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O inverno mal começou e as lojas da região da Savassi já estão a mil com as liquidações. Os descontos chegam até 70% de desconto. Há produtos de todos os segmentos: calçados, roupas, acessórios e presentes.

Algumas lojas estão em promoção desde o início de julho, como é o caso da “Complemento Nominal”, que fica no quarteirão fechado da Rua Antônio de Albuquerque. A gerente Cristiane de Almeida, conta que a loja antecipou a liquidação por causa da copa e que este ano as vendas caíram em relação ao ano passado. “Começamos gradativamente com os descontos, agora já estamos com 70% de abatimento e ficaremos até o lançamento da coleção, que é em agosto” conta Almeida.

No mesmo quarteirão, uma loja de calçados estampa na vitrine, de forma chamativa, um adesivo de 70% de desconto. Amanda Fernandes, gerente da loja “Ideale”, diz que mesmo com o desconto tão alto, a promoção só começou ontem. “Uma bota que custava R$ 399 está saindo por R$ 149 e o aumento da temperatura contribuiu muito para os descontos nas botas” relata Fernandes.

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Por Daniella Lages

Fotos João Marcelo Siqueira

Toda quinta é dia de feira na Savassi. Durante o dia, barracas de frutas, comidas típicas, queijos, doces e biscoitos tomam conta da Rua Tomé de Souza, entre as ruas Pernambuco e Avenida Cristóvão Colombo, como o Contramão já conferiu (veja aqui a matéria).

O que muita gente não sabe é que, depois das 18hs, quando as pessoas saem do trabalho, a feira se torna um grande ponto de encontro de amigos. São os amigos de feira.

Demétrio Araújo, Renato S. e Omar Vieira, 72, se encontram há quatro anos para um happy hour depois do trabalho. Eles escolheram a feira pelos mesmos motivos “por causa dos amigos, o bom atendimento que recebemos na barraca que sempre freqüentamos e pela comida.” explica Araújo, que mora bem longe, mas faz questão de encontrar os amigos toda quinta na feirinha. Eles são fregueses da barraca de churrasquinhos e bebidas de Sandro Santos, que trabalha na feira há mais de 10 anos.

Em frente à barraca de Sandro, fica a de bebidas de Agda Maria Lourenço, que trabalha há 10 anos na feira. Ela conta que a partir das 16hs já tem clientes, mas que a noite fica difícil andar na rua por causa da grande movimentação. “Este cliente aqui, freqüenta minha barraquinha desde quando eu abri” conta Lourenço cumprimentando um freguês que acabara de chegar.

Edney Alves freqüenta com os amigos a barraca de Agda desde 2000. “Você convive a muitos anos no mesmo lugar e acaba conhecendo as pessoas. Somos uma turma que se encontra a 10 anos no mesmo lugar. Não é do trabalho nem da rua, somos amigos de feira” relata Alves.

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Por Daniella Lages

Fotos João Marcelo Siqueira

O trânsito ficou complicado esta tarde para quem trafegava na Av. Gonçalves Dias sentido Praça da Liberdade devido a uma manifestação que acontecia no local. Duas famílias que foram desapropriadas de suas posses há 69 anos reivindicavam indenização por essa desapropriação. Filhos, netos, bisnetos, sobrinhos, amigos e conhecidos das famílias Abreu e Hilário, gritavam “queremos justiça”, e “cadê nosso dinheiro?” em frente ao prédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

“Esse movimento é dos descendentes das duas famílias fundadoras da região que hoje é o Parque Industrial em Contagem- RMBH. Eles foram desapropriados de suas terras, por volta de 1943 pelo governo da época. Já aconteceram diversas audiências com o governo, mas eles enrolam e não resolvem nada, por isso estamos aqui para reivindicar que o processo seja resolvido”, conta Carlos Ferreira da Costa, professor e amigo da família Hilário. Ainda de acordo com Costa, já foi ganho na justiça a indenização, em ultima instância, mas o pagamento ainda não aconteceu.

Um dos manifestantes era Senhor Leontino Luiz Hilário que, mesmo sendo cego, veio acompanhar a luta da família por justiça. Ele é bisneto de Luiz Hilário que por sua vez era dono da fazenda Peroba, na região do Industrial em Contagem. Ele conta que o governo desapropriou as famílias principalmente para instalar as fabricas na região e com a desapropriação sua família ficou desabrigada e muitos foram morar em favelas, “o governo tem dinheiro aos montes pra todas essas falcatruas que a gente vê aí, mas não têm para pagar os pobres, que estão precisando, como eu. Meus filhos sempre me perguntam: e ai pai? O dinheiro da indenização sai ou não sai?”, desabafa emocionado.

No vídeo entrevista com Leontino Hilário contando toda a história.


A Bhtrans e Polícia Militar estiveram no local para acompanhar a manifestação que aconteceu de forma pacifica.

Click na foto e acesse a galeria: antiga fazenda e manifestação

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Por: Danielle Pinheiro

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13 de julho é conhecido mundialmente como o dia do Rock. Em comemoração a data, a Converse preparou o Flash Rock, reunindo 6 décadas de Rock’n Roll em uma única noite de evento.

E quem passou pela Praça da Savassi na tarde de hoje, pôde ver os primeiros preparativos para a festa. Um tapume encobria um pequeno palco montado para receber duas bandas que abrirão as comemorações, às 18h30min. “Os organizadores do evento garantem que quem chegar aqui na hora do evento começar, vai ter uma surpresa”, conta o segurança Marcos Gomes.

O evento se estenderá até o Lapa Multishow, onde mais 5 bandas se apresentarão a partir das 21h. Dentre as bandas que participarão dessa retrospectiva do rock estão os mineiros do Dead Lovers e Monno, além da banda Macaco Bong de Cuiabá.

Em seu terceiro ano, o Flashrock promete balançar Belo Horizonte. Contagem regressiva!

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Por: Débora Gomes

Foto: Daniela Lages

Começa hoje a mostra individual de esculturas da artista plástica Lu Abreu. A exposição será no Hotel Mercure, na Avenida do Contorno 7315, esquina com Fernandes Tourinho. A artista expõe a série “Ferro e Fendas” com esculturas feitas a partir de ferro e madeira. “Como sempre fazemos exposições de telas, esta será a primeira grande exposição de esculturas do Mercure”, relata Raquel A. gerente do Hotel.

Mineira de Montes Claros, Abreu já mostrou sua arte em exposições coletivas internacionais em diversos países da Europa e individualmente em Firenze, na Itália. Ela também trabalha com pintura de ambientes e diante de materiais como aço inox, cobre, ferro oxidado, madeira e tecidos, explora diferentes formas no estilo moderno e contemporâneo.

Serão 14 esculturas de grande formato, utilizando técnicas de arte comprometidas com o meio ambiente. A exposição vai até o dia 12 de agosto e a entrada é franca.

foto-2Por Daniella Lages

Fotos Divulgação

Quem procurou pela Secretaria de Cultura essa semana, no antigo prédio na Praça Liberdade, a encontrou de portas fechadas. É que assim como outros órgãos do governo de Minas, a secretaria mudou-se para a Cidade Administrativa de Minas Gerais (CAMG). A mudança começou na segunda-feira, restando no antigo prédio apenas algumas mobílias, artigos de escritórios, papéis e arquivos em caixas de papelão para serem transportados.

Mas o que será que os funcionários acharam da mudança? Afinal, eles terão que mudar suas rotinas diárias para se locomoverem até a CAMG.  A funcionária do setor de patrimônio da Secretaria, Vânia Lúcia, explica que “Aqui já não funciona mais a secretaria, estamos levando apenas alguns objetos que ficaram, mas os funcionários já estão todos trabalhando lá e estão gostando muito. Lá é mais acessível para nós e para os cidadãos também, as novas acomodações são melhores, mais espaçosas e acessíveis”.

O novo endereço da Secretaria é: Cidade Administrativa – Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/n, Prédio Gerais – 5º andar – Bairro Serra Verde, Belo Horizonte/MG. Telefone 3915-1000. O horário de funcionamento é de 8:00 às 18:00.

Por Danielle Pinheiro

Fotos Danielle Pinheiro