Dança

Com um show de talentos, o Festival de Arte Negra de BH, apresenta sua programação infantil.

Por Patrick Ferreira
Foto: Heitor Carvalho

Na última quarta-feira (18), O Festival de Arte Negra (FAN), abriu seu espaço para as crianças da rede municipal de ensino mostrarem seus talentos. O evento reuniu 12 escolas de diferentes pontos da cidade para apresentações de danças que celebram a herança dos povos africanos. Apesar de pequenos no tamanho, as crianças são grandes em talento e emocionaram a plateia do teatro Marília em vários momentos.

Antes das apresentações, a coordenadora geral do FAN, Rosália Diogo exaltou os talentos infantis: “Quando as crianças se conscientizam, elas também acabam conscientizando as outras pessoas, em respeito às diferenças”. Após o discurso, as apresentações se iniciaram ao som do clássico “Maria Maria”. Apresentado por alunos da Escola Municipal Cônego Raimundo Trindade. E com um samba da aluna Raíssa, da escola Municipal Fernando Dias Costa.

Em seguida os espectadores puderam prestigiar apresentações com coral percussão e uma representação da história da capoeira, pela Escola Municipal Sergio Miranda. Os talentos das crianças puderam ser trabalhados em várias esferas. As pessoas se encantaram ao ver alunas da Escola Municipal Fernando Dias Costa, ocupando o palco com uma apresentação de Balé.

A parte final das apresentações foi arrebatadora. Grupos fizeram performances de danças urbanas. Interpretaram músicas Pop nacionais e internacionais. O palco ficou tomado de alunos e professores extremamente talentosos.

Ao final, conversamos com o aluno João Pedro, aluno da Escola Municipal Agenor Alves de Carvalho, que dançou hip hop no palco do teatro, ele comentou sobre a adrenalina nos bastidores: “No começo fiquei com um pouquinho de vergonha, mas depois saí matando”.

O menino diz o quanto gosta da cultura Hip Hop: “Gosto de batalha, de danças de rua, senti uma coisa bastante legal”.

João conta o que ele sempre quis ser quando crescesse: “Eu sempre quis, que quando eu crescer e morrer, ser lembrado. Todo mundo que dançou aqui hoje vai ser importante um dia”. (mas eles já são, e muito!).

A educadora Eneida, da Escola Municipal João Pinheiro, ressaltou a importância de incluir uma programação infantil no FAN: “Através da educação podemos mostrar para todos, a igualdade. A população negra deve mostrar sua cultura, já que às vezes ela não tem espaço para isso”.

A professora explica como é o ensino afro nas escolas: “Afro faz parte do currículo das escolas, então durante todo o ano letivo, a gente ensina tanto a parte artística, quanto a parte histórica”.

Quanto às danças apresentadas a docente comenta: “Na escola não temos a dança afro, mas gostamos de inserir ritmos que vem da origem negra, aqui resgatamos o samba, a dança contemporânea e o forró”.

O Fanzinho é muito importante porque mostra que a cultura afro vai ser perpetuada pelos pequenos de hoje que serão os adultos de amanhã. Sendo negros, brancos, mestiços, todos estão juntos. Unidos pelo talento.

As crianças terão diversas programações ao longo do festival. Para maiores informações, acesse o site oficial www.fanbh.com.br e acompanhe a cobertura na página do Projeto Pretança no Facebook.

 

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Foto: Pablo Bernardo/Divulgação

Por Hellen Santos

Morador desde da infância da Vila Marçola, no aglomerado da Serra na região Centro-Sul de Belo Horizonte, Wallison Culu dançarino profissional a mais de quinze anos. Conhecido na comunidade por suas parcerias com várias associações e projetos Culturais do Serra em combate a redução da criminalidade com proliferação de cultura e dança, e também por levar o nome da comunidade para vários lugares no território mineiro com seu grupo de dança.

Com um sobrenome artístico bem diferente adotado por um apelido dado pela avó ainda na infância, Culu vem fazendo o seu nome de sua comunidade crescer fora de Belo Horizonte, por seus vários espetáculos teatrais. Em seu currículo ele já está na sua sétima peça “Pai contra mãe”, espetáculo todo produzido com interpretação em ritmo da Dança urbana. O espetáculo é baseado em um conto de Machado de Assis e é feito pelos artistas da Cia. Fusion.

Para estimular a comunidade, Culu está organizando no dia 20 de agosto a primeira edição do projeto “Danças Urbanas Quebrada”. No evento será ministrado algumas oficinas de danças abertas para o público no período da manhã. Na parte da tarde ocorrerá a batalha de danças com inscritos e alguns grupos convidados. O melhor desempenho terá premiação. Danças Urbanas Quebradas serão realizadas na Escola Municipal Senador Levindo Coelho, na Rua Caraça, 910 no Bairro Serra, perto da porta do Parque Mangabeiras.

“A arte está para todos, mais nem todos a consomem”

Para mais informações entrar em contato no e-mail: wallisonculu@hotmail.com

Alimentos Orgânicos Foto: Ingrediente da Vez

Bloco SarraDá

Data: 03/03 – Sexta-feira

Horário: A partir das 18h

Endereço: Viaduto Santa Tereza

O Carnaval acabou, mas o clima ainda continua! Para quem deseja se despedir da época mais querida do ano, não pode perder o Bloco SarraDá.

6º Encontro CACO e Amigos

Data: 04/03 – Sábado

Horário: De 14h às 23h

Endereço: Av. Francisco Firmo de Matos, 744 – Contagem

Gosta de carro antigo e muita música boa? Então venha participar desse 6ª encontro de Carros e Amigos!

Três Mulheres e Um Bordado de Sol

Data: 04/03 – Sábado

Horário: 21h

Endereço: Sesc Palladium – Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro/BH

O espetáculo de dança “Três Mulheres e Um Bordado de Sol” é concebido a partir das obras e biografias de Clarice Lispector, Edith Piaf e Frida Kahlo. Ingressos na bilheteria do teatro.

Feira Fresca

Data: 05/03 – Domingo

Horário: De 09h às 15h

Endereço: Rua Carandaí, 420, Funcionários – House of Food – local coberto

A procura de alimentos orgânicos vem crescendo cada vez mais, pensando nisso, ocorre mais uma edição do “Feira Fresca”. Evento que reúne produtores de alimentos locais que visam preservar a saúde e o meio ambiente com produtos que não possuem conservantes, agrotóxicos e outros químicos. E melhor! A entrada é gratuita.

Circuito de Forró Pé de Serra

Data: 05/03  – Domingo

Horário: De 16h às 01h

Endereço: Music Hall BH – Av. do Contorno, 3239.

Para você que já curtiu muito Axé neste carnaval e quer curtir um bom xote, não pode perder o Circuito de Forró Pé de Serra. Ingressos disponíveis no Sympla.

Foto: Reprodução internet/ Peça Como sobreviver em festas e recepções com o Buffet escasso

Em sua 43ª edição, a Campanha de popularização Teatro e Dança começou no dia 5 de janeiro e esse ano sob o tema “A diversidade é nossa marca” traz uma programação variada que conta com 190 espetáculos, sendo 115 para o público adulto, 58 para o público infantil, 18 exibições de dança e entre eles 95 inéditos. Mas a novidade está no fato de que alguns dos espetáculos contam com tradução em libras e audiodescrição.

Considerada como uma das mais importantes manifestações artísticas de Belo Horizonte, a Campanha se tornou algo tradicional na vida da capital mineira. Promovida pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc), os espetáculos têm seus ingressos oferecidos a preços populares. Comprados pela internet ou em postos de venda os preços variam entre 5 a 15 reais, na bilheteria dos teatros os valores são colocados de acordo com a produção apresentada.

O evento que irá até o dia 19 de fevereiro tem como expectativa atrair cerca de 250 mil pessoas com base na iniciativa de proporcionar-lhes a oportunidade de irem ao teatro e assim prestigiarem os profissionais: “Isso faz parte da diversidade, que é a nossa marca. Por isso, a Campanha traz diversos gêneros em cartaz, como drama, comédia, farsa, tragédia e vários outros”, explica Rômulo Duque, presidente da Sinparc.

Incluídas no itinerário da ação Betim, Juiz de Fora e Nova Lima também contaram com apresentações. Para os interessados os ingressos que começaram a ser vendidos antes do início do evento ainda podem ser adquiridos pelo site www.vaaoteatromg.com.br ou pelo aplicativo do Sinparc ‘Vá ao Teatro MG’, disponível para download em tablets, smartphones e iphones.

Abaixo pontos de vendas:

Data: 5 de janeiro a 19 de fevereiro

Preço: R$ 5, R$ 8, R$ 10, R$ 12 e R$ 15 (preço nos postos de venda para peças adulto, infantil e dança).

Nas bilheterias dos teatros, os preços são diferentes, conforme cada estabelecimento.

Postos Fixos

As vendas de ingressos nos postos fixos estarão abertas a partir do dia 5 de janeiro. Confira os locais.

Posto Mercado das Flores

(Av. Afonso Pena, 1055 – esquina com Rua da Bahia)

Diariamente das 9h às 19h
| Funcionamento: 5 jan a 19 fev

Posto Shopping Cidade (Piso G)

(Rua Tupis, 337 – Centro)

Segunda a sábado das 10h às 19h, Domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Posto Shopping Pátio Savassi (Piso L3)

(Av. do Contorno, 6.061 – Funcionários)

Segunda a sábado das 13h às 19h, domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Posto Shopping Estação BH (1º Piso)

(Av. Cristiano Machado, 11.833 – Venda Nova)

Segunda a sábado das 13h às 19h, domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Partage Shopping Betim (3º Piso)

(Rodovia Fernão Dias km 492, 601)

Segunda a sábado das 13h às 19h, domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Posto Shopping Del Rey

(Av. Presidente Carlos Luz, 3001 – Pampulha)

Segunda a sábado das 13h às 19h, domingos das 14h às 18h | Funcionamento: 5 jan a 19 fevereiro.

Venda On-line e Aplicativos da Campanha

Outra forma de adquirir os ingressos é pelo site www.vaaoteatromg.com.br ou pelo aplicativo gratuito do Sinparc ‘Vá ao Teatro MG’, que está disponível para download em tablets, smarthphones e iPhones pelo link www.vaaoteatromg.com.br/mobile

O pagamento é feito por meio de cartão de débito bancário. A pessoa deverá retirar o ingresso na bilheteria do teatro 30 minutos antes do espetáculo. Os ingressos comprados pela internet terão acréscimo de uma taxa de conveniência, que varia de acordo com o valor e a quantidade comprada.

SERÃO ACEITOS VALE CULTURA E DOTZ

Nos Postos Sinparc, o ingresso pode ser pago com Dotz.

*Limitado a dois pares de ingressos por CPF, a cada dia.

DZ 1135 (1 ingresso)

DZ 2280 (2 ingressos)

DZ 4535 (4 ingressos)

Necessária a apresentação do Cartão Dotz e/ou CPF do titular e senha.

* O Vale Cultura na compra do ingresso é disponível somente no Posto de Venda do Mercado das Flores.

Para outras informações: Vá ao Teatro

Por Ana Paula Tinoco

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Evento começa hoje e vai até o dia 10/10 no CCBB

Espetáculos de dança contemporânea, dança de rua, cultura negra, Hip Hop, batalha entre linguagens múltiplas, espetáculo infantil e workshops compõe a programação do MID, Movimento Internacional de Dança, que começa nesta quinta-feira, 29, com espetáculos nacionais e internacionais de países como França, Itália, Espanha e Bélgica.

Ao todo, sete peças serão apresentadas ao longo dos 11 dias de mostra, sendo seis inéditas em Belo Horizonte. Anita Mathieu, Sérgio Maggio, Yara de Cunto e Gisella Rodrigues foram responsáveis por selecionar os espetáculos de dança contemporânea. De acordo com o criador e coordenador do MID, Sérgio Bacelar, os números foram escolhidos a partir da qualidade técnica e da capacidade de entreter públicos de faixas etárias distintas, com espetáculos para maiores de 12 anos e outros livres. As classificações etária e programação completa podem ser consultadas AQUI.

Além da troca de informações e aumento do repertório através da diversidade apresentada, outra proposta do MID é promover grupos locais. Em BH, os mineiros Rui Moreira e o coletivo de Hip-Hop, Família de Rua, participam do evento.

FAMÍLIA DE RUA

Neste final de semana, 01 e 02 de outubro, a Família de Rua participa da programação do MID com o projeto “FDR All Styles – Desafio na Pista”. Conforme o grupo informa em sua página no Facebook, o FDR é fruto do “Duelo de MC’s, que, ao lado do “Família de Rua Game of Skate”, ações que acontecem no Viaduto Santa Tereza desde 2007, são os principais projetos do grupo.

No CCBB, a partir da improvisação de movimentos ao som do DJ LB – que tocará diversos estilos musicais, “do baião ao rap”, como informa o EVENTO no Facebook – dançarinos e dançarinas de breaking, popping, locking, hip hop dance, house, vogue, dança contemporânea e outros estilos duelarão em uma grande celebração da cultura HIP HOP.

As batalhas serão julgadas por Priscila Patta, Lola Peroni e Eduardo Sô. A inscrição é gratuita e contemplará os 60 primeiros participantes que chegarem ao local. A premiação da batalha será de mil e quinhentos e reais. Mais informações AQUI.

O COLETIVO

Em 2016 a Família de rua completa nove anos de atuação nas ruas de BH. “O FDR All Styles” é apenas uma de suas ações. “A família de Rua é uma organização que acredita na essência da cultura e das manifestações artísticas urbanas. Para tanto, trabalha focada na promoção da cultura Hip Hop e do Skate em seus moldes originais, preservando a originalidade e a força presentes na arte e no estilo de vida daqueles que respiram a rua cotidianamente.”

WORKSHOPS

Além das apresentações, o MID contará com workshops destinados a estudantes de dança e dançarinos profissionais, ministrados pelo coreógrafo espanhol Albert Quesada e o bailarino moçambicano Idio Chicava. As inscrições devem ser feitas até amanhã, 30/09, pelo e-mail danca@alecrim.art.br. Os interessados devem encaminhar um parágrafo com demonstração de interesse em participar bem como o currículo.

Informações sobre o Workshop com Albert Quesada AQUI 
Informações sobre o Workshop com Idio Chicava AQUI 

Texto: Bruna Dias

 

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A data foi escolhida como forma de homenagem ao jornalista Osvaldo da Silva Almeida, que nasceu dia 14 de Setembro de 1882, ele teria sido o inventor da palavra Frevo lançada em sua coluna no “Jornal Pequeno”, no dia 12 de Fevereiro, do Carnaval de 1908, em Recife .

Porém, o pesquisador Evandro Rabelo afirmou em um artigo que em 09 de Fevereiro de 1907, O Clube dos Espalhadores do Feitosa, noticiou no “Jornal Pequeno” o repertório de marchas carnavalescas com os seguintes títulos: Amorosa, O Sol, O Frevo, entre outras. Comprovando que o vocábulo já estava presente nos clubes carnavalescos.

Desde então 09 de Fevereiro, também é considerado o dia oficial do Frevo em Pernambuco, local de origem da dança.

Origem do Frevo – Uma história de amor, luta e arte.

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As últimas décadas do século XIX, e as três primeiras do século XX podem se considerar o período de estruturação do carnaval brasileiro. Nessa época, o jogo carnavalesco do entrudo foi proibido várias vezes pelos governantes do Brasil Colônia alegando que tinha espírito pertubador da ordem. Em 1857, foi decidido pelo Congresso das Sumidades Carnavalescas, que o carnaval brasileiro teria as características do carnaval europeu.

Todas as regiões do Brasil aceitaram a mudança, exceto Pernambuco, que na ocasião, iniciava um movimento contra a proibição do Governo quanto á saída dos capoeiras, chamados de desordeiros. Por conta disso Recife se transformou foco da agitação política, pregando o nacionalismo e expulsão dos portugueses, vários pernambucanos foram presos e fuzilados e quase metade do território de Pernambuco foi entregue a Bahia como castigo aos levantes contra o Império.

A medida do Governo gerou uma reação de mais confronto, os capoeiras andavam pelas ruas a procura de brigas, mas era através da dança que chamavam mais atenção. Segundo o historiador Pereira da Costa “O desfile desse pessoal era feito em moldes de verdadeiro delírio, pulando, gingando, jogando capoeira, armados de cacetes e aos gritos, desafiando adversários para a luta.”

Seriam esses capoeiras que teriam dado origem ao frevo, enquanto os passos teriam influência da quadrilha, maxixe, a polca e o dobrado, de acordo relatos dos descendentes do frevo escritos em  Marcha nº 1 do Clube Lenhadores,1903 por Juvenal Brasil.

Patrimônio

Em 2007, o frevo foi declarado como Patrimônio Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

No dia 05 de Dezembro de 2012, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) aprovou o frevo, expressão artística do carnaval do Recife, como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O reconhecimento ocorreu durante a 7ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, na sede da Unesco, em Paris, na França.

Grupo de Dança em BH

Em Belo Horizonte o grupo Sandeiros, fundado em 1 de janeiro de 1980, é uma Companhia de danças folclóricas brasileiras considerada uma das melhores do país. O grupo disponibiliza cursos de dança gratuitos para mais de 500 pessoas por semestre. Clique aqui e saiba mais.

Texto: Gabriella Pimentel