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As estações Venda Nova, Vilarinho, Pampulha, São Gabriel, Diamante e Barreiro foram fechadas nesta quarta-feira, 10, completando o terceiro dia da manifestação dos rodoviários em Belo Horizonte.

Os passageiros do transporte público enfrentam dificuldades para se locomoverem pela cidade. Pela manhã, muitas pessoas utilizaram transportes alternativos para chegar ao trabalho. Utilizar o carro próprio, pegar carona, táxi ou metrô foi a alternativa de muitos.

Para a universitária, Priscila Zavagli, 31, chegar ao trabalho foi um desafio. “Ontem e hoje, nenhuma das linhas que posso pegar pra trabalhar está rodando normalmente. Eu precisei apelar para carona do namorado pra ir trabalhar”, relatou a estudante.

O Jornal Contramão entrou em contato com o Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte e Região. Segundo o órgão, havia uma reunião agendada para ontem, 9, o que não aconteceu. De acordo com a categoria, não existe nenhuma negociação aberta pela BHTrans, e a greve vai ser mantida até que seja aberto um diálogo.

Os rodoviários alegaram não terem recebido a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) Segundo eles, hoje, 10, a paralisação atingiu as estações e não se sabe a quantidade de linhas que vão aderir à paralisação no decorrer do dia e nem os pontos da cidade que serão atingidos pelo movimento grevista amanhã, 11.

Em nota, a BHTrans disse ter implantado um plano de contingência, direcionando os usuários da Estação São Gabriel para o metrô ou para as demais linhas diametrais. De acordo com a empresa, a Estação Venda Nova e algumas linhas alimentadoras continuam levando os usuários até a Estação Vilarinho, de onde também podem utilizar o metrô. Na volta para casa, ao chegar de metrô nas Estações São Gabriel e Vilarinho, os usuários devem pegar linhas alimentadoras no entorno dessas estações.

No caso da Estação Pampulha, a companhia informou que algumas linhas alimentadoras saem do Bairro e continuam seguindo direto até ao Centro. Na volta para casa, para pegar a linha alimentadora no Centro em direção ao bairro, os usuários devem embarcar na Rua dos Guaicurus, entre as ruas São Paulo e Curitiba.

 

Texto: Victor Barboza e Raphael Duarte

Fotos: Victor Barboza e Tiago Aredes

Nesta sexta-feira, 5, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Para celebrar a data, que tal adotar uma espaço ambiental, como o coreto do Parque Municipal de Belo Horizonte? O feito será possível graças à campanha “Adote o Verde”, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que tem como objetivo a revitalização e manutenção de áreas verdes públicas da cidade.

A iniciativa, que foi divulgada nesta terça no “Diário Oficial do Município”, possui 43 áreas de parques acessíveis para adoção e funciona por meio de convênios, que basicamente delimitam as responsabilidades do adotante e da Prefeitura: ao adotante cabe manter as áreas verdes bem limpas e cuidadas e à Prefeitura cabe o desenvolvimento do projeto de implantação ou reforma, o pagamento de contas de água e luz, apoio técnico e permissão para colocação de placa no local adotado.

O Jornal Contramão foi às ruas para saber a opinião dos belo-horizontinos a respeito da iniciativa. O estudante Luiz Guilherme, 19, disse que não adotaria um espaço em área verde. “Acho o projeto uma boa, mas no momento não assumiria a responsabilidade”, relatou Luiz. Já Eduardo Amaral, 19, faturista, participaria da ação. “A iniciativa é bacana, eu adotaria uma árvore. Se as pessoas se interessassem, ajudaria muito na manutenção das áreas verdes”, afirmou o entrevistado.

Para participar:

Basta procurar a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (3277-5032), a Administração Regional à qual pertence a área pretendida (Praça ou Canteiro Central) e a Fundação de Parques Municipais (FPM) para adoção de Parques, ou pelo e-mail: adoteoverde@pbh.gov.br.

Acesse a lista completa dos parques que podem ser adotados neste link.

Texto e Foto: Victor Barboza

Neste fim de semana, parques de Belo Horizonte oferecem atrações especiais para os mineiros se entreterem e aproveitarem as belíssimas paisagens naturais da cidade.

Para manter o bem-estar e a boa forma, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti oferece no sábado aula de tai chi chuan, das 8h às 10h, com o professor José Marcelo. Quem se interessar deve se inscrever pelo e-mail marcellgiffa@ig.com.br ou pelo telefone 9945-3938. No mesmo dia, das 9h às 10h, terá, ainda, aula de lian gong.

O Parque Vencesli receberá as atividades do projeto Basquete Popular no Bairro, que tem o objetivo de desenvolver os fundamentos básicos do esporte. Essa prática é realizada todos os sábados a partir das 9h, para pessoas de qualquer idade. Os interessados devem ir à quadra do parque usando roupa apropriada para atividades físicas e levar uma bola de basquete, caso tenha.

Ainda no sábado, o Parque Aggeo Pio Sobrinho, que fica no bairro Buritis, recebe das 8h às 17h o Buritis Festival, que reúne uma programação com variadas expressões artísticas. O festival terá shows das bandas Vrindavan, 7 Estrelo, Verso Venenoso, Diafragma, Gusmão, Triballzen e Agents of Havok. Entre as apresentações, haverá o palco aberto, momento em que qualquer pessoa poderá usar o espaço para mostrar alguma habilidade ou talento, como recitar poesia ou cantar. O evento também terá exposição da fotógrafa Marisa Piazarollo, feira de artesãos, oficinas de arte, teatro e intervenções de artistas circenses e espaço para literatura e poesia.

O Parque Municipal no centro da capital também está dentro da programação cultural do domingo. O local receberá, das 9h às 13h, o Ponto de Leitura, que tem como objetivo estimular a discussão em torno de poemas e livros. Além disso, conta com um microfone aberto para os interessados em recitar versos. Essa atividade é realizada mensalmente e tem como idealizador o Museu Nacional da Poesia (Munap), por meio do projeto Sementes de Poesia.

Em nota publicada pela Prefeitura, o presidente da Fundação de Parques Municipais (FPM), Hugo Vilaça, falou sobre a programação. “Queremos que cada vez mais a população participe das atividades nos parques municipais. As opções são bem diversificadas e de boa qualidade”, declarou o presidente.

Programação dos parques no final de semana

Sábado 30/05

 

  • Parque Municipal (Avenida Afonso Pena, 1.377, Centro)

– Tai Chi Chuan: das 8h às 10, na Praça do Trenzinho.

– Lian Gong: das 9h às 10h, na pista de patinação.

 

  • Parque Ecológico Vencesli Firmino da Silva (Rua dos Agrônomos, 285, Alípio de Melo)

– Projeto “Basquete Popular no Bairro”: a partir das 9h, na quadra do parque.

 

  • Parque Primeiro de Maio (Rua Joana D’Arc, 190, Primeiro de Maio)

– Espetáculo “O Ganso de Ouro”, às 16h.

  • Parque Aggeo Pio Sobrinho (Av. Prof. Mário Werneck, 2.691, Buritis)

– 3º Buritis Festival: das 8h às 17h.

 

Domingo 31/05

  • Parque Fazenda Lagoa do Nado (Rua Desembargador Lincoln Prates, 240, Itapoã)

– Espetáculo “O Ganso de Ouro”, às 16h.

  • Parque Municipal

– Sementes de Poesia: às 9h, na Praça dos Fundadores.

 

Texto: Victor Barboza

Foto: Vander Bras

Nessa semana, a Casa Una de Cultura (rua Aimorés, 1.451, Lourdes) foi palco do debate “Charges: Liberdade de expressão x Ética”, produzido por alunos do 4º período do curso de Jornalismo da UNA. Os convidados foram os chargistas Lute, do jornal Hoje em Dia, Duke, do jornal O Tempo, Quinho, do jornal Estado de Minas, e Evandro Alves, colaborador de diversos jornais de Minas Gerais e São Paulo.

Os artistas convidados fazem parte da exposição “Somos Todos Charlie, Uai!”, criado em apoio ao Charlie Hebdo (jornal satírico francês) após atentado sofrido em janeiro deste ano.

O debate discutiu até onde há liberdade de expressão quando se trata do gênero charge e o processo de criação das ilustrações.

Um dos organizadores do evento, o aluno de Jornalismo Felipe Chagas, 25, falou acerca da importância do debate: “A partir do momento em que nós trabalhamos em cima de uma pesquisa importante para todos, nada mais interessante que esses novos conhecimentos e questionamentos sejam divididos entre nós, estudantes. A liberdade de expressão é uma grande conquista para o homem, sendo assim, falar sobre os limites a qual ela é submetida se faz importante nas escolas de comunicação, pelo fato de nós estarmos nos preparando para sermos formadores de opinião”.

O Jornal Contramão conversou com Evandro Alves sobre a relevância da discussão no âmbito da comunicação. Para ele, a discussão é de extrema necessidade: “Essa discussão é muito importante, principalmente nesse período que estamos vivendo, de grande reacionalismo entre posições conservadoras de determinados grupos da sociedade em relação a diversos temas, seja racismo ou homofobia. Então, quando trazemos essa discussão sobre liberdade de expressão, todos esses grupos podem estar sendo representados pela fala de algum dos participantes”, afirmou o chargista.

Durante o bate-papo, profissionais da comunicação e alunos convidados levantaram questões relativas à liberdade de expressão no contexto do ocorrido em Paris. Para os jornalistas, o problema que gerou o atentado ao Charlie Hebdo não está no Islamismo, está no fundamentalismo religioso.

Para o cartunista Duke, a violência gera violência, e a arma para combater isso é a cultura: “Através da cultura conseguimos transformar essas ideias de séculos anteriores para uma concepção mais atual. A charge vai fazer parte desse processo cultural, assim como outras formas de cultura, como a música. Você gostar de uma charge e não gostar é relativo, mas um tiro na cabeça não é relativo. A morte silencia qualquer oportunidade de diálogo”. O artista ainda disse mais: “Quando você só escuta o que você gostaria de escutar e as ideias são discutidas em privado, elas se fortalecem, inclusive os preconceitos. Quando você  expõe seu preconceito para grupos diferentes, você enfrenta uma enxurrada de pensamentos contrários, aí você reflete”.

O cartunista Lute, do Hoje em Dia, deixou claro que é a favor da liberdade de expressão sem limitações: “Sou a favor da liberdade e ponto. Não é por corporativismo, mas é que o primordial é a liberdade. Acho que no mundo de hoje, não cabe este tipo de ‘censura’, não cabe mais limitar o pensamento”.





Texto e Foto: Victor Barboza

No mês de maio, o Cine Sesc Palladium, promove a mostra Narrativas do Fantástico, com filmes, mesas redondas e oficinas, que unem o cinema com a literatura, tendo como ponto em comum o fantástico.

A seleção dos filmes é feita de maneira heterogênea, em relação a países, épocas e estilos, explica o jornalista e pesquisador Nuno Manna, 29. “Temos, por exemplo, filmes que foram grandes produções hollywoodianas e grandes sucessos de décadas atrás, e outros que, apesar de conhecidos por uma comunidade de cinéfilos, são bem menos acessíveis, sejam por disponibilidade ou pela sofisticação cinematográfica que trazem”.

O diferencial da mostra é a busca pelo fantástico, que segundo o dicionário nos remete ao “que pertence à fantasia; fantasioso, imaginativo”. Diferente da nossa definição, Manna esclarece que a ideia do fantástico presente nos filmes escolhidos é: “uma abordagem transversal do fantástico, que se dedica a aquelas obras que inserem em suas narrativas elementos insólitos, mágicos, absurdos, de maneira que tais elementos provoquem um deslocamento na representação da realidade. Não se trata, pois, da total fantasia, mas do nosso mundo, como pensamos conhecê-lo, invadido por algo que não conseguimos explicar”.

Críticas às adaptações literárias

É comum entre os cinéfilos e leitores assíduos as criticas a maioria das adaptações de livros para o cinema. O site da revista Rolling Stones disponibilizou uma lista com as 10 piores e melhores adaptações para o cinema. Segundo o jornalista, as seleções das obras foram bem pensadas para que agrade ao mais crítico dos públicos. “Todos os filmes que estão na mostra foram selecionados porque, enquanto adaptações possuem uma potência e uma originalidade em si mesmos. São, portanto, autonomamente notáveis e não se deixam constranger pelo peso da obra literária de referência. Acho que qualquer adaptação interessante (e elas são várias, a exemplo dessas que estão na mostra) guarda esse lugar de diálogo, ao mesmo tempo se alimentando da herança de uma grande obra, mas criando sua própria contribuição com sua narrativa”.

Entre os filmes escolhidos, o pesquisador conta, como forma de dica, que, um dos que merecem mais destaque é o do cineasta russo, Tarkovski, com a sua produção de 1972, Solaris.  “Devo muito a ele um aprendizado em relação a uma postura de espectador, à abertura para uma sensibilidade que seus filmes nos exigem e nos inspiram”.

Porém, ele conta que a grande expectativa fica com o filme polonês, de 1965, O Manuscrito de Saragoça, que é uma adaptação do livro de Jan Potocki, O manuscrito encontrado em Saragoça. “É um dos filmes menos conhecidos da mostra, e sem dúvida um dos que mais mereciam destaque. Mesmo sendo um filme bastante longo, consegue ser cativante”, argumenta.

Veja a programação completa do evento

Por: Ítalo Lopes

Imagens: Divulgação

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O escritor e empreendedor Tales Gubes traz a Belo Horizonte seu curso para quem quer aprender um pouco mais sobre as técnicas da escrita e tem a vontade de ser escritor. O Ninho de Escritores estará presente neste sábado, 25, no QG Órbita no bairro Belvedere, na Rua Correias, 121.

Na semana do Dia Mundial do Livro, o curso é uma boa oportunidade para quem tem a vontade de conhecer um pouco mais da arte da escrita e saber por onde começar uma ficção. Gubes, idealizador do projeto, afirma que o curso expresso tem um foco maior nas técnicas de criação de histórias por escrito. “Para quem participa do Ninho nas versões presencial, online ou individual (chamada de Voo Solo), existe a oportunidade de aprofundar não apenas o estudo da técnica, mas também do que significa escrever e como tornar a escrita parte da vida cotidiana”, explica.

Depois da capital mineira, o objetivo é levar o Ninho de Escritores Expresso para Recife e, posteriormente, planejar uma segunda edição em São Paulo. Porém, Gubes afirma que seu desejo é de levar o projeto para todos os lugares em que há pessoas disponíveis a aprender e crescer com o aprendizado.

Até o presente momento, restam sete vagas abertas. Para se inscrever, basta acessar: http://www.cinese.me/encontros/ninho-de-escritores-expresso-belo-horizonte

Por: Luna Pontone

Foto: Divulgação