forças e dinheiro (da onde não tinham), e decidiram morar juntos, criar um Home studio, e começar a produzir, além das suas músicas, artistas, trilhas sonoras, entre outros. A ideia que eles tinham no começo, era viver apenas da música, e ter mais tempo para se dedicarem, porém, tudo tomou uma proporção muito maior, e hoje, além de microempreendedores, eles fomentam a cultura na cidade metropolitana de Belo Horizonte, onde nasceram e foram criados, Ribeirão das Neves, e pontuam com veemência que, a união sempre faz a força, como cantam em outras palavras, na música escrita juntamente com outro artista independente, Pedro Ezos, “Valeu a luta”: “Sei que nem tudo na vida vai dar bom pra nós. Mas nóis tá junto, e isso já valeu a luta!”. 

Sem dúvidas a arte tem sido afetada com todo esse processo. Resistir ao caos é uma tarefa árdua, mas que muitos artistas têm dado inspiradores exemplos de como seguir em frente com “as mãos atadas”. Por mais que o governo tenha expressado o recurso da Aldir Blanc, muitos ainda precisam ser atingidos e terem seus direitos colocados em prática.

Pois, se o auxílio é para todos, é importante que cada artista que quiser receber esse auxílio o receba.

Mas o que é a Lei Aldir Blanc?

Desde junho de 2020, o governo federal decidiu criar uma lei que pudesse trazer auxílio emergencial para os envolvidos na área da arte, visto que no contexto da pandemia, tudo mudou e as rotinas dos artistas passaram por drásticas mudanças. A lei previa a distribuição entre os auxiliados de um valor de 3 bilhões de reais que seriam distribuídos entre os estados e municípios brasileiros.

Em maio de 2021, em Minas Gerais, a Secretaria de Cultura do estado divulgou que 7.113 dos 7.173 projetos em espera pelo pagamento do auxílio haviam sido feitos, confirmando que 99,17% do total de auxiliados teriam sido atingidos.

A lei recebeu esse nome em homenagem ao letrista e compositor carioca, Aldir Blanc Mendes, mais conhecido como Aldir Blanc, que faleceu em 4 de maio de 2020.

Com todo esse contexto em vigor, é possível perceber a movimentação do fazer artístico em movimento para que a produção da arte não deixe de existir, e mesmo que afetada de muitas formas pelo isolamento e distanciamento, ainda possui a belíssima capacidade de se adaptar e de, além disso, protestar a favor do que é preciso ser dito, como a valorização do artista e de sua e de como ambos são extremamente importantes para que um país, como o Brasil, rico em cultura e costumes, possa ter em sua História um povo que lutou e continua diariamente a lutar a favor da arte e da preservação do que se tem, mesmo em momentos onde a esperança parece desvanecer e se perder. E na união dessas pessoas, o movimento resiste e mostra o seu poder, avançando em ordem de batalha para um futuro que quer brilhar e, acima de tudo, lutar por direitos e pela arte.

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Por Keven Souza 

Ontem, dia 30, uma das personalidades mais influentes da América Latina completou seus 29 anos de idade. Talvez você não seja o maior fã ou nem acompanhou a trajetória dela até esta data, mas é nítido, e certamente indiscutível, que se tem alguém na música brasileira que está se tornando cada vez mais um fenômeno, essa pessoa é: Anitta. 

A artista, registrada como Larissa de Macedo Machado, nascida em 1993, é a prova viva de que é preciso ter cuidado com o que sonha, porque há um sério risco de se tornar realidade, visto seus recordes quebrados atualmente. E hoje, o nosso TBT é sobre ela, que o Brasil tanto segue e comenta todos os passos da vida! 

Infância

Fonte: internet/Pinterest

Anitta é sinal de empoderamento, sucesso e talento. Ela é cantora, compositora, atriz, apresentadora e embora seja tão bem sucedida, de alta relevância no cenário pop mundial hoje em dia, essa nem sempre foi a sua realidade.

A cantora passou a infância em uma casa simples e humilde, no subúrbio do Rio de Janeiro, em Honório Gurgel. Lá cresceu ao lado de sua mãe Miriam Macedo, de seu pai Mauro Machado e seu irmão Renan Machado.

Casa da Anitta em Honório Gurgel | Fonte: internet

Desde pequena, por ser muito desinibida, acalentava o sonho de seguir a carreira musical. Começou a cantar aos 8 anos de idade por intervenção de seus avós maternos no coral da Igreja Santa Luzia, na comunidade em que vivia. E já naquela época, era possível observar traços de uma menina sonhadora que dava indícios de que seria cantora.  

Falando em família, a sua é o seu pilar! Os Macedos, parte materna na qual a cantora é mais íntima, passou por muitas dificuldades financeiras até que Larissa se tornasse, de fato, em Anitta. Muito focada, a jovem aos 16 anos terminou um curso técnico de Administração, que garantiu um ano depois uma vaga de estágio na mineradora Vale do Rio Doce. Seu salário era destinado ao sustento da família. 

Anitta e família em sua mansão na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro | Fonte: internet

No mesmo período, Larissa começou a investir no desejo de ser cantora. Saiu da mineradora para tentar ser artista independente no funk. A decisão causou turbulências entre a família, seu pai não a apoiava a tentar uma carreira musical e sua mãe estava aberta a dar o devido suporte. E mesmo assim, com todos percalços, a menina sonhadora seguiu sua intuição e foi atrás do seu sonho. 

Reconhecimento nacional

A carreira começou no funk, logo após compartilhar nas suas redes sociais um de seus vídeos fazendo covers de outras cantoras. Em 2010, a produtora Furacão 2000, a principal do segmento daquele época, viu o seu material e resolveu a chamar para um teste. Nessa audição os produtores se encantaram com tamanha simpatia e talento que a jovem demonstrou em frente às câmeras. 

A partir dali, Larissa entrou para o time Furacão. Seu primeiro passo, enquanto funkeira, foi escolher seu nome artístico, e surpreendendo a todos na época, foi adotado o nome baseado na minissérie, “Presença de Anita”, da TV Globo, onde aproveitou o apelido da protagonista e dobrou a letra “T” para seu nome artístico – MC Anitta. 

Anitta na produtora Furacão 2000 | Fonte: internet

Aos poucos sua carreira foi criando forma, ganhando reconhecimento, mas ainda assim, não possuía um planejamento estratégico adequado para fazer sucesso em todo o país. Foi então que, em 2012, a cantora decidiu sair da produtora e se agenciar com a empresária Kamilla Fialho. 

Sem uma gravadora, mas com a assessoria de Kamilla, Anitta gravou o clipe de “Meiga e Abusada” com uma super produção. A música virou um hit e chamou a atenção da gravadora Warner Music, que no ano de 2013 fechou contrato com a poderosa. E essa foi a melhor escolha que ela poderia ter feito. 

Os anos se passaram e Anitta tomou conta das rádios e programas brasileiros com várias músicas de sucesso: Show das poderosas, Na Batida, Bang e Essa Mina é Louca, são algumas delas. O ano de 2017 foi a época em que sua carreira mais alavancou, Anitta se tornou a primeira artista brasileira na lista Top 50 Global do Spotify. 

Anitta no ‘Bloco das Poderosas’ em 2017 no RJ | Fonte: internet

Ela se manteve diversas vezes nessa lista com sucessos como “Paradinha”, “Downtown” e “Vai Malandra”, por exemplo, através de suas próprias ideias de marketing que fizeram e fazem sucesso até nos dias de hoje. E como Anitta é uma artista disruptiva e que não se contenta com pouco, o desejo de alçar novos voos e ultrapassar barreiras veio novamente. Dessa vez para seguir carreira internacional! 

De Honório para o mundo

Depois de se tornar um ícone nacional, Anitta deu mais um passo na carreira: investir fora do Brasil. Ainda no ano de 2017, a empresária começou a fazer diversas parcerias internacionais pensando em conquistar novos públicos. 

Seu primeiro sucesso com proporções mundiais foi um feat com a cantora Iggy Azalea, chamado Switch. Como fruto dessa parceria, Anitta fez algumas aparições em programas americanos como o The Tonight Show, comandado por Jimmy Fallon, e foi ali a primeira vez que o mundo via a brasileira. 

Neste mesmo ano, fez parceria com Major Lazer e Pabllo Vittar, lançando mais um super hit de visibilidade mundial: Sua Cara. A música é hoje uma das faixas com mais streaming da carreira de Anitta, soma mais de 540 milhões de visualizações e 4,9 milhões de curtidas somente na plataforma do Youtube. Um verdadeiro sucesso!

Mais tarde, colaborou com os colombianos Maluma e J Balvin, além das latinas Greici, Becky G e Natti Natasha, e em seguida, deu passos ainda maiores, estabelecendo um feat com ninguém menos que Madonna. “Faz Gostoso” é a faixa que faz parte do álbum da Rainha do Pop, onde Anitta canta com a americana um pop funk que é a “cara” do Brasil. 

Já no ano de 2019, a cantora lançou seu primeiro álbum de estúdio voltado para o cenário internacional: o Kisses.  Na empreitada, a poderosa cantou em inglês, espanhol e português em músicas que demonstram sua versatilidade enquanto artista e a coloca à frente de muitas cantoras. O álbum fez tanto sucesso que foi indicado ao Grammy Latin de 2019, na categoria de Melhor Álbum de Música Urbana. 

Anitta no lançamento de seu álbum ‘Kisses’ em 2019 | Fonte: Warner Music

Ao longo dos anos ela foi apresentadora de TV com o programa “Música Boa” e o “Anitta Entrou no Grupo” do canal Multishow e jurada do “The Voice México”. E soma em sua carreira mais de 162 prêmios vencidos, que foram eles os principais: 

– 3x o Latin Music Italian Awards

– 4x o Melhores do Ano 

– 6x o MTV Europe Music Awards

– 8x o MTV Millennial Awards Brasil

– 9x o Latin Music Italian Awards

– 15x o Prêmio Multishow de Música Brasileira

Em 2020, Anitta não teve do que reclamar, lançou “Me Gusta” ao lado da cantora Cardi B e alcançou, pela primeira vez, a Hot 100 da Billboard contabilizando mais de um bilhão de streams no Spotify. Naquele ano, a plataforma havia também divulgado os artistas mais ouvidos do aplicativo, a carioca estava presente na lista com mais de 1,1 bilhão de streams e 75,5 milhões de ouvintes em 92 países. 

Fonte: Spotify

Anitta é tão versátil que conquistou espaços e atividades muito diferentes. Possui hoje documentário na Netflix, o “Vai Anitta” e o “Anitta: Made in Honório”, que mostram momentos bem específicos de sua carreira pelos bastidores e também da vida pessoal. 

Além disso, participa ativamente de campanhas publicitárias de marcas multinacionais. Hoje, a cantora é diretora criativa da empresa Skol Beats (marca da Ambev), integra o conselho administrativo do banco digital Nubank e é proprietária interina do Grupo Rodamoinho, na qual fundou em 2014, juntamente com a sua família. 

Anitta no topo

Agora, mais do que nunca, podemos dizer que a Anitta é grande no Brasil e em todo o mundo. A cantora vem fazendo história ao estar, ao mesmo tempo, em três mercados musicais diferentes (brasileiro, latino e americano) cantando em mais de cinco idiomas, frequentando espaços que antes eram fechados ao Brasil e construindo uma imagem de diva pop internacional.

Hoje, com mais de 10 anos de carreira, ela é a artista brasileira mais seguida do Instagram – com mais de 60 milhões de seguidores, do Twitter – com mais de 16 milhões, e também do Spotify – com mais de 25 milhões de ouvintes mensais. Números que são resultados de um trabalho árduo, regado a dedicação e foco para ser não só mais uma a fazer do mesmo, mas a primeira a construir uma carreira consolidada fora do país.

Neste 2022, não se fala em outra coisa a não ser o tão aguardado novo álbum dela: “Girl From Rio”, seu primeiro trabalho focado 100% no público internacional com músicas feitas para o streaming e com parcerias estrangeiras de peso.  

Anitta em divulgação do seu novo álbum | Fonte: Internet

O álbum é aguardado pelos fãs desde 2020. Recentemente os Anitters, como são carinhosamente chamados seus fãs, tiveram acesso a algumas faixas-títulos lançadas pela cantora com expectativa de estarem presentes no álbum. Por ora, “Envolver”, “Faking Love”, “Girl From Rio” e “Boy’s Don’t Cry” são elas. 

Os singles já estão abrindo caminhos para Anitta. Na última semana, ela entrou para o Top 50 Global do Spotify atingindo o primeiro lugar do chart com “Envolver” depois de viralizar nas redes sociais um passo seu dançando a música no TikTok. A canção somou mais de 100 milhões de reproduções na plataforma, ouvida por usuários em todo o mundo e dentre as mais tocadas em muitos países. E no Youtube, o videoclipe já soma mais de 94 milhões de visualizações. 

Fonte: Spotify

Esta é primeira vez na história do Brasil que uma artista nacional consegue estrear na 1º posição da lista, bem como também a primeira vez que uma cantora latina alcança tal feito com uma música solo.

Podemos apostar que logo mais teremos outros recordes quebrados pela brasileira, porque, como disse em sua música “Não Para”, ela veio para ficar! E isso é a Anitta, mulher batalhadora, guerreira e destemida. Aquela que não se compara, que voa e voa alto, sem medo de errar! 

Daqui alguns anos, quando não tivermos mais esse fenômeno chamado Anitta, devemos nos lembrar que é graças a ela que hoje a cultura brasileira está sendo ovacionada nos quatro cantos do mundo. E o sentimento que permanece é o de orgulho, orgulho pelo seu legado que está sendo trilhado e certamente não será apagado nem da história e nem do coração de quem a admira. This is Anitta!

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Na última semana provavelmente você viu alguém postando um story no Instagram com uma música do Charlie Brown Jr. É que no dia 6 de março de 2013, há nove anos, morria o ídolo de uma geração, Alexandre Magno Abrão, o famoso Chorão. Aos 42 anos de idade o cantor da eterna banda Charlie Brown Jr foi encontrado morto em seu apartamento, vítima de uma overdose de cocaína.  

O ídolo do rock brasileiro deixou uma legião de fãs e hoje o Contramão relembra a sua história. 

O apelido de Chorão veio de pequeno, quando ainda não sabia andar de skate e chorava por isso, mas tal situação não durou muito tempo, pois aos 11 anos, com a separação dos pais, Chorão passou a maior parte do tempo na rua e foi ali que se aperfeiçoou no esporte.  

“Skate por toda vida”, dizia a tatuagem que levava no braço. 

Chorão estava em um estágio que talvez nem a internação ajudasse”, diz fonte próxima à família | CLAUDIA

Aos 17 anos se mudou para Santos, cidade que o abraçou e onde foi fundado, em 1992, o grupo Charlie Brown Jr, uma das bandas mais importantes do cenário musical brasileiro. Skatista profissional, Chorão criou o grupo para tocar nos campeonatos de skate e se popularizou entre os jovens, pois dava voz a eles. 

Um eterno jovem inquieto, o artista cantava desde rock pesado até canções de amor dedicadas à sua amada mulher, Graziela Gonçalves.  Sucessos que iam desde “O coro vai comer” até “Só os loucos sabem”.  

A companheira Grazi esteve com Chorão durante oito anos. O rapaz com cara de malvado, ao lado dela se derretia. Grazi era também a única capaz de fazer o músico “largar”, mesmo que por um curto tempo, um de seus maiores vícios, a cocaína. 

A mulher tentou por anos ajudar o marido superar às drogas, mas não conseguiu e em 2011 o relacionamento chegou ao fim, vencido pela dependência. Chorão não queria que a mulher o visse fazendo uso da droga, saia de casa para usar, voltava transtornado e Grazi já não sabia mais como lidar. Tentou por vezes interná-lo para salvar sua vida, dizia que preferia que ele a odiasse para sempre do que vê-lo naquela situação. 

Depois do término, o cantor piorou, vivia da mistura absurda de remédios controlados, álcool e cocaína. O estereótipo de drogas and rock n’ roll, um vício muito maior do que tudo e que o levou ao seu fim. 

A droga, no entanto, nunca interferiu em seu lado letrista, um verdadeiro poeta e rockstar, viveu a vida inspirando muitos, sendo idolatrado por milhares. Quem nunca cantou a abertura de Malhação? “Te levar yeah, te levar daqui. Ou reclamou dos dias de luta e dias de glória? Transformou o escritório na praia? Fez a previsão com eu não sou senhor do tempo, mas eu sei que vai chover? Postou uma foto tão natural quanto a luz do dia? Se declarou com senão eu quem vai fazer você feliz?”.   

Nove anos sem Chorão, mas nenhum dia sem sentir sua presença através das músicas. 

“Livre pra poder sorrir sim, livre pra poder buscar o meu lugar ao sol. Um dia espero te reencontrar numa bem melhor, cada um tem seu caminho, eu sei foi até melhor, irmãos do mesmo Cristo, eu quero e não desisto. Caro pai, como é bom ter por que se orgulhar, a vida pode passar, não estou sozinho, eu sei se eu tiver fé eu volto até a sonhar” – Lugar ao sol. 

 

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Por Gabriel de Souza

Profeta, conhecido pelo seu nome e pela sua arte disruptiva, é um cantor da cena do rap underground de Belo Horizonte, que começou a sua jornada cantando no coral da Igreja e logo percebeu a música como uma ferramenta de expressão de seus pensamentos e de sua narrativa no mundo.

O jovem apresenta sua estética através das artes plásticas e musical, o desenho foi visto por ele como uma forma de se aproximar de outras crianças na sua infância. De uma forma que foge do convencional ele também se apropria de elementos do mainstream nos seus ritmos e letras.

Na música “Broken Toy Boy”, Profeta faz referência a masculinidade tóxica do mundo masculino contemporâneo e a supervalorização da beleza estética reforçada pelas redes sociais e aplicativos de pegação, como também um próprio fenômeno percebido dentro da comunidade  LGBTQIA+.

Falando em apropriação, a música traz um trecho em inglês cantado pela artista Lourandes. A música também dilata as vivências e indignações vividas pelo artista, como racismo, o capacitismo e a homofobia, junto a um audiovisual que usa técnicas de edição, com as estéticas de vertentes do glitch.

Já na música “Ato II. Oração”, Profeta traz um “song love” como uma carta descrevendo o amor por um alguém e as formas de lidar com essa emoção, entrelaçado com outras tramas de sua vida, e volta para o sentimento original da letra que é o amor.

O clipe possui trechos em VHS mostrando a infância do artista aliado a um ritmo melancólico e nostálgico, aliado ao audiovisual que faz uma auto expressão exibindo o  passar do tempo e o amadurecimento do artista, produzindo assim, uma obra de  auto reflexão com o tema para quem assiste.

A obra é produzida com a participação de Maria Flor de Maio @marioflor.maio e Andy na Arte, e figurino com mix e master por Porreta. A direção e roteiro por Isis Grazielle, fotografia por Gustavo Koncht, o designer gráfico com João Guilherme e edição e montagem com @gusta_aguiarc.

 

* A matéria foi produzida pelo Icon Releass, projeto do aluno de Publicidade e Propaganda da Una, Gabriel de Souza.

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Por Daniela Reis 

O TBT de hoje relembra acidente aéreo ocorrido nos Estados Unidos, no dia 3 de fevereiro de 1959, que resultou na morte dos músicos Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper, além do piloto Roger Peterson. Este dia seria definido posteriormente por Don McLean, em sua canção American Pie, como “o dia em que a música morreu”.

Buddy Holly, Ritchie Valens e J. P. “The Big Bopper” Richardson, considerados grandes nomes  do rock and roll global na época, faleceram e deixaram uma legião de fãs.

O Acidente

No dia 3 de fevereiro de 1959, estavam no avião monomotor, modelo Beechcraft Bonanza B35: Buddy Holly, Ritchie Valens, Big Bopper e o piloto Roger Peterson. Os músicos estavam na turnê The Winter Dance Party, voltada apenas para o centro-oeste dos Estados Unidos, e iria cobrir 24 cidades dessa região durante três semanas. Após uma série de divergências entre os organizadores, o trio deixou de seguir o trajeto de ônibus e passou a considerar um avião para transporte, já que o inverno estava rigoroso e os musicistas estavam em condições precárias, por conta da estrutura feita para seguir por terra não estar preparada para o frio. Holly e mais dois outros companheiros de banda iriam viajar inicialmente na aeronave, mas ambos cederam os lugares para Bopper e Valens, com destino para Fargo, na Dakota do Norte. Infelizmente, por falha humana e os obstáculos do clima, Peterson estava sem visão e pensou que estava com o veículo nas alturas, enquanto, na verdade, estava caindo.

Tempos de luto para o Rock 

A notícia da tragédia caiu como uma bomba, especialmente porque o rock já estava sofrendo perdas: em 1957 Little Richard abandonou a carreira musical e virou pastor. No ano seguinte, Jerry Lee Lewis se envolveu em um escândalo ao casar com sua prima de 13 anos e Elvis Presley foi convocado pelo serviço militar.

Quando o acidente tirou a vida de Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper, foi como se o rock tivesse morrido também.

A história do acidente aéreo é retratada no filme “La Bamba” (1987), e também lembrada na canção “American Pie” (1971), de Don McLean, que “batizou” esse dia como “O Dia em Que a Música Morreu”.

Os artistas

Buddy Holly (Charles Hardin Holley)

Nasceu no dia 7 de setembro de 1936, em Lubbock, Texas. O artista é conhecido por ser um dos pais do rock and holl, não só por ter extremo talento para inovar o gênero musical, mas também pela influência que exercia aos futuros aspirantes ao estilo na época. Em uma das apresentações do músico pela Inglaterra, os jovens Paul McCartney (Beatles) e Mick Jagger (The Rolling Stones) assistiram a genialidade de Holly, e em futuras entrevistas ambos afirmaram que o guitarrista era uma de suas maiores referências.

The Big Bopper (Jiles Perry Richardson Jr)

Nasceu no dia 24 de outubro de 1936, em Sabine Pass, Texas. Bopper não só era um grande cantor, mas também um fantástico compositor. Dentre os grandes feitos na carreira de Richardson, estão as composições “White Lightning” e “Chantilly Lace”. A primeira, inclusive, foi a primeira canção que forneceu o primeiro lugar em rankings internacionais do cantor George Jones – este que Big Bopper foi um grande colaborador.

Ritchie Valens (Richard Steven Valenzuela)

Nasceu no dia 13 de maio de 1941, em Palcoma, Califórnia. O mais novo do trio, Ritchie, com apenas 16 anos, compôs a icônica versão da canção “La Bamba”, que mesclava pop e rock em uma produção autêntica e atemporal. Valens é considerado um dos pioneiros dos subgêneros rock latino e chicano, além de ter influenciado grandes artistas no futuro, como Ramones, Los Lobos e Carlos Santana.

 

 

 

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Por Daniela Reis 

Amanhã, dia 23, completam-se dez anos da morte de Amy Winehouse. Ela foi uma cantora e compositora de destaque da música britânica que faleceu aos 27 anos vítima do uso abusivo de drogas.

Amy Winehouse nasceu em Londres no dia 14 de setembro de 1983. Aos 16 anos Amy começou a participar em grupos de jazz fazendo apresentações. Um amigo chamado Tyler James mostrou uma fita demo de Amy a uma gravadora e ela foi contratada pela Island/Universal.

Em 2003 a cantora e compositora gravou o seu primeiro disco, chamado Frank. Com a fama também surgiram os primeiros rumores de descontrole e do vício. Em 2006 Amy lançou o seu álbum mais famoso: Back to black. Celebrado pelo público e pela crítica, a criação arrebatou cinco Prêmios Grammys, batendo o recorde na ocasião.

Quando morreu, Amy contava com o impressionante número de mais de 4 milhões de discos.

Problemas com o vício

Em agosto de 2007 a cantora entrou em coma após uma overdose. Apesar de ter se recuperado do episódio, seguiu consumindo drogas lícitas e ilícitas.

Em janeiro de 2008 foi flagrada em vídeo usando crack, o que a levou a frequentar uma clínica de reabilitação.

Amy Winehouse faleceu em casa em Canden Town (Londres), no dia 23 de julho de 2011, vítima de uma intoxicação alcoólica aos 27 anos.

Documentário

Para relembrar a vida da artista, familiares e amigos relatam a sua trajetória em um novo documentário narrado pela mãe de Amy, Janis Winehouse-Collins. A produção batizada de  “Reclaiming Amy” apresenta imagens caseiras, fotos de família e entrevistas com amigos próximos que relembram os tempos mais felizes, mas também os sombrios, da cantora seis vezes vencedora do Grammy.

Winehouse-Collins, que tem esclerose múltipla, raramente fala sobre sua filha publicamente, mas compartilhou sua versão dos acontecimentos no documentário, encomendado pelas britânicas BBC Two e BBC Music, que irá ao ar na sexta-feira.

Winehouse, que lutou contra problemas com bebida e drogas durante grande parte de sua carreira, morreu de intoxicação por álcool em sua casa, no norte de Londres, em 23 de julho de 2011. Ela tinha 27 anos.

O documentário, que aborda os relacionamentos de Winehouse, a bulimia e seus problemas de saúde mental, detalha as tentativas sem sucesso de sua família e amigos em ajudá-la.