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Emprego temporário nas Eleições

As propagandas eleitorais movimentam os cruzamentos e semáforos da região centro-sul da capital. Com a aproximação das eleições, os políticos investem e apostam nas campanhas por meio de publicidade nas ruas. Foi o caso do deputado federal Rodrigo de Castro que contratou mais de 20 jovens para realizar panfletagem e “bandeirada” (balançar bandeiras do candidato) em pontos estratégicos da capital.

O estudante Lucas Vieira, 17, conta que descobriu o emprego temporário por uma amiga. “O deputado é morador do bairro Nova Cintra, onde mora grande parte do pessoal que está aqui. Então ele chamou a gente para trabalhar com ele.”, conta Vieira. O trabalho começou a cerca de 20 dias e perdurará por mais 2 meses, sendo uma jornada de 6 horas por dia que rende em média R$ 400,00 por mês. “Nós não somos fixos em nenhum lugar. Hoje estamos aqui na Savassi, mas semana que vem podemos estar em outro bairro”, conta o estudante.

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O outro lado da história – Poluição visual e sonora

Com as novas tecnologias os candidatos as eleições 2010 ainda aderem à moda antiga, distribuem materiais publicitários, como fly’s e adesivos pelas ruas da capital.

Em vias como a Avenida João Pinheiro, no bairro de Lourdes, encontram-se faixas, placas, cartazes e bandeiras com a imagem e nome dos respectivos candidatos. Além, da grande quantidade de fly’s jogados pelo chão, o que desfigura a imagem da cidade. Seguindo o percurso da avenida deparamos com o rosto de candidatos do PTdoB e do PT em pelo menos 8 placas.

Além da poluição visual das vias publicas ainda existem os candidatos que aderiram à poluição sonora, hora e meia passa carros de som com canções como “é 1311, é… garra e atitude é Gabriel Guimarães (…) vem você também (…) deputado federal…”

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TER) é responsável pela campanha “Sujeira não é Legal”. Essa campanha tem como o intuito evitar as irregularidades dos candidatos com as propagandas. E este ano estão mais rígidos, para punir quem desrespeitar as regras.

No site da campanha os candidatos podem encontrar as orientações de como fazer sua propaganda limpa.

Por Ana Paula Sandim, Débora Gomes, João Marcelo Siqueira
Fotos Débora Gomes

A grave infração ocorreu na praça da liberdade. A verdadeira demonstração de ousadia aconteceu entre a última terça-feira e a manhã de hoje e ninguém sabe quem foi o responsável pelo delito, mas quem passou pela praça se surpreendeu ao parar diante da homenagem ao Imperador. Com espaço livre em meio à estrutura, ficou fácil perceber a ausência da placa em bronze, que é colocada em todas as estátuas localizadas na praça, para identificação das mesmas.

Miguel Tavares estava caminhando na praça e sentiu falta do emplacamento do busto e declarou toda sua insatisfação com o roubo do patrimônio público “A praça é tão bem cuidada por grande parte das pessoas que freqüentam o espaço, por isso é mais triste chegar e perceber que o cuidado de alguns não representa nada para outros. Isso é apenas uma questão de ética”.

Buscamos contato com a prefeitura de Belo Horizonte no telefone 156 e foi transmitida a seguinte informação: Depois da abertura do processo de reconhecimento do roubo, é colocada outra placa no local.

No entanto, ninguém soube informar qual é o investimento e quanto tempo é utilizado para que a placa seja colocada novamente no local.

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Atualmente a praça da Liberdade conta com cinco bustos o do Senador Júlio Bueno, Azevedo Junior, Bernardo Guimarães, Crispim Jacoques Bias Fortes e Dom Pedro II.

Por: Iara Fonseca

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Começou, na segunda-feira desta semana, o evento Cultura e Pensamento: Juventude e Ativismo em quatro pontos de Belo Horizonte. O projeto traz palestras abertas ao público, apresentações musicais, instalações e intervenções artísticas, mostra audiovisuais e de artes plásticas, workshops e encontros entre artistas e intelectuais respeitados no cenário mundial. Também serão realizados grupos de trabalho fechados para estreitar as relações e troca de experiências entre os Coordenadores do Cultura e Pensamento e Juventude e todos os convidados.

Na manhã dessa quarta-feira, dois artistas de São Paulo trabalhavam em frente à Biblioteca Pública Luiz Bessa, um dos locais onde é realizado o evento. Val e Toddy, integrantes do grupo OPNI (Objetos Pixadores Não Identificados), dão vida a personagens e lugares com a arte do grafite.

O grupo surgiu em 1997, com 20 jovens da periferia de São Paulo que tinham como principal objetivo pixar. Toddy e Val mudaram o foco para o graffiti art, ou, como muitos preferem chamar, muralismo. Neste meio-tempo, o grupo adquiriu respeito na cena da arte urbana e extrapolou fronteiras, conquistando a admiração também de críticos, fãs de arte e do público em geral. A tela de 2×5 metros leva o dia inteiro para ficar pronta e geralmente as obras são pintadas a seis mãos. “Os painéis retratam o povo brasileiro na história, nos valores, nas lutas e nas situações do cotidiano” explica Val. Cartola e Chico Science são algumas das personalidades homenageadas nas telas. “Essa arte é um grito de liberdade” conta Toddy.

Os dois artistas participam de um debate nesta quinta-feira, às 15h, na Biblioteca Pública Luiz Bessa, para troca de experiências com outros artistas e com o público. Na região hiperlocal, o evento, que dura até dia 7 de agosto, também tem lugar no Cinema Usiminas Belas Artes e Colégio Imaculada.  O Teatro Sesiminas, no bairro Santa Efigênia, também recebe a mostra, que é aberta ao público.

Confira mais fotos em nossa galeria.

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Texto e fotos Daniella Lages

Está aberta a exposição fotográfica “Azul/Crença” da mineira Myrin Vilas Boas. A mostra de olhares da fotógrafa está na Biblioteca Pública Luiz Bessa, no anexo Professor Francisco Iglésias (segundo andar).

As imagens intensas das tradicionais festas de reisado e congado mostram toda religiosidade, amor e devoção desse grupo. O congado originou-se na África, no país do Congo e foi trazido pelos escravos para o Brasil. Em Belo Horizonte, o festejo é comemorado agora no mês de agosto.

Confira as imagens da exposição em nossa galeria de fotos.

Texto e fotos  Daniella Lages

A Praça Diogo de Vasconcelos, um dos locais mais frequentados da região da Savassi em Belo Horizonte, ficará ainda mais charmosa. Está prevista para este ano uma revitalização da Praça e de ruas próximas a ela. As ruas Alagoas, Tomé de Souza, Paraíba e Fernandes Tourino, incluindo trechos das Avenidas Getúlio Vargas e Cristóvão Colombo e das ruas Pernambuco e Antônio de Albuquerque estão na área de interferência do projeto.

O projeto de requalificar a região prevê alargamento de calçadas e melhoria da acessibilidade. Está prevista também a implantação de novos projetos paisagísticos e de iluminação pública, aumentando assim a beleza e a segurança da região.

O investimento, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Políticas Urbanas, será de R$ 14 milhões e pouco mais da metade desse valor, que pagará será o Shopping Pátio Savassi em função de uma futura ampliação do estabelecimento.

Para o comerciante Roberto Pereira a revitalização é muito boa para o comércio e para quem mora na região. “Essas mudanças vão fazer muito bem para a região. Vai ficar mais bonito, mais seguro e consequentemente, mais pessoas virão freqüentar” conta Pereira que é dono de um restaurante na Rua Tomé de Souza, próximo à Praça.

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O que o projeto contempla:

–         requalificação urbano, nos moldes do Programa Centro Vivo;

–         alargamento de calçadas,

–         acessibilidade;

–         implantação de projeto paisagístico;

–         melhoria das condições da circulação de pedestres;

–         novo projeto de iluminação pública.


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Por Daniella Lages
Fotos Ana Paula Sandim

Quem passeia pela Praça da Liberdade, entre a aleia de palmeiras, não imagina de onde elas vieram e há quanto tempo estão ali. Elas são originárias do Caribe e as primeiras plantadas no Brasil vieram das Ilhas Maurício no sul do continente Africano.

As primeiras mudas que chegaram ao país foram colocadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. As da Praça da Liberdade chegaram durante a construção, entre os anos de 1895 e 1897. Quando foi plantada a primeira palmeira no Brasil, em 1809, elas passaram a ser conhecidas como Palmeira Imperial.

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Texto e fotos Daniella Lages