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Uma  das dúvidas mais recorrentes para quem está se iniciando no universo da fotografia e da produção audiovisual é: qual câmera devo comprar? Essa é uma questão que, além de envolver aspectos relativos à viabilidade financeira pessoais, deve ser desconstruída.

É comum para os fotógrafos de longa data ouvir as pessoas dizendo que o bom equipamento é “quem” faz as boas fotografias. Em resumo, por meio de um conjunto de lentes, a luz é levada até uma câmara escura. Por meio de dispositivos manejados pelo fotógrafo (ISO, Diafragma e Obturador), a luz será gravada, seja em um sensor digital ou em um filme fotográfico. A câmera, nada mais é do que a ferramenta utilizada pelo fotógrafo para registrar determinado momento, não a câmera.

O entusiasmo e a cultura de consumo que são instaurados em nossa sociedade nos faz acreditar que quanto mais caro o equipamento, melhor será a fotografia que poderá ser realizada por ele. Isso é um engano. O fator preço das marcas que estão presentes no mercado envolve uma série de questões históricas, mercadológicas, de controle de qualidade e de especulações que irão ditar seus respectivos valores.

Gustavo Miranda é jornalista, fotógrafo independente e fotojornalista freelancer, integrante do coletivo Sô Fotocoletivo, em Belo Horizonte. Para ele, o que importa na hora de comprar um novo equipamento é o propósito destinado a ele. “A qualidade de uma fotografia é determinada pela leitura da luz e da iluminação da cena. Tanto o equipamento, quanto o olhar do fotógrafo, influenciam na qualidade da fotografia. Porém, vale enfatizar que o olhar do fotógrafo é a matéria-prima para a qualidade fotográfica. De nada adianta um bom equipamento, se ele não tiver cultura fotográfica”, enfatiza.

De fato, os equipamentos mais caros possuem tecnologias e qualidade de imagem final superiores aos equipamentos com preços inferiores. Porém, isso não determina a qualidade técnica do fotógrafo: é ele quem irá fazer a fotografia, independente do equipamento que estiver usando, seja uma Pinhole de 5 reais ou uma Leica de 30 mil.

Mas afinal, qual câmera devo comprar? A resposta é, depende. A sua escolha deverá se pautar sobre a finalidade da sua fotografia. Você é uma pessoa que gosta de viajar, visitar novos lugares e quer compartilhar suas fotos com amigos? Compre um bom smartphone! Existem modelos no mercado que irão surpreender no quesito Câmera Fotográfica, além de possuir as funções básicas de um telefone celular.

Se você é uma pessoa que gosta de fotografar os amigos, os momentos diversos da vida e do seu cotidiano mas, não abre mão de praticidade, leveza e mobilidade pesquise sobre os modelos Bridge ou Superzoom, o custo benefício deles é o melhor do mercado. Agora, se você é alguém que além de adepto, é um desbravador dos segredos da fotografia, quer conhecer, experimentar e descobrir novas possibilidades (inclusive de qualidade de imagem) pesquise sobre as DSLR, modelo mais utilizado entre os profissionais.

Antes de tomar a decisão sobre qual equipamento pode ser o ideal para garantir uma primeira compra, é importante conhecer as diferentes opções que existem no mercado, bem como, suas vantagens e desvantagens; sejam elas em termos financeiros ou tecnológicos. Procure lojas, experimente as câmeras em suas mãos. Cada uma possui uma forma diferente, sinta aquela que pode deixá-lo mais confortável. Leia, pesquise, converse com fotógrafos. O mais importante, antes de realizar essa compra, é ter a plena consciência dos seus propósitos pessoais, ou profissionais, que destinará à fotografia além das condições financeiras.

Para facilitar, conheça um pouco mais sobre diferentes equipamentos fotográficos que estão presentes no mercado:

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Reportagem: Lucas D’Ambrosio

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A canção escrita pelo letrista Renato Russo, Clarisse, foi lançada no álbum Uma Outra Estação no século passado e, no entanto, nunca esteve mais atual. A letra, que é um protesto contra o silêncio da depressão, retrata, verso após verso, as dificuldades enfrentadas por quem luta contra a doença. Renato Russo, através de Clarisse, a personagem, fala de tristeza enraizada, falta de esperança e a morte dos sonhos, além de algumas consequências decorrentes da doença: solidão, automutilação, isolamento e o uso de medicamentos. Hoje, a depressão é conhecida como o mal do século, deixando a música da banda Legião Urbana mais viva do que nunca.

Sem ter com quem conversar, devido ao tabu que ronda o assunto, muitas pessoas desistem de lutar e optam pela morte voluntária, esta que é majoritariamente associada à depressão, e responsável por mais mortes do que as causadas pela Aids. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 minutos alguém coloca fim à própria vida no mundo. O Brasil ocupa o 8° lugar no ranking em números, com cerca de 25 mortes voluntárias por dia.

Visando a desmistificação do tema, pacientes diagnosticados com a doença falaram sobre assuntos que vão desde a dificuldade para assumir que precisavam de ajuda até o tratamento. De acordo com a Psicóloga Raquel Assrauy, entrevistada pela equipe, a melhor forma de ajudar os pacientes e prevenir suicídios é dando-lhes oportunidade de falar como se sentem sobre o assunto.

Veja, na reportagem a seguir, os relatos de Cássia Silva*, 46, Ítalo Souza*, 23, Melissa Ferreira*, 19 anos, que lutam contra a depressão, e a entrevista com a psicóloga Raquel Assrauy, formada em psicologia pela Puc, pelo Instituto de Psicanálise e com especialização em saúde mental pelo Centro de Estudos Galba Velloso.

*Os nomes foram alterados, a pedido dos entrevistados, a fim de manter o sigilo.

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Matéria produzida pela aluna do quarto período de jornalismo,  Laryssa Xavier, na disciplina de TIDIR/JOR2BN

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Foto: Pablo Abranches

Há 20 anos, o Brasil ficava órfão de um dos precursores do rock brasileiro: Renato Manfredini Júnior, artisticamente conhecido como Renato Russo. O líder e vocalista da banda Legião Urbana, sucessos dos anos 1980 e 1990, morreu numa clínica no Rio de Janeiro, cidade onde nasceu. O artista nos deixou, aos 36 anos, na primeira hora da madrugada daquele 11 de outubro de 1996, vítima de complicações decorrentes da AIDS O ídolo de toda uma geração passou os últimos anos da sua vida compondo.

Apesar de ter morrido em terras cariocas, Renato viveu em Brasília por muitos anos. Filho de funcionário público e de classe média alta morou nos Estados Unidos e na Europa. Durante um tempo, foi professor de inglês, idioma com o qual interpretou músicas pop para o álbum solo The Stonewall Celebration Concert, em 1994. Na capital federal, a carreira como músico começou a decolar com a banda Aborto Elétrico, com fortes referências da música punk.

Em outro momento, num breve período dos anos 80,  Renato Russo também participou da banda Trovador Solitário. Mais tarde, juntou-se a Marcelo Bonfá, Eduardo Paraná e Paulo Guimarães, onde, jutnos, formaram a Legião Urbana. Em 1983, Dado Vila-Lobos assumiu a guitarra. Aos 18 anos, ainda jovem, assumiu ser homossexual. Gesto de muita coragem e ousadia, sempre presente na sua personalidade controversa. O compositor também teve um filho, que dizem ter sido adotado. Guiliano Manfredini é o responsável hoje por administrar a marca Legião Urbana.

A OBRA

A discografia de Renato Russo e da Legião ficou marcada com grandes sucessos que podem ser comprovados em números. Somados, a discografia conta com dez discos de Diamante e Platina Triplo, tendo alcançado por vários álbuns seguidos mais de 1 milhão de cópias vendidas, como é o caso de Equilibro Distante, lançado em 1995, um ano antes de sua morte. Considerado um músico e compositor único, o roqueiro tinha uma personalidade controversa, mas com grandes doses de poesia e crítica social.

Renato sempre foi um artista à frente do seu tempo e, por isso, sua obra continua atual e, porque não dizer, imortal. Com letras politizadas e românticas o jovem sempre ousou a questionar e problematizar as relações humanas. Renato falava do amor como poucos, além de mobilizar, por meio da música, centenas de milhares de jovens a acompanhar a vida política do país, trazendo à tona referências musicais inteligentes para aquele tempo.

Nas poucas entrevistas concedidas, o cantor demonstrava uma visão de mundo lapidada, reflexiva e democrática. “E de repente – eu como pessoa, indivíduo e como artista – achei que, para manter minha consciência tranquila, seria legal dar uma resposta a isso. Acho que a importância é  informação…é  base do fascismo, do preconceito e da intolerância é a falta de informação. Qualquer pessoa que tem informação já pensa diferente”, disse Renato com acentuado sotaque carioca, ao questionar a cobertura da grande imprensa da época aos fatos políticos do período, durante entrevista para o programa MTV no Ar.

 EM VERSOS

Se vivo, Renato Russo completaria 56 anos em 27 de março deste ano. Mas apesar da morte prematura, suas obras são tão contemporâneas que as gerações de fãs sempre se renovam. Mas ele também tinha seus ídolos, curtia os Beatles e os Rolling Stones, na década de 70, o que viria a influenciar toda a sua carreira musical. Nos primeiros álbuns, ele deixou claro suas fontes e o fascínio que tinha pelo rock britânico.

O primeiro álbum Legião Urbana trouxeram os sucessos Será, Ainda é Cedo e Geração Cola-Cola. Mesmo tendo sido o primeiro LP a ser lançado pela banda, o disco foi o quinto mais vendido e recebeu o Disco de Platina, alcançando mais de 971 mil cópias vendidas. O último disco, Tempestade, foi lançado em 20 de setembro de 1996, menos de um mês antes da morte de Renato Russo reflete o momento de solidão e depressão do artista. O álbum teve vendagem de 996 mil cópias e foi o quarto mais vendido da banda com o certificado de Platina triplo pela Academia Brasileira de Produtores de Discos.

Apesar de póstumas, as obras do cantor se multiplicaram. Onze músicas interpretadas por Renato Russo ou do Legião Urbana fizeram parte de trilhas sonoras de telenovelas de sucessos desde 1990. É o caso de Meninos e meninas (Rainha da Sucata, TV Globo, 1990), Send in the clouds (Pátria minha, TV Globo, 1994), La solitudine (Cara e Coroa, TV Globo, 1995), La forza della vita (O Rei do gado, TV Globo, 1996; e Aquele beijo, TV Globo, 2012), Love in the afternoon (O Clone, TV Globo, 2001), Mais uma vez (Mulheres Apaixonadas, TV Globo, 2003), Vento no litoral (Cobras e lagartos, TV Globo, 2006), Like a flower, com Fernanda Takai, (Tempos modernos, TV Globo, 2010), Será (com Simone, em Perigosas peruas, TV Globo 1992; e com o Legião Urbana em Insensato Coração, TV Globo, 2011), Pais e filhos (A Vida da Gente, TV Globo, 2010). A telenovela mais recente a ter uma canção composta por Renato Russo em sua na trilha sonora foi Velho Chico, com Monte Castelo, tema do personagem Martim (Lee Taylor).

No cinema, a vida do maior compositor do rock brasileiro ganhou destaque nos últimos anos. Dois filmes foram lançados, inspirados nas canções e na sua biografia. Em 2013, Faroeste Caboclo, dirigido por Renné Sampaio,  alcançou faturamento de 15,5 milhões de reais, aproximadamente, e levou aos cinemas cerca de 1,4 milhão de espectadores durante seu lançamento. A outra produção foi Somos tão jovens, dirigido por Antônio Carlos de Fontoura, também demonstrou como o artista continua a ser idolatrado pelo público. O filme faturou mais de 18 milhões de reais e levou ao cinema mais um milhão de espectadores, segundo dados do site oficial.

EM LIVROS

Na literatura, a vida e obra do artista, também, foram contadas por vários escritores, entre eles, Regina Rosseau, Henrique Rodrigues e o próprio Renato Russo. A última edição lançada, em 2015, foi Só por hoje e para sempre – Diário de um recomeço, que conta a história dos 29 dias que passou numa clínica de recuperação para dependentes químicos. Sempre exigente, Renato tinha o desejo de que a obra fosse lançada depois de sua morte. Após 20 anos, o livro chegou às livrarias trazendo as memórias de um período valioso, de contato íntimo com o artista durante um momento de profunda reflexão e superação. Em entrevista para a edição do mês de setembro para a revista Rolling Stones, Guilliano, diz que leu chorando em cinco horas o manuscrito original do livro do pai.

Foto: Pablo Abranches
Foto: Pablo Abranches

Também em entrevista para Rolling Stones, Marcelo Bonfá, ex-companheiro de banda, expressa sua admiração pelo parceiro. As letras, de caráter filosófico ou político, muitas vezes foram escritas pelo vocalista após a criação coletiva das melodias. “Acima de tudo, Renato era um cara muito democrático. Assim como sabia aproveitar das pessoas o que precisa para levar suas ideias adiante. Assim nasceram várias canções, nas quais posteriormente todos interviam, dando palpites nas melodias e nas estruturas harmônicas”, explica Bonfá.

Para estudante de publicidade, Geferson Magalhães, 20, sua relação é de fã número 1 com banda que marcou o início do rock brasileiro. “A Legião Urbana é a melhor banda do mundo. Renato é sensacional, quando era adolescente queria fazer uma banda cover, mas infelizmente não deu certo. Mas se ainda aparecer alguém que queira fazer, eu quero muito ainda. Escuto todos os dois dias”, conta Geferson entusiasmado.

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Geferson Magalhães,  20, se intitula fã número 1 de Renato Russo.

Para a geração que viveu intensamente o Renato durante sua carreira na Legião, como um messias, o músico parecia profético ao escrever de forma tão moderna. Para Manoel Araújo, 45, gerente de auxiliar de cobrança, nos anos 70 a banda que mais curtia era a de Renato. “A música que mais gosto deles é Índios, porque fala de uma inocência, sobre acreditar no homem, acreditar num mundo melhor. As letras dele são tão atuais porque estamos carentes de boas composições na música brasileira e no rock hoje.

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Manuel Araújo é fã de Legião Urbana desde sua criação.

“Ele era um pensador da época e como pensador escrevia questionando a política, o país, a podridão que existia naquela época e que ainda existe hoje. Por isso as letras dele vão continuar eternamente, vão prevalecer pra sempre. Renato não morreu”, comenta Manoel, fazendo referência ao famoso bordão “Elvis não morreu”, também de outro ícone de uma geração do rock nos EUA.

O LEGADO DE 30 ANOS

Hoje, dia 11 de outubro, homenagens pelo Brasil e nas redes sociais, marcam os 20 anos de sua morte. Recentemente, Marcelo Bonfá, Dado Villa-Lobos lançaram uma turnê para comemorar os 30 anos do primeiro disco. O projeto intitulado Legião Urbana – 30 anos traz o disco original remasterizado e curiosidades da carreira. O show em Belo Horizonte está marcado para o dia 22 de outubro, no Hangar 677. Os ingressos variam R$ 110,00 (2º Lote/pista) até 253 (1º Lote/Camarote Open Bar). Em setembro, a TV Globo reprisou o especial Por Toda Minha Vida, um documentário que conta a história de ídolo com depoimentos e trechos de apresentações do artista que está imortalizada pra sempre na história da música brasileira.

Matéria produzida pelas turmas de terceiro e quarto período de jornalismo, na disciplina Tidir/JOR2B

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Bruna Chaves e os alunos do curso de gastronomia

“Repertório”, foi em torno deste conceito que o bate-papo realizado pela UNA na noite de ontem, 10, com a segunda colocada do MasterChef Brasil, Bruna Chaves, e os Chefs de gastronomia e professores da instituição, Adriano Vilhena, Edson Puiati e Sinval Espírito Santo, se deu.  Durante a conversa, Chaves contou como foi sua preparação para entrar no programa, como eram os bastidores, os desafios que enfrentou durante os meses de gravação e o que mudou em sua vida após o término do reality.  Bruna sempre gostou de cozinhar, mas a atividade, até então, era apenas um hobbie.

A inscrição no programa só foi feita após muita insistência do marido, que percebendo a paixão que da esposa pela cozinha, apostou em seu potencial. Quando começou a ser chamada para as etapas classificatórias, Bruna mergulhou de vez no universo da gastronomia, estudando com o auxílio da internet e dos livros, técnicas, harmonização, alimentos exóticos e tudo que pudesse auxiliar durante o programa. “Não fiquei esperando a informação vir até a mim, fui atrás dela”, conta. Sobre a preparação e as gravações do reality, a finalista brinca, “Nível de glamour zero”.

Pegando um gancho com a fala de Chaves, os professores reforçaram nos alunos presentes a importância de manter o repertório atualizado, isto é, buscar sempre informações novas a respeito da gastronomia e, também, instigar o paladar, permitir-se provar alimentos novos – e, rever alguns “preconceitos” com outros ingredientes. Na conversa, foi defendido a ideia de que quanto maior for o repertório do cozinheiro, maior será o alcance de suas criações.

O estudante de gastronomia, Gabriel Faria, conta que após participar do bate-papo percebeu que o caminho para se destacar na cozinha é estudar além do que os professores passam em sala. Faria pontua ser de extrema importância sair da zona de conforto, “Se não sairmos da zona de conforto, nosso repertório será sempre o mesmo e não teremos bagagem para ousar na cozinha e se destacar”, avalia.

A segunda colocada do MasterChef Brasil concluiu dizendo que a vivência do programa aumentou não somente seu repertório prático. Ela, que trabalhava dando aulas de português e inglês, não tinha noção das diversas áreas existentes que o meio abrange; “Eu não sabia que a gastronomia era tão ampla, desde o término do programa tenho trabalhado só com isto e já fiz comida para feira de rua, trabalhei em cozinhas profissionais, assinei pratos em restaurantes, dei workshop..”, conta a ex professora que, apesar de ainda não conseguir escolher uma área da gastronomia para se especializar, não se vê  trabalhando com outra coisa.

Por: Bruna Dias

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Foto: Carla Andrade

A depressão é classificada como um transtorno afetivo mas, além dos sintomas psicológicos que são os mais conhecidos, também podem haver sintomas físicos. Uma intervenção precoce pode ocasionar em remissão dos sintomas depressivos, por meio de psicoterapia ou medicação, ou até a evolução prognóstica de um quadro já diagnosticado. O quadro depressivo também engloba os principais sintomas que contribuem para um diagnóstico conclusivo. A pessoa deprimida pode obter sentimentos de inferioridade, dificuldade para se lembrar de algo e para tomar decisões, culpa e frequentes crises de choro, além da tristeza profunda, perda de interesse, alteração no apetite e dificuldade de concentração.

Psicóloga e especialista em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental, Luciana Nogueira de Vasconcelos, de 26 anos, diz que o sono é uma das principais funções do nosso corpo e que ele é responsável por reestruturar o organismo do ponto de vista neuroquímico, como consolidar a memória aprendizado e repousar o organismo. “Alterações no sono podem implicar em diversas consequências físicas e psicológicas. Irritabilidade, ansiedade, deficit de atenção, dificuldade de aprendizagem e memória, alterações hormonais, hipertensão e maior risco de desenvolver doenças cardíacas e vasculares são alguns exemplos”, afirma.

A serotonina, neurotransmissor mais afetado durante o quadro depressivo, é responsável, entre outras coisas, pelo sistema de fisiologia da dor. Por esse motivo, é comum sentir dores sem motivos aparentes(quedas ou fraturas, por exemplo) durante a depressão. Também está associada a depressão queixas como mal-estar, dores do corpo, no peito e na cabeça, formigamentos, cansaço, tremores, tontura e retardo psicomotor. “Esses sintomas físicos indicam sinais de alerta e precisam ser investigados por um médico capacitado e, não havendo causa orgânica para justificar os sintomas, esses podem levar ao diagnóstico do Transtorno Depressivo”, diz a psicóloga.

Luciana ainda ressalta que, além de todos os sintomas que aparecem, o paciente fica mais vulnerável do ponto de vista psicológico, pois ainda podem aparecer novos transtornos. “As pesquisas têm indicado que transtornos de ansiedade, quadro de dependência química, transtornos alimentares e transtornos dos impulsos são os mais comuns”, alerta a especialista.

O quadro depressivo de Vinícius Pinheiro teve início em 2012, quando ele tinha 17 anos. Hoje com 21, conta que a presença do desânimo era constante e que isso gerava perda de energia e, consequentemente, noites de sono muito curtas. “Aí veio a desidratação devido a escassa alimentação e chegando perto de um quadro de anemia, o que me trouxe constantes dores de cabeça”, relatou. Vinícius ainda conta que sem seu comprimido para dormir, seu sono é picado e que isso gera um cansaço extremo em seu corpo, mesmo sem ter se esforçado de algum modo. “Sem meu antidepressivo minha situação fica crítica no quarto dia, volta toda a irritabilidade sem motivo, dormência e formigamento no corpo todo”, confessou.

Os Transtornos Afetivos podem se apresentar de diversas formas, que são chamadas de subtipos ou formas clínicas da depressão. Depressão maior, depressão melancólica ou endógena, depressão atípica, depressão recorrente, depressão crônica, distimia e transtorno bipolar. Cada subtipo implica na gravidade dos sintomas e requer um tratamento específico. O diagnóstico da depressão se baseia nos critérios estabelecidos no Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, que apresenta nove sintomas, mas para um disgnóstico conclusivo de depressão, é necessário que o paciente apresente cinco ou mais sintomas por, no mínimo, duas semanas.

Matéria produzida pela aluna do terceiro período de jornalismo: Tatiana Franciele e Silva, na disciplina de Tidir/JOR2B

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Cabify, o novo aplicativo de corridas com base na quilometragem, começa a operar nesta terça-feira, 11, na capital. O serviço que veio para ser o novo concorrente de táxi e bater de frente com o Uber, possui cadastrado cerca de quatro mil veículos já no primeiro dia de operação. O app de serviço já atende as capitais de São Paulo e Rio de Janeiro. O aplicativo está disponível para Android e iOS.

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Presente em 30 cidades, a Cabify é uma empresa que teve início na Espanha em 2011 e hoje atua em 14 países. O sistema é semelhante ao do Uber, na qual o cliente pode solicitar um veículo da onde estiver pelo aplicativo, com a diferença que o pedido pode ser feito pelo o computador também. Outro diferencial é que os pagamentos só serão aceitos via aplicativo, ou seja, não aceitam dinheiro.

O sistema de atendimento é 24 horas, todos os dias da semana. De acordo com criadores do app, a ideia é solucionar o mais rápido possível as dúvidas dos passageiros e motorista. A fim de manter a segurança dos passageiros, segundo eles, o processo de cadastramento de motoristas é rigoroso. No site da Cabify, há uma lista de requisitos para quem deseja se tornar um parceiro.

E hoje, para a inauguração do serviço as duas primeiras viagens de até R$ 20 realizadas pelos usuários serão gratuitas. Entre os dias 12 e 16 de outubro, os usuários também contarão com descontos de 50% em até dez corridas utilizando o código CABIFYBH50.

Texto: Amanda Eduarda