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Por Giovanna Silveira – Parceira Contramão HUB

Você é um anônimo muito casual, ilustre conhecido do que eu também conheço. Passa por onde quer, procura o que quer e deixa vestígios somente se quiser ser encontrado. Você quer ser encontrado?

A consequência dos dados é saber demais e de menos em proporções desleais, em doses posológicas diárias para aos poucos imergir, você e eu. Abstração. Tarde demais para se desfazer das ligas que te prendem ao todo, cedo demais para se desatar do click-efêmero.

E aos poucos se dar aos prazeres de inflar o ego vazio ou tão somente aliviar a própria cólera, nascida e criada no leito de que todos tem de saber de você, o que você quer, por onde quer passar e o que quer procurar. Materialização.

Estando agora, drasticamente imersos no complexo de fiação imaginária que não vemos e não sabemos como, viajamos em nessas conexões, constante e insistentemente a busca de algo; hora a declaração, hora o anonimato.

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Por Ana Paula Tinoco

Em 2006, quando Carros foi lançando, a animação causou furor entre os amantes da Pixar. O motivo, vínhamos de uma extensa sequência de ótimos longas animados, como Monstros S.A. (2001), Procurando Nemo (2003) e Os Incríveis (2004), sem esquecer de mencionar aquele que despertou a criança que adormecia dentro de cada um de nós e acordou muitas outras para a magia da cultura pop, o maravilhoso Toy Story (1995).

Diferente de seu protagonista, Carros começa modesto e aos poucos vai se formando a narrativa, talvez manjada por se tratar da jornada do herói, mas que compensa algo tão explorado e maçante com coadjuvantes espetaculares, pontos para Larry the Cable Guy que dubla o tão amado Mate. Com grandes nomes, Owen Wilson (Relâmpago McQueen), Bonnie Hunt (Sally), Michael Keaton (Chick Hicks) e o saudoso Paul Newman (Doc Houdson), o filme ganhou status e cinco anos depois o tenebroso Carros 2 fora lançado.

Apesar do fiasco, o filme possui 39% de aprovação do Rotten Tomatoes, o produtor e co-fundador do Estúdio de Animação, John Lasseter, não se deixou abater e este ano (2017) lançou Carros 3. Voltando a velha fórmula, ao perceber que nem o personagem mais carismático de toda trama, como é o caso de Mate, consegue gerar um bom roteiro, Lasseter traz de volta o velho e bom Relâmpago McQueen. Com um mergulho no básico, o que temos é um carro de corrida competitivo, dono de suas quatro rodas fazendo o que sabe fazer de melhor, correr.

Poster promocional

Toda jornada do herói precisa de seu antagonista, na nova animação ela se mostra na forma do ego de McQueen, um carro sênior, um dos maiores campeões de todos os tempos, que viciado em velocidade se perde na sombra do medo da aposentadoria e que amedrontado não busca para si outras realizações, como se reinventar. E toda essa frustração se personifica no novo personagem, Jackson Storm (Armie Hammer) que mais novo e mais moderno leva o carro 95 a duvidar de si mesmo.

Porém, diferente de Dick Hicks que por seu exagero se torna interessante, Storm não tem nem carisma nem apelo para desenvolvermos alguma espécie de sentimento por ele, a impressão que dá é que ele está ali apenas como fio condutor para a nova busca de McQueen. A grande guinada está no momento em que Cruz Ramirez (Cristela Alonzo) é introduzida na história, uma jovem que empolgada e cheia de frases de efeito, se perde na ansiedade por acreditar não ser capaz e se torna uma espécie de Life Coach.

A personalidade de Cruz em contrapartida a sua imensa vontade de se tornar unânime nas pistas de corrida é o que leva McQueen a se transformar em seu mentor. Aos poucos e de forma bem dosada, seu lado intimista e doce que progride na velocidade em que é exigida para o desenvolvimento de ambos os personagens vai surgindo. Ao perceber que diferente dele, a jovem não teve alguém para apoiá-la e guiá-la nessa árdua jornada, o ponto alto da trama surge, e os dois improváveis companheiros ao lado de Luigi (Tony Shalhoub), Mack (John Ratzenberger) e o divertidíssimo Guido (Guido Quaroni) vão em busca da inspiração e melhora de McQueen, e encontram tudo isso no capô daquele responsável pelo início de tudo, Smokey (Chris Cooper).

Ponto para os roteiristas Robert L. Baird e Dan Gerson que souberam desenvolver um momento de auto ajuda sem cair na mesmice do clichê dos filmes com essa temática e acertaram ao introduzir vários flashbacks, de Doc Hudson.

Foto Divulgação

O personagem (Smokey), que é uma homenagem a todos os mecânicos responsáveis por manter as engrenagens em ordem, é o ponto de partida da história de sucesso de Hudson Hornet, nosso querido Doc. Smokey conduz o adeus entre o mestre e seu aprendiz, algo que não vimos já que Newman morreu em 2008, e faz com que McQueen perceba que existe muito mais além do horizonte das pistas de corrida, basta se adaptar e encontrar uma nova motivação para continuar. E a auto estima reencontrada nesta viagem é direcionada a um novo propósito e percebemos aqui que ganhar nem sempre se trata de cruzar a linha de chegada, o ganho pode estar em ajudar o próximo. E é linda a cena em que Cruz prova que o ditado de que quem não sabe fazer ensina é a maior mentira de todos os tempos.

Outros personagens que foram cruciais para o sucesso em 2006 não possuem o mesmo lugar de destaque quase 11 anos depois. Um sumiço válido se levarmos em consideração que Lasseter precisava reconstruir a essência da primeira animação. Entretanto, a pouca aparição deles não prejudica o desenrolar dos fatos, pelo contrário, já que parte de Sally a alavancada para que McQueen emerja de sua auto piedade e Mate que de seu jeito o leva a ir atrás do treinador de Doc.

Os personagens que são homenagens a grandes pilotos da Nascar – Divulgação

Relembrando grandes nomes da Nascar, podemos ver três grandes pilotos, River Scott (primeiro homem negro a correr na competição), Junior Midnight Moon e a mulher que inconformada em ficar atrás da cerca roubou o carro do marido e se tornou pioneira no ramo, Louise Barnstormer Nash. Homenagens estas que são comuns na animação, foi assim no primeiro com Michael Schumacher e Marlo Andretti (ambos dublados pelos próprios pilotos), Ayrton Senna (mesmo que apenas em uma exposição) e Lewis Hamilton (que também dublou seu personagem) no segundo.

Em suma, valeu a espera por Carros 3 e se olharmos para esse desvio de rota sem perder a base da 66 onde se encontra Radiator Springs, podemos esperar muito mais de uma possível continuação, esta que caso aconteça tem combustível para ir além, muito mais além do Pit Stop.

 

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Por Débora Gomes – Parceira Contramão HUB

o tempo é uma janela aberta. e a gente sente tudo [a brisa, o amargo, a fumaça, o frio, as saudades]. aprendemos, de pequenos na escola, que saudade é substantivo que não tem plural. mas, mais velhos, entendemos que nela, em si, cabe todo o infinito sem precisar que qualquer coisa se multiplique. ou se explique.

comecei cedo a saber sobre saudade: sempre a senti cutucando o peito, sem compreender muito bem porque. hoje, sei teu endereço primeiro. aquele que me fez atingir distâncias e silencia-la um pouco, como quando passa o carnaval: na quarta-feira de cinzas, tudo volta ao seu estado de silêncio e vazio, ao qual já estamos tão habituados.

mas hoje… hoje não tem confete, nem serpentina. hoje a minha saudade sente muito. sente os lugares que não viu, os abraços que não deu, os sorrisos que não riu, os desejos que escondeu. sente as palavras que não ouviu, e que também não me encorajou dizer. sente em três ou quatro soluços, as histórias que não viveu, as chances que não se deu, as alegrias que se poupou.

hoje minha saudade mora num porta retrato na sala de casa, em um cheiro que vai sumir da caixinha em que guardei recordações, na voz que ecoa na memória suas canções encantadas tão devagar. hoje minha saudade sabe que vai amarelar como as folhas de caderno antigas, até esfarelar e virar poeira no tempo. hoje, ela (a minha saudade) sabe que eu a sinto, sem ter sequer muita coragem pra sentir. 

e ela sabe também que eu nunca mais serei a mesma, depois que ela se instaurou em meu peito nesse fim de abril, transferindo os agouros de agosto, em uma dor lamento que às vezes me desprende do passo e me flutua por onde nunca vivi.

“é saudade seu moço, é saudade!”. 
e a partir de então, voltei a acreditar nos fins…

.as mãos de vóinha, que desde 27 de abril, não podem mais seguras as minhas.


.as mãos de vóinha, que desde 27 de abril, não podem mais segurar as minhas.

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Por Hellen Santos

As festas de final de ano estão chegando, famílias, amigos se reúnem para comemorar o encerramento de mais um ano. Infelizmente essa oportunidade de confraternizar não acontece para todos, como por exemplo, as crianças e adolescentes que vivem em abrigos, espalhados por todo o Brasil. Pensando nestes momentos, o Centro de Voluntariado de Apoio ao Menor (Cevam) proporciona aos jovens que vivem em abrigos da capital e região metropolitana de Belo Horizonte a oportunidade de vivenciar um momento em família pelo apadrinhamento afetivo de final de ano, trazendo um pouco de aconchego, luz e amor, junto com uma família acolhedora.

O apadrinhamento afetivo nasceu em dezembro de 1999, como proposta do juiz da vara da infância, Tarcísio Martins Costa junto com o Ananias Neves presidente do projeto, após analisar que os jovens e crianças dos abrigos tinha uma grande carência de afeto e do convívio familiar.

O Cevam é uma organização sem fins lucrativos fundada em 1982 que vem com intuito de fazer a defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Suas precedências é dar prioridade no atendimento, no direito, na defesa e na proteção dos envolvidos.  O projeto de apadrinhamento afetivo, onde crianças de 4 a 17 anos tem a oportunidade de experimentar o convívio de um lar.

Para participar, os padrinhos devem ter 10 anos de diferença do menor, ser maior de 18 anos e comparecer no Cevam portando identidade, CPF e comprovante de endereço, para avaliação psicológica. Mas o principal requisito para o apadrinhamento é amar, saber amar e ensinar essas crianças. Importante lembrar que antes da escolha da criança haverá um momento de socialização com futuros padrinhos para criar um vínculo. Os jovens que participam do projeto estão sob medida de proteção, algumas sofreram violência doméstica ou teve seus direitos violados e por decreto do juiz estão em abrigos.

A psicóloga Liliane Batista que amadrinha há três anos fala da mudança de pensamento que aconteceu com ela. “Acaba que quando você amadrinha uma criança, você cria laços, então você começa a colocá-la em sua rotina, e nós colocamos em nossa cabeça que existe uma pessoa na sua vida que precisa da sua ajuda a todo momento”.

Ananias Neves presidente do Cevam em entrevista ao canal da Rede Super reforça que o fundamental do projeto é construir vidas e um compartilhar de amor entre os envolvidos.

O apadrinhamento acontece durante o natal até o dia 02 de janeiro, porém, pode prorrogar nas férias de janeiro. Há possibilidades de o padrinho afetivo continuar acompanhando o menor durante o ano todo, com direito a saídas aos finais de semana e feriados. A ação permite que as crianças têm um acolhimento familiar, melhorando em seu desenvolvimento, sua autoestima e garantindo as crianças o que é de obrigação: convivência familiar e comunitária. Os padrinhos podem viajar com os menores para fora da cidade, isso ajuda na construção da socialização das crianças.

Quando a vontade da família é a adoção efetiva o único caso permitido é quando junto com Ministério Público e o Juizado de Menores, as crianças que tem o perfil e tiver sua situação jurídica definida e sem retorno da família biológica, podem conseguir finalmente um lar.

Para saber mais informações sobre o projeto, o candidato deve comparecer a sede do Cevam, localizado na Rua dos Goitacazes, n 71, Conjunto 1.407, Centro, Belo Horizonte- MG, ou nos telefones para informações: (31) 3224-1022 e 3224-4554 de 8h às 17h de segunda a sexta.

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Por Larissa Ohana – Parceira Contramão HUB

Não, não, não digo como se fosse generalizar algo, estou falando do Universo mesmo. Esse espaço imenso, que mal podemos calcular o poder e influência sobre nossas vidas.

O Universo para mim, é o senhor de tudo, não sei se gosto de chamá-lo de “deus”, ou talvez deusa seria mais pertinente (e interessante). De qualquer forma o universo é quem tem sido meu companheiro há uns belos 3 ou 4 anos.

Gostaria de dizer, mas não sei quando foi que começamos essa relação tão próxima, que não fui ensinada a ter, porém tive a consciência de que desde então estivemos em sintonia e contato, com uma alta intensidade, na maior parte das vezes. Não sinto que eu precise parar para poder ouvi-lo e ser ouvida. Porque estamos em uma eterna conversa, onde as as trocas de energias são tão presentes que as vezes só de pensar “Ai, poxa, o ônibus podia chegar” e vê-lo virando a esquina, é a prova de que essa minha relação com ele é de receber sim, porque eu agradeço, e agradeço muito.

Agradeço por estar viva e nunca me senti tão viva como se sinto agora, agradeço por tudo que acontece em minha vida, até mesmo os momentos mais “inoportunos”, principalmente por todo aprendizado que juntamente vem à estes tais momentos, agradeço também pelas pessoas que comigo convivem e fazem parte do me crescimento e, principalmente por mim, por ser a melhor pessoa que eu poderia conhecer e não querer ser ninguém além de pura, e simplesmente, eu mesma.

Mas não, ele não me proporciona apenas essas coisas simples como o caso do ônibus, ele organiza toda a natureza e estrutura para que tudo que aconteça, seja exatamente como deve ser. Sim, as vezes me pego questionando o porquê de várias coisas, mas ah, sou humana, somos mesmo questionadores e curiosos. Porém, tenho a visão clara de que em algum instante, e isso de fato acontece (leve o tempo que levar), chega a hora que a ficha cai e percebo o real motivo de que as coisas tenham sido de determinada maneira.

Religião? Tenho não. Crenças? Muitas. O que me considero? Espiritualista.
E no fim, o que importa mesmo é a evolução, minimamente os rótulos e se compartilhamos de uma mesma fé.

Tenha sua forma de pensar, valorize-a e também a das pessoas à sua volta, respeite o tempo do outro que pode,e provavelmente não vai, funcionar no mesmo ritmo do seu, acredite que todos somos pessoas capazes de ser diariamente melhores, e seja sempre a pessoa a qual você mais admira, porque mesmo que ainda não seja, existe a ocasião deste despertar interno. Confia em mim. Confia no universo, nas estrelas, no sol, na lua e confia que seu propósito de vida está sendo exercido, tenha calma, seja feliz enquanto der, e enquanto não der, acolha a tristeza que não é a outra face da felicidade, mas sim um complemento dela. Afinal, qual seria a motivação de se querer ser feliz? Tudo que chega ao seu limite não pede por mais, pede por comodismo, e este sim é um comportamento evitável.

Em suma, o universo é meu guia, mas mais do que isso é quem sempre me acolheu, sem me dizer uma sequer palavra. É um amor que não precisa ser declarado e uma confiança que resiste à tudo.

Universalmente falando, eu sou uma estrela cadente, que se encontra em constante movimento, abençoada por energias flutuantes e por pensamentos construtivos.

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Por Hellen Santos

Fiquem ligados! Em alguns aplicativos e redes sociais estão proliferando a informação de que quem até dia 07 de dezembro quem não fizer o cadastramento biométrico terá que pagar uma multa de R$ 150,00 para o Tribunal Regional Eleitoral e terá os documentos e habilitação suspensos. Porém, o TRE afirma que a mensagem é falsa. Conforme a pesquisa feita pelo G1, em outubro 56% dos eleitores do país ainda não fez o cadastro biométrico.

O TSE afirma que não existe multa e nem suspensão de documentos como RG, CPF ou habilitação. Caso o eleitor poderá ter o título cancelado em casos em que as demandas da justiça eleitoral não forem cumpridas.

Conforme o site do TRE as penalidade, caso haja a suspensão do título, o eleitor fica privado de participar de concurso público ou cargos públicos, tirar documentos e certidões, negativado para  empréstimos públicos, obter passaporte, matricular em instituições do governo.