Utilidade Pública

Com água, sabão, estopa, pano úmido e spray removedor, José Cláudio da Silva, 52, limpava a pichação de uma cabine telefônica na Rua da Bahia, altura do n° 1499. O funcionário de uma empresa de publicidade é responsável pela manutenção em toda a região da Savassi, e afirma que encontra sérios problemas com as cabines ao visitá-las, uma vez por semana “Fiz quatorze cabines hoje e todas estavam maltratadas, algumas o telefone estava estragado, pichada ou cheia de lixo” declara José Cláudio.

Silva garante que das regiões de sua responsabilidade que os orelhões ficam mais danificados são nas avenidas centrais de Belo Horizonte “A última vez que estive na Av. Olegário Maciel todos os telefones públicos estavam em manutenção, a população fica indignada, chuta as cabines, arranca os fios do telefone,picha. Eram oito telefones que não funcionavam, acredito que seja falta de manutenção da Telemar”, conta. Ainda de acordo com Silva, no caso do problema ser no aparelho telefônico a empresa do qual é empregado entra em contato com a operadora do telefone público, que é a responsável pela manutenção deles.

O zelador afirma que são cem painéis distribuídos em toda Savassi e centro e arrisca traçar os problemas mais comuns de acordo com a região “As cabines que ficam no entorno das avenidas Getúlio Vargas, Cristovão Colombo, Rua da Bahia e João Pinheiro, creio que a falta de conservação seja por conta do grande número de adolescentes, enquanto no quarteirão fechado da Antônio de Albuquerque com Alagoas o grande número de ambulantes contribui para o acumulo lixo nas cabines” relata o Zelador.

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Por Iara Fonseca e Danielle Pinheiro

Os motoristas que passaram pela Av. Getúlio Vargas, sentido Afonso Pena, foram surpreendidos por funcionários da Prefeitura que trabalhavam na região da Savassi, próximo à Av. Cristovão Colombo. Trata- se de uma cratera de cerca de 50 cm de diâmetro, que chamou atenção dos fiscais da BHtrans na noite passada.

O responsável pela obra, Arthur Júnior explica que um dos lados da pista estava com um desgaste interior. “O buraco abriu e foi entrando água, levando embora a terra que fica por baixo da pista. A gente veio arrumar antes que esse lado cedesse ao tempo”, diz. A cratera teve suas dimensões alteradas para facilitar o trabalho dos agentes da prefeitura, reduzindo a possibilidade de tráfego dos motoristas na região.

A obra teve inicio na manhã desta quarta- feira, com previsão para término às 18h.

Por: Débora Gomes

Foto: João Marcelo Siqueira

A escola Jardim Azul do Imaculada recebeu a equipe da BHtrans com a campanha “Criança a bordo. E segurança também”, que aborda a lei sobre a obrigatoriedade do uso da cadeirinha para crianças menores de 4 anos. Os pais dos alunos foram abordados na porta da escola e alertados sobre a importância do uso do equipamento de segurança. Os motoristas recebem folhetos que explicam a importância do uso da cadeirinha, dicas de segurança e informações importantes como:

“Quando freamos bruscamente, o corpo continua na velocidade do carro. Bater contra uma árvore a 40Km/h tem praticamente o mesmo impacto de cair do 4º andar de um prédio. “

“Por ser mais frágil, a criança sofre as conseqüências de um acidente com mais intensidade, por tanto com maior gravidade.”

“O local mais seguro dentro de um veiculo é o centro do banco traseiro.”

imagem-020BHtrans distribuiu informativos com a lei

Segundo a supervisora da Educação na BHtrans, Rejane Calazans, os pais estão sendo receptivos a nova lei e reconhecem a importância do uso do cadeira. “Logo que a minha filha nasceu eu comprei a cadeirinha e acho super importante essa iniciativa da BHtrans, pois passa mais segurança para os pais.” Conta Valeria Byrro.

imagem-0142Animadores alertavam as crianças e distribuíam balões

João Marcelo Siqueira e Raphael Jota
Imagens e fotos: João Marcelo Siqueira
Edição: Marcus Ramos
Locução: Raphael Jota

Você é a favor das campanhas eleitorais nas ruas?

A partir de hoje você leitor do Contramão on-line pode participar e acompanhar nossa enquete (ao lado) sobre as campanhas eleitorais nas ruas da cidade. Anteriormente foram escritas duas matérias sobre o assunto, que levantaram questões como a poluição visual e sonora provocadas pelas campanhas, além dos altíssimos gastos totalmente desnecessários empregados nesse tipo de propaganda. Então perguntamos a você leitor: Você é a favor das campanhas eleitorais nas ruas?

Na Rua da Bahia, região centro-sul de Belo Horizonte, o recenseador do IBGE Rafael, 23, percorre os domicílios vestido de colete azul, com crachá, e munido de um computador de mão, equipado com GPS, que criptografa as informações e garante a inviolabilidade. Rafael é estudante de Ciências Aeronáuticas e passou por um treinamento que ele define como “bastante detalhista”. De casa em casa, o recenseador aplica os questionários e explica para a população o que é o Censo 2010.

“O primeiro contato com os moradores tem sido produtivo, porém a falta de campanhas publicitárias, vinculações na TV e tal, complicam o acesso a algumas casas. Muitas famílias não sabem que está acontecendo o Censo e se recusam a responder”, explica o recenseador. “Há pessoas que desconhecem a lei de obrigatoriedade de participação e que quando aplicada (no caso de recusa de participar) a pessoa corre o risco de ser condenada a pagar multa”, completa.

De acordo com Rafael as perguntas que mais encontram resistência por parte da população são sobre a faixa salarial e a distribuição de renda. “Alguns moradores têm receio de responder; os autônomos, por exemplo, tem medo de dizer qual o seu salário por medo do governo ‘tirar algum benefício ‘ sobre a situação, ou aumentar os impostos”, revela.

Em todo o país, o IBGE realiza XII Censo Demográfico cujo objetivo é traçar o perfil da população brasileira. Para isso, o instituto contratou, por meio de processos seletivos, os recenseadores que devem ter 18 anos e ensino fundamental completo. Jovens como Rafael são remunerados por produção, com base no número de domicílios recenseados. De acordo com o Instituto, em média, há 300 domicílios por setor censitário, que podem ser visitados em menos de 30 dias. “Já fiz a rua Goitacazes, passei pela Augusto de Lima e agora estou na Rua da Bahia, depois vou para a rua Espírito Santo”  conta Rafael que está nesse quarteirão desde o dia 01 de Agosto.

Acesse o link e leia sobre lei de obrigatoriedade de participação

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Repórter : Iara Fonseca
Texto: Danielle Pinheiro

Música, maquiagem, luzes e efeitos entram em cena esperando aplausos do grande público. O Centro de Cultura Belo Horizonte recebe a exposição “E as Luzes brilharam outra vez” que reuni fotografias dos espetáculos realizados durante os 12 anos do FIT (Festival internacional de teatro palco e Rua) de Belo Horizonte. Comemora-se neste momento com a exposição que passeia pelo universo teatral no espaço localizado na Rua da Bahia com Augusto de Lima.  O momento é de alegria para mais um ano de sucesso e consolidação e o público pode conferir algumas ocasiões mais que especiais durante toda a trajetória.

Com pequenas tiras de renda amarada ao monóculo e uma linha imaginaria desenhando uma cortina, painel de letras misturando o preto e branco, e uma cortina de veludo vermelha despertam os visitantes para um mundo de encanto.

Na exposição também são exibidos dois filmes curtas-metragem que apresentam as fotos do evento nas imagens em movimento. No inicio da exposição, havia sessões reservadas para apresentação dos filmes, eram exibidos no telão, mas devido à baixa procura da população, eles passaram a ser exibidos em uma TV comum.

Recentemente o Centro Cultural da Rua da Bahia passou por uma extensa reforma, e os recursos do governo para tal chegaram a atingir R$1.800,000, 00 melhorando a qualidade do espaço para que as pessoas possam usufruir dos trabalhos apresentados ali. “A população não procura, não participa, muitas pessoas já me disseram na rua que sentem vergonha de entrar aqui, a maioria (das poucas pessoas que vem) são formadas, povo mesmo não vem” conta Jefferson, estudante e monitor da exposição.

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Por Iara Fonseca e Danielle Pinheiro