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Abordando o tema “Mulheres no Cinema”, começa hoje, 04, a 3ª Edição Festival Interamericano de Cinema Universitário, o do Lumiar. Organizado pelas professoras de cinema do Centro Universitário UNA, Mariana Mól e Ursula Rösele, o evento deste anos pretende discutir quais os são os espaços, as preocupações e as perspectivas das mulheres no cinema e independente da ordem acadêmica,  técnica e artística, mostrar a importância delas nessas frentes.

Segundo as coordenadoras do festival, o curso de Cinema do Centro Universitário UNA, contam com “116 alunas que buscam de conhecimento, reconhecimento e comprovando a pluralidade de possibilidades de atuação da mulher na área”.

Ao todo, 248 curtas-metragens foram inscritos para a Mostra Competitiva Interamericana, que abrange sete países diferentes e várias regiões do Brasil. Sendo que foram selecionados 37 curtas para a mostra, que anunciará os ganhadores no último dia do evento, 11.

A abertura do Festival será realizada às 19 horas, no Cine Humberto Mauro, a entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados meia hora antes na bilheteria do evento. Artesãs do tempo (MG, 2016) documentário de Rebeca Francoff será uma das atrações e também o filme Estado Itinerante (MG, 2016) de Ana Carolina Soares.

Após a abertura será exibido o primeiro filme da Retrospectiva de Juliana Rojas e Marcos Dutra, Sinfonia da Necrópole (SP, 2014), o filme se passa na cidade de São Paulo e retrata um aprendiz de coveiro e uma nova empregada do cemitério que são subordinados a fazerem o recadastramento dos túmulos abandonados, durante o filme uma série de acontecimentos estranhos fazem com que o coveiro reflita sobre sua profissão.

Acesse para saber a programação:

https://lumiarfestival.wordpress.com/programacao/

Reportagem: Amanda Eduarda e Gabriella Germana.

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Renato Russo conquistou milhares de jovens e adultos com suas melodias retratando a realidade de muitos, o que gera polêmica. Separamos algumas canções que são parecidas com diversas histórias que vimos no cinema.

1 – Musica: Clarisse (Álbum: Uma outra Estação) /Filme: Garota, Interrompida.

Quem diz que me entende nunca quis saber, aquele menino foi internado numa clínica, dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças, dos sonhos que se configuram tristes e inertes.

O que é verdade, o que é mentira, o que é real, o que não é? Em Garota, Interrompida, conhecemos a história de Susanna Kaysen, que após beber aspirinas juntamente com um litro de vodca, é diagnosticada com um distúrbio de personalidade e vai para um centro de reabilitação, cheio de garotas que a sociedade considera incapazes. Susanna se vê fazendo amizades graças a uma relação profunda com Lisa Rowe, uma sociopata manipuladora que está internada há 8 anos.

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Foto reprodução: Columbia Pictures Corporation

2 – Musica: Tempo Perdido (Álbum: Dois) / Filme: O Homem do Futuro

 Nem foi tempo perdido, somos tão jovens, tão jovens, tão jovens.

João/Zero (Wagner Moura) é um cientista genial, mas infeliz porque, há 20 anos, foi humilhado publicamente durante uma festa e perdeu Helena (Aline Moraes), uma antiga e eterna paixão. Certo dia, uma experiência com um de seus inventos permite que ele faça uma viagem no tempo, retornando para aquela época e podendo interferir no seu destino. Mas quando ele retorna, descobre que sua vida mudou totalmente e agora precisa encontrar um jeito de mudar essa história, nem que para isso tenha que voltar novamente ao passado.

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Foto reprodução: Globo Filmes

3 – Musica: O Reggae (Álbum: Legião Urbana) / Filme: Cidade de Deus

Cresci e apareci e não vi nada, aprendi o que era certo com a pessoa errada. Assistia ao jornal da TV e aprendi a roubar pra vencer.

O filme retrata o crescimento do crime organizado na Cidade de Deus, uma favela que começou a ser construída nos anos 1960, e se tornou um dos lugares mais perigosos do Rio de Janeiro no começo dos anos 1980. Para contar a trajetória deste lugar, o filme narra à vida de diversos personagens e eventos que vão sendo entrelaçados no decorrer da trama, tudo pelo ponto de vista do narrador, Buscapé, um menino que cresceu em um ambiente muito violento, porém, encontra chances de não ser fisgado pela vida do crime.

 

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Foto reprodução: Globo Filmes

4 – Musica: Que país é esse? (Álbum: Que Pais é Este?) / Filme: O Redentor

Nas favelas, no senado. Sujeira pra todo lado, ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.

Célio Rocha é um jornalista que vive uma crise familiar há cinco anos, desde que o pai adoeceu por não ter recebido as chaves de um apartamento do Condomínio Paraíso, depois de ter pago 17 anos de prestações à construtora do Dr. Saboia, um empresário corrupto. Célio recebe a tarefa de entrevistar Otávio, filho e sucessor do dono da construtora, também corrupto, e a quem odeia desde a infância. Célio quer se vingar de Otávio descobrindo provas de suas falcatruas, mas acaba se envolvendo em um lamaçal de trapaças e negociatas.

 

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Foto reprodução: Warner Bross Pictures

5 – Musica: Faroeste Caboclo (Álbum: Que País É Este?) / Filme: Faroeste Caboclo

Não tinha medo o tal João de Santo Cristo, era o que todos diziam quando ele se perdeu.

É claro que na nossa lista não poderia faltar o filme de Faroeste Caboclo, dirigido por René Sampaio. O longa conta a história do nosso famoso João do Santo Cristo, que deixa sua cidade natal e se muda para a Brasília em busca de uma vida melhor. Lá, ele encontra a miséria e o crime, mas também descobre o amor nos braços de Maria Lúcia.

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Foto reprodução: Europa Filmes

 

 Texto: Isabella Silmarovi, Natália Ribas, Raphael Assis e Daniel Reis.

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  • Lumiar – 3º Festival Interamericano de Cinema Universitário

Data: de 04.11.2016 até 10.11.2016

Local: Cine Humberto Mauro e dependências do ICA/UNA

O evento reúne oficinas, palestras, debates e exibição de filmes, além da retrospectiva de Juliana Rojas e Marco Dutra.

https://www.facebook.com/LumiarFestivalUniversitario

Telefone: 31 3235-7300

Entrada Franca

  • Cena Negra de BH

Data: de 04.11.2016 até 06.11.2016

Local: Espaço Político-Cultural Gustavo Capanema

Encontros artísticos e reflexivos sobre a cena e os artistas negros de Belo Horizonte.

Dia 4 – 19h – “O grito do outro – O grito meu!’ Onde estão os negros? Você os vê? Você os ouve? Quem é negro? Vozes que ecoam, gestos que se completam, histórias que se misturam”. O espetáculo aborda o racismo e a construção das identidades em uma sociedade fundamentada sobre o mito da democracia racial. A pesquisa, voltada para a dramaturgia negra e para a arte marginal, trabalhou com textos autorais e buscou elementos do hip hop, com foco na musicalidade e corporalidade. Em cena, indivíduos negros, gritando por si, por tantos, tantos outros.

Dia 4 – 20h – “Roda de Conversa: Cena Negra: o que, como e por quê?” Convidados: Prof. Dr. Marcos Alexandre (FaLe/UFMG),pesquisador do Teatro Negro; Rosália Diogo, Coordenadora do Festival de Arte Negra BH – FAN- BH / Fundação Municipal de Cultura-BH; Prof. Dr. Wagner Leite, da Escola de Belas Artes da UFMG, Pesquisador de Arte Negra.

Dia 5 – 20h30 – “Palhaças e Negras”: Encontro Artístico das Palhaças Negras de Belo Horizonte.

Dia 6 – 19h – “Projeto UMA” – Inspiradas em suas trajetórias na dança categorizada como um dos elementos da cultura Hip Hop, o projeto apresenta o processo de pesquisa e criação cênica do seu novo trabalho, intitulado “Processos”. O grupo compartilhará a fase atual desse estudo que iniciou em abril desse ano e ainda se encontra em desenvolvimento, assim como seus percursos nas Danças Urbanas, objeto de estudo do trabalho. Com Aline Negrona, Bárbara Almeida, Bianca Camila, Raquel Cabaneco, Vanessa Vaz. Trilha Sonora de Bárbara Almeida e Magu Anderson.

https://www.almg.gov.br

Telefone: 31 2108-7826

  • 53HC Music Fest 2016

Data: de 04.11.2016 até 06.11.2016

Local: Music Hall

O 53HC Music Fest 2016 será um encontro de gerações com rock de todos os tipos!
Nessa edição além dos debates, palestras e atividades formativas pretendemos dialogar com alguns espaços em diferentes regiões da cidade e encerrar o evento de maneira clássica com três dias consecutivos no Music Hall BH.
Artistas já confirmados:
Sexta 04/11
PLEBE RUDE (DF)
CACHORRO GRANDE (RS)
HELL OH (RJ)
+ Artistas

Sábado 05/11
CAMISA DE VÊNUS (BA)
BBGG (SP)
YUCK (Inglaterra)
+ Artistas

Domingo 06/11
SEPULTURA (MG)
WORST (SP)
TORMENTO (MG)
+ Artistas

https://www.facebook.com/53HCMusic/

Telefone: 31 3271-7237

  • Festival Samba de Raiz

Data: 05.11.2016 – 18:00

Local: Quadra da Escola de Samba Cidade Jardim

O Festival Samba de Raiz promove apresentações musicais com grandes nomes do ziriguidum durante todo o ano. O convidado é o carioca Leandro Sapucahy.

https://www.facebook.com/GresCidadeJardim

  • Feirinha Aproxima

Data: 05.11.2016 – 10:00

Local: Casa Fiat de Cultura

A Feirinha Aproxima oferece aos amantes da boa culinária a opção provar várias delícias mineiras. O evento itinerante leva para vários espaços da cidade uma mistura de cheiros, temperos e sabores, reunindo produtores e ingredientes diversos.
Serão vários restaurantes e produtores expondo seus produtos, como queijos, frutas, orgânicos, quitandas, temperos, cachaça e muito mais!

https://www.projetoaproxima.com.br/feirinha-aproxima

Telefone: 31 3289-8920

Entrada Franca

  • Oktoberfest Belo Horizonte

Data: de 05.11.2016 – 12:00 até 06.11.2016 – 22:00

Local: Praça Carlos Chagas – Praça da Assembleia

Reunir, em um mesmo lugar, diferentes tipos de cervejas especiais, pratos da culinária típica alemã e várias atrações culturais para aproveitar o dia ao ar livre com toda a família. Essa é a proposta da Oktoberfest Minas, que recria a tradicional festa alemã.
Diversas cervejarias artesanais mineiras e dezenas de estilos de chopes estarão à venda no local, que contará ainda com a presença da cervejaria nacional Eisenbahn, patrocinadora oficial da Oktoberfest de Blumenau – a maior e mais tradicional festa do tipo no Brasil e a terceira maior do mundo. A Brasil Kirin, detentora da marca Eisenbahn, estará presente com todos os seus rótulos especiais, incluindo a tradicional cerveja Oktoberfest, cuja fórmula remete à bebida consumida na festa original de Munique, além dos mais diversos rótulos da badalada Baden Baden de Campos do Jordão.
Mas nem só de cerveja se faz uma Oktoberfest. Decoração temática, trajes folclóricos, comida típica, dança e música tradicionais são fundamentais para vivenciar a verdadeira experiência da festa alemã.
A Oktoberfest Minas é também um evento para os pequenos. O Espaço Kids, com brinquedos e monitores, escorregador e pula-pula, vai fazer a alegria das crianças, além de estandes com doces típicos e pratos que vão agradas ao paladar infantil. Os adultos também vão se divertir com as danças típicas, brincadeiras e concursos de chope no metro.

Informações Adicionais:

A entrada será mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível e entrega de ingresso retirado online, e de graça, na plataforma online Sympla.

https://www.facebook.com/OktoberfestMinas/

Telefone: 31 3284-0709

 

Professional hairdresser scissors and comb on white background

A profissão dos cabeleireiros é umas das mais antigas da história, o cuidado com os cabelos é uma características dos povos do Antigo Egito, os materiais utilizados para tratar os cabelos dos faraós eram guardados em caixas especiais decoradas com pedras preciosas.

Os primeiros salões de cabeleireiros (Koureia) foram criados pelos gregos e construídos em Praça Pública, quem exerciam a profissão eram os escravos. Para escolher um penteado era necessário ir até o Topo do Olimpo para ouvir os deuses e deusas, cada um tinha um momento para ser usado e carregava um significado, filósofos e escritores usavam barba e faziam cachos no cabelo.

O Dia Nacional do Profissional Cabeleireiro é comemorado oficialmente no dia 19 de Janeiro, foi instituído pela lei 12. 592 e publicado no Diário da União Oficial nesta mesma data em 2012. Porém, hoje, dia 03 de Novembro, também é uma data lembrada em homenagem a São Martinho de Porres, declarado padroeiro dos cabeleireiros e barbeiros pelo Papa Paulo VI.

Em 1594, entrou para a vida religiosa, desenvolveu um talento para medicina e chegou a trabalhar como cirurgião- barbeiro, uma das profissões comuns na Idade Média, que geralmente tratavam os soldados durante ou após as guerras. São Martinho faleceu no dia 03 de Novembro de 1639, sua homenagem foi marcada a partir desta data a partir de 1978 no Brasil.

Atualmente, existem diversos tipos de qualificação e especialização na área, diversificando o mercado de trabalho e para garantir os direitos judiciais dos cabeleireiros foi criado o  Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabeleireiros  (Sindicabs/BH) no dia 12 de Agosto de 1952.

Conversamos com Gilberto Mendes, 52, e Fernando Lima, 46, babeiros que trabalham atualmente no Edifício Arcângelo Maletta, no Centro de Belo Horizonte, onde eles contaram um pouco sobre a profissão. Assista:

 

Foto: Divulgação.

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Foto Reproduão

Todos os chamavam de Sô Zé, depois de alguns dias apenas Zé ou Zé do Suco, era um senhor que estava mais para rapaz, era o único com disposição para ir do primeiro ao último andar, parecia estar sempre perseguindo sua borboleta amarela, menos na hora do futebol na TV, assistia com atenção e ao mesmo tempo parecia não se importar, mas na hora de me contar sobre a partida, qualquer jogo se transformava em uma emocionante final de campeonato. Zé tinha um hábito diferente, uma gaveta destinada apenas para sucos, que poderiam ser preparados a qualquer momento, às vezes mais de cincos sucos por dia.

Zé carregava em seu peito seu amuleto, na primeira esbarrada em alguém, já ia todo orgulhoso, e como um pavão, mostrava seu amuleto que vinha sempre acompanhado da história de como o conseguiu. Em todos os corredores, só se ouvia falar em política, até que Zé aparecia, e não havia sequer uma pessoa que não se espantava ou se encantava com seu amuleto, sua história e sua gaveta de sucos. Em alguns dias ele parecia ser uma atração turística, desde médicos a policiais, de estudantes a professores, sempre apareciam novos grupos, querendo ver o amuleto e ouvir sua história. Mais interessante que sua história, era o próprio Zé, seu carisma era reconfortante, era satisfatório saber que ele continuava ali, com seu amuleto, conversando qualquer fiado quando ninguém mais parecia querer falar.

Era primeiro de maio, Zé estava distribuindo simpatia, desejando feliz dia do trabalhador a todos, principalmente na hora do querido almoço, nesses dias mais queridos ainda. Estava bem mais feliz que em outros dias, foram mais sucos que o habitual, até esqueceu-se de falar do seu amuleto, só me falava que finalmente ia embora em breve. No inicio da noite desse mesmo dia, Zé fechou as janelas e começou a reclamar da frente fria, que a maioria não sentia.

Mas foi pela madrugada que a situação piorou, Zé parecia estar de calundu, mas na verdade uma parte de seu amuleto desprendeu-se, talvez isso explicasse o frio exagerado. Só tive tempo de ver Zé saindo às pressas, não sei em que direção, acho que sabia, mas preferia continuar sem saber. Só tive noticias dele no outro dia, até que mais tarde ele reapareceu, mas não era mais o Zé do Suco. Ficava quase que todo o tempo em silêncio, sua gaveta ficava intacta e o papo antes trocado parecia improvável.

Alguns eternos dias se passaram, e Zé parecia a cada instante mais distante de todos. Até que recebi a mesma notícia que tanto o empolgou, eu iria embora. O mesmo entusiasmo que o atingiu, chegou até mim, mas não tinha graça. Fui até Zé, para dar o meu adeus e o agradecer pela companhia dos difíceis dias, mas não o encontrei. Não sei ao certo, parece que seu amuleto continuou se desprendendo, e ele foi novamente às pressas para outro lugar. Nunca mais o vi, até tentei, mas não consegui. Zé do Suco não é desses que carrega um telefone no bolso. De qualquer forma, me fiz necessário em dizer, mesmo que nunca ouça, adeus e obrigado Sô Zé!

Por João Victor Castro

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As composições da banda Legião Urbana são sucessos, até os dias de hoje, mesmo em gerações atuais que não chegaram a presenciar o grande ápice da banda, mas deixam vivo o grande legado dos quatro jovens de Brasília. Em festas ou em uma pequena roda de violão com os amigos, não pode faltar “aquela” música da Legião, e mesmo com letras longas, sem repetições e complexas, elas não deixaram de ser sucesso. “Até hoje, eu não sei começar a cantar, mas se o pessoal puxar eu canto a letra inteira” afirma o empresário musical Felipe Vasconcellos. A Legião Urbana foi e continua sendo, nos dias de hoje, a maior banda do rock nacional, mesmo após a morte do seu líder Renato Russo.

(Foto: Reprodução Internet)
(Foto: Reprodução Internet)

Quando a banda estourou nas paradas de sucesso, no ano de 1985, o Brasil passava por grandes transformações com a redemocratização do país, após longos 21 anos de Ditadura Militar, o pensamento e as referências eram diferentes dos dias atuais, mas com semelhança em trazer transformação para o país, a banda ficou conhecida pelas as suas letras com aclame crítico a política e sociedade em que vivemos. Em 1987, foi lançada uma das músicas de maiores sucessos da banda, “Que País é esse?” Renato Russo abordava a desordem no país e o desrespeito à constituição, mas o que todos na verdade queriam acreditar, era no futuro da nação.

 

Música: Que país é esse? / Lançamento: 1987 / Composição: Renato Russo

E também no início da carreira, Legião Urbana lançou a música “Geração Coca-Cola”, uma crítica ao capitalismo e ao consumismo.

Música: Geração Coca-Cola / Lançamento: 1984 / Composição: Dado Villa-Lobos e Renato Russo

Em suas composições, Renato Russo aspirava transcrever nas músicas seus sentimentos e indignações com o cenário nacional, que eram os mesmo sentidos pelos os cidadãos brasileiros. Mesmo escritos há vinte, trinta anos, as letras se encaixam perfeitamente nos dias atuais, diante dos problemas políticos, sociais e econômicos que o país sofreu durante os últimos anos, um bom exemplo é a música “Que país é este?” já dito anteriormente. “Se Renato estivesse aqui hoje, faria uma crítica à atual esquerda do país” afirma o empresário Felipe Vasconcellos. “Apesar de que obviamente ele sendo mais para esquerda, como todo bom artista é.” Quando perguntado qual crítica Russo poderei fazer nos dias atuais em suas músicas, se ele estivesse vivo.

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(Felipe Vasconcellos empresário musical \ Foto: Joanna Scharlé)

  “Se Renato estivesse aqui hoje, faria uma crítica à atual esquerda do país”

Nos anos 80 e 90 o rock nacional viveu seu grande momento de ouro, de acordo com Felipe Vasconcellos, quatro bandas brasileiras sustentavam os pilares do gênero musical na época: Legião Urbana, Barão Vermelho, Capital Inicial e Paralamas do Sucesso. Com o sucesso desses grupos, multidões se arrastavam para as casas de shows e aclamavam o rock nacional, como momento sagrado e único, o público ia ao delírio, com as expressões de Renato Russo, a energia incessante de Cazuza no Barão Vermelho e as músicas em forma de protestos do Capital Inicial e Paralamas do Sucesso, e isso que os jovens da época queriam ouvir, e acima de qualquer coisa, eles também queriam ser ouvidos, e o rock proporcionou esses momentos.

Renato Russo já dizia, “O bom do Rock é que não se aprende na escola…”.

 

Matéria produzida pelo aluno do quarto período de jornalismo, Pedro Ribeiro, na disciplina de TIDIR/JOR2B