Meio Ambiente

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O efeito estufa é uma manutenção natural da temperatura na Terra, absorvendo 70% dos raios infravermelhos pelos gases que compõem a superfície, mantendo o planeta quente. Porém, devido ao desmatamento, queima de combustíveis fósseis e ação das industrias, esse processo está sendo acelerado, aumentando a quantidade de gases e fazendo com que seja absorvido mais raios infravermelhos, deixando cada dia mais quente que o normal.

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Como funciona o efeito estufa. Foto: Almanaque

 

Sabia? Os automóveis soltam seis tipos de gases que aumentam esse efeito, entre eles, o gás nitrogênio (N2), dióxido de carbono (CO2) e o dióxido de enxofre (SO2). Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) de abril deste ano, Belo Horizonte tem nas ruas cerca de 1.714.609 automóveis circulado. Isso, representa 10.287.654 de substâncias poluentes liberadas, que além de fazer mal para o meio ambiente, fazem mal para a população. Estudo da Universidade de São Paulo (USP) realizado 2008, mostra que por causa da poluição dos veículos, morrem cerca de 389 pessoas por ano na capital mineira, o que da em média uma pessoa por dia.  

O que podemos fazer para evitarmos a aceleração do efeito estufa?

Nunca ande sozinho no carro. Promova a carona solidária. Sempre dê ou pegue carona, além de ajudar o meio ambiente e o trânsito, você economiza. Vá de bicicleta ou transporte público. Se for perto, vá a pé. Sempre faça revisão no seu carro, assim reduz na emissão dos gases.

 

Texto: Amanda Eduarda

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Semana mundial do meio ambiente e por que não falar da cidade solar do Brasil?

A capital mineira é conhecida como a “cidade solar” por ter a iniciativa de instalar painéis solares no teto do Mineirão, fazendo com que o estádio seja o primeiro no país a ser sustentado pela Usina Solar Fotovoltaica (USF). Tornando também, obrigatório nas construções sistema de aquecimento de água por energia solar.

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Estádio de Futebol – Mineirão Foto: Divulgação

Além dos investimentos que a cidade faz para melhorar a sustentabilidade, Belo Horizonte é reconhecida por vários órgãos por preservar o meio ambiente. Em 2011 a Organização Mundial de Saúde – OMS – divulgou um ranking da qualidade do ar nas grandes cidades do Brasil e Belo Horizonte foi considerado a cidade com a melhor qualidade, sendo encontrado 20 microgramas de poluição, para cada metro cubico do ar. Base estabelecida pela OMS.

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Ranking da qualidade do ar – OMS Foto: O tempo

De acordo com o censo de 2010,  do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – Belo Horizonte é a terceira cidade mais arborizada do país, com 83%. Estudo publicado em 2012, pelo Instituto Trata Brasil sobre saneamento básico,  a capital mineira ficou em segundo lugar como a cidade com o melhor saneamento.

Não é a toa que a cidade ganhou duas edições do Desafio das Cidades das Hora do Planeta e está entre as finalistas da edição desse ano, 2016.

Já ouviu falar em Desafio das Cidades da Hora Planeta?

Produzido pela World Wide Found – WWF – que é uma organização internacional não governamental, que tem como objetivo a preservação da natureza. O evento anual é chamado de “Desafio das Cidades da Hora do Planeta” e seleciona cidades do mundo todo que tenham um projeto de sustentabilidade, as finalistas serão escolhidas pelo público em uma votação que se iniciou no dia 26 de abril e que se encerra em 22 de junho. Esse ano são no total 47 cidades e Belo Horizonte/MG está competindo com Recife/FO e Rio de Janeiro/RJ. Vote no site.

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We love cities – WWF

Texto: Amanda Eduarda

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Imagem Divulgação/ Produtor de Água

Voltado par a revitalização e melhora da qualidade das bacias hidrográficas, o programa Produtor de Água é um instrumento pela qual a União apoia a melhoria, a recuperação e a proteção de recursos hídricos. Criado em 2001 pela Agência Nacional de Águas (ANA) o projeto visa ações principalmente nos meios rurais. Segunda Ana Carolina de M. Braz, gerente executiva da assessoria de comunicação social da ANA, o projeto visa “A redução da erosão e do assoreamento de mananciais”, tendo como base as ações executadas no meio rural.

O programa que cobre todo o território nacional tem no momento cerca de 40 projetos que estão sendo usados para o benefício dos mananciais utilizados para o abastecimento de grandes cidades, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campo Grande e Goiânia. E para que a parceria exista os contratos são estabelecidos entre os financiadores e os produtores participantes. Já que as entidades participantes são as responsáveis por repassar os recursos usados na prática dos projetos escolhidos.

A ANA visa novas práticas de conservação em propriedades rurais com uma política de pagamento por esses serviços. Segundo Braz, “Os pagamentos são feitos por entidades escolhidas pelo arranjo organizacional, durante ou após a implantação de cada projeto individual da propriedade (PIP)”.

Quanto aos valores recebidos pelos produtores Rurais, “são definidos com base em estudos econômicos desenvolvidos para a região onde ele se insere e na sua eficácia no abatimento da erosão.”, acrescenta.

Projetos Escolhidos

Para receberem a ajuda financeira em sua implementação, os candidatos devem ter como base: práticas mecânicas, conservação do solo e água, subsolagem, construção de terraços, barragens de captação de água da chuva, barragens subterrâneas, readequação de estradas rurais e outras tecnologias que sejam adaptáveis à realidade da região onde será implantado.

Mas, há, também, uma preocupação que envolve a recuperação florestal, “Para efeitos do Programa, todas as práticas voltadas ao restabelecimento da cobertura vegetal com fins de proteção hídrica, e pode incluir o cercamento de áreas, produção de mudas, plantio, enriquecimento, regeneração natural e conservação.”, finaliza Braz.

Para aqueles interessados em participar do programa, a ANA receberá os projetos até o dia 20 de outubro. As inscrições deverão ser realizas pelo site do Sistema de Convênios do Governo Federal (SICONV). Para mais informações: Agência Nacional de Águas.

 

Texto por Ana Paula Tinoco

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Dia da água é comemorado hoje em todo o mundo, entenda a importância de preservar as mananciais para o consumo.

Hoje, dia 22 de março, é comemorado o dia Mundial da Água, data criada pela ONU para abordar a conservação e a proteção da água. A data foi criada em 1993, e desde então todos os anos são celebrados com temas da atualidade para conscientizar a população no mundo inteiro sobre a importância da água na vida dos seres vivos.

Mesmo cobrindo cerca de 70% da superfície da terra, e tendo os oceanos responsáveis por 97,2% de toda a água do planeta, uma porcentagem muito pequena de 7,8% é tida como tal para o consumo. Mas são poucas as reservas de água doce hoje preservadas e aptas para serem tratadas e distribuídas para as residências. Infelizmente grande parte dos mananciais, hoje no Brasil, estão comprometidas devido a poluição humana e desenfreada.

O que são mananciais e qual sua importância?

 Toda água que abastece as cidades e chega a nossa residência vem de reservatórios de água doce, superficiais ou subterrâneos. As mananciais são rios, lagos, represas, dentre outros.

Minas Gerais é o Estado com maior número de municípios do Brasil, com 853 e uma população urbana que chega a 16,7 milhões de habitantes segundo a Agência Nacional de Águas. Cerca de 60% do abastecimento do estado é realizado por mananciais superficiais, enquanto 20% são atendidos por mananciais subterrâneos e outros 20% é abastecido simultaneamente pelos dois tipos de mananciais. 71% da água distribuída hoje no estado vêm da COPASA, e parte do saneamento no Norte e Nordeste do Estado é realizado pela COPANOR.

Em Belo Horizonte, 74% do abastecimento vem da manancial da barragem Rio das Velhas, seguido pelo Rio Manso com 12%. Já as Barragens Mutuca, Fechos e Cercadinhos realizam 4% do abastecimento, a barragem Serra Azul tem participação de 3%, as barragens Tabões, Bálsamo e Rola Moça em Ibirité abastece 2%, assim como a Vargem das Flores. As últimas mananciais que abastecem a capital mineira e possuem 1% de participação é a Poços Belo Horizonte e barragens Catarina 1, 2 e 3.

Sistema Integrado Rio das Velhas
Sistema Integrado Rio das Velhas

As mananciais brasileiras não são aptas para o consumo imediato, e precisam passar por um tratamento físico e químico dentro das empresas que abastecem as residências. Além dos vários poluentes nas águas, alguns mananciais sofrem com a poluição de esgotos e resíduos industriais que são despejados, o crescimento das cidades ao redor, por exemplo. Até o final do ano passado, alguns reservatórios, se encontravam em estado de emergência devido a falta de água. Mas o problema recorrente é a grande poluição que se encontra na represa da Vargem das Flores e no Rio das Velhas, além das consequências do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

Para mais informações sobre o abastecimento de água na região de Belo Horizonte ou em outras cidades, acesse o link.

 

Por Julia Guimarães. 

 

O restaurante Reciclo recebe, amanhã às 20h, uma roda de samba promovida por estudantes de Relações Públicas como parte de um projeto que busca incentivar a reciclagem e integrar o catador de materiais recicláveis à sociedade. “A casa não só cedeu o espaço, como também abraçou o projeto deles, e amanhã verão a reciclagem atuando: aqui os guardanapos são reciclados a acústica da casa tem essa imposição de ser reciclada.”, explica Diego Barroso, 29, responsável pelo restaurante.

O Brasil, em termos de reciclagem, está muito aquém de outros países, como os europeus, mais de 75% do lixo do país é jogado a céu aberto e apenas 3% é reciclado. Iane Sena, 21, uma das desenvolvedoras do projeto fala sobre a importância da conscientização “Amanhã vamos fazer a roda de samba, além de expor e vender os objetos recicláveis que decoram o bar […] Mostrar como podemos aproveitar materiais de forma criativa”.

Reciclo

Inaugurado em 2006, o restaurante Reciclo é um espaço cultural da Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável (Asmare), e foi fundado para proporcionar uma maior inclusão social aos trabalhadores dessa área. Catadores que, além de frequentarem o restaurante, produzem objetos confeccionados com matérias recicláveis que decoram e são vendidos em uma loja na própria entrada do local.

Atualmente o Reciclo funciona de segunda a sexta de 11h30 às 15h, tem um fluxo de 250 pessoas e produz em media 100kg de comida por dia. Com um público bastante diversificado, dentre ele famílias, empresários e até mesmo estrangeiros, o restaurante possui cerca de 20 funcionários, todos associados à própria Asmare. “O Reciclo é muito mais que um espaço de reciclagem de material, é também de reciclagem de vida: hoje trabalham aqui pessoas oriundas de catadores de rua, ou de alguma situação desse mesmo patamar”, declara Diego.

O restaurante recebe visitas de escolas públicas e particulares que desenvolvem projetos de educação ambiental para implantação de coleta seletiva.

Conheça o Reciclo: Rua da Bahia, 2164 – Lourdes

 

Por Marina Rezende

Foto: Julia Guimarães / Jornal Contramão

Mostra -“Alameda São Francisco: o rio inunda a cidade” toma conta do canteiro central da Praça da Liberdade.

Foto: Divulgação Iepha
Foto: Divulgação Iepha

Durante três anos, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-Mg) percorreu junto com a Unimonte, a parte navegável do rio São Francisco identificando bens culturais, a fim de promover o registro do seu patrimônio imaterial. Celebrações, formas de expressão, saberes, lugares e fazeres mais representativos das comunidades ribeirinhas foi catalogado. Ao todo, 17 cidades entre Pirapora e Manga participaram do registro, que pode ser visto na mostra “Alameda São Francisco: o rio inunda a cidade” até o dia 31 deste mês, no Circuito Cultural da Praça da Liberdade.

Mostra

Aberta ao público até o sábado (31), a mostra traz para a capital não apenas fotografias e registros, cerca de 40 ribeirinhos dos 17 municípios localizados na parte navegável do rio, na região Norte, na divisa da Bahia, estão na cidade para participar e representar suas tradições, crenças, músicas, culinária e ofícios.

A alameda central da Praça da Liberdade está tomada por um rio de tecidos, com referências aos fazeres da cultura de um dos cursos aquáticos mais famosos do Brasil. Segundo Michelle Alcântara, visitante da exposição, esse evento é de extrema importância, “ela destaca a importância do Rio São Francisco na vida das pessoas e na cultura do nosso país”, relata Alcântara.

Foto: Julia Guimarães / Jornal Contramão
Foto: Julia Guimarães / Jornal Contramão

A exposição tem curadoria de Tereza Bruzzi e Alexandre Rousset, e terá atrações culturais durante toda sua estadia na cidade. Durante este período, o Espaço do Conhecimento UFMG exibirá, na Fachada Digital, uma série de imagens do inventário cultural do São Francisco, sempre das 19h às 23h.

Por Raphael Duarte