Artes plásticas

Hoje, enquanto fazia minha ronda diária pelo bairro de Lurdes, me deparei com o que de longe parecia ser um ato de vandalismo a fachada do BDMG Cultural toda borrada de verde. Foi quando me aproximei que percebi que fazia parte da exposição, “Inéditos e Guardados” da artista plástica mineira, Sylvia Amélia, “Na verdade o que eu fiz com a fachada da galeria faz parte de um projeto chamado Era que incide em varias outras fachadas, o motivo é que as pessoas não tem o hábito de reparar o que é cotidiano, a partir do momento que eu consigo capturá-las, como ocorreu com você, meu trabalho faz sentido”, explica.

Artista Sylvia Amélia

A exposição é fruto de um trabalho de 10 anos com imagens de São Paulo, Ouro Preto e Belo Horizonte onde a letra e a palavra é matéria central. A artista explica que o recorte da palavra responde um dialogo com o espaço. “Os trabalhos surgem a partir das observações de um espaço, eu observo penso o que falta. Como minha arte pode acrescentar nesses espaços?”, elucida.

Uma de suas obras, em São Paulo, feito um mapa da cidade na janela de um centro cultural. “Peguei o perfil da cidade e montei em uma janela no centro cultural, pedi aos amigos para mandar palavras que tivessem haver com a cidade na visão deles. Depois escolhi as cores para cada uma delas. Achei o resultado muito Formidável”, lembra.

Obra do mapa de São Paulo

Para Sylvia Amélia a “arte tem o poder de frear o fluxo do tempo”, ela não expõe os seus trabalhos em Belo Horizonte, há 5 anos. A mostra “Inéditos e Guardados” começa amanhã e vai até o dia 24 de junho, diariamente, das 10h às 18h, com a entrada franca.

Texto: Bruno Coelho

Foto: João Vitor Fernandes

Os estudantes da Maison Escola de Arte montaram uma exposição para homenagear a artista plástica mexicana, Frida Kahlo, considerada um dos maiores ícones da pintura contemporânea. A exposição conta com 22 obras inspiradas na vida e obra da artista que, apesar de todas as dificuldades, mostrava em sua arte cores vivas e otimismo pela vida.

“As obras da Frida continuam causando impacto por serem viscerais. Ela retratou suas angústias e problemas como ninguém”, explica o curador da mostra Matheus Gontijo.

A exposição está no restaurante Casa dos Contos até o dia 04 de junho com entrada franca. Todas as obras foram feitas para a exposição e encontram-se a venda.

 

Homenagem a Frida Kahlo
Homenagem a Frida Kahlo

A Artista

Frida Kahlo nasceu no México no ano de 1907, porém gostava de dizer que era filha da revolução que aconteceu no país em 1910. A artista teve a vida marcada por várias tragédias pessoas, como uma poliomielite aos seis anos e um grave acidente de bonde que a deixou acamada por muito tempo

Durante a convalescença, Frida Kahlo começou a pintar e, em 1944, após ser obrigada a usar um colete de aço, ela lança o quadro “A coluna quebrada”, inspirado em suas próprias dificuldades.

“Estou só, sentada à borda de um precipício – com o colete nas mãos. Estou em uma ambulância – com cara de paisagem – uma parte da espátula descoberta, onde se vê a cicatriz das facadas que me ‘meteram’ os cirurgiões”, comentaria ela a um amigo, se referindo ao quadro (Mol-Tagge Arte e Cultura).

Frida Kahlo sempre se retratou por achar que o melhor assunto que conhecia era ela mesma. “Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”.

A artista mexicana morreu, em 1954, vítima de uma embolia pulmonar.

Homenagem a Frida Kahlo
Homenagem a Frida Kahlo

por João Vitor Fernandes

Foto: Hebert Zschaber

A exposição “Imagens do conhecimento” está em cartaz no Espaço TIM UFMG do Conhecimento, reunindo fotografias, gráficos, mapas, imagens microscópicas, entre outras imagens digitais. O material da exposição foi cedido por pesquisadores de diversas áreas, professores, alunos e funcionários da UFMG, ao Centro de Comunicação da Universidade (CEDECOM).

Exposição “Imagens do Conhecimento”

A curadora da exposição, Verona Campos Sagantini, professora do curso de Museologia da UFMG, explica que a proposta da exposição é possibilitar ao visitante uma experiência que abra as percepções para pensar, problematizar e questionar o conhecimento cientifico. “É o caráter da divulgação científica, para que as pessoas possam conhecer mais da produção do conhecimento que acontece dentro da universidade, o que os pesquisadores pensam, imaginam, propõem”, explica a curadora.

Verona Campos Sagantini / Curadora da exposição

A exposição faz parte do projeto  “Imagens do Conhecimento”, que tem como objetivo propiciar uma experiência interativa para que os visitantes aprofundem seus conhecimentos a respeito de tratamento imagético. “A exposição é um dos produtos de um projeto com o mesmo nome e foi pensada para acontecer aqui no Espaço do Conhecimento que é um museu universitário e um espaço privilegiado”, conclui Verona Campos.

O Espaço TIM UFMG recebe a exposição até o dia 24 de junho, os horários de visitação são de terça a domingo das 10 às 17 horas, sendo que, as quintas, o horário se estende até 21 horas.

por: Heberth Zschaber

Foto: João Vitor Fernandes

O Centro de Arte Popular – Cemig está localizado à rua Gonçalves Dias. O museu que foi inaugurado no dia 19 de março integra o Circuito Cultural da Praça da Liberdade. O espaço conta com cinco salas, quatro permanentes e uma temporária. A arte popular é o destaque do local.

A cada andar, dos três existentes, e a cada uma das cinco salas, características populares podem ser admiradas, a religiosidade é uma das características mais presentes nas exposições. O caixa de banco Cléber Machado, 22, diz já ter visitado todos os museus do Circuito. “Este é o mais bonito e a exposição mexeu comigo, retrata mais de Minas”, destaca. A estudante de história Maria Cabral, 19, também, gostou do que viu no museu. “Achei maravilhoso, a proposta da exposição. É ótima, também, achei a estrutura muito bonita, de longe o mais belo de BH”, afirma.

O museu está instalado em um prédio histórico, construído em 1928. Segundo o coordenador Juliano Januzzi o trabalho feito foi bem legal. “A casa é tombada e o anexo novo é bem moderno, então acaba tendo essa mistura de novo e antigo”, explica. “Apesar de o museu estar no centro do Circuito Cultura Praça da Liberdade, ele é gerido pela Superintendência de Museus (SUMAV)”, informa Januzzi.

As exposições reúnem artistas renomado e iniciantes. “A ideia é transformar o museu em um centro muito frequentado, abraçando todos os movimentos que se referem à arte popular como música, dança e expressões culturais”, destaca o coordenador. “A estrutura do prédio é muito boa ainda vamos inaugurar uma loja de artesanato e um café”, afirma.

Centro de Arte Popular - Cemig

A divulgação

A assessora de comunicação Angelina Gonçalves explica que o museu é divulgado através de jornais e redes sociais. “Quando foi inaugurado, o museu foi 1° página dos principais jornais de Minas Gerais e da revista Encontro”. “Fazemos divulgação, também, no Facebook. O museu é muito recente, mas o diferencial para divulgação é a beleza do espaço. Temos que dar ênfase no que acontece, como quando tem novas exposições”, declara a assessora.

 Por: Bárbara de Andrade e Bruno Coelho

Foto: Bruno Coelho

A Biblioteca Pública Luiz de Bessa prorroga o tempo de exposição de “Aquarela”, mostra de quadros da artista Iara Abreu, em cartaz no teatro da biblioteca. A exposição que estava prevista para ser encerrada no próximo dia 23 e será estendida até o dia 30 de março.

A artista Iara Abreu pesquisa e trabalha diversas formas e expressão de arte a partir de vários suportes, técnicas e linguagens, desde os anos 1980. “Minha temática é urbana. O desenho é como um exercício constante, eu tento captar nas cidades algo mais complexo desde sua arquitetura aos seus pequenos detalhes”, elucida.

A exposição é uma coletânea de vinte anos de trabalho em aquarela, algumas obras tem um enfoque especifico outras são retratos feitos no momento, porém, algumas fazem parte do projeto “pintando ao vivo”, da Fragile Produções, do produtor cultural Luiz Otávio Brandão. Um exemplo é a aquarela do Palácio da Liberdade feita no local. Dentre os lugares escolhidos pelo projeto para composição das aquarelas estão a rodoviária de BH, a Savassi, Sabará e Formiga.

A exposição dica aberta de no horário: segunda a sexta das 8h às 20h, e nos sábados das 8h às 13h.

Texto e Fotos: Anelisa Ribeiro e Bruno Coelho

O fotografo e professor Thiago Theófhilo, conhecido como Thiago Théo, está em cartaz na Casa Una, com sua primeira exposição “Recortes Atemporais”. A exposição revela imagens de três ensaios produzidos em 2011, possui a presença das mulheres na intensidade de sua sensibilidade, sensualidade e força. A exposição está sendo exibida entre os dias 10 de Março e 05 de Abril, de segunda a sexta-feira, das 14 às 22 horas.

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Imagens sensuais marcam o trabalho de Thiago Theo

Em cada trabalho, todas as mulheres envolvidas mostram seu lado feminino intensamente. Desta forma o fotógrafo contempla a beleza e delicadeza das mulheres envolvidas na mesma expectativa de um apreciador. As performances criadas por estas mulheres: Cacá Zech, Cibele Maia, Letícia Castilho, Marcelle Louzada, Naiara Beleza e Paloma Parentoni, apresentam nesta exposição e dão continuidade a sua pesquisa, formando nos expectadores memórias duradouras, unindo a exposição ao momento ao vivo.

Thiago Théo iniciou a carreira de fotografo aos 17 anos, com apoio dos pais, também fotógrafos. Marcos e Solange Theóphilo. Em sua primeira exposição ele revela “Estou tendo um feedback muito interessante, quis expor minhas fotos não nas paredes e sim no centro da sala, de forma pode perceber que trouxe o público para dentro da arte” declara Thiago. As fotografias que procuram trazer as mulheres de forma performática, apresentam um recorte específico trazendo a tona, toda sua particularidade.” A mulher me traz um sentimento muito poderoso, ao mesmo tempo que elas se esforçam para ser bonitas têm que ser fortes” conclui Thiago.

Por Anelisa Ribeiro e Bruno Coelho

Fotos: Felipe Bueno