Música

A 9ª edição do evento foi realizada na Esplanada do Mineirão e fechou mais um ano sendo sucesso. 

Por Gustavo Meira 

Aconteceu no último sábado (27) na capital, o Festival Sarará 2022, evento que reuniu mais de 60 artistas de diversos segmentos e contou com a presença de mais de 35 mil pessoas na Esplanada do Mineirão, na Região da Pampulha. Foram quase 12 horas de música constante divididos em seis palcos. Os ingressos giravam em torno de R$ 150,00 a R$ 540,00.

Palco principal do Sarará 2022, na Esplanda do Mineirão. Imagem: Leo Caetano.

As atrações mais esperadas para esta edição eram Glória Groove, que trouxe o penúltimo show da ”Lady Leste Tour”, e contou com vários sucessos de seu último álbum e famoso medley de pagode com Ludmilla, no qual foi ovacionada. O show de Pabllo Vittar contou com a participação da cantora Urias e um corpo de ballet impecável. Um dia antes, PV esteve no Mercado Novo, onde gerou alvoroço e atendeu os fãs. Zeca Pagodinho, que sempre está com sua cerveja na mão, cantou seus maiores sucessos e de surpresa recebeu o rapper e fã Emicida no palco, levando o público ao delírio. 

Pabllo Vitar e Urias no palco principal do Sarará. Imagem: Alison Jones.
Gloria Groove em seu show no palco principal do Sarará.  Imagem: Leo Caetano.

A mineira de Taiobeiras Marina Sena, que em 2019 estava na plateia, fez sua estreia no Sarará e contou com a presença de Marcelo Tofani da banda mineira Rosa Neon. Ambos cantaram o hit ”Ombrim”. Já Gilsons fez a plateia cantar ”Várias Queixas” em um lindo couro. 

Marina Sena em seu show no palco principal do Sarará. Imagem: Alison Jones.

Homenagens e manifestações na Esplanada 

O line-up do festival contava com a presença de Elza Soares, porém a cantora faleceu em janeiro deste ano. Teresa Cristina, Nath Rodrigues, Paula Lima, Julia Tizumba e Luedji Luna fizeram um show em homenagem à Elza, contando com sucessos de sua carreira. 

“Elza é um nome muito importante da arte no Brasil e no mundo, uma mulher que sempre cantou tudo que tinha algum significado para ela e para todes no qual ela sempre defendeu com toda força e amor. Foram 91 anos de vida, bem vividos, 70 anos de carreira fantásticos, com reconhecimento no mundo todo e muito depois no país que ela tanto amava e defendia, mas Elza nunca fraquejou e agora tenho o orgulho de continuar trabalhando o nome da nossa eterna Rainha, para mim, Elzão. Ela ainda deixou muita coisa pronta para sair”. É o que disse Vanessa Soares, neta, produtora executiva e pessoal da cantora.

Cantoras em homenagem a Elza Soares no palco principal do festival. Imagem: Instagram Sarará/internet.

Houve manifestações políticas por parte dos artistas e do público em vários momentos do festival. O couro mais ouvido era a favor do ex-presidente Lula, candidato à Presidência das eleições deste ano.

Outras edições do festival 

As duas primeiras edições do Sarará aconteceram em 2014 e 2015, no Parque das Mangabeiras, em BH. Seu marco aconteceu quando o evento foi palco da Virada Cultural em 2016, com público de mais de 50 mil pessoas no Parque Municipal. Desde então, o festival cresceu e se transformou em um dos maiores do estado.

A 9ª edição do Sarará estava sendo preparada desde 2019. ”Tivemos momentos de sonhos, dúvidas, planejamentos constantemente alterados, nó na garganta, esperança… Nesse tempo todo, quisemos e queremos tanto viver”, diz a organização do evento. 

O Sarará é um #FestivalDeSentir, este ano foi possível sentir toda a energia dos artistas e do público, que estavam sedentos pela volta presencial do evento, que não aconteceu durante dois anos por conta do isolamento social. 

Anote na agenda, a próxima edição do Sarará já tem data marcada, 26 de agosto de 2023. Borá mais uma vez?!

 

Edição: Keven Souza. 

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Por Keven Souza

Após anos de espera, Queen B está de volta ao cenário musical para mostrar ao mundo sua nova fase com o lançamento de “Renaissance”. Se nos últimos trabalhos a artista abordou temas sociais e urgentes, como feminismo e racismo, em seu sétimo álbum de estúdio, lançado hoje (29), ela quer apenas celebrar.

Renaissance é em grande medida uma homenagem à house music e à importante contribuição da população negra na criação do gênero. Se você não acompanha a carreira de Beyoncé dificilmente entenderá que ela não quer se encaixar em nenhuma tendência musical atual.

O novo lançamento, que já está entre nós meros mortais, é simplesmente único. Aqui, Bey celebra e retorna às pistas com referências diretas aos hits que estouraram nas noites da década de 90 e nos anos 2000, mas carregado de representatividade e poder. Isso fica evidente com Break My Soul, música presente no álbum. E mais do que isso, traz o olhar da realidade vivida pela cantora e seu tio, de maneira dançante e muita rica. 

“Um grande obrigado ao meu tio Jonny. Ele foi minha madrinha e a primeira pessoa a me mostrar muito da música e da cultura que serve de inspiração para este disco. Obrigado a todos os pionerios que originaram essa cultura, a todos os anjos caídos e suas contribuições que foram ignoradas por muito tempo. Isso é uma celebração a vocês”, escreveu Beyoncé em seu Instagram.  

O álbum será dividido em diferentes atos, como indicam as artes promocionais lançadas até agora. O lançamento de hoje é “Act I” que contém 16 faixas. Os próximos certamente possuirão a mesma intensidade e qualidade já entregues por Beyoncé. E na contramão dos que muitos pensam, a cantora jamais deixará de cantar suas origens, já que como a mesma disse na faixa Be Alive (2021), “ eu não poderia me limpar da negritude nem se quisesse“, canta Beyoncé.

Se vamos entrar novamente em formação (formation) com próximos trabalhos não tenho certeza, mas o que compreendo é que ninguém na indústria musical atua hoje com tanta dedicação, pureza e coesão igual a Beyoncé. 

Não há músicas feitas para o TikTok que realçam, ou representem, aquilo que nós sentimos e não sabemos dizer. E esse é o grande poder da Queen B. Espero que a representatividade através de suas músicas continue, pois há uma parcela da sociedade que a está ouvindo e compreendendo sua militância, inclusive eu.

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Ser otimista em tempos difíceis é uma dádiva tão especial quanto ter inspiração na falta de esperança.

Por Ana Clara Souza e Gabriel Almeida

Desde março de 2020, diversos países enfrentaram crises em diferentes áreas devido às consequências causadas pela pandemia da Covid-19. Muito se falou nos problemas da saúde, da educação e da economia. Mas, esqueceram que a cultura, principalmente, os artistas independentes ficarão desamparados e sem trabalho durante o período de isolamento social. 

Embora aqui no Brasil, o governo buscou auxiliar economicamente quem vive da arte independente – através da Lei emergencial Aldir Blanc – 14.017/2020 – a situação ainda é crítica. Além da produção que demanda tempo, esforço e investimento, a cultura necessita de distribuição para ter seu retorno financeiro e o reconhecimento. 

Mas, as dificuldades não estão apenas no que diz respeito aos problemas trazidos pela covid, é muito além. Existe um processo cansativo e burocrático que está ainda mais difícil, pois as possibilidades que existiam para que os artistas pudessem apresentar seus projetos, foram canceladas ou restringidas, e isso gera um impacto direto em quem depende disso para que o seu trabalho tenha reconhecimento. 

De acordo com o integrante do grupo de rap, Contramão Records, Nik, a pandemia tirou uma das maiores armas da cultura Hip-Hop, a batalha de rima, com presença de público.  “O computador não capta emoção espiritual”, afirma. Artistas do mundo inteiro estreitaram relações com o “novo normal”, mas sentem falta da energia corporal dos trabalhos presenciais.

Grupo Contramão Records  Fonte: arquivo pessoal

Isso nos ajuda a levar a discussão para outro ponto relevante, que é a alma da concepção de qualquer obra artística, e a principal pauta desta reportagem: a inspiração. Em tempos desesperançosos como esses que temos vivido, para uma classe que já não possuía uma estrutura fixa, agora, ainda mais desestabilizada, ter alento é resistir.

As esporádicas políticas públicas, nunca foram o suficiente para manter o sustento de artistas independentes, que detém jornadas triplas, para sobreviver, e atualmente, mesmo com auxílios governamentais, muitos não foram contemplados, trazendo um baixo entusiasmo no fazer artístico. Tem como ter esperança?

Para o Contramão Records, sim! O grupo tirou forças e dinheiro (da onde não tinham), e decidiram morar juntos, criar um Home studio, e começar a produzir, além das suas músicas, artistas, trilhas sonoras, entre outros. A ideia que eles tinham no começo, era viver apenas da música, e ter mais tempo para se dedicarem, porém, tudo tomou uma proporção muito maior, e hoje, além de microempreendedores, eles fomentam a cultura na cidade metropolitana de Belo Horizonte, onde nasceram e foram criados, Ribeirão das Neves, e pontuam com veemência que, a união sempre faz a força, como cantam em outras palavras, na música escrita juntamente com outro artista independente, Pedro Ezos, “Valeu a luta”: “Sei que nem tudo na vida vai dar bom pra nós. Mas nóis tá junto, e isso já valeu a luta!”. 

Sem dúvidas a arte tem sido afetada com todo esse processo. Resistir ao caos é uma tarefa árdua, mas que muitos artistas têm dado inspiradores exemplos de como seguir em frente com “as mãos atadas”. Por mais que o governo tenha expressado o recurso da Aldir Blanc, muitos ainda precisam ser atingidos e terem seus direitos colocados em prática.

Pois, se o auxílio é para todos, é importante que cada artista que quiser receber esse auxílio o receba.

Mas o que é a Lei Aldir Blanc?

Desde junho de 2020, o governo federal decidiu criar uma lei que pudesse trazer auxílio emergencial para os envolvidos na área da arte, visto que no contexto da pandemia, tudo mudou e as rotinas dos artistas passaram por drásticas mudanças. A lei previa a distribuição entre os auxiliados de um valor de 3 bilhões de reais que seriam distribuídos entre os estados e municípios brasileiros.

Em maio de 2021, em Minas Gerais, a Secretaria de Cultura do estado divulgou que 7.113 dos 7.173 projetos em espera pelo pagamento do auxílio haviam sido feitos, confirmando que 99,17% do total de auxiliados teriam sido atingidos.

A lei recebeu esse nome em homenagem ao letrista e compositor carioca, Aldir Blanc Mendes, mais conhecido como Aldir Blanc, que faleceu em 4 de maio de 2020.

Com todo esse contexto em vigor, é possível perceber a movimentação do fazer artístico em movimento para que a produção da arte não deixe de existir, e mesmo que afetada de muitas formas pelo isolamento e distanciamento, ainda possui a belíssima capacidade de se adaptar e de, além disso, protestar a favor do que é preciso ser dito, como a valorização do artista e de sua e de como ambos são extremamente importantes para que um país, como o Brasil, rico em cultura e costumes, possa ter em sua História um povo que lutou e continua diariamente a lutar a favor da arte e da preservação do que se tem, mesmo em momentos onde a esperança parece desvanecer e se perder. E na união dessas pessoas, o movimento resiste e mostra o seu poder, avançando em ordem de batalha para um futuro que quer brilhar e, acima de tudo, lutar por direitos e pela arte.

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Por Keven Souza 

Ontem, dia 30, uma das personalidades mais influentes da América Latina completou seus 29 anos de idade. Talvez você não seja o maior fã ou nem acompanhou a trajetória dela até esta data, mas é nítido, e certamente indiscutível, que se tem alguém na música brasileira que está se tornando cada vez mais um fenômeno, essa pessoa é: Anitta. 

A artista, registrada como Larissa de Macedo Machado, nascida em 1993, é a prova viva de que é preciso ter cuidado com o que sonha, porque há um sério risco de se tornar realidade, visto seus recordes quebrados atualmente. E hoje, o nosso TBT é sobre ela, que o Brasil tanto segue e comenta todos os passos da vida! 

Infância

Fonte: internet/Pinterest

Anitta é sinal de empoderamento, sucesso e talento. Ela é cantora, compositora, atriz, apresentadora e embora seja tão bem sucedida, de alta relevância no cenário pop mundial hoje em dia, essa nem sempre foi a sua realidade.

A cantora passou a infância em uma casa simples e humilde, no subúrbio do Rio de Janeiro, em Honório Gurgel. Lá cresceu ao lado de sua mãe Miriam Macedo, de seu pai Mauro Machado e seu irmão Renan Machado.

Casa da Anitta em Honório Gurgel | Fonte: internet

Desde pequena, por ser muito desinibida, acalentava o sonho de seguir a carreira musical. Começou a cantar aos 8 anos de idade por intervenção de seus avós maternos no coral da Igreja Santa Luzia, na comunidade em que vivia. E já naquela época, era possível observar traços de uma menina sonhadora que dava indícios de que seria cantora.  

Falando em família, a sua é o seu pilar! Os Macedos, parte materna na qual a cantora é mais íntima, passou por muitas dificuldades financeiras até que Larissa se tornasse, de fato, em Anitta. Muito focada, a jovem aos 16 anos terminou um curso técnico de Administração, que garantiu um ano depois uma vaga de estágio na mineradora Vale do Rio Doce. Seu salário era destinado ao sustento da família. 

Anitta e família em sua mansão na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro | Fonte: internet

No mesmo período, Larissa começou a investir no desejo de ser cantora. Saiu da mineradora para tentar ser artista independente no funk. A decisão causou turbulências entre a família, seu pai não a apoiava a tentar uma carreira musical e sua mãe estava aberta a dar o devido suporte. E mesmo assim, com todos percalços, a menina sonhadora seguiu sua intuição e foi atrás do seu sonho. 

Reconhecimento nacional

A carreira começou no funk, logo após compartilhar nas suas redes sociais um de seus vídeos fazendo covers de outras cantoras. Em 2010, a produtora Furacão 2000, a principal do segmento daquele época, viu o seu material e resolveu a chamar para um teste. Nessa audição os produtores se encantaram com tamanha simpatia e talento que a jovem demonstrou em frente às câmeras. 

A partir dali, Larissa entrou para o time Furacão. Seu primeiro passo, enquanto funkeira, foi escolher seu nome artístico, e surpreendendo a todos na época, foi adotado o nome baseado na minissérie, “Presença de Anita”, da TV Globo, onde aproveitou o apelido da protagonista e dobrou a letra “T” para seu nome artístico – MC Anitta. 

Anitta na produtora Furacão 2000 | Fonte: internet

Aos poucos sua carreira foi criando forma, ganhando reconhecimento, mas ainda assim, não possuía um planejamento estratégico adequado para fazer sucesso em todo o país. Foi então que, em 2012, a cantora decidiu sair da produtora e se agenciar com a empresária Kamilla Fialho. 

Sem uma gravadora, mas com a assessoria de Kamilla, Anitta gravou o clipe de “Meiga e Abusada” com uma super produção. A música virou um hit e chamou a atenção da gravadora Warner Music, que no ano de 2013 fechou contrato com a poderosa. E essa foi a melhor escolha que ela poderia ter feito. 

Os anos se passaram e Anitta tomou conta das rádios e programas brasileiros com várias músicas de sucesso: Show das poderosas, Na Batida, Bang e Essa Mina é Louca, são algumas delas. O ano de 2017 foi a época em que sua carreira mais alavancou, Anitta se tornou a primeira artista brasileira na lista Top 50 Global do Spotify. 

Anitta no ‘Bloco das Poderosas’ em 2017 no RJ | Fonte: internet

Ela se manteve diversas vezes nessa lista com sucessos como “Paradinha”, “Downtown” e “Vai Malandra”, por exemplo, através de suas próprias ideias de marketing que fizeram e fazem sucesso até nos dias de hoje. E como Anitta é uma artista disruptiva e que não se contenta com pouco, o desejo de alçar novos voos e ultrapassar barreiras veio novamente. Dessa vez para seguir carreira internacional! 

De Honório para o mundo

Depois de se tornar um ícone nacional, Anitta deu mais um passo na carreira: investir fora do Brasil. Ainda no ano de 2017, a empresária começou a fazer diversas parcerias internacionais pensando em conquistar novos públicos. 

Seu primeiro sucesso com proporções mundiais foi um feat com a cantora Iggy Azalea, chamado Switch. Como fruto dessa parceria, Anitta fez algumas aparições em programas americanos como o The Tonight Show, comandado por Jimmy Fallon, e foi ali a primeira vez que o mundo via a brasileira. 

Neste mesmo ano, fez parceria com Major Lazer e Pabllo Vittar, lançando mais um super hit de visibilidade mundial: Sua Cara. A música é hoje uma das faixas com mais streaming da carreira de Anitta, soma mais de 540 milhões de visualizações e 4,9 milhões de curtidas somente na plataforma do Youtube. Um verdadeiro sucesso!

Mais tarde, colaborou com os colombianos Maluma e J Balvin, além das latinas Greici, Becky G e Natti Natasha, e em seguida, deu passos ainda maiores, estabelecendo um feat com ninguém menos que Madonna. “Faz Gostoso” é a faixa que faz parte do álbum da Rainha do Pop, onde Anitta canta com a americana um pop funk que é a “cara” do Brasil. 

Já no ano de 2019, a cantora lançou seu primeiro álbum de estúdio voltado para o cenário internacional: o Kisses.  Na empreitada, a poderosa cantou em inglês, espanhol e português em músicas que demonstram sua versatilidade enquanto artista e a coloca à frente de muitas cantoras. O álbum fez tanto sucesso que foi indicado ao Grammy Latin de 2019, na categoria de Melhor Álbum de Música Urbana. 

Anitta no lançamento de seu álbum ‘Kisses’ em 2019 | Fonte: Warner Music

Ao longo dos anos ela foi apresentadora de TV com o programa “Música Boa” e o “Anitta Entrou no Grupo” do canal Multishow e jurada do “The Voice México”. E soma em sua carreira mais de 162 prêmios vencidos, que foram eles os principais: 

– 3x o Latin Music Italian Awards

– 4x o Melhores do Ano 

– 6x o MTV Europe Music Awards

– 8x o MTV Millennial Awards Brasil

– 9x o Latin Music Italian Awards

– 15x o Prêmio Multishow de Música Brasileira

Em 2020, Anitta não teve do que reclamar, lançou “Me Gusta” ao lado da cantora Cardi B e alcançou, pela primeira vez, a Hot 100 da Billboard contabilizando mais de um bilhão de streams no Spotify. Naquele ano, a plataforma havia também divulgado os artistas mais ouvidos do aplicativo, a carioca estava presente na lista com mais de 1,1 bilhão de streams e 75,5 milhões de ouvintes em 92 países. 

Fonte: Spotify

Anitta é tão versátil que conquistou espaços e atividades muito diferentes. Possui hoje documentário na Netflix, o “Vai Anitta” e o “Anitta: Made in Honório”, que mostram momentos bem específicos de sua carreira pelos bastidores e também da vida pessoal. 

Além disso, participa ativamente de campanhas publicitárias de marcas multinacionais. Hoje, a cantora é diretora criativa da empresa Skol Beats (marca da Ambev), integra o conselho administrativo do banco digital Nubank e é proprietária interina do Grupo Rodamoinho, na qual fundou em 2014, juntamente com a sua família. 

Anitta no topo

Agora, mais do que nunca, podemos dizer que a Anitta é grande no Brasil e em todo o mundo. A cantora vem fazendo história ao estar, ao mesmo tempo, em três mercados musicais diferentes (brasileiro, latino e americano) cantando em mais de cinco idiomas, frequentando espaços que antes eram fechados ao Brasil e construindo uma imagem de diva pop internacional.

Hoje, com mais de 10 anos de carreira, ela é a artista brasileira mais seguida do Instagram – com mais de 60 milhões de seguidores, do Twitter – com mais de 16 milhões, e também do Spotify – com mais de 25 milhões de ouvintes mensais. Números que são resultados de um trabalho árduo, regado a dedicação e foco para ser não só mais uma a fazer do mesmo, mas a primeira a construir uma carreira consolidada fora do país.

Neste 2022, não se fala em outra coisa a não ser o tão aguardado novo álbum dela: “Girl From Rio”, seu primeiro trabalho focado 100% no público internacional com músicas feitas para o streaming e com parcerias estrangeiras de peso.  

Anitta em divulgação do seu novo álbum | Fonte: Internet

O álbum é aguardado pelos fãs desde 2020. Recentemente os Anitters, como são carinhosamente chamados seus fãs, tiveram acesso a algumas faixas-títulos lançadas pela cantora com expectativa de estarem presentes no álbum. Por ora, “Envolver”, “Faking Love”, “Girl From Rio” e “Boy’s Don’t Cry” são elas. 

Os singles já estão abrindo caminhos para Anitta. Na última semana, ela entrou para o Top 50 Global do Spotify atingindo o primeiro lugar do chart com “Envolver” depois de viralizar nas redes sociais um passo seu dançando a música no TikTok. A canção somou mais de 100 milhões de reproduções na plataforma, ouvida por usuários em todo o mundo e dentre as mais tocadas em muitos países. E no Youtube, o videoclipe já soma mais de 94 milhões de visualizações. 

Fonte: Spotify

Esta é primeira vez na história do Brasil que uma artista nacional consegue estrear na 1º posição da lista, bem como também a primeira vez que uma cantora latina alcança tal feito com uma música solo.

Podemos apostar que logo mais teremos outros recordes quebrados pela brasileira, porque, como disse em sua música “Não Para”, ela veio para ficar! E isso é a Anitta, mulher batalhadora, guerreira e destemida. Aquela que não se compara, que voa e voa alto, sem medo de errar! 

Daqui alguns anos, quando não tivermos mais esse fenômeno chamado Anitta, devemos nos lembrar que é graças a ela que hoje a cultura brasileira está sendo ovacionada nos quatro cantos do mundo. E o sentimento que permanece é o de orgulho, orgulho pelo seu legado que está sendo trilhado e certamente não será apagado nem da história e nem do coração de quem a admira. This is Anitta!

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Na última semana provavelmente você viu alguém postando um story no Instagram com uma música do Charlie Brown Jr. É que no dia 6 de março de 2013, há nove anos, morria o ídolo de uma geração, Alexandre Magno Abrão, o famoso Chorão. Aos 42 anos de idade o cantor da eterna banda Charlie Brown Jr foi encontrado morto em seu apartamento, vítima de uma overdose de cocaína.  

O ídolo do rock brasileiro deixou uma legião de fãs e hoje o Contramão relembra a sua história. 

O apelido de Chorão veio de pequeno, quando ainda não sabia andar de skate e chorava por isso, mas tal situação não durou muito tempo, pois aos 11 anos, com a separação dos pais, Chorão passou a maior parte do tempo na rua e foi ali que se aperfeiçoou no esporte.  

“Skate por toda vida”, dizia a tatuagem que levava no braço. 

Chorão estava em um estágio que talvez nem a internação ajudasse”, diz fonte próxima à família | CLAUDIA

Aos 17 anos se mudou para Santos, cidade que o abraçou e onde foi fundado, em 1992, o grupo Charlie Brown Jr, uma das bandas mais importantes do cenário musical brasileiro. Skatista profissional, Chorão criou o grupo para tocar nos campeonatos de skate e se popularizou entre os jovens, pois dava voz a eles. 

Um eterno jovem inquieto, o artista cantava desde rock pesado até canções de amor dedicadas à sua amada mulher, Graziela Gonçalves.  Sucessos que iam desde “O coro vai comer” até “Só os loucos sabem”.  

A companheira Grazi esteve com Chorão durante oito anos. O rapaz com cara de malvado, ao lado dela se derretia. Grazi era também a única capaz de fazer o músico “largar”, mesmo que por um curto tempo, um de seus maiores vícios, a cocaína. 

A mulher tentou por anos ajudar o marido superar às drogas, mas não conseguiu e em 2011 o relacionamento chegou ao fim, vencido pela dependência. Chorão não queria que a mulher o visse fazendo uso da droga, saia de casa para usar, voltava transtornado e Grazi já não sabia mais como lidar. Tentou por vezes interná-lo para salvar sua vida, dizia que preferia que ele a odiasse para sempre do que vê-lo naquela situação. 

Depois do término, o cantor piorou, vivia da mistura absurda de remédios controlados, álcool e cocaína. O estereótipo de drogas and rock n’ roll, um vício muito maior do que tudo e que o levou ao seu fim. 

A droga, no entanto, nunca interferiu em seu lado letrista, um verdadeiro poeta e rockstar, viveu a vida inspirando muitos, sendo idolatrado por milhares. Quem nunca cantou a abertura de Malhação? “Te levar yeah, te levar daqui. Ou reclamou dos dias de luta e dias de glória? Transformou o escritório na praia? Fez a previsão com eu não sou senhor do tempo, mas eu sei que vai chover? Postou uma foto tão natural quanto a luz do dia? Se declarou com senão eu quem vai fazer você feliz?”.   

Nove anos sem Chorão, mas nenhum dia sem sentir sua presença através das músicas. 

“Livre pra poder sorrir sim, livre pra poder buscar o meu lugar ao sol. Um dia espero te reencontrar numa bem melhor, cada um tem seu caminho, eu sei foi até melhor, irmãos do mesmo Cristo, eu quero e não desisto. Caro pai, como é bom ter por que se orgulhar, a vida pode passar, não estou sozinho, eu sei se eu tiver fé eu volto até a sonhar” – Lugar ao sol. 

 

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Por Gabriel de Souza

Profeta, conhecido pelo seu nome e pela sua arte disruptiva, é um cantor da cena do rap underground de Belo Horizonte, que começou a sua jornada cantando no coral da Igreja e logo percebeu a música como uma ferramenta de expressão de seus pensamentos e de sua narrativa no mundo.

O jovem apresenta sua estética através das artes plásticas e musical, o desenho foi visto por ele como uma forma de se aproximar de outras crianças na sua infância. De uma forma que foge do convencional ele também se apropria de elementos do mainstream nos seus ritmos e letras.

Na música “Broken Toy Boy”, Profeta faz referência a masculinidade tóxica do mundo masculino contemporâneo e a supervalorização da beleza estética reforçada pelas redes sociais e aplicativos de pegação, como também um próprio fenômeno percebido dentro da comunidade  LGBTQIA+.

Falando em apropriação, a música traz um trecho em inglês cantado pela artista Lourandes. A música também dilata as vivências e indignações vividas pelo artista, como racismo, o capacitismo e a homofobia, junto a um audiovisual que usa técnicas de edição, com as estéticas de vertentes do glitch.

Já na música “Ato II. Oração”, Profeta traz um “song love” como uma carta descrevendo o amor por um alguém e as formas de lidar com essa emoção, entrelaçado com outras tramas de sua vida, e volta para o sentimento original da letra que é o amor.

O clipe possui trechos em VHS mostrando a infância do artista aliado a um ritmo melancólico e nostálgico, aliado ao audiovisual que faz uma auto expressão exibindo o  passar do tempo e o amadurecimento do artista, produzindo assim, uma obra de  auto reflexão com o tema para quem assiste.

A obra é produzida com a participação de Maria Flor de Maio @marioflor.maio e Andy na Arte, e figurino com mix e master por Porreta. A direção e roteiro por Isis Grazielle, fotografia por Gustavo Koncht, o designer gráfico com João Guilherme e edição e montagem com @gusta_aguiarc.

 

* A matéria foi produzida pelo Icon Releass, projeto do aluno de Publicidade e Propaganda da Una, Gabriel de Souza.