Turismo

rock in rio

Por Keven Souza 

Aconteceu no último domingo (11) o encerramento do Rock In Rio 2022, na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. O evento que reuniu ​aproximadamente 100 mil pessoas no sétimo dia e contou a presença de mais de 36 artistas dos mais variados gêneros musicais, trouxe vida a Cidade Rock em 12 horas de música constante divididos em oito palcos. 

rock in rio
Dua Lipa, esbanjando talendo e brilho no palco mundo ( Foto: Keven Souza )

A atração mais aguardada da noite foi a cantora britânica de 27 anos, Dua Lipa. A artista era headliner do dia, onde, ao som de “Physical“, subiu ao Palco Mundo com todo um espetáculo de cores, luzes e hits. Esbanjando talento, apresentou o setlist com os sucessos de Future Nostalgia, seu segundo álbum de estúdio. Tudo muito bem pensado para quem estava presente no Parque Olímpico e também acompanhava de casa, pela transmissão do Multishow. 

Das músicas aos figurinos – quatro, ao todo – Dua Lipa brincou com cores e não dispensou brilho. Trouxe seu balé que performou garantindo um show à parte com coreografias. A cantora interagiu ainda com a plateia e finalizou, em português, dizendo: ‘obrigado gatinhos e gatinhas’.  

Megan Thee Stallion, Rita Ora e Ivete também foram outras cantoras que abrilhantaram o último dia de Rock In Rio, se apresentando no Palco Mundo. No Sunset, Liniker mostrou toda força da mulher trans preta juntamente com Luedji Luna. Logo após, Majur,  Agnes Nunes, Mart’nália, Gaby Amarantos e Larissa Luz uniram o samba, soul, blues, brega e jazz em um só espetáculo para homenagear Elza Soares.

Cidade do Rock é baile de favela

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Toda a estrutura gigantesca do palco mundo. ( Foto: Keven Souza )

Já a cantora Ludmilla, de 27 anos, que também se apresentou no Palco Sunset, foi uma das artistas mais comentadas do mundo na internet após seu show. Isso porque, ela prometeu que faria algo grandioso e cumpriu. A dona do hit ‘Rainha de Favela” investiu em estrutura de palco, luzes e figurinos luxuosos. Além disso, não deixou de lado o funk!

Ludmilla construiu um setlist único, que privilegiava o gênero musical, fazendo com que a Cidade do Rock por um momento virasse baile de favela. Levou ainda a dupla Tasha e Tracie, MC Soffia, Tati Quebra Barraco e Majur para o palco. Como resultado, fez um show certamente histórico que trouxe questionamentos aos produtores do Rock In Rio sobre a participação de artistas brasileiros no Palco Mundo, que é o principal palco do festival. 

O Rock in Rio promoveu inclusão em seus shows deste ano, como intérpretes de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e mais artistas negros e LGBTQIA+. Mas a principal crítica do público com os produtores foi colocar artistas femininas de grande público, que é o caso de Ludmilla e Avril Lavigne, em palcos menores, como o Sunset. 

A volta do Rock In Rio no Brasil 

Após dois anos desde a última edição do evento do Brasil, que aconteceu em 2019, a Cidade do Rock recebeu um público de 700 mil pessoas com o forte desejo de se reencontrar. Foram sete dias, 1.255 artistas, 300 shows e mais de 507 horas de experiência. 

As parcerias? Muitas! Stands do Globo Play, Tim, Itaú, TikTok, Coca-Cola, Doritos, Latam, Kit Kat, iFood, entre outros, decoraram o Parque Olímpico com cores e vida. E para mostrar que o Rock In Rio é um festival de números, esta edição foi recorde de turistas no Rio. Foram mais de 420 mil pessoas de outros estados do Brasil e uma estimativa de 10 mil de fora do país. 

O Rock In Rio é um festival que impacta diretamente na economia da cidade. É, ainda, patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro que expande toda nossa brasilidade para o mundo. Que as próximas edições continue com ​​toda a energia e alto astral, pois o evento além de trazer grandes espetáculos para o Brasil, dá um show como festival de experiências!  

 

A 9ª edição do evento foi realizada na Esplanada do Mineirão e fechou mais um ano sendo sucesso. 

Por Gustavo Meira 

Aconteceu no último sábado (27) na capital, o Festival Sarará 2022, evento que reuniu mais de 60 artistas de diversos segmentos e contou com a presença de mais de 35 mil pessoas na Esplanada do Mineirão, na Região da Pampulha. Foram quase 12 horas de música constante divididos em seis palcos. Os ingressos giravam em torno de R$ 150,00 a R$ 540,00.

Palco principal do Sarará 2022, na Esplanda do Mineirão. Imagem: Leo Caetano.

As atrações mais esperadas para esta edição eram Glória Groove, que trouxe o penúltimo show da ”Lady Leste Tour”, e contou com vários sucessos de seu último álbum e famoso medley de pagode com Ludmilla, no qual foi ovacionada. O show de Pabllo Vittar contou com a participação da cantora Urias e um corpo de ballet impecável. Um dia antes, PV esteve no Mercado Novo, onde gerou alvoroço e atendeu os fãs. Zeca Pagodinho, que sempre está com sua cerveja na mão, cantou seus maiores sucessos e de surpresa recebeu o rapper e fã Emicida no palco, levando o público ao delírio. 

Pabllo Vitar e Urias no palco principal do Sarará. Imagem: Alison Jones.
Gloria Groove em seu show no palco principal do Sarará.  Imagem: Leo Caetano.

A mineira de Taiobeiras Marina Sena, que em 2019 estava na plateia, fez sua estreia no Sarará e contou com a presença de Marcelo Tofani da banda mineira Rosa Neon. Ambos cantaram o hit ”Ombrim”. Já Gilsons fez a plateia cantar ”Várias Queixas” em um lindo couro. 

Marina Sena em seu show no palco principal do Sarará. Imagem: Alison Jones.

Homenagens e manifestações na Esplanada 

O line-up do festival contava com a presença de Elza Soares, porém a cantora faleceu em janeiro deste ano. Teresa Cristina, Nath Rodrigues, Paula Lima, Julia Tizumba e Luedji Luna fizeram um show em homenagem à Elza, contando com sucessos de sua carreira. 

“Elza é um nome muito importante da arte no Brasil e no mundo, uma mulher que sempre cantou tudo que tinha algum significado para ela e para todes no qual ela sempre defendeu com toda força e amor. Foram 91 anos de vida, bem vividos, 70 anos de carreira fantásticos, com reconhecimento no mundo todo e muito depois no país que ela tanto amava e defendia, mas Elza nunca fraquejou e agora tenho o orgulho de continuar trabalhando o nome da nossa eterna Rainha, para mim, Elzão. Ela ainda deixou muita coisa pronta para sair”. É o que disse Vanessa Soares, neta, produtora executiva e pessoal da cantora.

Cantoras em homenagem a Elza Soares no palco principal do festival. Imagem: Instagram Sarará/internet.

Houve manifestações políticas por parte dos artistas e do público em vários momentos do festival. O couro mais ouvido era a favor do ex-presidente Lula, candidato à Presidência das eleições deste ano.

Outras edições do festival 

As duas primeiras edições do Sarará aconteceram em 2014 e 2015, no Parque das Mangabeiras, em BH. Seu marco aconteceu quando o evento foi palco da Virada Cultural em 2016, com público de mais de 50 mil pessoas no Parque Municipal. Desde então, o festival cresceu e se transformou em um dos maiores do estado.

A 9ª edição do Sarará estava sendo preparada desde 2019. ”Tivemos momentos de sonhos, dúvidas, planejamentos constantemente alterados, nó na garganta, esperança… Nesse tempo todo, quisemos e queremos tanto viver”, diz a organização do evento. 

O Sarará é um #FestivalDeSentir, este ano foi possível sentir toda a energia dos artistas e do público, que estavam sedentos pela volta presencial do evento, que não aconteceu durante dois anos por conta do isolamento social. 

Anote na agenda, a próxima edição do Sarará já tem data marcada, 26 de agosto de 2023. Borá mais uma vez?!

 

Edição: Keven Souza. 

Sala de cinema doUna Cine Belas Artes ( Foto: José Ricardo da Costa Miranda Junior )

A ação gratuita aconteceu durante manhã e noite no coração do bairro de Lourdes


Por Keven Souza

No dia 16 de agosto, os acadêmicos do curso de Cinema e Audiovisual da Cidade Universitária Una (CDU) exibiram seus filmes no Una Cine Belas Artes. A ação foi fruto da parceria entre a universidade e o cinema, que foi palco para o encerramento de semestre das Unidades Curriculares (UCs) de Direção Cinematográfica e Realização.

Os alunos participantes eram do 5º, 6º, 7º e último período do curso, que apresentaram em um dos últimos cinema de rua de Belo Horizonte, mais de 10 obras divididas em duas sessões que abordavam diferentes temas e gêneros.

Programação do evento ( Foto: José Ricardo da Costa Miranda Junior )

“O encerramento foi muito bem sucedido. Havia uma dinâmica de funcionalidade, ritmo e tom dos filmes, que foi importante para os alunos entenderem o funcionamento de uma plataforma de fato do mercado, que é o caso do Belas Artes, onde é um cinema conhecido e frequentado por pessoas locais”, explica o professor de Cinema e Audiovisual da Una, José Ricardo da Costa Miranda Junior.

Orientados por José e demais professores das UCs, os alunos puderam vivenciar a prática do set e outros ambientes de produção durante a mão na massa dos curtas-metragens. “Consegui ver muita dedicação. A qualidade para produzir o que foi apresentado certamente foi perceptível, pude enxergar o nível de compromisso desses alunos, de entenderem que aquilo seria visto por alguém de fora do círculo de amigos e família”, relembra José.

Cada curta exibido passou pela curadoria dos professores e os diversos temas abordavam datas comemorativas que acontecem anualmente. É o que afirma o professor. “Tivemos filmes que retratavam o Natal, Dia das Mães, Ano Novo, entre outros. Inclusive foram exibidos na ordem do ano”, ressalta.

Julio Sales, que participou da ação e apresentou o filme “Pai em Versos”, relata que o encerramento das UCs no Belas Artes foi parte importante para mostrar seu trabalho ao mercado. “Foi incrível a sensação de estar em um cinema lotado exibindo meu filme.  Ao final da sessão, não pude deixar de me emocionar com os aplausos e ver que o esforço para fazer a história havia sido reconhecido. A recepção calorosa de estar em um cinema tão importante para a história de BH e poder ver as reações pessoalmente transformaram o momento em algo único pra mim, lembrarei disso pelo resto da minha vida”, conta.

O Una Cine Belas Artes

Sala de cinema doUna Cine Belas Artes ( Foto: José Ricardo da Costa Miranda Junior )

Localizado no coração do bairro de Lourdes, na região centro-sul de Belo Horizonte, o cinema possui um público diverso e fiel, que encanta frequentadores há mais de 29 anos. Com seu espaço de café e livraria, além de três salas de cinema, é ponto de encontro para prosear ou manter uma conversa casual.

No ano de de 2021, o Belas recebeu ordem de patrocínio do Grupo Ânima Educação, que é responsável pelo Centro Universitário Una, para permanecer aberto e continuar suas atividades. Hoje, o espaço possui inúmeras salas de cinemas abertas para o público e alunos da universidade, na qual possuem desconto nas entradas e produtos vendidos nas instalações do cinema.

Por Ney Felipe

Hoje, 22 de agosto, é comemorado o Dia do Folclore. No trajeto casa/trabalho, vim observando escolas, crianças, pais e me perguntando: será que ainda comemoram o Dia do Folclore?

Ao chegar no trabalho, conversa vai, conversa vem, Keven (técnico do laboratório de Jornalismo) e eu, relembramos os tempos de crianças. Uma data como esta, estaríamos com rosto pintado, talvez uma touca vermelha, coroa de fogo e por aí vai. Tudo isto, para simbolizar Cuca, Saci, Mula Sem Cabeça e outros vários que pertencem ao nosso folclore.

Em meio a nostalgia, bate uma certa tristeza. Sinto um pouco da nossa história se perder. Para vários povos, o Folclore é importantíssimo. Mas, se nossas escolas não tocarem neste assunto, cedo ou tarde, essa história irá se perder. 

Mas, nem tudo está perdido. O nosso Folclore sobrevive nas regiões norte e nordeste. Por lá, nossa cultura ainda é bem forte neste aspecto. Para se ter um exemplo, logo que cheguei, ainda conversando com o Keven, por curiosidade, fui pesquisar no Google e logo de cara, já tive retorno da pesquisa citando sempre estados do norte do país, festas no nordeste, a importância por lá. 

Por isso, respondendo ao título, pode-se concluir que ainda há Folclore no nosso país. Ainda tem lugares que tratam com a devida importância estas histórias que ajudaram a criar a cultura de um país. Sim, isso mesmo, de um país. Quem não se lembra de Monteiro Lobato e suas histórias no Sítio do Pica-pau Amarelo. 

Nestes grandes textos, vários personagens do nosso Folclore passaram a ganhar vida. O próprio texto ganhou vida e no final chegou até a TV. Por isso, motive os nossos pequenos a ler. Motive as nossas crianças a procurarem mais da nossa história. Assim, não só nosso Folclore, mas nossa cultura irá se perdurar por anos e anos.   

Pela segunda vez consecutiva, faculdade ganha o desafio e faz parte da programação do Arraial de Belo Horizonte 2022. 

Por Keven Souza

Consolidando destaque no setor gastronômico do 43° Arraial de Belo Horizonte, o curso de Gastronomia da Cidade Universitária Una (CDU) está entre os cinco ganhadores da 3° edição do Concurso Prato Junino, finalizado no último dia 16 de julho. “Porcobá” é o nome do prato dos cinco estudantes da Una que levaram o prêmio de R$ 5 mil e terá o alimento comercializado a preço popular durante a festividade, que ocorre de 29 a 31 de julho e também nos dias 6, 7, 13 e 14 de agosto. 

“O concurso é importante para alinhar todo o conhecimento técnico, criativo e interpessoal dos alunos das universidades de gastronomia, para operar em um grande evento de rua como o Arraial de Belo Horizonte”, diz Raquel Oliveira, gerente de marketing da Belotur.  

Nesta 3º edição, a competição reuniu além da Una, alunos das faculdades Uninassau-Univeritas, Promove, Estácio de Sá e Senac, desafiados a criar novas versões de receitas que valorizam a cultura junina e fazem parte da memória afetiva da culinária do estado. Foram elaboradas mais de 30 receitas ou releituras de pratos tradicionais com a temática ‘As Origens da Gastronomia Mineira’. 

Um júri técnico formado por especialistas avaliou e elegeu os cinco pratos vencedores, um de cada universidade. Foram consideradas ideias disruptivas na produção das receitas, o grau de valorização da culinária territorial, além da projeção de custo a ser vendido no dia do evento. 

Segundo Amanda Almeida, uma das juradas da competição, com boa nota nesses quesitos, os estudantes de Gastronomia da Una ganharam destaque pela receita criativa que uniu o porco junto com o fubá. “Cada faculdade tem um estilo próprio e formas diferentes de apresentar os pratos. Na Una, a criatividade e a diversidade do Porcobá foi muito grande, fico feliz pelo nível dos profissionais que estão chegando no mercado. Foram incríveis!”, afirma. 

Grupo Porcobá na apresentação do prato para o juri técnico. Foto: Mateus Felix/ Una

A estudante Julia Menezes, integrante do grupo Porcobá, explica que toda a construção do prato parte não só do esforço de seus colegas, como também do colaborativismo e parceria da instituição. “Todo mundo ajudou no desenvolvimento, dando muitas ideias. Nosso professor de panificação, Renato, ajudou na construção da broinha. A Mariana, que é nossa professora de cozinha brasileira, auxiliou nos conceitos da mineridade do prato. E já o Sinval, nosso professor de jornada do curso, estava sempre presente dando conselhos importantes. A partir disso, chegamos a conclusão do que tirar, do que colocar, e qual seria o melhor modo de preparo”, explica. 

Julia ressalta ainda que terem vencido o concurso é o ensejo de mostrar suas expertises e aumentar o portfólio. “Ter o nosso prato, criado por nós alunos, em um arraial que vai ter tamanha visibilidade com tantas pessoas reunidas, acho que é incrível para nossa vida profissional e também pessoal”, comenta. 

Grupo Porcobá na preparação do prato nos laboratorios de Gastronomia da Una. Foto: Mateus Felix/ Una.

De acordo com o professor de jornada de Gastronomia da Una CDU, Sinval Espírito Santo, o Concurso Prato Junino é uma vitrine de oportunidade que coloca o estudante em contato com profissionais renomados da Gastronomia. 

Para ele, a Una ter vencido pela segunda vez a competição demonstra a qualidade do curso em relação às necessidades do mercado. “Para nós do curso de Gastronomia da Una, é um orgulho enorme ter conseguido essa participação. No último arraial o vencedor também foi aqui da faculdade, então é uma responsabilidade ainda maior manter este troféu aqui com a gente. É, ainda, uma grande visibilidade para a Cidade Universitária Una de demonstrar sua excelência”, pontua.  

Grupo Porcobá com o professor Sinval, após a vitoria do desafio. Foto: Mateus Felix/Una.

O próximo passo do concurso é levar os pratos vencedores até a Vila Gastronômica do Arraial de Belo Horizonte 2022. Com o clássico jeitinho mineiro, o público poderá experimentar as comidas feitas pelos estudantes, entre outras especiarias, em um espaço de alimentação de destaque na Praça da Estação, no centro da cidade. 

O Arraial de Belo Horizonte chega à sua 43ª edição e retorna à Praça da Estação nos dias 29, 30 e 31 de julho e 6, 7, 13 e 14 de agosto. Sendo um evento com realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, com co-realização do Instituto Periférico e parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc-MG), apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-BH), será mais uma vez um festejo junino representativo da Região Sul e Sudeste do Brasil, pela sua valorização e respeito à cultura e às tradições que envolvem o período. 

Receita do Porcobá

Porcobá. Foto: divulgação PBH.

Descrição: sanduíche de broinha de fubá de canjica com refogado de costelinha e limonete de ora-pró-nóbis

Integrantes da equipe: Bruna Mendes Oliveira, Ana Luiza Borelli, Michelle Françoele Caetano de Oliveira, Eduardo Murilo Pinheiro Homobono e Julia Menezes Antunes

Ingredientes – Broinha de Fubá

  • 400ml de água
  • 80g de açúcar cristal
  • 5g de sal
  • 200g de manteiga
  • 150g de farinha de trigo
  • 150g de fubá de canjica
  • 400g de ovos

Ingredientes – Costelinha

  • 600g de costelinha suína
  • 50g de cebola picada
  • 21g de alho
  • 15g de sal
  • 10g de colorau
  • Pimenta do reino a gosto
  • 50ml de suco de limão capeta

Ingredientes – Limonete

  • 180g de cebola roxa
  • 1 maço de ora-pró-nóbis
  • 125g de pimentão amarelo
  • 75g de pimentão vermelho
  • 50g de cheiro verde
  • 60ml de azeite
  • 50ml de suco de limão capeta
  • 5g de sal

Modo de preparo  – Broinha de Fubá

  1. Pré-aqueça o forno a 165ºC;
  2. Aqueça água, açúcar, sal e manteiga até a fervura;
  3. Adicione a farinha misturada com fubá de uma só vez;
  4. Cozinhe até formar uma casca no fundo da panela, aproximadamente 2 minutos;
  5. Transfira para a tigela da batedeira;
  6. Bata até esfriar um pouco;
  7. Incorpore os ovos, um a um, lentamente, até a massa atingir o ponto (quando a massa cai em V do batedor);
  8. polvilhe fubá sobre a bancada e faça as bolinhas, com aproximadamente 100g de massa cada, com ajuda de uma colher;
  9. Polvilhe fubá por cima, enrole e coloque em uma forma untada e polvilhada com fubá;
  10. Asse a 165ºC por 30 minutos ou até ficar dourada.

Modo de preparo  – Costelinha

  1. Marine a costelinha com sal, alho e pimenta do reino e suco de um limão capeta por, no mínimo, 20 minutos;
  2. Cozinhe a costelinha na panela de pressão por 40 minutos;
  3. Desfie a costelinha;
  4. Refogue a cebola e os alhos picados em brunoise no azeite;
  5. Adicione colorau e acrescente a costelinha desfiada;
  6. Corrija o sal, se necessário.

Modo de preparo – Limonete

  1. Pique a cebola e o pimentão em brunoise;
  2. Pique o cheiro verde;
  3. Rasgue as folhas de ora-pro-nóbis grosseiramente;
  4. junte os ingredientes picados em uma tigela;
  5. Acrescente azeite, suco de limão capeta e sal a gosto.

Corte a broinha ao meio e recheie com costelinha e limonete.

Tempo de preparo: 2 horas

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Gestora e Presidente do Circuito Turístico Trilha dos Bandeirantes (Cecília Galvão e Wanildo Silva) - Evento de Certificação do Mapa do Turismo 2019 _ 2021

O ICMS turismo faz parte da Lei Estadual 18.030/2009 que tem por objetivo fomentar o turismo regional

Por Italo Charles*

Estimular o turismo é fomentar o desenvolvimento econômico, social  e o reconhecimento da cultura de determinado local ou região. A partir disso, a promulgação da Lei Estadual 18.030/2009, criou o critério de repasse financeiro denominado como ICMS Turismo.

O  ICMS Turismo tem como objetivo incentivar a  implementação de programas e projetos que realizam a promoção do turismo sustentável por parte dos municípios, sobretudo, os que executam políticas públicas para o crescimento do turismo regional. Dessa forma, os recursos arrecadados são destinados às atividades e ações descritas no plano municipal de turismo.

De acordo com a Turismóloga, Cecília Fonseca, o ICMS Turismo se trata de política pública que impõe aos municípios critérios para o repasse de verba, se tornando assim um agente desenvolvedor da estrutura econômica local. “O ICMS nada mais é do que uma política pública voltada para o turismo que exige que os municípios estejam regularizados com as suas leis e com seus instrumentos de gestão funcionando perfeitamente. Dessa forma, o ICMS estabelece critérios para que faça com que nós gestores de turismo, secretários municipais de turismo, possamos comprovar que atividade está sendo trabalhada de uma forma correta.

De todos os estados brasileiros, Minas Gerais é o único que repassa incentivos financeiros aos municípios a fim de executar a gestão turística através da legislação federal e estadual. Ao longo dos anos, os municípios que receberam os repasses, conquistaram grandes evoluções relacionadas ao planejamento e desenvolvimento de políticas públicas. 

Este ano, 343 cidades mineiras estão recebendo o repasse financeiro, que acontece através de alguns fatores, tais como: participar de um circuito turístico reconhecido pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult); ter uma política municipal de turismo elaborada e, pelo menos, em processo de implementação; possuir Conselho Municipal de Turismo (Comtur) constituído e em funcionamento regular; e ter um Fundo Municipal de Turismo (Fumtur) devidamente regulamentado e em operação.

Associados do Circuito Turístico Trilha dos Bandeirantes

Fomento turístico

O turismo é considerado como um conjunto de ações que englobam o desenvolvimento econômico de determinada região. Ao se falar sobre quão importante é o fomento dessa atividade, Cecília comenta sobre os aspectos e importância do turismo.

“O turismo é uma das atividades econômicas que mais gera renda e emprego. Muitas vezes as pessoas não percebem isso, mas a partir do momento que se compreende e percebe que as áreas de alimentos, bebidas, hospedagem e transportes, fica claro que tudo isso envolve turismo. Então, o turismo é uma forma de gerar mais renda para os municípios, com isso, dispondo de uma política pública bem instalada e articulada em desenvolvimento,  sempre crescente, os municípios só têm a ganhar com essas ações”, salienta Cecília.

Ainda existem vários municípios que não participam do ICMS Turismo, mas para além disso, vale destacar que o fortalecimento e planejamento através de uma política pública bem estabelecida resulta no ganho e desenvolvimento regional. 

“Para os municípios que ainda não adotaram o ICMS Turismo,  a minha recomendação é que procure a Instância de governança regional do seu território, esta que tem como preceito as afinidades históricas, culturais e geográficas para que ele esteja associada a essa Instância e comece a trabalhar uma política da forma correta, porque dessa forma,  é possível obter não só ICMS turismo, mas andar junto com a esfera pública, seja estadual ou federal, onde há inúmeros outros programas de incentivo e captação de recursos tanto estaduais quanto federais para o desenvolvimento da atividade”, comenta Cecília.

Circuitos Turísticos 

Os Circuitos Turísticos são instâncias de Governança Regionais, reconhecidas pelo Decreto Lei nº.43.321 de 08/05/2003. Se estabelecem como o principal mediador entre os municípios e governos orientando e coordenando, em parceria com os municípios, a política de turismo junto à cadeia produtiva local, envolvendo o poder público e sociedade civil, visando o fortalecimento da atividade turística regional.

“A Instância de Governança, por se tratar de uma associação de direito privado, geralmente consegue articular o poder público à iniciativa privada e comunidade fazendo com que todos esses atores trabalhem juntos com o mesmo objetivo e o mesmo foco que é o desenvolvimento do turismo sustentável”, afirma Cecília.

Atualmente, em Minas Gerais, existem 42 circuitos certificados. A certificação está prevista na Resolução 008, de 28 de abril de 2008, e é este documento que respalda o circuito perante o Estado, inserindo-o, efetivamente, na política pública do turismo.

Circuito Verde – Trilha dos Bandeirantes

A Associação Circuito Verde –  Trilha dos Bandeirantes, foi criada em 2002 e, desde então, executa ações a fim de difundir o turismo como estratégia para o desenvolvimento econômico, cultural e social na região que compõem a Trilha dos Bandeirantes.

Atualmente, a Trilha dos Bandeirantes é composta por nove municípios: Bom Despacho, Dores do Indaiá, Leandro Ferreira, Maravilhas, Onça de Pitangui, Papagaios, Pará de Minas, Pequi, e Pitangui. Municípios que pertencem à Região Central e Metropolitana de Belo Horizonte.

O Circuito Turístico – Verde Trilha dos Bandeirantes reúne em seus municípios associados grande diversidade histórico-cultural tendo registros sobre o período colonial e o Ciclo do Ouro. Abriga a Sétima Vila do Ouro de Minas Gerais, além de apresentar uma natureza exuberante, grande diversidade histórico-cultural, tradições seculares e trilhas que refletem a identidade de Minas Gerais e do Brasil.

 

 

*Revisão: Bianca Morais

** A matéria foi produzida sob a supervisão da jornalista Daniela Reis